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domingo, 26 de dezembro de 2010

JUSTIFICAÇÃO E A LEI

José Carlos Ramos



Nesta semana estudaremos Romanos 4 com prévia atenção a 3:31 (domingo). Paulo continua sua exposição da justificação pela fé mostrando, dessa vez, que nunca houve outro recurso de salvação senão aquele provido por Deus. A esse respeito o Antigo Testamento deu seu testemunho claro e irretorquível. Isso fica evidente da experiência de Abraão e Davi, dois vultos memoráveis da história de Israel, por demais estimados por toda a nação. De fato, desde a entrada do pecado neste mundo, justificação pela fé sempre foi o método de salvação. Os judeus acabaram enveredando para outro caminho por pura desatenção às Escrituras.


Infelizmente, ainda hoje permanece o falso conceito de dois caminhos de salvação. Já ouvi pessoas que se diziam conhecedoras da Bíblia afirmarem, com certa pretensão, que, antes de Jesus, a salvação era pela lei e que, depois passou a ser pela graça. Mas pergunto: houvesse outro meio possível de salvação, haveria necessidade de Jesus vir a este mundo, sofrer tudo o que sofreu e amargar a terrível morte de cruz? Tudo para nos salvar, quando, realmente, não precisávamos de tanto sacrifício? Como a lição demonstra já em sua abertura, a cruz é a maior evidência de que a lei não pode salvar, ao mesmo tempo em que não poderia ser alterada nem cancelada.


Com efeito, nem a lei no Antigo Testamento foi contrária à graça, nem a graça no Novo Testamento é contrária à lei.

I. A lei confirmada


É próprio considerar o texto de Romanos 3:27-31 um sumário das conclusões inferidas por Paulo daquilo que expôs nos versos 21-26:


(1) A jactância foi excluída (v. 27);
(2) A justificação é exclusivamente pela fé (v. 28);
(3) A salvação está disponível a toda a humanidade – judeus e gentios, no pensamento paulino (v. 29, 30); e finalmente,
(4) Pelo plano divino de salvação, a lei é confirmada (v. 31). “Anulamos , pois, a lei, pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei.”


Esse texto é interpretado de duas maneiras:


(1) “Lei” significa todo o Antigo Testamento. Justificação pela fé foi anunciada antes da cruz, na forma de promessa. O capítulo 4 comprova esse fato mais uma vez, já que a citação de Habacuque aparece em 1:17. Nesse caso, o v. 31 abre caminho para o argumento de Romanos 4, o que significaria que esse verso é um prólogo, ou ligação a esse capítulo. Essa hipótese remove a aparente digressão do capítulo 3 para o 4. Princípio exarado nesta interpretação: em lugar do Antigo Testamento ser anulado pelo Evangelho, é confirmado por ele. Em geral, os evangélicos adotam essa interpretação.


(2) O verso expressa um ataque, por parte de Paulo, ao antinomismo (conceito de que os requerimentos da lei não mais incidem sobre os crentes). Lei aqui teria o sentido da expressão da vontade de Deus, como revelada, por exemplo, nos Dez Mandamentos. Essa é, naturalmente, a posição adotada pelos ASDs.


Depois de falar tudo o que Paulo expôs sobre lei e justificação, alguém poderia raciocinar que a lei não mais teria lugar no plano de Deus. Paulo se apressa em contrariar esse raciocínio. Suas palavras rechaçam falsas inferências tiradas de sua teologia pelos que a ela se opõem. Ele já o fizera no v. 8.


Cremos que esta é a melhor interpretação, pelo menos por dois pontos principais:


(1) O verso 31 mantém uma relação lógica com o que Paulo apresentou antes. Muito natural seria a pergunta: então, o que aconteceu com a lei? Qual é sua situação atual? O que a fé fez com ela? Excluiu-a como fez com a jactância (v. 27)? aboliu-a?


(2) A estrutura do verso 31 combina mais com o que precede e não com o que vem em seguida: “Anulamos, pois [isto é, em vista do que acabamos de expor], a lei pela fé?...” Realmente Romanos 4 não necessita desse tipo de introdução, porque a digressão ali é apenas aparente, e não real. O 1º verso do capítulo 4 é transicional, não inferencial. A esta altura, seria mais que apropriado para Paulo defrontar o argumento judaico da filiação abraâmica e a questão da circuncisão, agora dentro de sua exposição do plano divino de salvação.


Bem analisada, a ideia de que a fé confirma o Antigo Testamento não é o que o apóstolo tem afirmado, e sim exatamente o contrário: é o Antigo Testamento que confirma a fé, e isso ele desdobra no capítulo 4.


A pergunta 2 nos remete aos versos 1-8 desse capítulo. Pelo que considerei anteriormente, ficou claro que não há diferença nenhuma entre os métodos de salvação num e noutro Testamento. Acrescento que em Romanos 4, Paulo substancia esse fato provando que a justificação pela fé não é uma verdade nova; que ela é exposta no Antigo Testamento, o apóstolo já afirmara no princípio da epístola (1:2, e o faz também ao final dela. Ver 16:25, 26), e com um texto específico ao introduzir seu tema (1:17). Então, ele se vale da experiência de Abraão, aquele a quem os judeus chamavam de pai e por cuja linhagem se sentiam os eleitos de Deus; e, de passagem, menciona também Davi (versos 6-8, a lição de amanhã), outro vulto ilustre dos hebreus, da descendência de quem esperavam o Messias.
Portanto, podemos considerar Romanos 4 uma comprovação não do que o apóstolo afirma em 3:31, mas em 3:21, que “a justiça de Deus” (de onde provém a justificação pela fé), é “testemunhada pela lei e pelos profetas”, as duas grandes divisões do Antigo Testamento. A experiência de Abraão ilustra o testemunho dado pela primeira divisão, a lei, enquanto as palavras de Davi ilustram o testemunho dado pela segunda, os profetas. Como afirmei, Davi é citado apenas de passagem, porquanto Paulo já se valera de um profeta, Habacuque, em 1: 17.

II. Graça ou dívida


A lição de ontem menciona como Abraão e Davi encontraram na graça o recurso para ser vencedores. Embora o primeiro, vez ou outra, tenha agido inadequadamente, Gênesis 26:5 afirma que ele foi obediente aos mandamentos de Deus. Também sabemos que ele aguardou com fé o cumprimento da promessa que Deus lhe fizera. Contudo, as “obras” de Abraão não foram imputadas a ele “para justiça” mas, sim, sua fé (15:16). Davi, por sua vez, pecou vergonhosamente no caso de Urias e Bate-Seba, mas, exclusivamente pela graça, alcançou plena restauração. Tudo o que Abraão e Davi obtiveram da parte de Deus lhes veio na forma de dom imerecido, indébito, fruto exclusivo da misericórdia. Nada do que Deus fez a eles foi como pagamento de dívida, porque Deus nada deve a quem quer que seja.


Quanto à maneira de Paulo expandir seu tema (v. 6-13), acrescento o seguinte em resposta à pergunta 3:


Paulo toca no controvertido tema da circuncisão, muito valorizada pelos judeus em termos de eleição e salvação. A abordagem da circuncisão é feita em decorrência do que ele fala acerca de Abraão.


Considerando a maneira pela qual o patriarca foi justificado, Paulo deixa claro que a circuncisão não pode ser tomada como condição para a justificação: Abraão foi justificado antes de ser circuncidado (v. 10); isto é decisivo na argumentação do apóstolo. A fé, portanto, antecedeu a circuncisão, tanto quanto Gênesis 15:6 antecede 17:10-14. É impróprio mesmo afirmar que a fé substituiu a circuncisão a partir da cruz. A fé foi sempre o meio da justificação.


Assim, Paulo usa o exemplo de Abraão para mostrar que a circuncisão veio apenas para confirmar o que já era uma realidade através da fé. E isso foi providencial para que o patriarca fosse considerado o pai de todos aqueles que creem, não importando se gentios ou judeus. O apóstolo conseguiu divisar um significado teológico para o fato de ter sido Abraão circuncidado depois de ter sido justificado: sendo justificado antes da circuncisão, ele adquire qualidades que o tornam o pai dos que, sem ser circuncidados, creem em Jesus. Ter sido posteriormente circuncidado o torna pai daqueles que, circuncidados, também creem em Jesus. Em outras palavras, a circuncisão não é nem condição nem impedimento para que alguém seja justificado.


Os cristãos judeus não haviam entendido esse importante detalhe quando Deus, no princípio, estendera o evangelho aos gentios.

Começaram a exigir que estes fossem circuncidados (At 15:1, 5). É possível também que alguns gentios já começassem a supor que a circuncisão fosse um obstáculo para que os judeus desfrutassem plenamente a salvação em Cristo. Nada disso, todavia, tinha sentido. Unicamente a fé era condição sine qua non para uma salvação disponível a circuncidados e incircuncisos (ver Gl 5:6; 6:15; 1Co 7:19). Por isso, Paulo afirmou: “Foi alguém chamado estando circunciso? Não desfaça a circuncisão. Foi alguém chamado estando incircunciso? Não se faça circuncidar” (1Co 7:18). Acho isso normativo para a evangelização de judeus hoje.

III. Promessa e lei


Nesta altura, Paulo adiciona outro ponto de consideração em seus argumentos. Estabelecido que Abraão foi justificado pela fé sem a colaboração da circuncisão, não há como sustentar que a promessa feita a ele e a seus descendentes, promessa que antecedeu mesmo a fé, haja sido com base nas obras da lei, uma vez que esta, na forma de um código, entrou em cena bem depois da própria circuncisão.


Não foi a justiça humana, auferida com base no cumprimento do direito, o fator determinante da promessa feita a Abraão, mas a justiça que decorre “da fé”. Como a promessa feita a Abraão define em última instância a salvação anunciada no evangelho, conclui-se mais uma vez que a justificação não ocorre segundo o ideal judaico, isto é, através das obras da lei, mas segundo o ideal evangélico, isto é, exclusivamente pela fé.


