sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Batismo com Água, com Fogo e com Espírito Santo

Publicado em 20/04/2008 por Blog Sétimo Dia

(Batismo de João e Batismo de Jesus)

De acordo com Mateus 3:11 há três tipos de batismo:

“Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderosa do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”
Que é Batismo?

Para os adventistas o batismo não é um sacramento no sentido em que o aceita a Igreja Católica.
Que é sacramento?

O Catecismo Romano, pág. 209, § 3, letra D, referindo-se aos sacramentos afirma:

“Deus os instituiu com a virtude, não só de simbolizar, mas também de produzir alguma coisa. . . São sinais de instituição divina, e não de invenção humana, que possuem também a virtude de produzir os santos efeitos que simbolizam. Assim cremos com fé inabalável!”

Para os teólogos católicos romanos o batismo é uma ablução que lava o corpo e purifica a alma da mancha do pecado. Esta declaração não se harmoniza com afirmações bíblicas que nos esclarecem que é o sangue de Cristo que nos limpa de todo o pecado. I Ped. 3:21; I João 1:7.

Como igreja cremos ser o batismo não um sacramento, mas um compromisso de lealdade como escreveu Ellen G. White na carta 129, do ano de 1903:

“Ao se submeterem os cristãos ao solene rito do batismo, Ele registra o voto feito por eles de Lhe serem fiéis, Esse voto é o seu compromisso de lealdade.”

O batismo é um requisito importante no plano da salvação por simbolizar a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

É a porta de entrada para a igreja.

É o processo pelo qual nos tornamos membros da família de Deus.

O batismo é um ato de fé, por isso como igreja não aceitamos o batismo infantil.

Nos escritos de Paulo é o sinal da comunhão espiritual que deve existir entre o crente e Cristo. O batismo é um testemunho público de que o batizando aceitou a Cristo como Seu Salvador pessoal.

É um sinal externo do verdadeiro arrependimento do pecado e a manifestação de um desejo íntimo de ser purificado.

Pode ainda ser definido, como uma manifestação de fé, do crente, na morte propiciatória de Cristo.

“Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do Celeste Rei.” – Evangelismo, pág, 307.

O batismo em o Novo Testamento é o sinal externo de que a pessoa aceitou o plano divino para sua salvação, assim como a circuncisão o era entre Deus e os israelitas do Velho Testamento. Em outras palavras, o rito da circuncisão foi substituído na Era Cristã pelo batismo, como nos informa Paulo em Col. 2:11 e 12.
Modos Diferentes de Batizar

Há três maneiras diferentes de batizar: por imersão, aspersão e afusão.

Imersão é o ato de imergir, mergulhar, fazer penetrar, afundar, banhar.
Aspersão é o ato de aspergir, respingar, borrifar, orvalhar.
Afusão quer dizer derramamento.

Encontra-se na Bíblia justificação para qualquer um dos três processos?

Se o batismo é uma comemoração da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo (Rom. 6:3; Col. 2:12), apenas uma maneira pode representar com fidelidade esses aspectos da vida de nosso Salvador. A maneira bíblica de batizar foi apenas por imersão, Confirmam este processo o batismo de Cristo e o da igreja primitiva.

A Bíblia de Jerusalém (tradução católica) traz a seguinte nota para Rom. 6:3:

“O ‘banho’ por imersão na água (sentido etimológico de batizar) sepulta o pecador na morte de Cristo (Col. 2:12), de onde sai com ele pela ressurreição (Rom. 8:22), como nova criatura (II Cor. 5:17), homem novo (Efés. 2:15) . . .”

Atos 8:36 e 38, são passagens muito evidentes, na indicação do batismo por imersão. Se apenas um pouco de água é suficiente no batismo por aspersão, não haveria necessidade de Filipe e o eunuco procurarem um lugar de água abundante. No verso 38 lemos: “ambos desceram à água”. Há traduções que trazem – desceram para dentro da água. Que esta tradução é melhor confirma-se pelo verso 39, que diz “saíram da água”. Para sair da água é necessário primeiro nela entrar.

O comentário que Mathew Henry, faz deste verso, é um exemplo frisante para comprovar aonde pode chegar a influência de idéias preconcebidas:

“desceram à água, porquanto não tinham em sua posse qualquer vaso conveniente (pois estavam de viagem), com que tirar a água; e por isso tiveram de descer à mesma. Não que se tivessem despido, e tivessem entrado nus na água, mas, estando descalços, de conformidade com o costume, desceram talvez até aos tornozelos ou o meio da canela, e Filipe o aspergiu.”

Seguem-se alguns pensamentos muito úteis sobre o batismo, apresentados por Colin Brown:

“A despeito de asseverações ao contrário parece que ‘baptizo’, tanto em contextos judaicos como nos cristãos, normalmente significa ‘imergir’, e que, mesmo quando veio a ser um termo técnico para o batismo, o pensamento de imersão permanece.”

“O batismo de João. João administrava um ‘batismo de arrependimento para remissão de pecados (Mar. 1:4), antecipando o batismo no Espírito e em fogo que o Messias exerceria (Mat. 3:10).”

“O batismo em Cristo é batismo para a igreja, porque estar em Cristo é ser membro do corpo de Cristo” (Gál. 3:27 e segs.; I Cor. 12:13).

“O batismo em Cristo é para uma vida segundo o padrão da morte de Cristo para o pecado e Sua ressurreição para a retidão”.

“Sendo que o batismo significa a união com Cristo (Gál. 3:27), tudo quanto Cristo tem operado em prol do homem nos Seus atos de redenção, e tudo quanto Ele outorga a ele em virtude dos mesmos, é associado com o batismo nos escritos apostòlicos.”1

A Igreja Adventista administra o batismo por imersão escudada nas seguintes premissas:

1º) O verbo batizar no original grego – baptizo, significa imergir, mergulhar, submergir, como nos confirma a própria história profana.

2º) A narração dos batismos apresentados em o Novo Testamento são evidência de que as pessoas eram imersas.

Confiramos:

a) Mat. 3:6. – Muitas pessoas eram batizadas por João no rio Jordão.
b) Mat. 3:16. – Batizado Jesus saiu logo da água.
O apóstolo João (3:23) afirma: “Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas.”
c) A referência ao batismo do eunuco etíope – Atos 8:38 e 39.
d) O simbolismo paulino de Rom. 6:4 é uma confirmação evidente de que para ele batismo significa imersão.

Para o Professor Jorge E. Rice batismo é:

1º) A porta de entrada na igreja.
Os que ouviram o sermão pentecostal de Pedro perguntaram: “Que faremos irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo.” Atos 2:37 e 38.

Lucas diz ainda mais: “Acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” Atos 2:47.

2º) Porta de entrada para comunhão e relacionamento íntimos com Cristo.
Ele nos chama a atenção para a preposição grega ‘eis’ e não ‘en’ usada por Paulo para denotar o objetivo buscado e alcançado pelo batismo. Rom. 6:3 e 4. A preposição ‘eis’ indica reciprocidade e não repouso.

