domingo, 14 de junho de 2009

DEUS JAMAIS SE ENGANA


“De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí” (Jeremias 31:3)

Há uma igreja nos Estados Unidos chamada "Almighty God Tabernacle" (Tabernáculo do Deus Todo-Poderoso). Conta-se que num sábado à noite o pastor dessa igreja ficou trabalhando até mais tarde e decidiu chamar sua esposa por telefone antes de voltar para casa. Era por volta das 22:00 hs. A esposa não atendeu ao telefone, apesar do pastor deixar tocar várias vezes. Ele pensou que ela estivesse ocupada e então continuou a fazer mais algumas coisas.

Mais tarde, ele tentou de novo e sua esposa atendeu de imediato. Ele perguntou por que ela não havia atendido antes, e ela disse que o telefone sequer havia tocado. O pastor ficou bravo, esquecendo-se de que deveria ser um marido compreensivo.

Na segunda-feira seguinte, o pastor recebeu um telefonema no escritório da igreja do número que ele sem saber erroneamente havia discado no sábado à noite. O homem com quem falava queria saber por que o pastor havia ligado para ele no sábado. O pastor não entendeu o que aquela pessoa estava dizendo e então, o homem disse: "O meu telefone tocou, tocou, mas eu não respondi." Naquele momento o pastor caiu em si, e então lembrou-se do engano e pediu desculpas por pertubá-lo, explicando que ele havia tentado falar com sua esposa na ocasião. O homem então respondeu: "Tudo bem. Deixe-me contar minha história: Eu estava planejando me suicidar no sábado à noite. Antes, porém, eu orei dizendo: 'Deus, se tu existes e estás me ouvindo e não queres que eu faça isso, dá-me um sinal, agora!'" - "Naquele momento, o telefone começou a tocar. Eu olhei para o identificador de chamadas e lá estava escrito: "Almighty God" (DEUS TODO PODEROSO). E eu fiquei com medo de atender!"
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São por histórias como esta, que podemos compreender que eu e você, talvez possamos ser hoje instrumentos do Deus Todo Poderoso, com uma simples conversa, um telefonema ou enviando um texto como este "propositalmente" a um amigo ou até mesmo por "engano" a alguma pessoa.
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Nós nos enganamos, mas Deus jamais Se engana! “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35).

REFLEXÃO: “De sorte que SOMOS EMBAIXADORES por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus” (II Coríntios 5:20).
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Quando SER BOM não é o suficiente


(por Marcio)

“Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36)

Max Lucado, famoso escritor cristão, conta que certa vez antes de subir a um vôo, pediu permissão a uma mulher que estava a seu lado para ler o Salmo 23. Toda emocionada, ela lembrou-se que durante um bom tempo de sua juventude havia estado bem próximo de Deus, mas naquele momento era incapaz de lembrar quando fora a última vez que tinha ido a uma igreja.

Conversaram sobre fé e segunda chance. Quando então ele lhe fez uma pergunta:
- Você acredita no céu? Ela respondeu - "Claro"!
- Você acha que vai para o céu? "Sim, sim, eu estarei lá no céu"!
- Como você sabe? "Como eu sei que vou para o céu"?
- Sim, porque tem tanta certeza?
Como a grande maioria, impulsionada segundo sua maneira de pensar e não a de Deus, apresentou sua listinha de boas ações (todo mundo tem uma). "Bom, eu sou basicamente boa. Não fumo mais do que um maço de cigarros por dia, não bebo, faço exercícios físicos, não roubo de ninguém, procuro não mentir, sou honesta, trabalho..." .

Segundo a mulher, o céu pode ser alcançado por meio de hábitos semi saudáveis, poucas mentiras, idoniedade (mediana). Sua lógica era simples: sigo a lista aqui na terra e consigo um lugar lá no céu.

Permita-me deixar esta pergunta: qual é a sua lista?