Para o grande apóstolo, portanto, permanece o fato de que Abraão foi justificado exclusivamente pela fé, e foi com base na justiça daí oriunda que a promessa de ser herdeiro do mundo lhe foi assegurada.


No verso 14, Paulo fala em termos de hipótese, e não de possibilidade, caso contrário, sua palavras não teriam sentido: “se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa.” Em outras palavras: não havendo fé, não há promessa. Mas não havendo promessa não há herdeiros, porque não há uma herança a ser recebida. Uma coisa resulta na outra. Nesse caso, os que são da lei seriam herdeiros de quê? Esta é uma forma bem impressiva de Paulo repetir o que afirmou em 3:20: “ninguém será justificado diante dEle por obras da lei...” Seu argumento aqui é praticamente o mesmo de Gálatas 2:21: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.” E sabemos que, se Cristo morreu em vão todos estamos igualmente perdidos.

IV. Lei e fé


Para Paulo, o papel da lei no processo da salvação é claro: ela suscita a ira divina face ao pecado (v. 15), de forma a salientar a situação extremamente desesperadora do pecador e realçar ainda mais a necessidade da graça. Esse detalhe (a lei suscitar a ira) substancia o que o apóstolo vem afirmando: “essa é a razão porque provém da fé, para que seja segundo a graça” (v. 16), porque se provier da lei, tudo estará perdido; não estará operando a graça e sim a ira. Embora a lei não seja contra a fé, ela combina com ira, enquanto fé combina com graça. Tem que ser pela fé, caso contrário não será por forma alguma.


É maravilhoso observar como, no raciocínio de Paulo, sua maneira de argumentar, ou de desenvolver seu tema, vai colocando as coisas em seu devido lugar. Ele demonstra que justificação pela fé não é simplesmente o meio mais seguro de salvação; é o único meio.


Não podemos esquecer que salvação começa aqui e agora. E a salvação não é no pecado, no sentido de que o crente vive agora assim como vivia antes ― uma existência voltada e votada ao pecado. A quem justifica, Deus torna justo. É por isso que o legalista jamais poderá desfrutar a alegria de cumprir a vontade de Deus como deve ser feita; ele simplesmente não tem condição de fazê-lo, pois não conta com o recurso da graça, o único poder que pode transformá-lo num autêntico filho de Deus.


É por isso também que Ellen G. White declara, como registrado na lição: “O princípio de que o homem se pode salvar por suas próprias obras... está na base de toda religião pagã. ... Onde quer que seja mantido, os homens não têm barreira contra o pecado.” Então, simplesmente não podem ser obedientes à lei de Deus.


Em Gálatas 3:21-23 (e eu estenderia a leitura do texto até o v. 29), a exemplo do que transparece na mensagem total dessa epístola, o apóstolo afirma que a lei não é contrária às promessas de Deus (o que significa não ser contrária à fé), embora não possa conceder vida.
Pode parecer ironia, mas, na verdade, é precisamente porque a lei determina morte para o transgressor, que acaba sendo favorável à fé e às promessas; pois aí é realçada a necessidade do Salvador provido pelo glorioso plano divino de redenção. Em Jesus e por Jesus as promessas, aceitas inicialmente pela fé, alcançam cumprimento, sendo concedidas a todos os que creem (v. 22). Isso é possível porque Jesus é o verdadeiro “Filho de Abraão”, o centro motivador e realizador de tudo o que Deus prometeu ao grande patriarca. Daí Paulo chegar ao clímax de sua análise nesse ponto da epístola, ao afirmar: “... se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa” (v. 29). Louvado seja o Senhor!



V. Lei e pecado


A relação entre a lei e o pecado é definida em 1 João 3:4: “O pecado é a transgressão da lei”. A guarda dos mandamentos é a maior evidência de que uma pessoa deu as costas para o pecado, e agora conhece Jesus como resultado de íntima comunhão com Ele (2:3-6) motivada pelo intenso desejo de ser igual ao Mestre: “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (v. 6).


Na realidade, de três maneiras a lei se relaciona com o pecado, tudo de acordo com sua tríplice função:


(1) Condenar o pecador – Quem tenta salvação pela lei só conseguirá uma coisa: a perdição, porque nenhuma de suas três funções é salvar. Muito ao contrário, como estamos vendo, ela incrementa a seriedade do pecado e fortalece seu poder destruidor (Rm 3:20; 4:15; 5:13, 20; 7:7, 8, 10, 11, 13; 1Co 15:56; Gl 3:10, 19). Em suma, ela condena o pecador à morte.


É verdade que o homem, por intuição, sabe que é pecador, e não precisa da lei para se conscientizar disso. Mas agora, atentando à lei, ele vê quão desesperadora é sua situação. Aliás, sem o conhecimento dos reclamos da lei, o pecador poderá até nutrir a ilusão de que está bem. “Outrora, sem a lei [isto é, sem um adequado conhecimento do que ela requer de mim] eu vivia...”, disse Paulo (7:9).


Antes de se encontrar com Cristo, o fariseu se imaginava cumpridor da lei, irrepreensível “quanto à justiça que há na lei...” (Fp 4:6). Mas quando ele entendeu os reclamos da lei à luz da própria vida de Jesus Cristo, o único que, diante dela, foi totalmente irrepreensível, ele sentiu quão desesperador era seu estado. Ele já havia dito que “... sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri” (v. 9). Nesse sentido, a lei incrementa o pecado: “...a fim de que, pelo mandamento, o pecado se mostrasse sobremaneira maligno” (v. 13).


É-nos dito também que a lei foi dada “por causa das transgressões” (Gl 3:19), ou seja, para desdobrar o pecado em atos específicos que a infringem. Antes de tudo, o pecado deve ser compreendido como condição pecaminosa. Com a lei, todavia, aquilo que é apenas condição, passa a ser também comportamento. Em outras palavras, a lei caracteriza o pecado como transgressão, e o pecador como transgressor. Isso, claro, amplia o conceito de pecado.


(2) Conduzir a Cristo – Nesta segunda função, a lei funciona como espelho (Tg 1:23, 24). Se alguém se olha nele e nota o rosto manchado, sente logo o desejo de se lavar (salvo se quiser continuar sujo). Não é o espelho o agente purificador, mas a água. Pode-se dizer, porém, que ele conduziu (ou induziu) a pessoa à água, quando lhe ressaltou a necessidade desta para se limpar. Desta forma age a lei. Ela condena o pecador mostrando-lhe os pecados (Rm 3:20; 7:7). Automaticamente, ele é despertado para a necessidade de um Salvador.


É mais ou menos como alguém que se julga são e vai ao médico. Lá, descobre que está gravemente enfermo. Devemos, então, ajuntar que o mesmo médico o induz à cura, por lhe indicar o remédio que o restabelecerá. Estritamente falando, não é o médico quem o cura, mas o medicamento que toma, ou o tratamento que faz; agora, seja o medicamento, seja o tratamento, a indicação é do médico. É precisamente isto o que ocorre também na vida espiritual em relação à lei, o pecador e a salvação. Primeiramente, a lei demonstra que ele está “gravemente enfermo”, e em seguida lhe prescreve o meio de cura ― Jesus. Assim, o pecador é induzido a ir a Cristo (Gl 3:24), onde encontra a solução para seu problema.


Esse fato é o mesmo referido na lição. Esta enfatiza que é o evangelho que indica o remédio, a solução para o pecado ― Jesus. Mas, de toda maneira, a lei continua exercendo sua função de ressaltar a necessidade de um Salvador. Como a própria lição afirma, “se não houvesse lei, não haveria pecado, e então, de que seríamos salvos?”


Em outras palavras, em lugar de ser contra o evangelho, a lei trabalha a serviço dele. Essa é sua segunda função.


(3) Servir de padrão moral – Recebido e salvo por Jesus, o pecador passa a ser nova criatura. Sua vida atual é bem diferente da antiga. Antes vivia no pecado, isto é, transgredindo a lei. Agora, ele está morto para o pecado (Rm 6:1 e 2), ou seja, para a transgressão, e Cristo está vivendo nele (Gl 2:20), de maneira que a vida obediente de Cristo passa a ser a do pecador. Como Cristo regeu Sua vida pelos princípios do governo de Deus, assim também ele se deixará reger por esses princípios.


Portanto, a lei de Deus passa a ser sua norma de vida. Ela ainda serve de espelho, mas não para lhe mostrar as velhas manchas do pecado (das quais ele foi lavado no sangue de Cristo), mas para lhe revelar se ainda continua “com o rosto limpo”, isto é, no estado de inocência e pureza em que se viu envolvido quando Jesus o justificou pela fé. Voltando à ilustração do médico, o paciente descobriu que está seriamente enfermo, ficou bom ao tomar o remédio que o médico lhe indicou, e então retorna a este para saber se continua bem. E é claro, esta terceira função a lei cumpre quando ela é considerada não apenas como um código de ética (um dos problemas dos judeus no tempo de Paulo), mas como ela é em Jesus, avaliada pela vida que Jesus viveu. Falando noutros termos, nosso autêntico padrão é Cristo e não meramente um código de ética.


É verdade que a pessoa salva pela fé continua pecadora e continuará a ter seus momentos de fraqueza, seus lapsos e “delitos”. Mas ela estará sempre se valendo dos recursos da graça (ver 1Jo 2:1), e, assim, avançará em sua experiência cristã, rumo à semelhança com Seu Salvador. E isso é o que Deus propõe a cada um de Seus filhos.



Pastor e professor do SALT ora jubilado. Engenheiro Coelho, SP,

sábado, 25 de dezembro de 2010

Justificados pela fé

Lição 432010


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Pv 28–31



Verso para Memorizar: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3:28).