3º) A porta de entrada no Concerto.
Sendo a circuncisão o sinal entre Deus e Seu povo no Velho Testamento, o batismo representa a circuncisão espiritual do coração, e uma relação salvífica com Jesus. Afirmação baseada em Col. 2:11, 12.”2
O Significado do Batismo

1) O significado central do Batismo é a participação na morte e ressurreição de Cristo. O Batismo com o qual o próprio Jesus foi batizado, segundo Marcos 10:38, fornece-nos a chave para o entendimento comum deste tema. Jesus começou por solidarizar-se com os pecadores, no seu batismo no rio Jordão, e prosseguiu a sua carreira terrena nos caminhos do Servo Sofredor, através da sua paixão, morte e ressurreição. O Espírito que desceu sobre Jesus no batismo, desce também sobre a Igreja e une o Seu povo com Ele na Sua morte e ressurreição, no batismo e através da ação batismal. O nosso batismo une-nos com Cristo que tomou sobre si mesmo os nossos pecados e os de todo o mundo, para que esses pecados pudessem ser perdoados e apagados, abrindo-nos as portas para uma vida renovada.

2) No Batismo, administrado com água e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, para remissão de pecados, somos batizados por um Espírito em um corpo. Em nosso Batismo, o Espírito do Pentecostes une-nos ao corpo de Cristo que é a Sua Igreja, e é recebido por aqueles que crêem em Jesus Cristo. Administrado em obediência à ordem de Nosso Senhor, é sinal e selo do nosso discipulado. Este batismo único, que nos coloca em comunidade com Cristo e uns com os outros, põe fim a toda segregação humana baseada, por exemplo, em diferenças de raça ou de classe.”3
Diferença do Batismo com Água, com Fogo e com o Espírito Santo

A mensagem de João Batista, declarando que Cristo batizava com o Espírito Santo e com fogo, assim como ele batizava com água, tem ensejado muita discussão e até acalorados debates entre os cristãos.

O batismo com água é um símbolo da operação feita pelo Espírito Santo de acordo com Tito 3:5 e I João 5:6, 8.

Quando se dá o Batismo no Espírito Santo?

Três idéias diferentes têm sido apresentadas:

1º) Quando cremos;
2º) Quando somos batizados nas águas;
3º) Quando Deus julgar necessário.

Elemer Hasse discute as três, mostrando pela Bíblia, as possibilidades e impossibilidades de cada uma delas.

De suas declarações, a mais importante é esta:

“Jesus recebeu o Espírito Santo logo após o batismo no Jordão (Mar. 1:10-12; Luc. 4:1, 18); os crentes de Cesaréia e o apóstolo Paulo, antes (Atos 10:44-48; 9:17-18); os discípulos, os irmãos de Samaria (Atos 8:12-17) e os de Éfeso (Atos 19:4-6) receberam o batismo do Consolador depois do batismo nas águas (os discípulos, anos depois)”4

Leia atentamente a seguinte declaração:

“O batismo no Espírito ou a conversão, precede de modo ideal a batismo na água.”

Este é uma demonstração externa da mudança que ocorreu no coração, O verdadeiro crente é nascido do Espírito (S. João 3:5, 6); o Espírito é o Instrumento selador (Efés. 1:13, 14); e o Espírito é dado a ele com penhor ou garantia e uma permanente lembrança de que ele pertence a Deus (II Cor. 5:5).”5

Os pentecostais usam as passagens de Atos 2:1-13; 8:4-12; 9:1-18; 10:1-48; 19:1-7 e outras como provas de que o batismo do Espírito Santo é uma experiência posterior ao batismo da água. Ver comentários esclarecedores sobre estes textos na Apostila Movimento Carismático do Dr. Wilson Endruveit, págs. 20 c e d.

As divergências maiores estão no “quando” o crente recebe o batismo do Espírito Santo, tendo como ponto de referência o batismo da água.

Ivan Carlo Zanella estudou o assunto nestes três tópicos:

A – O Batismo do Espírito Santo junto com o Batismo da Água

Esses são os que identificam o batismo do Espírito Santo no momento do batismo na água. Dizem que se o crente tem sido batizado com água em nome da Trindade, então pode ser considerado filho de Deus, herdeiro do reino dos Céus e “equipado” com o Espírito Santo.

Esta é a posição sustentada pela Igreja Católica.

Os católicos, bem como os pentecostais, crêem numa plenitude, posterior ao batismo da água, do Espírito Santo à qual denominam de Sacramento da Confirmação.

B – O Batismo do Espírito Santo, depois do Batismo da Água

Dizem que o batismo do Espírito Santo vem após um crescente progresso na vida cristã.

Os que assim crêem, endossam que o batismo do Espírito Santo é subseqüente à conversão. Vem depois da conversão e do batismo da água.

São inclinados a tomar a conversão do crente como um 1º estágio e a subseqüente plenitude do Espírito Santo, o qual é normalmente acompanhado pelo falar línguas como um 2º estágio. Os pentecostais chamam a este 2º estágio de Pentecostalismo ou Neopentecostalismo, e é tido como um indispensável passo para o poder espiritual e completa vida cristã.

C – O Batismo do Espírito Santo antes do Batismo da Água

Esses crêem que quando um homem se arrepende e crê em Cristo, quando sua vida é colocada aos pés de Jesus, e aceita o Espírito de Cristo ressuscitado em sua personalidade, é batizado com o Espírito Santo.

A aceitação deste ponto de vista coloca o batismo da água depois do batismo do Espírito Santo ou o batismo do Espírito Santo é por ocasião da conversão.
Posição Adventista do 7º Dia ou do Novo Testamento

Batismo é um testemunho público de que o batizando aceitou a Cristo como seu Salvador pessoal. Em casos normais o batismo com o Espírito Santo precede o batismo cristão com água.

a) Atos 1:8

O poder do batismo no Espírito é primeiro e acima de tudo um poder que nos une a Cristo. A grandeza do batismo no Espírito Santo consiste não no fato de levar o homem além de Cristo, mas exatamente de o levar a Cristo. Ser batizado no Espírito significa tornar-se de Cristo. Em outras palavras: O batismo com o Espírito Santo é o sinal da ligação espiritual entre o crente e Cristo.

b) Atos 10:44-48

O dom do Espírito aqui é a conversão e não uma experiência posterior à conversão. O batismo nas águas e o batismo no Espírito pertenciam juntos de tal maneira que formavam “um batismo” da Igreja.

c) Marcos 1:10

A conexão de água com o dom do Espírito Santo foi iniciada pelo próprio batismo de Jesus.

d) I Cor. 12:13

A expressão descreve o ato soberano de Deus, pelo qual todos os cristãos são incorporados, no corpo de Cristo, por ocasião de sua conversão. Paulo identifica o batismo no Espírito com a conversão ou regeneração.

O batismo na água é o símbolo de nossa união vital e essencial com Cristo, em sua morte e ressurreição – nós morremos para o pecado e ressuscitamos para urna nova vida. O batismo na água é o sinal simbólico do batismo do Espírito Santo, ou a união espiritual que deve existir entre o crente e Cristo.

Russel Norman Champlin, comentando Rom. 6: 3, que assim reza: “Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?”, disse entre outras coisas o seguinte:

“O batismo em água simboliza a regeneração, embora de forma alguma seja agente dessa realização espiritual. A água é apenas símbolo da operação feita pelo Espírito Santo. (Ver Tito3:5 e I João 5:6-8)…

“O batismo em água é um ato de obediência, o qual visa, especificamente, mostrar ao mundo que o batizando assumiu uma nova lealdade.”

Billy Graham afirma:

“Já que o batismo com o Espírito Santo ocorre no momento da regeneração, a Bíblia nunca diz que devemos procurar por ele. Estou convencido que muitas coisas que alguns teólogos e pregadores adicionaram ao batismo com o Espírito Santo na verdade pertencem à plenitude do Espírito. A finalidade do batismo com o Espírito Santo é fazer o novo cristão adentrar no corpo de Cristo. Não há intervalo de tempo entre a regeneração e o batismo com o Espírito.