Como a mulher do avião, a maioria de nós tem uma. Quase todos se consideram "basicamente bons". Decentes, trabalhadores. Tem uma lista que prova isso: Pagam suas contas em dia; amam suas famílias; mentem somente em caso de necessidade; contribuem para a pirataria para economizar dinheiro; fazem caridade; não se drogam; enfim, "qualidades" de uma longa lista que "prova" ao Deus eterno que a pessoa é merecedora das promessas divinas.

Mas só há um problema: Paulo nos adverte em romanos 3:10 - "Não há um justo”, disse ele, "nem um sequer". Ninguém. Nem você, nem eu, nem ninguém. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (verso 23).

Então, como é que se vai para o céu? Se ninguém é bom, se nenhuma lista é suficiente, se nenhum ato está de acordo, como é que uma pessoa pode ser salva?

Nenhuma pergunta é mais importante que esta. Só há um caminho para a salvação e não é um caminho fácil. Veja estas palavras do próprio Senhor: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.” (Mat. 7:13-14). Jesus faz aqui um convite formal para que eu e você aceitemos seus PRINCÍPIOS como norma para regermos nossa vida, e nos mostra a maneira de começarmos e por onde começarmos. Ele é a "porta" (João 10:7,9) e também o "caminho" (João 14:6). Portanto, o que deseje entrar no reino dos céus, e quer ter vida e tê-la "em abundância" deverá fazê-lo de uma única maneira, não há outra: por Cristo! Não há outro caminho.

Você entende isto? Revise seus conceitos, revise os caminhos trilhados, seja também "um dos poucos" a encontrar o Caminho. Ao se dirigir à porta estreita sua lista tende a ser homogênea, porque aquEle que te salva também pode refazer todos seus conceitos, baseados agora em princípios divinos e não em decisões humanas.

E você, tem certeza da salvação?

REFLEXÃO: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” (Atos 2:37-38).

Que me falta ainda? O Jovem rico

Que me falta ainda?

Rev. Eurípedes da Conceição


18.11.2004 14:08

“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19. 16-22).

Após impor as mãos sobre as crianças e abençoá-las, Jesus estava prosseguindo viagem pela Peréia, território além do Jordão, que naquele tempo, era dominado por Herodes Antipas. Ao longo do caminho, Jesus parava em várias cidades e aldeias, realizando sua obra. Em uma dessas paradas Jesus foi interpelado por um jovem que lhe fez uma pergunta interessante que chamou sua atenção: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”;. Quem era esse jovem? Qual a sua estratificação social? Lucas o descreve como sendo alguém de nível sócio-econômico elevado (Lc 18. 18). Sabe-se, a priori, que ele possuía tudo o que se podia desejar na terra em termos de bem estar social, conforto e segurança materiais. Marcos, por sua vez, menciona que este jovem, ao aproximar-se de Jesus, correu e ajoelhou-se aos seus pés (Mc 10. 17). Isso nos leva a concluir que aquele jovem tinha um forte sentimento religioso e estava muito preocupado com a expectativa da vida eterna. Ele havia recebido uma herança cultural dos seus progenitores cujo foco era direcionado para uma espiritualidade de preceitos, mas nunca havia cogitado acerca daquilo que era mais importante: a incompatibilidade entre amar o mundo e amar a Deus.