Leituras da semana: Rm 3:19-28



Nesta lição, vamos entrar no tema básico da epístola aos Romanos: justificação pela fé. Essa expressão é uma figura baseada na lei. O transgressor da lei comparece diante de um juiz e é condenado à morte por suas transgressões. Mas um substituto aparece e toma sobre si mesmo os crimes do transgressor, inocentando assim o criminoso, que – caso seja aceito o substituto – permanece perante o juiz não só absolvido de sua culpa mas considerado como se nunca houvesse cometido os crimes pelos quais foi levado ao tribunal. E isso porque o substituto – que tem um histórico perfeito – oferece ao criminoso perdoado sua própria perfeita observância da lei. Assim, o culpado está diante do juiz como se nunca houvesse transgredido.


Ninguém está dizendo que a pessoa é inocente. Ao contrário, sua culpa é clara. As boas-novas são que, apesar da culpa, ela está perdoada.


No plano da salvação, cada um de nós é o criminoso. O substituto, Jesus, tem um histórico perfeito, e Se posta diante do tribunal em nosso lugar, sendo Sua justiça aceita em lugar de nossa injustiça. Consequentemente, somos justificados diante de Deus, não por causa de nossas obras, mas por causa de Jesus, que nos concede Sua justiça quando a aceitamos “pela fé”. Vem daí a expressão “justificação pela fé”. Não importa nosso passado. Quando aceitamos Jesus, nos apresentamos diante de Deus em Sua justiça, a única justiça que nos pode salvar.


Que grandes boas-novas! De fato, as novas não poderiam ser melhores que estas!




Domingo

Ano Bíblico: Ec 1–4


As obras da lei



1. Qual é o real objetivo da lei? O que ela não pode fazer? Rm 3:19, 20. Por que este ponto é tão importante para todos os cristãos?



Paulo usa a palavra lei em seu sentido amplo, como os judeus de seus dias a entendiam. Pela palavra Torah (a palavra hebraica traduzida como “lei”), até hoje, um judeu pensa particularmente na instrução de Deus nos primeiros cinco livros de Moisés, mas também mais amplamente, em todo o Antigo Testamento. A lei moral, mais sua amplificação nos estatutos e juízos, bem como nos preceitos cerimoniais, era parte dessa instrução. Por causa disso, neste verso, podemos pensar na lei como o sistema do judaísmo.


Estar sob a lei significa estar sob sua jurisdição. No entanto, a lei revela as negligências e culpas de uma pessoa diante de Deus. A lei não pode remover essa culpa; o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para isso.


Na aplicação do livro de Romanos em nossos dias, quando a lei judaica não mais é um fator, pensamos na lei especialmente em termos da lei moral. Essa lei não pode nos salvar mais do que o sistema do judaísmo podia salvar os judeus. Salvar o pecador não é a função da lei moral. Sua função é revelar o caráter de Deus e mostrar ao povo onde este deixa de refletir esse caráter.


Qualquer que seja essa lei – moral, cerimonial, civil ou todas combinadas – a guarda de qualquer ou de todas, em si mesma, não tornará ninguém justo à vista de Deus. De fato, a lei nunca foi planejada para fazer isso. Ao contrário, a lei deve assinalar nossas negligências e nos levar a Cristo.


Assim como os sintomas de uma doença não podem curar a doença, também a lei não pode salvar. Os sintomas não curam; eles assinalam a necessidade de cura. É assim que a lei funciona.



Você tem sido bem-sucedido em seus esforços de guardar a lei? O que a resposta diz sobre a inutilidade de tentar ser salvo pela guarda da lei?




Segunda

Ano Bíblico: Ec 5–8

Fé e justiça



2. Em contraste com a justiça humana, como ensina Deus que o cristão recebe a justiça? Rm 3:21



Essa nova justiça é contrastada com a justiça da lei, que era a justiça com a qual os judeus estavam familiarizados. A nova justiça é chamada de “justiça de Deus”; isto é, uma justiça que vem de Deus, que Deus fornece, e a única que Ele aceita como verdadeira.


Evidentemente, esta é a justiça que Jesus trouxe enquanto viveu como ser humano, justiça que Ele oferece a todos os que a aceitarem pela fé, que a buscarem para si mesmos, não porque merecem mas porque precisam dela.


“Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de apresentá-la. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. … A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica o arrependido e crente, trata-o como se fosse justo e o ama tal qual ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).



3. Como você pode aprender e aceitar essa maravilhosa verdade? (Veja também Rm 3:22.)



Como opera na vida cristã, a fé é muito mais que o assentimento intelectual; é mais que um mero reconhecimento de certos fatos sobre a vida de Cristo e Sua morte. Mais que isso, a verdadeira fé em Jesus Cristo é a aceitação dEle como Salvador, substituto, segurança e Senhor. É a escolha de Seu estilo de vida.




Terça

Ano Bíblico: Ec 9–12

Graça e justificação



4. Tendo em vista o estudado até agora sobre a lei e o que ela não pode fazer, o que Paulo diz sobre a fonte de nossa redenção? Rm 3:24. Que significa “a redenção que há em Cristo Jesus?



O que é essa ideia de justificar, encontrada no texto? A palavra grega dikaioo, traduzida como justificar, pode significar fazer justo, declarar justo ou considerar justo. A palavra vem da mesma raiz de dikaiosune, justiça, e a palavra dikaioma, requisito justo. Somos justificados quando somos “declarados justos” por Deus.


Antes dessa justificação, a pessoa é injusta e, deste modo, inaceitável a Deus; depois da justificação, ela é considerada justa e, portanto, aceitável a Ele.


E isso só acontece por meio da graça de Deus. Graça significa favor. Quando um pecador se volta para Deus em busca de salvação, é um ato de graça considerar ou declarar que essa pessoa é justa. É favor não merecido, e o que busca a Deus é justificado sem nenhum mérito de sua parte, sem nenhuma alegação para apresentar a Deus em seu favor a não ser seu absoluto desamparo. A pessoa é justificada pela redenção que há em Cristo Jesus, a redenção que Jesus oferece como substituta e segurança do pecador.


A justificação é apresentada em Romanos como um ato ocorrido em um tempo determinado. Em um momento, o pecador está fora, injusto e não aceito; no momento seguinte, após a justificação, a pessoa está dentro, aceita e justificada.


A pessoa que está em Cristo considera justificação um ato passado, ocorrido quando se rendeu completamente a Cristo. Portanto, a melhor leitura para “justificados” (Rm 5:1) é, literalmente, “tendo sido justificados”.


Obviamente, se o pecador justificado cair novamente e, então, voltar a Cristo, a justificação ocorrerá novamente. Da mesma forma, se a reconversão é considerada uma experiência diária, existe um sentido em que a justificação pode ser considerada uma experiência repetitiva.



Se as boas-novas de salvação podem ser consideradas tão boas, o que impede as pessoas de aceitá-las? Em sua própria vida, o que o impede de aceitar tudo o que o Senhor promete e lhe oferece?




Quarta

Ano Bíblico: Ct 1–4

“Sua justiça”



Em Romanos 3:25, Paulo se aprofunda nas boas-novas de salvação. Ele usa uma figura de linguagem: propiciação. A palavra grega, hilasterion, ocorre no Novo Testamento só aqui e em Hebreus 9:5, onde é traduzida como propiciatório. Como é usada em Romanos 3:25, descrevendo a oferta de justificação e redenção em Cristo, propiciação parece representar o cumprimento de tudo o que era simbolizado pelo propiciatório no santuário do Antigo Testamento. Então, isso significa que, por meio de Sua morte sacrifical, Jesus é erguido como o meio de salvação e é representado como aquele que fornece a propiciação. Em resumo, significa que Deus fez todo o necessário para nos salvar.


O texto também fala sobre a “remissão dos pecados” (RC), ou que Deus havia “deixado impunes os pecados” (NVI). São os nossos pecados que nos tornam inaceitáveis a Deus. Por nós mesmos, nada podemos fazer para cancelar nossos pecados. Mas, no plano de redenção, Deus proveu um meio para que esses pecados sejam redimidos pela fé no sangue de Cristo.


A palavra assim traduzida do grego é paresis, literalmente “passar sobre” ou “passar por alto”. O “passar sobre” em nenhum sentido significa ignorar os pecados. Deus pode passar por alto os pecados do passado porque, por Sua morte, Cristo pagou a penalidade dos pecados de todos. Portanto, qualquer pessoa que tenha “fé em Seu sangue” pode ter seus pecados redimidos, pois Cristo já morreu por eles (1Co 15:3).



5. Tendo sido salvos pela fé, mediante a graça, que motivo temos para nos orgulhar? Rm 3:26, 27



As boas-novas que Paulo estava ansioso para compartilhar com todos os que o ouvissem eram que “a Sua justiça” [isto é, de Deus] está disponível a todos, e que essa justiça nos vem, não por meio de obras, não por nossos méritos, mas pela fé em Jesus e no que Ele fez por nós.


Por causa da cruz do Calvário, Deus pode declarar justos os pecadores e ainda ser considerado justo aos olhos do Universo. Satanás não pode apontar seu dedo acusador sobre Deus, pois o Céu fez o sacrifício supremo. Satanás acusou Deus de pedir da raça humana mais do que Ele próprio estava disposto a dar. A cruz refuta essa acusação.



Satanás esperava que ­Deus destruísse o mundo depois do pecado; ao contrário, Ele enviou ­Jesus para salvá-lo. O que isso nos diz sobre o caráter de Deus? Como o conhecimento de Seu caráter deve afetar nossa vida? Como sua vida vai mudar nas próximas 24 horas como resultado direto de saber como é Deus?




Quinta

Ano Bíblico: Ct 5–8


Fé e obras



6. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28). Isso significa que não se exige que obedeçamos à lei, visto que ela não nos salva? Explique sua resposta.



No contexto histórico, em Romanos 3:28, Paulo estava falando da lei em seu sentido mais amplo do judaísmo. Por mais conscienciosamente que um judeu tentasse viver sob esse sistema, se deixasse de aceitar Jesus como o Messias, essa pessoa não poderia ser justificada.


Este verso é a conclusão de Paulo à afirmação de que a lei da fé exclui a jactância. Se a pessoa fosse justificada por suas próprias ações, poderia se jactar disso. Mas quando é justificada porque Jesus é o objeto de sua fé, então, o crédito pertence claramente a Deus, que justifica o pecador.