“No momento em que recebemos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, recebemos também o Espírito Santo.”6

A água representa a purificação de nossos pecados efetuada através do Espírito Santo.

O Espírito Santo convence o homem do pecado de rejeitar a Cristo; da justiça da obra redentora de Cristo; do juízo por Satanás ter sido derrotado por Cristo na cruz.

Muito se tem discutido sobre o significado da água e idéias divergentes têm sido apresentadas, mas creio que melhor seja esta: o nascimento da água foi empregado metonimicamente por Cristo para significar o lavar dos pecados, ou a purificação espiritual, sem a qual ninguém pode ver a Deus. Ezequiel 36:25 confirma esta exegese.
Batismo com Fogo

Dos muitos comentários existentes sabre o significado do batismo com fogo de Mat. 3:11 limitemo-nos a estes três:

I. “1) Alguns acham que aqui temos dois batismos, um do Espírito e outro de fogo, e que este último fala de juízo, provavelmente até do inferno. Assim interpretaram Orígenes e outros pais da igreja, – Neander, Meyer, de Velte, Lange, e outros modernos. 2) Outros acham que o fogo, neste caso, significa o fogo que destruirá o mundo no último dia. 3) Outros relacionam esse fogo com o purgatório. Essas interpretações falham ao considerar que o ‘fogo’ do verso 11 e o fogo do verso 12 não falam do mesmo ministério de Cristo. O ministério do Espírito seria com ‘fogo’, assim como o ministério de João foi com ‘água’. É verdade também que Cristo julgará (verso 12), e que o fogo é símbolo de juízo. . . 4) A interpretação mais aceita é de que o fogo do verso 11 indica o caráter do batismo do Espírito. … Alguns hinos falam de batismo de fogo, tais como um rio em chamas que engolfaria os ‘lançados fora’; e alguns bons intérpretes reputam esse batismo de fogo como algo que se refere ao juízo.” – O Novo Testamento Interpretado, Versículo por Versículo, vol. 1, págs. 288-289.

II. “O fogo e a água são dois grandes agentes naturais de purificação, e é apropriado que ambos sejam empregados para representar a regeneração do coração. Semelhantemente, são os dois agentes pelos quais Deus purificou, ou purificará a Terra do pecado e dos pecadores (II Ped. 3:5-7). Se os homens se apegarem persistentemente ao pecado, terão de afinal ser com ele consumidos. Quanto melhor, então, permitir que o Espírito Santo faça a obra purificadora agora, enquanto ainda há graça! O pecador será, ou purificado do pecado, ou com ele destruído. Disse Paulo: ‘O fogo provará qual seja a obra de cada um.” – SDABC, vol. V, pág. 300.

III. “O fogo, instrumento de purificação menos material e mais eficaz do que a água, simboliza já no Antigo Testamento a intervenção soberana de Deus e do seu Espírito, que purifica as consciências.” – Nota da Bíblia de Jerusalém sobre Mateus 3:11.
O Selo

Nos países do Oriente o selo era muito usado em documentos oficiais, como uma garantia de que esses documentos não seriam violados.

A Bíblia nos diz que o crente após ser regenerado, justificado e batizado com o Espírito Santo ele é selado. Efés. 1:13; 4:30.

Paulo parece ter em mente duas coisas quando fala de sermos selados com o Espírito Santo. Uma é segurança, a outra é propriedade. O vocábulo selo no grego quer dizer confirmar ou imprimir. Quando o Espírito Santo nos sela ou põe em nós sua marca, nós estamos seguros em Cristo.7

O Professor Elemer Hasse discute o problema do selamento do Espírito Santo nos seguintes termos:

“E que sinal dá Deus para sabermos se estamos ou não selados? Deus não deixou nenhum sinal. O importante é que Jeová o saiba. Não há perigo de que na Sua vinda Ele o ignore. ‘o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: o Senhor conhece os que são seus (II Tim. 2:19).

“Ademais, todos os que buscam emoções e sinais para a confirmação e certeza de sua fé, mostram que não têm certeza da salvação e aceitação por Cristo. Têm dúvidas a respeito de sua experiência com Jesus.

“A verdadeira fé não busca sinais: ‘os judeus pedem sinal’ (I Cor. 1:22); ‘Se não virdes sinais e milagres não crereis (João 4:48); ‘Que sinal, pois, fazes Tu, para que o vejamos e creiamos em Ti? Que fazes Tu?’ (João 6: 30). Mas nós ‘andamos por fé, e não por vista’ (II Cor. 5: 7).”8

O selo é a certeza ou a confirmação de que pertencemos a Cristo. Pode também ser chamado de selo de propriedade, confirmado pelo Espírito Santo

A pessoa que aceita a Cristo pela fé é imediatamente selada por Deus como Seu filho ou filha.

Quero concluir esta parte com o seguinte comentário de II Cor.1:22.

“Paulo usa aqui a figura do penhor (garantia) para ilustrar o dom do Espírito Santo aos crentes como uma espécie de primeiro pagamento, a certeza de plena herança no futuro (ver Efés. 1:13-14; Rom. 8:16). É privilégio do cristão receber definitiva convicção de sua aceitação da parte de Deus, como Seu filho adotado, quando da conversão, e retê-lo pelo resto da vida.”9
Batismo de João e o Batismo de Jesus

O batismo de João tinha que ver com o arrependimento, enquanto o batismo de Jesus inclui o arrependimento, mas também o ato de unir-se a Cristo em sua morte e ressurreição; isto é o que deduzimos das declarações de Paulo em Atos 19:3-5.

A Revista Adventista, através de sua “Caixa de Perguntas” apresentou as seguintes respostas à inquirição que encima este subtítulo:

1º) “João fora enviado para preparar o caminho do Senhor, pregando energicamente a mensagem do arrependimento e era natural que ele oferecesse uma cerimônia de lavagem dos pecados aos que atendiam a essa mensagem. Quando as pessoas se dirigiam, arrependidas, a João, confessando seus pecados ele as levava ao rio Jordão, e lá as batizava imergindo-as nas águas. Isto significava também que testemunhavam publicamente a decisão de aceitar a orientação de João, que era conduzi-las a Cristo. Atos 19:4. Era, portanto, distinto do batismo cristão, ordenado por Jesus em Mat. 28: 19. . .

“Que o batismo de João não era suficiente confirma-se pelo fato de S. Paulo ter rebatizado alguns que vieram a ele em Éfeso, os quais haviam sido batizados por João. Atos 19:5.”10

2º) “O batismo de João era um chamado ao arrependimento, mas não um meio de transmitir graça espiritual. Assim o batismo com o qual Cristo batizava os crentes era batismo muito maior do que o de João.”11

De tudo o que os comentaristas apresentam, para diferençar o batismo de João do batismo de Cristo, parece ser o essencial e, isto é bíblico, o batismo de João tinha um significado simbólico, e ele o chama da água para contrapô-lo ao de Cristo, que é chamado do Espírito Santo e do fogo.

Não encontramos evidências em o Novo Testamento de que aqueles que foram batizados por João, tornando-se discípulos de Cristo eram obrigados a um segundo batismo. O batismo de João era aceito como batismo cristão. Este grupo rebatizado, mencionado em Atos 19:5 supõe-se que não havia experimentado a verdadeira conversão.

É bom saber que os anabatistas (a palavra significa rebatizados) se apegavam a esta passagem (Atos 19:5) como prova de que pessoas anteriormente batizadas convertendo-se a sua seita, deveriam batizar-se de novo.