Seu sentimento religioso não passava de credulidade; sua religiosidade era legalista e sua alma era vazia. E por causa disso ele havia mergulhado em uma crise teológica sem precedentes que parecia insolúvel. Sua religiosidade não bastava. A última cartada de sua vida seria encontrar uma resposta para a pergunta que ninguém, além de Jesus, conseguiria responder: “Que me falta ainda?”. Esta pergunta continua sendo feita hoje. E respondê-la é o nosso maior desafio. A resposta é suficiente para completar todos os espaços vazios do coração e levar-nos a descobrir o sentido da vida. E na medida em que meditamos sobre a experiência daquele jovem, descobrimos também que a crise que você está vivendo agora não difere muito da situação daquele jovem. Mas como encontrar a resposta? Se por um lado, a crise que deu origem a esta pergunta está no seu coração, por outro lado, a resposta também só poderá ser encontrada no próprio coração. Dê uma olhada agora para dentro do seu coração. O que o primeiro olhar está te mostrando? O primeiro olhar para o interior do seu coração revela que uma das coisas que está faltando em você é converter o sentimento de amor em prática de amor. Aquele jovem rico havia dito para Jesus que amava o próximo como a si mesmo (Mt 19. 19b-20), mas ele tinha apenas o sentimento de amor ao próximo. A partir do momento que esse sentimento foi colocado à prova, submetido a teste, a uma comprovação prática, ele fracassou. E todo o seu esforço em amar havia sido inútil porque ele não havia convertido o sentimento de amor em prática de amor. Ele amava de palavra, de língua, mas não amava de fato e de verdade. O amor não se declara, se pratica. Neste caso, que me falta ainda?, você pergunta novamente. Um segundo olhar para o interior do seu coração revela que outra que está lhe faltando é compreender que só é possível alcançar o tesouro do céu quando se reparte o tesouro da terra. Aquele jovem foi orientado por Jesus a repartir o seu tesouro da terra; para conquistar o tesouro do céu. É óbvio que Jesus não está determinando que os nossos bens e propriedades sejam liberalmente distribuídos. Jesus trata individualmente com cada um de nós, e foi desta maneira que ele tratou com aquele jovem rico que queria ser perfeito. Lembra? Mas você não quer ser perfeito, e ainda que quisesse, sabe que isto é impossível! Portanto, Jesus não está exigindo a mesma coisa de você. Tudo o que Ele deseja é que você se dê conta que é um ser inacabado e longe da plenitude. Seu apelo sonoro é: Meu filho! Reparta os tesouros de amor e solidariedade e ajude aos necessitados ao seu redor. Divida com o próximo o que eu te dou com abundância!. C. S. Lewis, com muita lucidez, adverte: Façam do céu a sua meta, e a terra lhes será dada como brinde, fazendo da terra a sua meta, não receberão nenhum dos dois. Fazer do céu a principal meta é aproximar-se de Jesus de maneira tal que, cada dia, você se torne mais semelhante a ele. Fazendo isso, você estará colocando o seu coração naquilo que é mais precioso no universo: amor, compaixão, amizade... artigos não negociados nos mercados da vida, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Lc 12. 34). Para isso é necessário renúncia! E mais uma vez você se pergunta: “Que me falta ainda?” Um último olhar para o coração revela que uma das coisas que está lhe faltando é substituir o amor ao dinheiro pelo amor a Deus. Dois amigos conversavam sobre um terceiro que falecera há pouco tempo e havia sido um milionário. “Quanto ele deixou?”, perguntou um deles. “Deixou tudo. Até o último centavo”. Foi a sua resposta. Quem possui apenas bens materiais e neles confia parece ser rico, mas é a pessoa mais pobre e miserável do mundo. Alguém pode ter um bom emprego, um salário alto e fama, porém quando lhe falta a saúde, amigos verdadeiros, felicidade, amor, suas riquezas para nada servem, pois está fadado a viver uma vida solitária e morrer frustrado. O dinheiro não compra sequer a afeição de um animalzinho de estimação! Quando se trata de sentimentos, o dinheiro é uma das coisas mais inúteis do mundo! Preste atenção numa coisa: As melhores coisas da vida são sempre de graça e não custam nada. Há pessoas que dizem que são espirituais, que amam a Cristo, mas se vendem por qualquer punhado de prata. Há outras que não medem esforços para tirar vantagem de tudo, ainda que seja às custas do prejuízo de alguém. Há outras que se enriquecem de modo fraudulento, desonesto. Neste caso são extremamente pobres porque vendem o seu caráter. É melhor morrer a ser desonesto! É melhor perder tudo a perdermos a nós mesmos! Segundo a Bíblia, é a justiça de Deus que nos livra da morte. Os bens materiais nos abandonam, pois ao morrermos temos de deixar tudo, até o último centavo. Afinal, todas as nossas posses vêm de Deus. É a ele que devemos tudo o que honestamente possuímos. Cuidado! Quando você pensa que já chegou ao final da jornada, descobre, à semelhança daquele jovem, que a jornada está apenas começando. Quando menos esperar, você poderá ser surpreendido pela pergunta: que me falta ainda?, e a resposta será sempre um sinal de que você precisa recomeçar. Cecília Meireles diz o seguinte: “Aprendi com as árvores a me deixar cortar, e começar sempre de novo”;. Peça a Deus para ajudá-lo a preencher os espaços vazios de sua vida e não hesite em começar tudo de novo se for necessário.