Ellen G. White dá uma resposta interessante à pergunta “O que é justificação pela fé?” Ela escreveu: “É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele por si mesmo não pode fazer” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 456).


As obras da lei não podem expiar os pecados passados. A justificação não pode ser comprada. Só pode ser recebida pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Então, neste sentido, as obras da lei não têm nada que ver com a justificação. Ser justificado sem obras significa ser justificado sem haver nada em nós que mereça a justificação.


Mas muitos cristãos têm entendido mal e distorcido esse texto. Dizem que tudo o que uma pessoa tem que fazer é crer, ao mesmo tempo em que subestimam as obras ou a obediência, até mesmo a obediência à lei moral. Assim procedendo, eles fazem uma leitura completamente equivocada de Paulo. No livro de Romanos, e em outros lugares, Paulo dá grande importância à observância da lei moral. Jesus também certamente fazia o mesmo, assim como Tiago e João (Mt 19:17; Rm 2:13; Tg 2:10, 11; Ap 14:12). O ensino de Paulo é que, embora a obediência à lei não seja o meio da justificação, a pessoa que é justificada pela fé ainda observa a lei de Deus e, de fato, é a única que pode guardar a lei. Uma pessoa não regenerada, que não foi justificada, nunca poderá cumprir os requisitos da lei.



Por que é tão fácil ser apanhado pela armadilha de achar que, porque a lei não nos salva, não precisamos nos preocupar em guardá-la? Alguma vez você já racionalizou o pecado apelando para a justificação pela fé? Por que essa é uma posição muito perigosa? Ao mesmo tempo, onde estaríamos sem a promessa de salvação, mesmo quando tentados a abusar dela?




Sexta

Ano Bíblico: Is 1–4

Estudo adicional



Leia Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 236-239: “A Justiça de Cristo na Lei”; p. 331-335: “Vinde, Buscai, e Encontrareis”; p. 373, 374: “Obediência Perfeita por Meio de Cristo”; Parábolas de Jesus, p. 128, 129: “Onde Encontrar a Verdade”.



O caráter de Cristo substituirá o seu caráter, e você será aceito diante de Deus exatamente como se não houvesse pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).


“Graça é favor imerecido. Os anjos, que nada conhecem de pecado, não compreendem o que seja a aplicação da graça para com eles; mas nossa pecaminosidade requer a concessão da graça por parte de um Deus misericordioso” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 331, 332).


“A fé é a condição sob a qual Deus escolheu prometer perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual a pessoa mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado. A fé pode apresentar a perfeita obediência de Cristo em lugar da transgressão e rebeldia do pecador. Quando o pecador crê que Cristo é seu Salvador pessoal, então, de acordo com as Suas promessas infalíveis, Deus lhe perdoa o pecado e o justifica livremente. Aquele que se arrepende reconhece que sua justificação vem porque Cristo, como seu substituto e penhor, morreu por ele, e é sua expiação e justiça” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 366, 367).


“Embora a lei não possa perdoar a pena do pecado, mas responsabilize o pecador por toda a sua dívida, Cristo prometeu perdão abundante a todos os que se arrependem e creem em Sua misericórdia. O amor de Deus se estende, abundante, ao que se arrepende e crê. O estigma do pecado só se pode apagar com o sangue do sacrifício expiatório. Não se requereu nenhum sacrifício menor do que o sacrifício daquele que era igual ao Pai. A obra de Cristo – Sua vida, humilhação, morte e intercessão pelo homem caído – engrandece a lei e a torna gloriosa” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 371).



Perguntas para consideração


1. Leia os textos desta semana e então, em suas próprias palavras, escreva um parágrafo resumindo o que eles dizem. Compartilhe seu parágrafo com os outros em sua classe.
2. Pense no custo de nossa salvação: a morte do Filho de Deus. O que isso deve nos dizer sobre a gravidade do pecado? Afinal, se deixássemos de pecar e nunca fizéssemos isso novamente, por que isso ainda não seria suficiente para nos tornar justos diante de Deus? Como esse fato pode nos motivar a resistir à tentação de pecar?
3. De que modos podemos ser tentados a abusar dessas maravilhosas novas sobre a salvação unicamente pela fé? Em que armadilha alguém pode cair nesse tipo de pensamento? (Veja 2 Pe 3:16; 1Jo 3:7.)

Comentários

Lição 4 – JUSTIFICADOS PELA FÉ

José Carlos Ramos

O que vem a ser a justificação pela fé?

Bem, em sua parte introdutória, a lição responde a esta pergunta com uma ilustração objetiva. Somos justificados de nossos crimes (todo pecado é um crime) no momento em que aceitamos Jesus como Salvador. Não há outra maneira de aceitá-Lo a não ser pela fé.



Então, a única maneira de sermos justificados ante a justiça divina é também pela fé.


Jesus pode nos salvar porque assumiu inteiramente nossa culpa, pagando na cruz o preço da nossa redenção. Quando cremos nEle, Sua vida de perfeita obediência à lei de Deus nos é creditada; assim, Ele morre por Lhe ser imputada nossa culpa: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e nós vivemos porque nos é imputada a Sua justiça: “...o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá...” (Rm 10:5).


Como definição básica, justificação pela fé é isso. Mas, no tocante a nós, são dignas de nota as implicações de tão inefável processo de salvação. Três citações de Ellen G. White a esse respeito são pertinentes:



A lei requer justiça, e esta, o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira pela qual ele pode alcançar a justiça é a fé. Pela fé, ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica o pecador arrependido e crente, trata-o como se fosse justo, e o ama tal qual ama Seu Filho (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).


...Cristo assumiu a posição de fiador e libertador ao Se tornar pecado pelo homem, para que este pudesse tornar-se a justiça de Deus... Os pecadores só podem ser justificados por Deus quando Ele lhes perdoa os pecados, suspende a punição que eles merecem e os trata como se realmente fossem justos e não houvessem pecado... Eles são justificados unicamente pela justiça imputada por Cristo (Ibid., v. 3, p. 194).


Conforme o pecador penitente e contrito diante de Deus discerne a expiação de Cristo em seu favor, e aceita esta expiação como sua única esperança nesta vida e na futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé,... o oposto de condenação. A misericórdia ilimitada de Deus é exercida para com aqueles que são completamente indignos. Ele perdoa transgressões e pecados por amor de Jesus, que Se tornou a propiciação pelos nossos pecados. Pela fé em Cristo, o transgressor culpado é conduzido ao favor de Deus e à forte esperança de vida eterna (SDABC, v. 6, p. 1.070, 1.071).

Algo tão significativo e prazeroso é o tema principal de Paulo na epístola aos Romanos. Vamos à lição.


I. As obras da Lei


Romanos 3:20 diz que “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” Paulo se vale desse fato para afirmar que ninguém é justificado “por obras da lei”. Quanto mais o pecador dela se vale, mais ele se vê por ela condenado.


Com efeito, quem tenta alcançar a salvação pela lei, tenta o impossível. O exemplo dos judeus no passado é clara evidência desse fato. Referindo-se a eles, Paulo disse: “Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé e, sim, como das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço” (9:31, 32).


Para eles, a pedra de tropeço foi Jesus, pois não O aceitando, descartaram o único meio de se tornar justos diante de Deus.



“Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (10:3). Uma lei transgredida nunca pode justificar o transgressor, por mais que ele passe a se esforçar por obedecer-lhe. “...Por obras da lei ninguém será justificado” (2:16).


Além de afirmar que a lei não tem capacidade para remover a culpa que o pecador tem diante de Deus (culpa por ela mesma revelada), a lição afirma também que “o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para isso.” Como? Naturalmente, por ressaltar o pecado no pecador (ver 7:5), a lei desperta sua consciência induzindo-o a buscar uma possível solução para o impasse, um recurso pelo qual ele se livre da condenação. Esse recurso é Cristo. É dessa forma que a lei conduz a Cristo, e o faz para que finalmente alcancemos a justificação pela fé (ver Gl 3:24).


Colocando em outros termos, vendo-se condenado, e almejando livrar-se da morte, o pecadorprocurará, talvez até desesperadamente, um meio de escape, somente para acabar descobrindo que esse meio existe exclusivamente por meio de Jesus. Nesse caso podemos dizer que a lei induz o pecador a Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado” (Jo 1:29). Como a lição afirma, “a lei deve assinalar nossas negligências e nos levar a Cristo.”


II. Fé e justiça


Qual é a relação entre fé e justiça? A primeira é o método para se obter a segunda. Romanos 3:21 se refere à justiça de Deus, “sem lei” manifestada, mas por ela testemunhada. O texto afirma: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas”. Em que sentido a justiça de Deus se manifestou sem lei? Porventura não foi por Jesus observar perfeitamente a lei que a justiça de Deus se tornou manifesta? Bem, justiça aqui não significa meramente equidade, retidão, probidade, lisura, etc, pois Jesus reuniu 100% de tudo isso e de tudo o mais que se liga à justiça.


Mas o sentido de “justiça de Deus” aqui é mais abarcante. Refere-se também ao dom por Ele oferecido a todos que aceitam Jesus (ver 5:17, onde a justiça é referida como “dom”). Mas consideremos brevemente os ingredientes desse texto:


“Mas agora...” – um contraste de tempo e de circunstância. Na perspectiva do tempo o agora de Deus é a encarnação, com destaque para o Calvário (ver Gl 4:4). Antes do agora, tudo o que tínhamos era a promessa da redenção vindoura. Agora ela é uma realidade. No aspecto circunstancial, o agora de Deus é visto com a caducidade do recurso salvífico do homem. Agora que ficou devidamente evidenciado que todos estão perdidos, e nada podem fazer, o recurso de Deus se destaca.