Pesquisando sabre o batismo na Bíblia, concluiremos que no tempo de João Batista, o verdadeiro significado do batismo não era bem compreendido. Depois dos escritos paulinos, especialmente Rom. 6, houve melhor consciência de sua profunda significação.
Conclusão

Esta conclusão não é bem uma conclusão, mas um adendo que reforça e esclarece certos aspectos já apresentados neste estudo.

“Consideramos ser o batismo uma das ordenanças da igreja cristã e um memorial apropriado da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

“Como hábito cerimonial, o batismo antecede a era cristã. O fato de o batismo por imersão haver sido um dos requisitos que os prosélitos eram obrigados a cumprir, evidencia que os judeus o praticavam.

“Para o judeu familiarizado com o sistema mosaico, as ‘várias abluções’ (Heb. 9:10) indicadas nas ordenanças tinham significação espiritual.

“Em sua oração Davi implorou a Deus – Lava-me. Sal. 51:7.

“Batismo significa mudança de proprietário.

“Batizado em Cristo, significa tomar-se propriedade de Cristo.

“O batismo significa a renúncia de todos os liames da velha vida de pecado – as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo. II Cor. 5:17.

“Batismo significa ligação vital com Cristo. O batismo significa fé em Cristo: ‘Quem crer e for batizado. ..’ Mar. 16:16.

“O batismo significa arrependimento: ‘Arrependei-vos e cada um de vós. . . ‘ ‘Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus’.”12
Referências:

1. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, vol. l, págs. 260-264.
2. O Ministério Adventista, setembro/outubro de 19B3, págs. 16 e 17.
3. Um só Batismo, Uma só Eucaristia e Um só Ministério, Documento da Comissão de “Fé e Ordem”, do Conselho Mundial de Igreja, págs. 16 e 17.
4. Luz Sobre o Fenômeno Pentecostal, pág. 36.
5. Nota da Lição da Escala Sabatina do dia 5 de Novembro de1978.
6. O Espírito Santo, Billy Graham, pág. 70.
7. Ver Billy Graham – Opúsculo citado, págs. 72 e 73.
8. Luz Sobre o Fenômeno Pentecostal, págs. 26 e 27.
9. Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. VI, pág. 833.
10. Revista Adventista, janeiro de 1974, págs. 30 e 31.
11. Idem, janeiro de 1961, pág. 37.
12. O Ministério Adventista, novembro e dezembro de 1962, pág. 11.

Extraído do Livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia” de Pedro Apolinário, Professor de Grego e Crítica Textual no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia.

Fonte: Sétimo Dia

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Dom de Línguas Segundo a Bíblia:

Olá, este será o primeiro vários de nossos estudos.

Começaremos com um tema muito falado ultimamente, o que dizem sobre este assunto? Será que o dom de línguas é mesmo falar línguas estranhas que ninguém entende? Será que o dom de línguas é falar a língua dos anjos? Será que o dom de línguas é falar línguas estrangeiras, mas existentes?

Bom, deixemos que a bíblia nos responda.

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Peguem sua bíblia e vamos começar a ver o que ela nos diz.

* I Coríntios 12: 7 – “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.“

Bom, aqui começa falando de uma das funções do dom do Espírito Santo, ele tem que ter utilidade para alguma coisa.

* Marcos 16: 15, 17 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.“, “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;“

Os gregos tinham duas palavras diferentes para “novo”. A palavra neos era usada para designar “novo” com relação ao tempo. A palavra kainos era utilizada para designar uma “novo na qualidade”, isto é, algo que tem uma nova qualidade ou de natureza diferente.

No caso deste verso, a palavra usada é Kainos, para designar línguas existentes, mas que eles não sabiam falar.

Vamos ver uma série de versos em Atos para entender um pouco mais sobre este dom de línguas:

* Atos 2: 4 – “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.“

O Espírito Santo concedia o dom de falar em línguas diferentes, mas que tipo de línguas são essas?

* Atos 2: 5, 7, 8 (o verso 6 será citado em seguida) – “E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. (…)
* E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
* Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?”

O que aconteceu aí foi algo incrível, um milagre tremendo!

Acontece que estavam reunidos, conforme o próprio texto diz, pessoas de TODAS as nações!

Amigos, eu lhes pergunto, se tem vários povos de várias nações, acham que todos falam a mesma língua? Ou virou tudo uma confusão tremenda?

O que diz no verso 7? “Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?”

Eles estavam se perguntando, como que os galileus começaram, do nada, a falar as línguas de cada membro, por isso eles perguntaram, “ué, como que eles estão falando nas línguas de todo mundo, se são apenas galileus?”

Vamos ver agora o verso 6:

* Atos 2: 6 – “E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.”

Vamos imaginar um pouco, estão reunidos povos de várias nações com linguagens diferentes. Então os galileus começaram a pregar, mas cada um em uma língua, ora, quem entendia inglês por exemplo iria se movimentar até achar o pregador que estava falando em inglês, quem entendia alemão iria buscar o pregador que falava em alemão, o mesmo vale para japonês, espanhol e etc…

Esse é o tipo de confusão que Paulo relata no capítulo, todo mundo se movimentando, e uma barulheira tremenda aqui e ali, cada um falando num dialeto diferente, este é o tipo de confusão que ele retratou. Não é porque os galileus falavam e ninguém entendiam.

Como se prova que eles estavam falando em dialetos existentes?

* Atos 2: 9-11
* “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia,
* E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
* Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.“

A bíblia relata que os povos entenderam o que eles estavam pregando? O que eles pregavam? Eles falavam das grandezas de Deus, essa pergunta agora é pra refletir. Tem como pregar e falar de Deus para alguém, falando em línguas estranhas que ninguém entende?

As pessoas entendiam as línguas faladas através deste dom?

* Atos 10: 46 - “Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.” Se eles não entendessem o que eles falavam com o dom de línguas, como saberiam que estavam magnificando a Deus?

A bíblia mostra que o que eles falavam através do dom de línguas era legível, mas o que a bíblia diz que eles falavam através deste dom?

* Atos 16: 6 – “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.” Eles PROFETIZAVAM, de acordo com a bíblia eles falavam profecias sobre Jesus, se eles sabiam que estavam profetizando então o que eles diziam era legível. A ultilidade do dom é pregar.

Antes de vermos o famoso verso de I Coríntios 14; vamos entender COMO FUNCIONA o livro de coríntios:

Os capítulos começam SEMPRE com um problema da igreja enviado para Paulo, se não entendermos isso, tudo fica contraditório. Vamos ver alguns (não precisa ler todos, só entender como funciona):

* I Cor 3: 3 - O mundanismo entrou na igreja.
* I Cor 4: 3 – Paulo estava sendo julgado por humanos, e quem julga é Deus.
* Dá pra chegar até o capítulo 14, mas não preciso mostrar aqui, depois é só ir lendo.
* I Cor 14: 2 – “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.
* O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.”

Este é o problema que foi enviado a Paulo para ele resolver no capítulo 14.

O povo estava falando línguas que ninguém entendiam, para simplesmente edificar a si mesmo, e o verdadeiro sentido do dom é profetizar, “quem profetiza edifica a igreja.”

Como Paulo compara quem fala línguas que ninguém entende?

* I Cor 14: 9 – “Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar.”

Falar em línguas inteligíveis é como como soprar ao ar, é o mesmo que chegar lá no púpito, onde alguns membros da igreja trazem visitas para ouvir uma mensagem de Deus e o cara falar ao microfone: “pff, pffff, pf pf pf”.

Sou eu ou a bíblia que está falando isso?