Os Evangélicos e o Segundo Mandamento

Freqüentemente eu recebo e-mails de pessoas que se sentem atingidas por alguma postagem que coloco aqui no Blog. Normalmente são leitores contrários à fé Adventista, que não concordam com nossa crença na guarda dos mandamentos, por exemplo.

Certa vez, um destes leitores argumentava da seguinte maneira:

"Me mostre no Novo Testamento onde está a REPETIÇÃO do mandamento do sábado, e eu passarei a guardá-lo na Igreja Adventista".

Parece um "desafio" de alguém muito sincero e desejoso de seguir a verdade bíblica... mas a experiência tem demonstrado que não é. Pessoas assim acreditam que o NT deveria ser uma cópia exata do AT, especialmente com relação aos mandamentos. É uma maneira "lógica" de calarem suas consciências desobedientes.

Mesmo depois de você mostrar as inúmeras passagens do NT que mostram claramente que Jesus, Seus apóstolos e Seus discípulos sempre guardaram o mandamento do sábado (ex.: Lucas 4:16; 23:51-56; Atos 16:11-15; 18:1-4; etc., etc., etc.), estas pessoas continuam dizendo que não podem aceitar esta crença, porque o 4º mandamento não é REPETIDO, PALAVRA POR PALAVRA no Novo Testamento, o que, para eles, demonstra que este mandamento deixou de existir.

O curioso é que eu ainda não vi nenhum evangélico dizer que os católicos estão livres da adoração de imagens, pelo mesmo motivo que citei acima. Afinal, o 2º mandamento TAMBÉM NÃO É REPETIDO, PALAVRA POR PALAVRA, no Novo Testamento.

E agora?

Os católicos estão livres da adoração de imagens porque o 2º mandamento não aparece no NT com as mesmas palavras do AT? Qual o "evangélico" que vai se levantar para defender isso?

Como eu digo sempre, a questão nunca é contra a lei de Deus... mas contra o Sábado do Senhor. É por isso que o diabo fica irado quando alguém se levanta para defender o Dia que o Senhor escolheu para Si (cf. Apoc.12:17; 14:12). A propósito, você já parou para refletir que foram exatamente os dois mandamentos mais extensos que o diabo conseguiu retirar da vida da Cristandade apostatada? (cf. Êxo. 20:4-6; 20:8-11). Prevendo isso, talvez, foi o motivo pelo qual Jesus advertiu que nenhuma letrinha, por menor que fosse, deveria ser retirada das Tábuas Sagradas (Mat. 5:17-19). A arrogância do papado foi tamanha, que eles retiraram os dois mandamentos que mais continham letras... e os evangélicos seguiram na mesma onda...

Podem usar os argumentos fajutos que forem, mas eu prefiro seguir na mesma fé que Paulo seguia:

"Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas, tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos" - Atos 24:14-15.

Aleluia!

Há 2 erros que os servos de Deus precisam evitar

Há 2 erros que os servos de Deus precisam evitar:

O primeiro é o de se garantir nas próprias obras para ficar em harmonia com o Senhor.

Aquele que busca tornar-se santo buscando, pelas próprias obras guardar os 10 mandamentos está tentando algo impossível. Tudo o que o ser humano tenta fazer sem JESUS está poluído pelo egoísmo e pelo pecado. Somente a GRAÇA de Cristo Jesus, por meio da fé, pode nos santificar.

O outro erro e não menos perigoso, é acreditar que Cristo isenta a
pessoa de guardar a Lei de Deus, ou seja os 10 mandamentos; considerando
que somente pela FÉ nos tornamos participantes da GRAÇA de Cristo e
nossas obras nada tem a ver com nossa redenção.