“...Sem lei...” – a justificação pela fé não conta com nenhuma contribuição (preparatória, acessória ou subsidiária) que seja dada por obras da lei. “Sem lei” significa sem o mérito humano, sem Deus levar em consideração o que o homem fez de bem, ou mesmo de mal. Ninguém é tão bom que possa dispensar o plano de Deus; ninguém é tão mau que não possa se valer dele.


“...Testemunhada pela lei e pelos profetas” – isto é, o Pentateuco e o restante do Antigo Testamento. Há uma continuidade natural entre as duas dispensações e os dois testamentos. O meio de salvação é um para ambas, e um em ambos. Aqui temos um claro exemplo de como Paulo usa o termo lei com sentidos diferentes. Portanto, é bom nunca nos precipitarmos em dizer o que o termo significa. Há que se dar sempre atenção ao contexto.


O v. 22 confirma que a “justiça de Deus” é um dom que Ele almeja conceder ao pecador; e mostra como é auferida: “mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem...”. Observemos igualmente o que este texto encerra (leia-o primeiramente na Bíblia):


“...Fé em Jesus Cristo...” – Jesus é o objeto, não o sujeito, da fé. Não a fé que Jesus possuiu, revelou e exemplificou (sentido esse que estaria incluído em Ap 14:12); mas fé em Jesus. Não se trata daquela fé comum, quase que vulgar, em Deus. Não é questão de simplesmente dizer “eu creio em Deus, que Ele existe, etc.”. Mas fé direcionada a Cristo, ao que Ele operou historicamente na cruz: redenção (livramento), propiciação (reconciliação) e vindicação da justiça. O nome completo, Jesus Cristo, aponta-O como Salvador, Redentor e Senhor. É fé nEle, como tal, que nos relaciona adequadamente com a justiça de Deus, e nos justifica.


“...Para todos os que creem...” – não é mera redundância, tendo em vista que a “fé em Jesus Cristo” é expressa imediatamente antes. “Fé em Jesus” é o método de se apropriar da salvação. “Todo o que crê” aponta para a universalidade da salvação (salvação à disposição de todos). Confirma o fato de que todos estão perdidos e são carentes do plano de Deus. Por isso, Paulo acrescenta logo a afirmação: “porque não há distinção.” Mas note que a salvação é auferida individualmente; daí a necessidade de uma resposta pessoal do homem: crer.


III. Graça e justificação


Graça é a fonte da “justiça de Deus” como dom; justificação é o resultado.


O estudo de hoje é fundamentado em Romanos 3:24: “...sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. A lição comenta satisfatoriamente o texto. Apenas acrescento o seguinte, analisando o que Paulo afirma:


Para melhor estrutura das frases devemos considerar os versos 22up e 23 parentéticos (“porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”), e ligar “sendo justificados gratuitamente por sua graça” com “justiça de Deus... para todos os que creem” (v. 22). “Gratuitamente” combina com “sem lei” (v. 21) e com “mediante a fé” ou “todos os que creem” (v. 22). Justificação é um dom gratuito de Deus.


“...Gratuitamente...” e “...por Sua graça...” são sinônimos e servem de ênfase para o caráter de desmerecimento humano: nenhum pecador merece o dom de Deus, isto é, Deus não é constrangido a nos justificar por algum ato meritório de nossa parte. Nosso mérito, se há algum, consiste em nossa extrema necessidade de Deus e de Sua salvação. Nada em nós ou praticado por nós pode recomendar-nos a Deus. O dom é exclusividade, iniciativa e total realização dEle.


“..Redenção...” é palavra-chave no tema da justificação pela fé. Gratuita para o homem, a justificação, todavia, custou um preço para Deus. Justificação é pela graça, isto é, o homem não entra com nenhum mérito. Justificação se efetiva através de redenção, ou seja, o custo é pago totalmente por Deus. O que Deus pagou, ou fez, realça a salvação como dom gratuito dEle para o homem.


Significado básico de redenção: resgate pelo pagamento de um preço. A ideia no evangelho é de resgate substitutivo: Mt 20:28; Mc 10:45. O preço = dar Sua vida (Tt 2:14), ou derramar Seu sangue (Ef 1:7; cf. 1Pe 1:18).


A ideia é de livramento por meio de um preço pago. Primariamente, o sentido é de um preço pago para a libertação de escravos, ou prisioneiros de guerra. A quem foi pago o preço? A Bíblia silencia. A Deus? Ele mesmo providenciou o pagamento. A Satanás? Ele é apenas um usurpador. Por inferência, podemos supor que foi à própria justiça de Deus.


É dito que a “redenção” está em Cristo: ela não é vista somente naquilo que Cristo fez, mas nEle mesmo. Ele é a redenção personalizada.


IV. “Sua justiça”


O texto de estudo para hoje é Romanos 3:25-27. Novamente concorro com as seguintes colocações em adição à boa aplicação que a lição faz (primeiro leia o texto em sua Bíblia):


“Propiciação” é outro termo-chave na doutrina da justificação pela fé. Refere-se à provisão feita por Deus para a nossa justificação.



Enquanto redenção diz respeito à nossa escravidão no pecado e é a provisão da graça para nos libertar, propiciação se refere à nossa sujeição à ira de Deus e é a provisão da graça pela qual podemos nos livrar dela.


Entretanto, não devemos confundir a ira de Deus com o emocionalismo doentio que os adoradores pagãos atribuíam aos seus deuses, ira que poderia ser aplacada por algum tipo de oferta providenciada pelo adorador. A indignação de Deus contra o pecado tem que ver com a santidade de Seu caráter. E não é esperado que o pecador faça alguma coisa para aplacar a ira de Deus. A iniciativa, e o ato de propiciar ou aplacar, são exclusivas de Deus; veja que o apóstolo registra a fórmula Deus propôs. Isto significa que o mesmo Deus que odeia o pecado com todas as fibras do Seu ser, ama o pecador de tal forma que deu Seu único Filho para expiar os pecados do mundo todo (Jo 3:16; 1Jo 2:2). A cruz é a consequência e não a causa do amor de Deus.


O resultado da redenção é libertação que abre caminho para a santificação. É discutida a partir do cap. 6 (ver também Ef 5:25, 26; Tt 2:13, 14). Mas o resultado da propiciação é paz com Deus, que abre caminho para a justificação e seus resultados, discutidos em 5:1-11.
“...Seu sangue...”, tanto o preço do resgate como o meio do “apaziguamento” de Deus.


“...Mediante a fé...” – ela sempre é o meio pelo qual nos apropriamos da provisão.


Com isto se completam os três elementos indispensáveis no processo da justificação, cada um ligado a uma específica Pessoa da Divindade: O PAI – a graça; O FILHO – o sangue; O ESPÍRITO SANTO – a fé.


“...Manifestar Sua justiça...” - novamente encontramos o tema da revelação dinâmica da salvação. Essa é uma reiteração do ato de Deus “propor”, já que, no grego, este verbo contém a ideia de um ato público. A morte de Cristo foi pública e isto revela a justiça de Deus.



Mas o sentido de justiça salvífica nesse verso e no seguinte se confunde com o sentido de justiça como atributo do caráter de Deus.



Isto é evidenciado pela afirmação de ter Deus, em épocas passadas, tolerado o pecado e o deixado impune (cf. At 14:16; 17:30).


Paulo quer dizer que, no passado, Deus sustou Sua ira, isto é, não visitou os homens em seus pecados. Isso não deve ser confundido com perdão ou remissão. Significa que Deus não executou sobre o homem a completa medida do Seu desprazer, mas exerceu tolerância pelos pecados do homem.


Isso tornou necessário que Deus revelasse agora, na propiciação efetuada por Cristo, a Sua justiça, pois a tolerância exercida no passado poderia levar o homem a pensar que Deus estava abrindo mão de Sua própria justiça. Havia o perigo de a inviolabilidade da justiça de Deus ser obscurecida na mentalidade do homem. A tolerância de Deus corria o risco de ser mal interpretada, ou seja, de ser tida como indiferença às reiterações da justiça e a suspensão da aplicação da ira ser considerada como uma anulação do julgamento. Era necessário que ficasse bem claro que Deus não estava sendo indulgente para com o pecado.


Portanto, ao derramar Cristo Seu sangue como propiciação, Deus dá uma demonstração pública, aberta, de que Seu desprazer pelo pecado continua inviolado e em pé, e que Sua ira só não se abateu e se abate sobre o pecador porque ela se abateu sobre um Substituto. Assim para Deus ao mesmo tempo justificar o pecador e não abrir mão de Sua justiça, Ele propôs o derramamento do sangue de Cristo (ou seja, Seu sacrifício) como meio de dar plena satisfação à Sua justiça. Isso faz também com que a justiça de Deus seja vindicada, já que antes correu o risco de ser mal interpretada.


Assim, a tolerância de Deus e Seu passar por alto os pecados anteriormente cometidos exigiram dEle a demonstração de Sua justiça inerente. Isso Ele fez entregando Seu Filho para ser morto na cruz. A cruz , portanto, evidencia tanto Seu amor pelo pecador como Seu ódio contra o pecado. Ali, Sua ira é apaziguada, porque Sua justiça é satisfeita. Essa demonstração de Sua justiça nos revela finalmente que a justificação do pecador demandou nada menos que a propiciação feita no sangue de Jesus.


“...Justo e justificador...” – Todo esse processo fundamentado no sacrifício da cruz faculta a Deus o ato de justificar o pecador sem deixar de condenar o pecado e sem abrir mão de Sua justiça. Ao mesmo tempo em que justifica o pecador, Ele continua sendo justo.



Como a lição bem coloca, “por causa da cruz do Calvário, Deus pode declarar justos os pecadores e ainda ser considerado justo aos olhos do Universo. Satanás não pode apontar seu dedo acusador para Deus, pois o Céu fez o sacrifício supremo. Satanás acusou Deus de pedir da raça humana mais do que Ele próprio estava disposto a dar. A cruz refuta essa acusação.”