O dom de línguas tem que ser manifestado com intérprete e se não o tiver, fique calado e nem dê atenção. (I Cor 14: 27 e 28).

Para quem é o Dom de línguas? Para os fiéis ou infiéis?

* I Cor 14: 22 – “De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.”

Se esse dom é para profetizar, passar a mensagem de Deus, falar para povos de outras línguas e é para falar aos infiéis, como pode dizer que A BÍBLIA diz que é para edificação própria entre você e Deus? Deus não quer que você fique se edificando, Deus quer que paremos de pensar em edificarmos a nós mesmo para sair pregando a quem não conhece a mensagem, isso sim é importante para Ele! Levar a mensagem!

* I cor 14: 5 – “E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.”

Paulo diz aqui: “Ei gente, até quando vocês vão continuar aí tentando se edificar? Vão profetizar! Em línguas ou não, não é para você! É para a igreja! Se for falar em línguas, que tenha um intérprete para passar a mensagem e mostrar o que é, de verdade, a vontade de Deus.”

* I Cor 14: 6 – “Por isso, irmãos, quando eu os visitar, que proveito vocês terão se eu lhes falar em línguas estranhas? É claro que nenhum, a não ser que leve a vocês alguma revelação de Deus, ou algum conhecimento, ou alguma mensagem inspirada, ou algum ensinamento.”

Paulo está dizendo de novo: “Ei Ian (dono do blog), por que você quer falar em línguas estranhas? Qual é a utilidade disso, se não for para profetizar ou levar alguma mensagem de Deus para os outros?”

Muitas igrejas pregam que o dom de línguas é para edificar a si mesmo, você e Deus, mas o que a bíblia, e não a igreja, diz sobre isso?

* I Cor 14: 12 – “Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja.“

Agora me diz, é para edificar a si próprio ou para edificar a igreja? Sou eu ou a bíblia quem está falando isso?

Verso forte para acabar:

Obs. O termo “língua estranha” só é citado uma ou duas vezes na bíblia inteira, em algumas bíblias tem mais vezes, mas está em itálico, o que está em ítálico não pertence aos escritos originais da bíblia e só servem para dar auxílios ao leitor.

Vamos ao verso:

* Isaías 33: 19 – “Não verás mais aquele povo atrevido, povo de fala obscura, que não se pode compreender e de língua tão estranha que não se pode entender.”

Segundo o profeta Isaías, falar em línguas estranhas é algo muito grave, é coisa de paganismo, novamente pergunto… Sou eu ou a bíblia que está falando?

Não estou aqui acusando, estou mostrando que ainda há tempo para seguir os caminhos corretos de Deus, Ele não colocaria tudo isso na bíblia, se não fosse para mostrar a verdade.

Ele não colocaria isso tudo para simplesmente acusar alguém.

Pensem nisso, sigam a palavra de Deus, não fui eu quem disse tudo isso, mas a bíblia.

Que a paz de Deus esteja com vocês!

Fonte: A Bíblia nos diz

Sobre 1 Cor. 14:2

Fica claro de uma leitura cuidadosa dos capítulos 12 a 14 de 1 Coríntios que o problema abordado por Paulo tinha que ver com comunicação eficaz. O uso de língua estranha, se não comunicasse devidamente, não seria de nenhum valor, como o apóstolo deixa claro, especialmente nos versos 6-11, 21-24, de 1 Coríntios 14.

Contudo, os pentecostais têm por base um texto, realmente fundamental para o seu entendimento da prática de “falar em línguas”, o qual merece uma exegese mais profunda. É o velho problema do “texto fora do contexto, que vira um pretexto”: 1 Cor. 14:2--“Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios”.

Inicialmente é bom esclarecer que a maioria dos pentecostais entende que a experiência dos apóstolos em Atos 2, quando falaram em línguas compreendidas pelas várias pessoas de diferentes etnias no dia de Pentecoste, foi algo único, inigualável, irrepetível, e que a experiência de “falar em línguas” que adotam é a de 1 Coríntios 14, especialmente o vs. 2, que se trataria de “língua dos anjos” (numa referência forçada de 1 Cor. 13:1)--uma língua espiritual, misteriosa, manifesta como dom especial de Deus e prova de que o que a pronuncia foi “batizado no Espírito”. Mais provável neste texto é que o Apóstolo indique que não a falaria (“ainda que eu fale. . .”).

Como dissemos no artigo “Para Entender Justificação Pela Fé” (no. 20 de nosso “Catálogo” de temas):

O dom do Espírito é o selo, o juramento e a garantia de que fomos justificados (Efé. 1:13, 14; Rom. 8:14-16). Isto contradiz a noção de que o Espírito é concedido como uma “segunda bênção” posterior e superior à justificação, que produz manifestações sobrenaturais como garantia de que o indivíduo não só confirma, mas aprimora sua aceitação diante de Deus. O evento glorioso da imputação da justiça, baseada na experiência de Cristo, jamais pode ser superado por quaisquer experiências que o homem desfrute, mesmo as de caráter religioso.

Estaria Paulo em 1 Cor. 14:2 falando de alguém que “em espírito fala em mistérios”, ou seja, fala numa língua incompreensível aos ouvidos humanos, mas essencialmente espiritual, elevada, que revela uma ligação especial e muito espiritual com Deus por parte de quem a emite? O fato é que com esta passagem os pentecostais buscam superar toda a contradição evidente da sua prática com as claras instruções no restante do capitulo de como NÃO se deve empregar o dom de falar em línguas no culto congregacional, como nos vs. 23-28.

Há várias posições a respeito deste texto (vs. 2) de interpretação aparentemente difícil. Alguns entendem que Paulo está realmente dizendo que os que falam em línguas, sem que haja intérprete (fato comum no meio carismático), se edificam sozinhos pelo simples fato de serem dotados de um poder espiritual que o fenômeno de origem divina lhes propiciaria. Entretanto, tudo indica que Paulo está falando em termos hipotéticos, sendo até irônico. Ele quer dizer que de nada valeria a pessoa falar numa língua misteriosa se não for entendida, pois estaria falando consigo mesma ou com Deus, por Ele entender certamente todos os idiomas do mundo (o que também significaria uma sugestão para essa pessoa ficar calada, orando e/ou meditando, cf. vs. 28).

Ou Paulo poderia estar recorrendo a fina ironia no vs. 2, como fez ao tratar do problema dos judaizantes que requeriam a circuncisão de todos, chegando a dizer, segundo alguns especialistas em grego, que os que insistiam no rito da circuncisão para os conversos cristãos, fariam melhor se, em lugar de somente terem removida uma pequena parcela de tecido do órgão genital masculino (o prepúcio), cortassem tudo de uma vez (ver Gál. 5:12-“se mutilassem”, do grego ’apocópsontai, palavra derivativa do verbo com o sentido de “emascular-se”, “castrar-se”). O apóstolo Paulo caracteriza-se às vezes como bastante irônico.

Por fim, se o fenômeno carismático moderno é manifestação do Espírito Santo, como ficam os textos de 1 Cor. 12:4, Efés. 4:4, 12, 13 que falam que o Espírito é concedido para união, fraternidade, edificação da igreja como um todo? Já se viu grupo mais desunido do que as várias corporações pentecostais protestantes, acrescida nestas últimas décadas do segmento católico para dividir ainda mais os vários grupos que reivindicam posse especial do Espírito de Deus? Disse Jesus: “Por seus frutos. . .”