Mas note, que a obediência é uma conseqüência do amor. Se o amor de Deus estiver em nós implantado, é claro que viveremos em obediência a ele naturalmente. Sempre queremos agradar a quem amamos.

Quando o homem é renovado a imagem daquele que o criou,
a promessa do novo concerto é cumprida:

Porei no seu coração as Minhas Leis e sobre a sua mente as
inscreverei (Hebreus 10:16)

A Fé não nos dispensa da obediência, pela Fé, e somente pela Fé somos
participantes da Graça de Cristo Jesus e é a Fé que nos capacita a obedecer.

Não ganhamos a salvação por nossa obediência, pois a salvação é um dom gratuito de Deus que recebemos pela Fé. Mas a obediência é o fruto da Fé.

“Sabeis que também Ele se manifestou para tirar os pecados, e Nele não existe pecado. Todo aquele que permanece Nele, não vive pecando,todo aquele que vive pecando, não o viu, nem o conheceu” (I Joao3:5,6)

A suposta fé em Cristo que leva a pessoa a se esquivar da obrigação de obedecer a Deus não é fé, mas presunção.

“Pela graça sois salvos mediante a fé” (Efésios 2:8). Entretanto a fé se não tiver obras, por si só está morta” (Tiago 2:17).

Qual o "Dia do Senhor" de Apoc. 1:10?

NOVO CURSO: Pós-Graduação em Ensino Religioso e Teologia Comparada
Qual o "Dia do Senhor" de Apoc. 1:10?
Autor: Prof. Gilson Medeiros

Existe um verso bíblico que os advogados do domingo gostam muito de citar:

“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta...” (Apoc. 1:10).

Algumas traduções bíblicas trocam a expressão “dia do Senhor” por “domingo”, fazendo com que muitas pessoas se confundam, acreditando que o primeiro dia da semana já era considerado como “santo” por ocasião da redação do livro do Apocalipse, ou seja, antes do fim do primeiro século da Era Cristã.

Mas isso é um tremendo engano (pois as evidências histórias e arqueológicas já demonstraram que o sábado só foi substituído pelo domingo vários séculos depois, por ocasião da corrupção teológica introduzida por Roma)... engano este, ocasionado por falta de atenção ao texto original grego... ou mesmo por escancarada má fé por parte dos editores de tais traduções e/ou versões das Escrituras para a nossa língua. Prefiro, ainda, acreditar na primeira opção.

Apoc. 1:10

A expressão “dia do Senhor”, conforme aparece no original grego do Apocalipse, se escreve da seguinte forma: KURIAKE HEMERA. É curioso notar que esta expressão aparece apenas uma vez em todo o Novo Testamento, e isso acontece exatamente em Apoc. 1:10.

KURIAKE (vem de KIRIOS ou KURIOS) significa “do Senhor”
HEMERA significa “dia”

A palavra “domingo” não aparece em NENHUM MOMENTO do verso em seu original grego. Ou melhor, EM NENHUM LUGAR DA BÍBLIA esta palavra aparece.
Interessante, não?!
Por que será?!

Então, por que traduzir o verso 10 do cap. 1 de Apocalipse, colocando-se a palavra “domingo” como correspondente de KURIAKE HEMERA?

Com a palavra, os apologetas do domingo...

O “Dia do Senhor” na Bíblia

Como não poderia deixar de ser, aproveito para informar aos meus caros amigos do blog (especialmente aos que não possuem conhecimentos aprofundados das línguas bíblicas), uma curiosidade deveras “curiosa” (rsrs).

A expressão “Dia do Senhor”, conforme lemos em Apoc. 1:10, aparece 27 vezes em toda a Bíblia (utilizando-se a Almeida Revista e Atualizada, minha preferida em nossa língua), distribuídas em 25 versos.