“Onde... a jactância? Foi de todo excluída.” – O orgulho religioso, o triunfalismo, o exclusivismo e outros ismos ligados ao legalismo são eliminados. Lei, no v. 27, é usada com dois sentidos: (1) lei das obras, isto é, o legalismo, ou sistema humano de salvação; e (2) lei da fé, ou seja, a norma divinamente estabelecida para o desfrute da salvação; exclusivamente pela graça.


Vemos agora que a palavra lei chega a ser empregada por Paulo com o sentido de salvação pela graça. Todavia, a fé tem sido revelada como o meio, ou método, e não como fonte de salvação. Ninguém pode se jactar da fé que possui. A fé é um dom de Deus e não repousa na capacidade do homem, muito menos nalgum mérito que ele pense possuir.


V. Fé e obras


Já que somos justificados pela fé sem as obras da lei (3:28), podemos transgredi-la à vontade? Essa é questão que a pergunta 6 levanta. A lição mesma vai bem ao ponto, explicando que a obediência à lei não é descartada pelo plano de salvação. Se assim fosse, seria inevitável a conclusão de que justificação pela fé é licença para pecar, pois o pecado é a transgressão da lei (1Jo 3:4). Seria o mesmo que um juiz, ao inocentar o réu num tribunal, estivesse lhe dizendo: Bem, você agora está livre para sair daqui e roubar e matar quanto quiser. Se isto acontecesse, seria o juiz e não o réu que mereceria ir para a cadeia!


Mas tal é a conclusão, agora no âmbito espiritual, a que chegam alguns leitores de Paulo, em resultado de uma interpretação apressada, portanto superficial, daquilo que ele afirmou. E isso não é de agora, porque mesmo os contemporâneos do apóstolo, seus oponentes, começaram a disparatar, torcendo seu ensino (ver 3:8).


No intuito de que ninguém se equivocasse com seu ensino, o apóstolo foi muito claro, preciso, em suas colocações, chegando a dizer: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante?” (6:1). Em outras palavras, continuaremos transgredindo a lei, para que a “justificação pela fé sem as obras da lei” cada vez mais se efetive? A isso ele respondeu: “De modo nenhum! [o sentido é “Deus nos livre de tal ideia!”] Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (v. 2). Tendo o pecado como transgressão da lei, a resposta de Paulo pode ser assim expressa: “Como viveremos ainda transgredindo a lei, nós que morremos para a transgressão?”


Impressionante! É o plano divino da justificação pela fé que nos habilita a, “morrendo para o pecado”, cumprir a vontade de Deus exposta em Sua lei. Como a lição estabelece, “o ensino de Paulo é que, embora a obediência à lei não seja o meio da justificação, a pessoa que é justificada pela fé ainda observa a lei de Deuse, de fato, é a única que pode guardar a lei. Uma pessoa não regenerada, que não foi justificada, nunca poderá cumprir os requisitos da lei.”



Pastor e professor do SALT ora jubilado. Engenheiro Coelho, SP

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Sex 23/04/2010


Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 419, 420: “Bebidas”; Conselhos Sobre Saúde, p. 104: “Banhos Frequentes”.

Os que tratam os doentes devem avançar em sua importante obra, com forte confiança em Deus de que Suas bênçãos acompanhem os meios por Ele graciosamente providos, e para os quais em misericórdia nos chamou a atenção como um povo, isto é, o ar puro, o asseio, o saudável regime alimentar, os devidos períodos de trabalho e de repouso e o emprego da água” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 303).

“Naquela manhã, o sacerdote havia realizado a cerimônia que comemorava o ferir da rocha no deserto. Essa rocha era um símbolo daquele que, por Sua morte, havia de fazer com que brotassem vivas correntes de salvação para todos os sedentos. As palavras de Cristo eram a água da vida. Ali, em presença da multidão reunida, Ele Se pôs à tarde para ser ferido, a fim de que água da vida pudesse brotar para o mundo. Ferindo a Cristo, Satanás pensava destruir o Príncipe da vida; mas da rocha ferida correu água viva. Ao falar Jesus assim ao povo, o coração deste pulsou com estranho respeito, e muitos estavam dispostos a exclamar, como a mulher de Samaria: ‘Dá-me dessa água, para que não mais tenha sede’” (Jo 4:15; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 454).

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Qui 22/04/2010


Água como terapia

Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo” (Jo 9:11).

6. Compare a história da cura do cego de nascença por Jesus, em João 9:1-11, com algumas outras curas. Veja, por exemplo, Mt 8:8-13; 9:2-7; Lc 8:46, 47. Que possível significado pode ser encontrado nessa diferença?

É essencial que a água usada tanto interna quanto externamente seja limpa. Muitos têm dificuldade de acesso à água pura, limpa. A água tirada de fontes contaminadas exige algum tratamento por substâncias químicas ou fervura a fim de torná-la segura para o consumo e uso doméstico.

A água usada exteriormente é tão benéfica quanto a usada internamente. Ela pode ser usada exteriormente em tratamentos conhecidos como hidroterapia. O uso inteligente, cuidadoso, de toalhas úmidas quentes e frias nesse processo de hidroterapia pode trazer alívio a várias enfermidades. Deve-se usar extrema precaução em casos de má circulação, pessoas com diabetes ou enfermidades neurológicas. Pode ser muito vantajoso obter treinamento apropriado sobre o uso de hidroterapia.

“Muitos há... que nunca aprenderam por experiência os benéficos efeitos do devido uso da água, têm medo dela. Os tratamentos hidroterápicos não são apreciados como deveriam ser, e aplicá-los bem requer trabalho que muitos não estão dispostos a realizar. Mas ninguém se devia sentir desculpado de ignorância ou indiferença neste assunto. Há muitas maneiras de aplicar a água para aliviar o sofrimento e combater a doença. Todos devem se tornar entendidos no seu emprego, nos simples tratamentos domésticos. As mães, especialmente, devem saber tratar de sua família, tanto na saúde como na enfermidade” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 237).

Quão consciencioso você é com os hábitos de saúde em geral? Isto é, como você poderia cuidar melhor de si mesmo? Por que esperar até que os maus hábitos o deixem doente? Como seria melhor começar seguindo os bons princípios de saúde agora e evitar a doença em vez de passar pelo incômodo de buscar a cura!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Qua 21/04/2010


O poder da água

Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40:31).

5. Medite nesse texto. Que promessa você pode tirar dele para si mesmo? Como você pode aplicá-lo à sua experiência?

Uma experiência histórica ministrada pelo Dr. Pitts, da Universidade Harvard, colocou atletas – caminhando em uma esteira a 5,5 quilômetros por hora em um ambiente quente – para consumir tanta água quanto perdessem pela transpiração. No fim da experiência, os atletas sentiam que podiam continuar a caminhar – sete horas mais tarde! (G.C. Pitts, R.E. Johnson, F.C. Conzolazio, “Work in the Heat as Affected by Intake of Water, Salt, and Glucose” American Journal of Physiology 142:253, 1944). Em outro dia, os mesmos atletas, privados de água durante a experiência, chegaram ao ponto da exaustão dentro três horas e meia.

A mensagem é clara. A água pode dar poder e energia, especialmente quando estamos fazendo trabalho vigoroso. Em contraste, o consumo inadequado de água pode resultar em desidratação, que leva a cansaço e esgotamento muito mais depressa do que se bebêssemos água suficiente. Igualmente, água insuficiente pode prejudicar as funções vitais. Embora possam entrar em ação mecanismos compensatórios, a deficiência crônica de água levará à má saúde.

É possível que o consumo adequado de fluido limite alguns sintomas como enxaquecas, reduzindo assim a necessidade de medicamento contra enxaqueca, que pode provocar efeitos colaterais, especialmente se usado com frequência. Como a maioria dos atletas sabe, durante o exercício prolongado e intenso, a necessidade de água aumenta significativamente.

Mas deve-se lembrar de que é possível beber água demais, resultando em intoxicação por água. A quantidade apropriada de consumo de água depende de múltiplos fatores, como temperatura, tamanho do corpo e função renal, mas deve ser suficiente para produzir urina clara em circunstâncias normais. Na maioria dos casos, as pessoas devem fazer o esforço de beber no mínimo de seis a oito copos (pelo menos 250 ml por copo) de água por dia, e mais quando faz trabalho pesado em ambiente quente.

Quanta água você está bebendo cada dia? Tome a decisão consciente de registrar quanta água você está bebendo, e se não estiver tomando o suficiente, o que o está impedindo de voltar a fazer algo tão simples e que lhe traz tantos benefícios?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Ter 20/04/2010


Usos da água

3. Gênesis 2:10 revela que na Terra do Éden, mesmo antes do pecado, havia água para as criaturas de Deus. O que está implícito nesse fato?

Como criaturas, todos nós precisamos de ar, água e alimento para preservar a existência (Gn 1:29). Na descrição do Éden, além da presença de um belo jardim, também havia um rio que se dividia em quatro braços: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Deus proveu água para preservar a vida de Suas criaturas.

Todos nós precisamos de água a fim de sobreviver. De fato, cada célula, tecido e órgão do corpo precisa de água para funcionar. A água ajuda a regular a temperatura do corpo, transporta nutrientes e oxigênio para as células, remove os dejetos, evita a constipação, umedece os tecidos, protege de choques as articulações e mantém o sangue fluindo ao longo do corpo. Precisamos beber mais água do que a sede requer. Muitos líquidos, como água, leite e sucos de frutas e de vegetais, contribuem para hidratar; porém, paradoxalmente, as bebidas alcoólicas e cafeinadas podem aumentar a perda de fluidos, o que pode ser prejudicial.

Água pura é melhor que muitas outras bebidas. Comece o dia com um ou dois copos de água e continue bebendo água entre as refeições para manter-se bem hidratado.

A água tem também outras funções para a saúde. Lavar as mãos pode reduzir a transmissão de muitos agentes infecciosos de pessoa para pessoa. Uma grande porcentagem de doenças infecciosas seria eliminada mediante a lavagem das mãos, especialmente antes de comer. O banho diário remove a sujeira acumulada, o que também pode evitar doenças.