E se tal fenômeno é evidência do derramamento da “chuva serôdia” (Atos 2:17ss), por que, após um século do movimento pentecostal, tanto o clássico como o das igrejas renovadas de tempos mais modernos, não se superou a “vergonha da tarefa inacabada”-a evangelização mundial prevista em Mat. 24:14 pelas várias corporações que teriam esse poder espiritual superior? Ademais, em Efésios 4 Paulo não estabelece como regra que as línguas deveriam ser dom único ou necessariamente atribuído a todos, pois os dons são vários, e variadamente concedidos: ver Efés. 4: 11, 1 Cor. 12:8-11

Fonte: Azenilto

A lei de Deus

Certa vez, um professor de física nuclear, que dava muitas palestras pelo país, foi chamado para apresentar mais uma de suas palestras.

Este, por sua vez, não aguentava mais fazê-las, pois, era muito cansativo e desgastante para ele falar a mesma coisa em várias partes do país. Ele tinha muito medo viajar de avião, então contratou um motorista para ir em todos os lugares em que ele iria mostrar a palestra.

Indo para uma de suas apresentações, seu motorista comentou que não aguentava mais ouvir suas palestras e que, de tanto ouvi-las, decorou palavra por palavra.

Ele disse que até poderia fazer a palestra pelo professor, se quisesse. Então ele começou a recitar a palestra do “A ao Z” para o professor ouvir, e ele teve uma idéia.

-Sabe, que tal eu por sua roupa de motorista e você apresentar a palestra no meu lugar? – disse o professor.

E assim os dois trocaram de roupa e o motorista foi apresentar a palestra.

Ele citou todas as palavras sem errar nada, o mais impressionante é que ele copiou até os movimentos corporais, ficou IDÊNTICO! Mas ele cometeu um grande equívoco. Na hora de encerrar, o motorista estava tão empolgado com os aplausos que cometeu a maior gafe da sua vida e disse para a platéia:

-Alguém tem alguma pergunta?

O professor já previa o desastre quando uma pessoa levantou e lhe fez uma das perguntas mais cabeludas e complexas possível, sabe aquele tipo de pessoa que demora meia hora numa pergunta? É essa mesma!

E o motorista, todo ferrado pensou, pensou e pensou e ergueu a cabeça para falar e disse:

-Sabe, essa é uma pergunta tão fácil que eu vou deixar o meu “motorista” responder!”

Sabe, as vezes nós até trocamos de roupa com o Mestre e as vezes achamos que podemos fazer o trabalho do dEle, mas não dá.

Deus veio aqui e deu vida, harmonia, beleza e tudo que é bom. Organizou tudo com Sua lei para o nosso bem, mas mesmo assim muitos acham que podem fazer o trabalho do Criador e modificam doutrinas sem que Deus as tenha modificado.

Mas pensem comigo. Será que é o homem que diz o que é certo e o que é errado? Será que a palavra de Deus não vale mais que isso?

1- Ao tirar Deus o Seu povo do Egito, como tornou Ele a publicar Sua lei?

* Deut. 4: 12 e 13 – “Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma. Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra.”

Deus colocou a lei de Sua aliança com o povo em duas tábuas, as famosas tábuas dos DEZ mandamentos,que estão registrados em Êxodo 20: 2-17.

2- Esses 10 mandamentos são para que pessoas:

* Ecles. 12: 13 – “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.“

Guardar os 10 mandamentos não é coisa só para Judeu, adventista, católico e outra religião.

Guardar os 10 mandamentos é dever de TODO o homem da terra.

3- O que Davi diz da lei de Deus?

* Sal. 19: 7 e 8 - “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.“

Me digam, é ruim guardar a lei? Segundo a bíblia não, mas segundo a população deste planeta é!

Por que para muitas pessoas, guardar o sábado seria um fardo, um peso, seria terrível não ir no shopping ou cinema ou não trabalhar no sábado. Acabam esquecendo da vontade de Deus por causa de um cineminha aqui, um shoppingzinho ali e etc. Será que isso vale mais que a vontade de Deus? Será que vale mais que a vida eterna?

4- O que acontece com as pessoas que guardam fielmente os 10 mandamentos?

* Sal. 1: 1-3 – “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.“

Você já se perguntou porque tudo tem dado certo na vida de uma alguma pessoa cristã? Davi diz aqui que tudo que as pessoas que guardam a lei de Deus, dia e noite, fazem dá certo, prospera.

Me digam, é ruim guardar a lei de Deus? É ruim receber bençãos de Deus? Sou eu ou a bíblia quem está dizendo isto?

5- A lei de Deu é necessária para que?

* Mat. 19: 17 – “Se queres, porém, entrar na vida, Guarda os mandamentos.“

6- Qual é a natureza da lei de Deus?

* Rom. 7: 14 – “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.”

Se este verso estivesse antes do verso 6, muita confusão não seria feita, pois o verso 6 nos diz que é para seguir o espírito de Deus e não a lei, mas a lei é espiritual, então para seguir o espírito de Deus temos que guardar a lei dEle, esse é o real sentido que Paulo quis dizer no verso 6, que não era para guardar a lei por que está escrito, mas para guardar a lei de Deus por amor a Ele, afinal, quem salva é Ele.

7- Qual o valor que devemos ver na lei?

* Rom. 7: 12 – “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”

Santo no dicionário:

santo
adj.
1. Essencialmente puro, perfeito em tudo.
2. Que vive na lei de Deus.
3. Bem-aventurado, sagrado.
4. Eficaz; que cura.
5. Santificado (dia).
6. Inviolável.
(…)
Inviolável… Deus acaba de afirmar que seu mandamento é santo, ou seja, inviolável.
Agora me digam, tem muito ou pouco valor estes mandamentos? Sou eu ou a bíblia quem está dizendo isto?
8- Só crer em Deus leva a pessoa para o céu?

* Mat. 7: 21 – “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”

Não basta só crer, Deus quer ver uma prova de amor vindo de todos nós, Ele quer ver se o amamos mesmo! Como demonstramos isso? Mudando nosso estilo de vida por Ele. Que tal guardando os mandamentos?

9- Deus, em sua vinda para a terra, ABOLIU a lei?

* Mat. 5: 17 – “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas dar o seu sentido completo.”

Se o próprio Deus nos diz que não veio abolir a lei, porque em muitos lugares é pregado o contrário?

10- Até quando durará a lei?

* Verso 18 – “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.”

11- Deus permite que modifique alguma coisa da lei?

* Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

Agora me digam, o céu e a terra já passaram? Tudo já foi cumprido, ou seja, Jesus já voltou e levou os salvos da terra? Então é válido modificar alguma coisa da lei? Deus quer o mais fácil pra nós ou quer o que Ele pediu? Se nem um til pode ser tirado da lei, pode-se trocar o objetivo da lei, como o dia de guarda? Isso é para pensar no travesseiro e refletir.

12- Irmãos, é grave ensinar um mandamento errado para as pessoas?

* Mat. 5: 19 - “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.”

Não sei o que vocês gostariam, mas eu não gosto nem de pensar em ser chamado de menor pelo próprio Deus.

13 – A tradição, ou cultura, de um povo pode ser mais importante do que os mandamentos?

* Mat. 15: 3 – “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição?”

Irmãos, se tem uma coisa que é mais importante que qualquer coisa, é a vontade de Deus, antigamente eu nem retrucava, seguia simplesmente pelo fato de “Deus pediu, eu obedeço!”, não precisamos buscar saber o porque.

Se Deus pede, ja não é motivo o suficiente para obedecer?

14-Deus não mudou nada da lei, nem o dia de guarda, então mudar o dia de guarda é um ato humano, o que diz Deus sobre isso? Vale guardar um outro dia qualquer mesmo que seja de coração?