Com exceção de 2 versos apenas, em TODOS os demais a expressão “Dia do Senhor” está relacionada com o “Dia” do ajuste de contas, do juízo final, do julgamento, a volta de Jesus, etc., no qual o nosso Deus executará Sua justiça de forma cabal e definitiva. Confira você mesmo:
Isa. 2:12
Isa. 13:6
Isa. 13:9
Jer. 46:10
Ezeq. 13:5
Ezeq. 30:3
Joel 1:15
Joel 2:1
Joel 2:11
Joel 2:31
Joel 3:14
Am. 5:18
Am. 5:20
Obad. 1:15
Zac. 1:7
Zac. 1:14
Zac. 14:1
Mal. 4:5
Atos 2:20
1Cor. 5:5
1Tess. 5:2
2Tess. 2:2
2Ped. 3:10

As duas “exceções”

Como eu disse, de todas as vezes em que a expressão “Dia do Senhor” aparece na Bíblia em nossa língua, em apenas 2 versos ela não está relacionada com o “Dia” do ajuste de contas futuro, ou seja, com o “Dia do juízo de Deus”.

E quais são essas duas exceções?

“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs...” (Isa. 58:13).

“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta...” (Apoc. 1:10).

Percebeu a “coincidência”?!
De todas as vezes em que o “Dia do Senhor” é mencionado na Bíblia, as únicas ocasiões em que a expressão tem um significado diferente da esmagadora maioria é quando ela aparece relacionada com o Sábado do sétimo dia, chamado de “Dia do Senhor” por ninguém mais ninguém menos do que ELE MESMO.

Portanto...

Ou João estava se referindo, em Apoc. 1:10, ao Dia do juízo de Deus (como alguns defendem, apesar de tal interpretação ser insustentável pela exegese do capítulo), dizendo que recebeu a revelação neste dia... ou ele estava se referindo ao Sábado do sétimo dia, em uma alusão direta à citação do próprio Deus como foi registrada em Isa. 58:13.
Por razões óbvias (rsrs), eu acredito na segunda opção.

Mas, mesmo que eu esteja enganado, de uma coisa posso ter PLENA CERTEZA: João, definitivamente, não estava se referindo ao primeiro dia da semana (domingo) quando escreveu a passagem registrada em Apoc. 1:10.

“... então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse” (Isa. 58:14).

Oh, glória!

DOM DE LÍNGUAS

NOVO CURSO: Pós-Graduação em Ensino Religioso e Teologia Comparada
Dom de Línguas
Autor: Prof. Gilson Medeiros

Atendendo ao pedido de um amigo, estou colocando hoje um resumo sobre o estudo referente ao DOM DE LÍNGUAS.

Uma análise mais aprofundada sobre a "evidência" do batismo com o Espírito Santo deixa claro que não há UM SINAL específico, único, que simbolize tal batismo.

O grande e verdadeiro SINAL é a vida transformada (cf. Gál. 5:22-23).

Relatos de recebimento do Espírito Santo, sem a menção de que falaram em línguas

Há 9 passagens no livro de Atos que tratam sobre pessoas “cheias” do Espírito Santo, mas nenhuma delas fala do dom de línguas:
4:8 - Pedro perante o Sinédrio
4:31 - Igreja em oração pela libertação de Pedro
6:3 - Escolha dos diáconos
6:5 - Descrição de Estêvão
7:55 - Estêvão perante os líderes judaicos
9:17 - Imposição de mãos sobre Paulo
11:24- Descrição de Barnabé
13.9 - Paulo perante Elimas
13:52- Relato sobre os discípulos

O sinal do batismo no Espírito Santo

No Novo Testamento, a evidência do recebimento do Espírito não reside no fenômeno extático exterior, passível de enganosa imitação, mas na conversão do homem a Jesus Cristo, com seus respectivos frutos (Gálatas 5:22-26).

Quando ocorreu o dom de línguas no NT ele era como um sinal dentre outros. Este dom não veio como conseqüência de uma busca determinada, mas como surpresa (Atos 10:45). O dom não era esperado, exigido nem procurado, como fazem os pentecostais hoje.

Nosso máximo exemplo – Jesus – em nenhum momento do Seu ministério falou em “línguas estranhas” para provar que era cheio do Espírito.