4. Como a água estava relacionada com as cerimônias de purificação do Antigo Testamento? Lv 11:40; 13:6, 34, 53, 54; 15:3-13. Que lição existe nesse fato?

Tem havido muito debate entre os eruditos quanto ao propósito por trás dessas cerimônias de purificação no Antigo Testamento. Muitos acham que eram puramente ritualísticas, sem qualquer aspecto de saúde envolvido. E embora, em alguns casos, esse ponto pareça mais óbvio que em outros (como quando os sacerdotes tinham que lavar as mãos e os pés antes de entrar no tabernáculo [veja Êx 30:20, 21]), pelo que sabemos hoje sobre os germes e a limpeza, o Senhor pode ter instituído essas coisas também por motivos de saúde, ainda que os israelitas não tivessem nenhuma ideia da teoria dos germes e semelhantes.

Sejam quais forem os fatos, hoje sabemos que o uso da água para nos manter limpos nos dá maravilhosos benefícios de saúde.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Seg 19/04/2010


As águas do batismo

Leia Atos 8:35-39. Nesta passagem, Filipe pregou as Escrituras ao eunuco, contando-lhe as boas-novas de Jesus. O eunuco aceitou Jesus Cristo como Filho de Deus. Quando eles viram água, ele perguntou a Filipe: “Que impede que seja eu batizado?” Então, ele foi batizado por Filipe, e saiu com alegria.

Não existe milagre na água em si; ela é símbolo de purificação. É o dom do Espírito que transforma a vida. O batismo é uma proclamação exterior da aceitação de Jesus. Leia João 3:5-8. Jesus disse a Nicodemos que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.

2. Que acontece simbolicamente quando alguém é batizado por imersão? Rm 6:1-6

A conversão genuína, simbolizada pelo batismo por imersão, significa a purificação da vida da pessoa. O Novo Testamento menciona muitas vezes o batismo por imersão, enfatizando a importância dessa cerimônia em nossa experiência cristã.

“Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” (At 2:38, NVI).

Quando somos salvos, somos batizados espiritualmente em Cristo (Gl 3:26, 27) e recebidos em Seu corpo, a igreja (1Co 12:13). No simbolismo bíblico, o batismo pela água representa a purificação interior (Ef 5:25, 26), o renascimento espiritual (Jo 3:5), ambos temas centrais da salvação.

Muitos consideram o batismo como algo certo, mas, para muitos no mundo, o ato exige imensa coragem. Em alguns países, o batismo pode levar ao isolamento do cônjuge, da família e da comunidade, ao encarceramento ou até a morte.

Entre as últimas palavras registradas de Jesus na Terra estão estas: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Mc 16:16). Pense nisso um momento: o último chamado de Jesus é para crer nEle, o que inclui o chamado para ser batizado. Se Ele considera assim, não podemos negligenciar seu significado.

Leia novamente Romanos 6:1-6. Como você experimentou a realidade das palavras de Paulo? Como sua “novidade de vida” em Cristo o transformou? De que você foi poupado? Em que áreas você ainda precisa de maior mudança? Como você pode cooperar melhor com o Senhor, que Se oferece para lavar seus pecados?

domingo, 18 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Dom 18/04/2010


Águas do batismo

1. A que tipos diferentes de água Jesus Se referiu no encontro com a mulher samaritana? Jo 4:1-26. Que mensagem existe nessa história para nós hoje?

Jesus encontrou uma mulher em Samaria que fora tirar água no poço de Jacó. Ele lhe pediu um pouco de água. Na conversa que se seguiu, Ele disse que poderia lhe dar a água que tiraria sua sede para sempre e Se referiu a Si mesmo como a “Água Viva”. Esse conceito inclui Sua capacidade de satisfazer às necessidades de paz, alegria, libertação da culpa, perdão e senso de unidade com Deus. Os cristãos encontram essa solução em Jesus Cristo.

É maravilhoso que Ele tenha oferecido a todos nós a oportunidade de ir e nos unir a Ele em serviço. Seu oferecimento é válido ainda hoje, pois Ele nunca muda. Muitos tiveram suas inquietudes, inseguranças e senso de futilidade transformados ao participarem de Sua compaixão, amor e aceitação.

Deus prometeu abundância da água espiritual, se a buscarmos. Em Apocalipse 22:17, Ele nos convida a todos a beber de graça da água da vida. Podemos experimentar a plenitude do Espírito Santo em nossa vida quando estamos perto de Jesus Cristo, o manancial da vida. Em Seu amor, Ele convida a todos a beber gratuitamente da água da vida (Jo 4:13, 14). Seu convite para receber para sempre essa água viva é estendido a todos nós.

Assim como Deus forneceu água da pedra aos filhos de Israel, também Jesus fornece a nós hoje essa água da vida (1Co 10:1-4).

Não importa quem somos, não importa qual tenha sido nosso passado, não importa quais tenham sido nossos erros e até mesmo não importa qual seja nossa situação presente, a oferta dessa água viva é para nós. Somos convidados a beber dela livremente. Ela é oferecida a nós pela graça de Cristo.

Sem dúvida, Jesus oferece essa água viva a todos nós. Qual tem sido sua experiência com essa água? Como você conheceu por si mesmo os benefícios e promessas que se encontram nela? Você está tomando livremente dessa água, ou está se mantendo um pouco atrás? Se for o último caso, pergunte a si mesmo por quê. Por “ganhos” imediatos? Comparando com a promessa oferecida por Jesus, qual é a vantagem?
Segunda

Ano Bíblico: 1Rs 20, 21

As águas do batismo

Leia Atos 8:35-39. Nesta passagem, Filipe pregou as Escrituras ao eunuco, contando-lhe as boas-novas de Jesus. O eunuco aceitou Jesus Cristo como Filho de Deus. Quando eles viram água, ele perguntou a Filipe: “Que impede que seja eu batizado?” Então, ele foi batizado por Filipe, e saiu com alegria.

Não existe milagre na água em si; ela é símbolo de purificação. É o dom do Espírito que transforma a vida. O batismo é uma proclamação exterior da aceitação de Jesus. Leia João 3:5-8. Jesus disse a Nicodemos que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.

2. Que acontece simbolicamente quando alguém é batizado por imersão? Rm 6:1-6

A conversão genuína, simbolizada pelo batismo por imersão, significa a purificação da vida da pessoa. O Novo Testamento menciona muitas vezes o batismo por imersão, enfatizando a importância dessa cerimônia em nossa experiência cristã.

“Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” (At 2:38, NVI).

Quando somos salvos, somos batizados espiritualmente em Cristo (Gl 3:26, 27) e recebidos em Seu corpo, a igreja (1Co 12:13). No simbolismo bíblico, o batismo pela água representa a purificação interior (Ef 5:25, 26), o renascimento espiritual (Jo 3:5), ambos temas centrais da salvação.

Muitos consideram o batismo como algo certo, mas, para muitos no mundo, o ato exige imensa coragem. Em alguns países, o batismo pode levar ao isolamento do cônjuge, da família e da comunidade, ao encarceramento ou até a morte.

Entre as últimas palavras registradas de Jesus na Terra estão estas: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Mc 16:16). Pense nisso um momento: o último chamado de Jesus é para crer nEle, o que inclui o chamado para ser batizado. Se Ele considera assim, não podemos negligenciar seu significado.

Leia novamente Romanos 6:1-6. Como você experimentou a realidade das palavras de Paulo? Como sua “novidade de vida” em Cristo o transformou? De que você foi poupado? Em que áreas você ainda precisa de maior mudança? Como você pode cooperar melhor com o Senhor, que Se oferece para lavar seus pecados?

sábado, 17 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Sab 17/04/2010


É surpreendente como nosso juízo pode nos enganar. A Terra está girando em seu eixo a aproximadamente 1.600 quilômetros por hora, enquanto traça sua órbita em torno do Sol a quase 30 quilômetros por segundo. Mas, apesar de todo esse movimento, ela nos parece perfeitamente imóvel. Enquanto isso, coisas como mesas, cadeiras, pedras e pessoas (matéria, basicamente) – por mais sólidas que pareçam ao nosso juízo – são principalmente espaço vazio. A qualquer momento, bilhões de partículas subatômicas do Sol estão atravessando nosso corpo, mas não sentimos nem vemos nenhuma delas. E, apesar de todas as aparências externas, o corpo humano é feito principalmente de água. Água? Sim, somos seres verdadeiramente aquáticos, no sentido de que nosso corpo é formado de cerca de 60 por cento de água. O cérebro, creia nisso ou não, é mais ou menos 85 por cento água. Até os ossos mais duros são cerca de 10 a 15 por cento de água.

Cheia de maravilha e mistério, a água é fundamental para toda vida física. Sem ela, não poderíamos existir. Nesta semana, vamos examinar tanto os aspectos espirituais como físicos desse líquido verdadeiramente essencial.

Prévia da semana: Deus é a fonte da água física e espiritual, essencial para toda vida.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Sex 16/04/2010


Leia Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 59-72: “O Toque de Fé”.

O único modo de crescer na graça é fazer desinteressadamente a obra que Cristo nos ordenou fazer – empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. A força se desenvolve pelo exercício; a atividade é a própria condição de vida. Os que procuram manter a vida cristã aceitando passivamente as bênçãos que lhes são oferecidas pelos meios da graça nada fazendo por Cristo, estão simplesmente procurando comer para viver, sem trabalhar. No mundo espiritual, assim como no mundo natural, isso resulta sempre em degeneração e ruína. O homem que se recusasse a servir-se de seus membros, em breve perderia a faculdade de usá-los. Assim o cristão que não exercita as faculdades que Deus lhe deu, não só deixa de crescer em Cristo, como também perde a força que já possuía” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 80, 81).