* Mat. 15: 9 – “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”

Jesus foi bem claro aqui dizendo que mesmo o louvando e o honrando, se modificar alguma doutrina, estará com o coração LONGE de Deus.

Sou eu ou a bíblia quem disse isso?

15- Se seremos julgados pelos nossos pecados, seremos indiretamente julgados pelo que?

* I João 3: 4 -“Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é o quebramento da lei.” (Versão segundo o original hebraico e grego, da Trinitarian Biblie Society, Londres.)
* Tiago 2: 12 – “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.”

16- Pecar é quebrar a lei, mas o quanto que eu posso quebrar da lei?

* Tiago 2: 10 e 11 -“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.”

Adianta pensar que Deus nos salva se quebrarmos um mandamento, sendo que guardamos os outros 90% da lei de Deus?

Na nossa matemática 10 – 1 = 9, mas para Deus 10 – 1 = 0.

Vale a pena arriscar e deixar um só mandamento de lado? Ou os 10 mandamentos, segundo a bíblia, são um todo e se quebrar um você quebra a lei por inteiro?

17- Qual é o maior princípio da lei de Deus?

* Rom. 13: 10 -“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.”

Devemos guardar a lei por amor, nunca tê-la como um fardo, provamos para Deus que o amamos guardando a Sua lei, pois é a vontade dEle que está nela.

18- Que é dito de quem diz conhecer a Deus, mas não observa os Seus mandamentos?

* I João 2: 3 e 4 - “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.”

Novamente eu pergunto, só o louvar, ter fé e conhecê-lo salva alguém? Ou precisa de algo mais?

* Rom 3: 31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei.”
* Rom 2: 13 – “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.”
* Prov 28: 9 – “O que desvia seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.”
* I João 5: 2,3 – “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos;”

Existe uma famosa frase chamada: “AMAI A DEUS“, ela se encontra nestes versos todos, mas o próprio Cristo diz isso diretamente:

* João 14:15 – “Se me amais, guardareis meus mandamentos .”

Sou eu ou a bíblia quem está falando?

Último Verso:

* Ecles. 12: 14 -“Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.”

A diferença entre Deus e nós aqui, é que Deus sabe o que se passa no coração de cada um, e vai julgar a pessoa não só pelos seus atos, mas pelas suas intensões. Até mesmo os seus PENSAMENTOS serão postos a prova no fim dos tempos, será então que devemos esquecer da lei de Deus e de sua vontade?

Dizer que Deus aboliu a lei, seria como falar que Deus errou e quis “apagar com a borracha” tudo o que tinha feito no monte com Moisés.

“Porque eu, o Senhor, não mudo”. Malaquias 3:6

“E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa.” 1Samuel 15:29

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:17


Se Deus não muda, como é possível dizer que Ele aboliu a lei? Seria como contradizer as próprias palavras do nosso Criador.

Deus quer ver a sinceridade nas pessoas, Ele sabe o que nós conhecemos e, se sabemos o que é certo, Ele quer nos ver fazendo o que é certo. João diz: “Pois todo aquele que sabe o o que é certo mas não o faz, comete pecado.”

Se você não sabia o que Deus queria até agora, então não cometeu pecado, mas a partir do momento que você recebe a palavra de Deus e enxerga a Sua vontade, Deus passa a esperar uma mudança na sua vida, Uma mudança de amor!

Pensem nisso na hora do travesseiro, reflitam suas atitudes e vejam se são corretas de acordo com a vontade de Deus, tudo que eu disse aqui está claramente na bíblia, basta apenas confiar na palavra de Deus.

Até o próximo estudo,

Que a paz de Deus esteja com todos vocês.

Fonte: A Bíblia nos diz

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O teu verdadeiro valor

Muitas vezes temos a tendência a desanimar, nos sentirmos mal, fracassados, desistidos pelos mais diversos fatores, seja uma derrota, um pecado, uma rejeição, um sentimento pessoal de inferioridade, etc. Na verdade, motivos não faltam, mas a realidade é que nós temos um valor real e verdadeiro que muitas vezes não percebemos. É muito comum pensarmos que porque vencemos temos valor, que o nosso valor está no fato de sermos bons ou de termos êxito. Pensamos assim porque vivemos o amor egoísta. Na realidade não vivemos o amor chamado incondicional. O nosso amor por nós e pelas pessoas é cheio de condições. Quer ver? Preste atenção: “Eu te amo... mas se você for…”. Nas entrelinhas do nosso amor sempre tem o “mas”, o “se você for assim ou assado”, “se você tiver isso ou aquilo”. Até mesmo na vida cristã: se você é homem de Deus, amém, mas você é homem de Deus até que se prove o contrário, ou seja, de forma prática, eu lembro de Caio Fabio: amado, venerado até que… se provou o verdadeiro amor que todos tinham por ele… Se prova o amor na necessidade.

Deus nos amou quando ainda éramos pecadores, filhos da ira. Ele nos amou em primeiro lugar, antes de sonharmos em amá-lo, o nosso real valor não está na nossa condição de perfeição, de justiça própria, de bons feitos, bons conselhos. A Bíblia diz que não UM bom, mas que TODOS pecaram e estão longe da glória de Deus, que somos salvos pela graça eleitora de Deus, que a salvação é Dom gratuito, que a misericórdia do Senhor é o motivo real de não sermos consumidos, que Seu amor se estende além dos céus, a nossa posição diante de Jesus é como seres inúteis e esse é o grau máximo que podemos alcançar. Jesus diz que o melhor servo é que faz tudo e, quando isso acontece, aí seremos inúteis.

Eu olho a parábola que conta de um homem que devia 50 denários e este chorou, clamou por misericórdia e recebeu o perdão da sua dívida. Saindo da cadeia, ele encontra um outro homem que lhe devia 5 denários (10 vezes menos!) e este clamou por misericórdia, mas aquele que havia sido perdoado não exerceu o perdão para com o outro e acabou mandando prendê-lo. Nós precisamos aprender o que quer dizer: “Misericórdia quero e não sacrifício”. Quanto de amor e misericórdia praticamos para aqueles que nos devem? Se Deus nos amou e nos perdoou, quem sou eu ou você para não amar e não perdoar?

Para finalizar, eu te deixo com uma pequena história que fala do nosso valor, ainda que sejamos machucados, pisados, sujos, desvalorizados por alguma circunstância da vida, o nosso valor estar em Deus que é imutável, por isso nada pode tirar ou roubar o valor que temos em Jesus, nada nos separa do Seu Amor:

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de 100 reais. Numa sala, com 200 pessoas, ele perguntou:

"Quem quer esta nota de 100 reais?" Mãos começaram a se erguer.
Ele disse: "Eu darei esta nota a um de vocês, mas, primeiro, deixem-me fazer isto!" Então ele amassou a nota. E perguntou outra vez: "Quem ainda quer esta nota?" As mãos continuaram erguidas.

"Bom", ele disse, "e se eu fizer isto?" E ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e esfregá-la. Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: "E agora? Quem ainda quer esta nota?" As mãos continuaram erguidas.
"Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição. Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela não perde o valor. Ela ainda valerá 100 reais. Essa situação também se dá conosco.”
Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos e/ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos. E assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância.

Porém, creiam, não importa o que aconteceu ou acontecerá, jamais perderemos o nosso valor diante de Deus e do Universo. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. A nossa valia.
O preço de nossas vidas não é pelo que temos, fazemos ou sabemos, mas pelo somos!
Somos especiais! Você é especial. Muito especial. Jamais se esqueça disso!"