O verdadeiro “sinal” da plenitude do Espírito na vida do crente é:
Atos 2:42-47; 4:32-37 - Desprendimento, amor, comunhão, zelo pela obra do Senhor.
Romanos 5:5-6 - Amor a Deus e a Seus filhos
1João 5:2-3 - Obediência

O DOM DE LÍNGUAS E SUA NATUREZA

ATOS 2
O Espírito Santo foi derramado no Pentecoste, e não antes, porque o ministério do Espírito não havia ainda sido iniciado (João 7:39; Atos 2:33). O ministério do Espírito só iniciou após a glorificação de Jesus como Vencedor sobre a morte.

Pedro estava naquela ocasião em um momento especial para a disseminação do Evangelho. Estavam em Jerusalém milhares de judeus vindos de diversas partes do mundo (v. 5), e aquela seria a ocasião propicia para falar de Jesus para eles. Mas como isso ocorreria, uma vez que eles falavam diferentes idiomas (vv. 6-11)?

Deus, então, dotou o apóstolo da capacidade sobrenatural de pregar o evangelho de uma maneira que todos os diferentes grupos linguísticos compreendessem e pudessem aceitar a mensagem. E foi o que aconteceu.

Pedro pregou e cada pessoa ali presente o ouviu falar em sua própria língua, ou seja, o dom concedido em Atos 2 não foi uma “língua estranha” ou “língua dos anjos”, incompreensível. Mas foi, sim, a capacidade de falar no idioma da pessoa que estava necessitando da mensagem de salvação. E qual foi o resultado? Veja no verso 41.

ATOS 10
Deus já havia concedido a Pedro uma revelação sobre o preconceito religioso que ainda estava presente no coração dos judeus, inclusive dele próprio (Atos 10:9-16, 28).

Após receber a visita de pessoas enviadas por Cornélio, Pedro vai ter com ele, porém leva “alguns irmãos”, para servirem de testemunha da conversão do militar gentio (v. 23).
Ao chegarem lá, Pedro compreende o significado da visão sobre o lençol, pois ele percebeu que a mensagem do evangelho deveria alcançar todas as pessoas, de todas as nações, independentemente de raças (vv. 28 e 34).

Após Pedro pregar sobre Jesus e confirmar a conversão do centurião, o Espírito desce sobre os que ouviam o apóstolo, deixando os discípulos judeus “admirados” (v. 44-45), pois viam Cornélio e outros falando em línguas, “engrandecendo a Deus” (v. 46). Imediatamente eles reconheceram que ali estavam pessoas féis a Deus, e concluíram a festa com o batismo de Cornélio nas águas.

O dom de línguas aqui serviu para quebrar o preconceito que os judeus tinham sobre a aceitação de gentios no Reino de Deus. Tanto é assim, que a Igreja da Judéia ficou querendo mais informações sobre o ocorrido (Atos 11:1-18), e Pedro teve a oportunidade de testemunhar do que ele havia visto com seus próprios olhos.

Como militar romano, Cornélio também poderia usar o dom de falar em outros idiomas para difundir a mensagem do evangelho em suas viagens pelo Império.

ATOS 19
Paulo faz um breve questionamento aos discípulos que encontrou em Éfeso, e percebe que eles receberam um batismo “pobre”, pois não possuíam nenhum conhecimento sobre o Espírito Santo (Atos 19:1-3).

Paulo os orienta, acrescentando o ensino verdadeiro sobre a salvação em Jesus Cristo, e eles recebem o batismo no Espírito Santo, com a manifestação do dom de falar em línguas (v. 6).

Assim como no caso de Cornélio, o dom serviu para ajudar aqueles discípulos a pregarem o Evangelho naquela cidade, conhecida pela importância do seu porto, e pela grande passagem de pessoas de todas as regiões, e de outras nações também.

“Foram então batizados em nome de Jesus; e impondo-lhes Paulo as mãos, receberam também o batismo no Espírito Santo que os capacitou a falar as línguas de outras nações, e a profetizarem”. - Atos dos Apóstolos, p. 283.