Perguntas para reflexão

1. Que outros paralelos você encontra entre exercitar a fé e exercitar o corpo? Onde esses paralelos se interrompem?

2. Alguém que dirigia um carro viu uma mulher fazendo corrida. Ele abriu a janela e gritou: “Você vai morrer, de qualquer jeito!” Embora fosse rude, o homem tinha razão. Tão importante quanto seja o exercício físico, e não importa quão fisicamente aptos nós sejamos, devemos sempre nos lembrar de que, no fim, somos mortais e – a menos que aconteça de estarmos vivos quando Jesus voltar – todos nós iremos morrer. O melhor programa de exercícios do mundo não nos salva da morte. O viver saudável e os exercícios não nos levam à vida eterna. Só a fé em Jesus faz isso. Por que é importante ter sempre em mente essa distinção?

3. Se possível, leve para a classe algumas das descobertas científicas mais recentes que confirmam os benefícios do exercício. O que os estudos ensinam, e como podemos ajudar a igreja como um todo a entender melhor os benefícios do exercício? Como, também, você pode incentivar os membros da igreja a começar a se exercitar mais?

4. Sem ser crítico de ninguém, faça uma revisão mental em sua igreja. As pessoas parecem estar indo bem nos exercícios, ou parecem precisar de fazer mais? O que você pode fazer para ajudar?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Qui 15/04/2010


Benefícios do exercício físico – II

Sem dúvida, assim como a fé precisa ser exercitada, nosso corpo também precisa. Antes de começar um programa de exercício, porém, precisamos estar certos de que nossa saúde permitirá fazermos um exercício regular. Se houver alguma restrição de saúde ou inaptidão, é sábio ser orientado por um médico sobre a intensidade apropriada de exercício a ser tentado.

Três pontos precisam ser guardados em mente com qualquer programa de exercício: frequência, intensidade e duração.

1) Frequência. Atualmente, as recomendações para saúde e aptidão favoráveis sugerem que devemos nos exercitar pelo menos seis vezes por semana.

2) Intensidade. A intensidade apropriada de exercício variará de acordo com a idade e condição médica. Com o passar do tempo, se for persistente, você poderá se exercitar cada vez mais. É bom fazer com que o coração trabalhe mais rápido e chegar à transpiração. Você precisa regular seu esforço conforme suas condições. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

3) Duração. Estima-se que 45 a 90 minutos de exercício por dia são o ideal. Seria benéfico exercitar-se pelo menos por 30 minutos, seis dias por semana. O tempo dos exercícios pode ser dividido em porções. Por exemplo, 10 minutos cada manhã, ao meio-dia e à noite. Deve ser organizado para se adaptar ao seu programa. A caminhada é uma forma excelente e sustentável de exercício.

Existem muitos benefícios comprovados dos exercícios. O exercício regular ajuda no controle do peso. É benéfico para ajudar a reduzir a pressão alta e um suplemento importante para qualquer terapia médica da pressão alta (sob supervisão e direção médicas). Quando o exercício é executado regularmente, existe uma diminuição na incidência da diabetes Tipo 2. Benefícios adicionais para a saúde do coração incluem o fato de que o exercício regular melhora a protetora lipoproteína saudável do colesterol de alta densidade (HDL).

O exercício regular dá uma crescente sensação de bem-estar. Isso acontece em parte por causa de substâncias químicas chamadas de endorfinas, que o corpo produz durante o exercício. O exercício tem sido associado com o retardamento do início do mal de Alzheimer, e geralmente melhora o desempenho mental. Pessoas que se exercitam regularmente têm menos depressão. O exercício tem um papel na prevenção do câncer de mama e de cólon. Os benefícios são muitos e variados.

Leia o Salmo 139:13-15. Pense em quão incrivelmente somos feitos e que milagre da criação é nossa mera existência. Portanto, por que é tão importante cuidarmos de nosso corpo? Que programa de exercício você pratica, e como, se necessário, você pode melhorar o que está fazendo?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Qua 14/04/2010


Benefícios do exercício físico – I

Até agora, nesta semana, estudamos o que significa exercitar a fé. Vimos algumas imagens bíblicas de atletas e corridas que Paulo usava para falar sobre a caminhada da fé. Ao mesmo tempo, fomos também informados de que nosso corpo é o templo do Espírito Santo (1Co 6:19, 20).

5. Como a questão do exercício físico pode ser relacionada com o princípio estabelecido por Paulo em 1 Coríntios 6:19, 20?

Nosso corpo é dom de Deus. Ele não deve ser abusado. A ciência nos mostrou, repetidas vezes, que quase cada aspecto de nosso ser físico é beneficiado pelo exercício. Evidentemente, nem todos fomos chamados para correr uma milha em quatro minutos. Mas, em quase todos os casos, podemos nos exercitar suficientemente a fim de nos beneficiar muito, não só fisicamente, mas também mental e espiritualmente.

Como cristãos, não cremos na ideia grega de uma alma imortal separada do corpo. Não cremos na ideia pagã de que o corpo é mau de alguma forma. A mente e o corpo são ambos dons de Deus e estão muito relacionados. Como nos sentimos fisicamente afeta nossa condição mental, e isso afeta também nossa condição espiritual. Tudo está relacionado, e não podemos negligenciar qualquer aspecto de nossa condição sem afetar também outros aspectos.

“As exigências de Deus devem impressionar a consciência. Homens e mulheres precisam ser despertados para o dever do império de si mesmos, para a necessidade da pureza, a liberdade de todo aviltante apetite e todo hábito contaminador. Precisam ser impressionados com o fato de que todas as suas faculdades de mente e corpo são dons de Deus, e destinam-se a ser preservadas nas melhores condições possíveis, para Seu serviço” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 130).

Aqueles que se exercitam podem atestar os maravilhosos benefícios que provêm dessa prática. E as boas-novas são que você não precisa de quantidades excessivas de exercício.

Embora muitos de nós sejamos pessoas ocupadas, Deus nos ordena cuidar de nós mesmos, e o exercício é uma forma importante do que podemos fazer. E você? Quanto tempo você passa para se exercitar? Que desculpas você usa para deixar de fazer isso?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lição da Escola Sabatina - Ter 13/04/2010


Crendo no invisível

Abatido, o jovem oficial chutou uma pequena pedra na areia do deserto seco. A mãe dele deveria passar por uma cirurgia de câncer de mama. As exigências do horário operacional do exército não lhe permitiam voltar para estar a seu lado. Com um traço de raiva e rebelião, ele se perguntava: “Por quê? Por quê? Por quê?” Ele havia orado pedindo fé e, nesses momentos, quando as coisas não iam como ele queria, quando suas orações não eram respondidas como esperava, ele achava que sua fé estava enfraquecendo. A escuridão da dúvida se insinuava em seu coração e, por alguns momentos, ele se perguntou se Deus existia mesmo. Então, quando o sol raiou, e a beleza do amanhecer encheu o céu, sua mente pensou em alguns versos da Bíblia, uma história que ele conhecia desde a infância e, ao se demorar naquela história, sua fé voltou. Por mais difícil que fosse para ele entender as coisas, por mais difícil que fosse para ele ver as razões do que acontecia, ele avançou, confiante e amando seu Senhor Jesus.

4. Leia João 20:24-29. Que significa crer no invisível? Com que frequência você precisa crer sem ver? Isso significa acreditar em qualquer coisa? Qual é a diferença?

Depois que Jesus revelou paciente e ternamente Suas feridas a Tomé, este reconheceu: “Senhor meu e Deus meu!” (v. 28). O texto que veio à mente do jovem militar foi: “Bem-aventurados os que não viram e creram (v. 29).” Essa foi realmente a chave – crer sem ver; tomar Deus pela palavra sem insistir em ter uma “prova”. Afinal, para alguns, nem toda “prova” do mundo os convencerá a crer. Viver pela fé, então, é continuar naquilo que já sabemos sobre o amor de Deus; significa confiar em Deus a partir do que já experimentamos; significa tomá-Lo pela palavra porque Ele nos mostrou Sua bondade e amor – não importando quão difíceis sejam nossas circunstâncias e não importando quanto deixamos de ver ou entender.

Lição da Escola Sabatina - Seg 12/04/2010


Quando os músculos se atrofiam


Paulo diz que a fé é dom de Deus (Ef 2:8). Mas Hebreus diz que a fé precisa de algo mais. Como assim? Hb 11:6


Aqueles que já tiveram um osso quebrado ou um sério deslocamento da articulação passaram pela imobilização, necessária para que acontecesse a cura. Ataduras de sustentação, bandagens e até pinos cirúrgicos são usados para ajudar a estabilizar uma articulação danificada ou um membro fraturado. Como resultado da imobilização, os músculos relacionados com aquela área específica não são usados. Com essa falta de uso, ocorre um processo de atrofia ou enfraquecimento. Os músculos se tornam magros e fracos. Quando termina a cura do osso ou articulação, o movimento começa a retornar e, com o uso e exercício contínuos, a força dos músculos é recuperada.


“A atividade é uma lei de nosso ser. Todo órgão do corpo tem sua obra designada, de cujo desempenho depende seu desenvolvimento e vigor. A função normal de todos os órgãos dá resistência e vigor, ao passo que a falta de uso leva à decadência e à morte. Se você mantiver um braço suspenso, mesmo por poucas semanas, e depois o soltar de suas ligaduras, verá que se acha mais fraco do que o que manteve uso moderado durante o mesmo período. A inatividade produz o mesmo efeito sobre todo o sistema muscular” .


O mesmo se dá com a fé. Se a fé não for exercitada, não crescerá. Os movimentos e ações vitais dos membros e corpo da fé não podem acontecer. Embora a fé seja um dom, se não for exercitada, se não tomarmos decisões baseadas nela, se não estendermos a mão e reclamarmos as promessas de Deus, se não estivermos dispostos a correr riscos com base na fé, se não exercitarmos fé a ponto de ser levados aos joelhos em submissão e humildade – corremos o perigo de perdê-la.


Essa é uma tragédia, porque a fé é um dos mais preciosos dons de Deus. Só os que sabem o que é viver neste mundo sem fé, sem o conhecimento de Deus, sem a esperança de Suas promessas, podem lhe dizer como é maravilhoso e precioso esse dom.