Que Deus te abençoe. Até a próxima e não esqueça: o seu valor está no amor que Deus tem por ti e não no valor que você as vezes acredita que têm, ainda que todos ou você mesmo se desvalorize, Deus continuara te valorizando assim mesmo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Emoção, Fé e Razão

Hoje em dia, infelizmente, há muitas pessoas que deixam de lado a Razão, o raciocínio, e preferem confiar em seus fracos sentidos e emoções. Ora, isso já é perigoso para o corpo - afinal é apenas o raciocínio que nos leva a saber que uma arma apontada para nós é perigosa, já que nossos sentidos e emoções não nos mostram o perigo que ela apresenta - mas é muito mais perigoso para a alma.

Muitas pessoas, assim, passaram, a expressar e crer de modo totalmente emocional, sem dar ouvidos à Razão que Deus nos deu para que possamos crer. Creio para entender e entendo para crer, dizia Santo Agostinho. Muitas pessoas procuram na Religião não a Salvação, a Verdade, a Vida Eterna, mas apenas sensações agradáveis, emoções que as façam sentir-se bem consigo mesmas.

Disse o Senhor: "Eu te instruirei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; ... não queiras ser como o cavalo e o mulo sem entendimento" (Sl. 31,8-9). Nosso dever de cristãos é procurar entender, aprender o que a Igreja que Cristo mandou ensinar a todos os povos (Mc 16,15), usar a inteligência que Deus nos deu e não ser "como o cavalo e o mulo", que nada compreendem e vivem apenas em busca do que seus sentidos dizem ser bom.

Esta busca da emoção, do sensível (aquilo que percebemos por nossos sentidos), é algo que pode trazer problemas enormes para uma pessoa bem intencionada. A Fé edificada sobre a emoção não é Fé verdadeira, mas mera busca de recompensa rápida, tão pouco profunda e tão ineficiente quanto a caminhada do burrico atrás da cenoura que seu mestre mantém pendurada adiante dele para que ele não pare de caminhar.

Isso acontece freqüentemente em Grupos e Oração e Encontros, em que as pessoas são levadas a um estado emocional perturbador, que acreditam ser Deus agindo nelas. Este estado, porém, não é um estado permanente, mas uma mera excitação nervosa que seria provocada de modo muito similar se estivessem assistindo a um espetáculo não-religioso. O problema, porém, é que para estas pessoas, isso é a Fé, isto é a Religião. A Religião, para elas, resume-se em um estado de espírito agradável, em uma sensação que forçosamente um dia irá passar. Elas tomam uma experiência emocional por uma revelação, e um estado emocional pela Graça de Deus.

Ora, este estado passará. Mais cedo ou mais tarde, coisas desagradáveis virão a ocorrer, e estas pessoas não estarão preparadas para elas. Na vida cotidiana, nos pequenos problemas encontrados ao longo do caminho, elas vão ver obstáculos enormes, e no fim daquela exultação emocional verão o fim de sua "fé", edificada não sobre Cristo, mas sobre suas emoções passageiras.

O que é a Fé? Ter fé é crer, é acreditar no que não se vê, em um ato da vontade e do intelecto, não sentir. A Fé não é algo que possa ser sentido, e muitos dos maiores Santos nunca, jamais, tiveram qualquer tipo de consolo ou sensação agradável enquanto caminhavam pela Terra. É nas lágrimas, é na Fé que persiste apesar da ausência total de sensações agradáveis, que está a Cruz, que é nosso caminho. Cristo não veio para nos dar uma vaga "sensação de bem-estar"; este, ao menos segundo o que diz a publicidade, é o ramo dos desodorantes e outros produtos. Cristo veio nos dar a graça de carregarmos com Ele nossas cruzes, para um dia, estarmos junto a Ele no Céu. Lá, sim, não mais haverá situações desagradáveis.

Cristo nos deu Sua Igreja, que tem a tríplice missão de ensinar, santificar e governar.

O Ensino da Igreja é a Doutrina que Cristo ensinou, Doutrina essa que não é "sentida", mas estudada e aprendida pela Razão. De nada adianta fazer trezentos "Encontros" por ano e sentir-se "feliz" se não buscamos aprender o que Cristo ensinou. Não será pelo nosso estado emocional que poderemos aprender a Doutrina, mas sim pelo estudo da palavra de Deus.

Ninguém pode ver a Graça, ninguém consegue senti-la ou percebê-la de qualquer forma que seja. Procurar estados emocionais não é de modo algum equivalente a buscar a Graça de Deus, e abandonar a Razão, abdicar de nosso livre-arbítrio (a nossa capacidade de escolher entre duas coisas que parecem boas) em prol apenas da busca de emoções que supostamente seriam sinais visíveis de Deus é rejeitar os ensinamentos que Cristo nos deu e que são necessários para nossa Salvação.

A busca de emoções faz com que muitos, infelizmente até mesmo líderes, deixem de obedecer ao que nos ordena o nosso Senhor Deus. Vemos freqüentemente reuniões e cultos sendo realizdos de modo quase blasfemo, em que o objetivo primeiro e, por que não dizê-lo, único, parece ser a busca de emoções. Música de rock tocada em volume ensurdecedor, gestos coreografados, palmas, coisas que têm como função única despertar emoções nas pessoas, desobedecendo frontalmente a Lei de Deus, que tem regras muito bem definidas acerca do que é ou não permitido na liturgia. Isto é tanto mais perigoso por fazer com que seja deixado de lado e praticamente esquecido o que é realmente importante naquele momento: que ali, defronte de toda uma multidão buscando emoções, está Cristo, morrendo na Cruz por nossos pecados.

Autor: Carlos Ramalhete - Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor. Editado e resumido por Alexandre Rangel.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os erros da Bíblia

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (I Coríntios 1:18)

Muitos gostam de enfatizar discussões sobre hipotéticos erros do Livro de Deus. Que ele foi apenas mais um livro escrito por homens, ou que seus escritos foram alterados com o decorrer dos anos. Pois bem, a estas pessoas cujas vidas são uma constante indagação, o pequeno texto abaixo, faz o favor de relacionar alguns dos erros que tanto são procurados em meio a tanto ceticismo. Vejam alguns dos erros que se encontram na Bíblia:

A Bíblia está CHEIA de erros...

O primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;

O segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;

O terceiro erro se deu quando se esquivaram de seus próprios erros e culparam a Deus, exatamente como acontece hoje;

E assim erros e mais mais erros ocorreram e continuam ainda sendo cometidos... porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições...

Ela contradiz o orgulho e o preconceito;

Ela contradiz a lascívia e a desobediência;

Ela contradiz o seu pecado e o meu.

A Bíblia está CHEIA de falhas...

Porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes;

Assim foi com a falha de Adão e Eva;

Com a falha de Caim;

E a de Moisés;

Bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam. Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.

Deus não ESCREVEU a Bíblia...

Para pessoas que querem jogar com as palavras;

Para aqueles que nunca se deram ao luxo de lê-la, ou se fizeram, fizeram por motivos críticos e não de crescimento;

Para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem fazê-lo para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia...

Pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história por grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;

Intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;

Bem conhecidos pseudo-cientistas posando de críticos honestos;

Convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.

Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que...

Os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito;

A Bíblia está cheia de discrepância e afirmações inaceitáveis;

Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.

A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO...

Para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;

Para os que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto;

Para os que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.

E você pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar MUITO EM BREVE, MAS MUITO EM BREVE MESMO, face a face o AUTOR DO LIVRO!

REFLEXÃO: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:21)