1 CORÍNTIOS 14
Em Coríntios, a língua não era “estranha”, mas um dom legítimo que precisava ser orientado.

O que é um dom espiritual? - Capacitação natural, dada por Deus aos salvos, para um objetivo útil da Igreja.
O que é um talento? - Capacitação natural, recebida por herança ou adquirida por treinamento, podendo ser usado dentro ou fora da Igreja.

Os dons SEMPRE são concedidos pelo Espírito com um fim “proveitoso” para a Igreja (1Co 12:7; 1Co 14:12, 19). Portanto, o objetivo principal da concessão do dom é EDIFICAR, INSTRUIR e ORIENTAR a Igreja de Deus (Efésios 4:11-13).

No caso do dom de línguas, a condição para que ele seja útil é que possa ser COMPREENDIDO (1Co 14:6-11). Para a evangelização e edificação é necessário que os “sons” sejam compreensíveis. Isso deixa totalmente de fora as "línguas estranhas" que vemos nos movimentos pentecostais e carismáticos da atualidade.

Como é dito que, embora o que fala em línguas não seja entendido por ninguém, mas é dito que o que fala em outra língua se edifica a si mesmo, e que só pode haver edificação se houver entendimento, conclui-se que o que fala em línguas, fala uma língua estrangeira, porque os que falam as “línguas estranhas” atuais dizem sempre que não sabem o que estão falando. Já que o que fala se edifica (1Co 14:1-4), e portanto entende o que fala, então ele certamente fala em um idioma estrangeiro.

O que ocorre em 1Co 14 é o mesmo dom de Atos 2. O que estava havendo de errado era a desordem com que acontecia o dom, e a irreverência que isto causava ao culto. Por isso Paulo orienta a organização do dom (vv. 26-33, 39-40).

Os pentecostais dizem que o dom de línguas é uma “prova” perante a igreja de que determinado irmão foi “batizado” com o Espírito Santo. Neste caso, o dom seria um sinal para os crentes, o que está totalmente em desarmonia com o que Paulo afirma no verso 22.

Paulo também estava interessado em desvincular o culto cristão com o culto à deusa Cibele, que era realizado em Corinto, e que era caracterizado por grandes demonstrações de êxtase e transes.

ESTUDO DO TERMO GREGO USADO PARA “LÍNGUAS”

O estudo de uma palavra no seu original bíblico pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas.
A palavra grega utilizada para “línguas” é GLOSSA (de onde vem glossário, glossolalia, etc.). Em inúmeras passagens do Novo Testamento, esta palavra (ou suas variações) SEMPRE está vinculada ao idioma falado pelas pessoas e nações.

Vejamos alguns dos versículos onde esta palavra ocorre:

Lucas 1:64; Atos 10:46; 1Ped. 3:10; Atos 2:26; Atos 19:6; Apoc. 13:7;
Rom. 14:11; Rom. 3:13; Apoc. 14:6; 16:10; Filip. 2:11; 1Cor. 12:10, 28, 30; 1Jo 3:18; Tiago 3:5-6; 1Cor. 13:1; Marcos 7:33, 35; Atos 2:3-4; 1Cor. 14:5-6; 1Cor. 14:9; 1Cor. 13:8; 1Cor. 14:18, 23, 39; Apoc. 5:9; 1Cor. 14:22; Apoc. 10:11; Apoc. 7:9; 11:9; Apoc. 17:15; Lucas 16:24; Atos 2:4, 11; Marcos 16:17; 1Cor. 14:2, 4, 13-14, 19, 26-27; Tiago 1:26; 3:8.

Observe, especialmente, os que estão em destaque.

Não restam dúvidas, CONFORME O TEXTO BÍBLICO, de que o dom de línguas é uma manifestação sobrenatural para o crente falar em OUTRO IDIOMA ESTRANGEIRO, diferente do seu, para o qual ele não teve qualquer treinamento, com o ÚNICO objetivo de fazer avançar a pregação do evangelho, levando a Igreja de Deus a ser edificada e reconhecida.

Portanto, o dom bíblico não tem NADA parecido com as manifestações emocionais e confusas que são observadas nas Igrejas Pentecostais de nossos dias.

Para quem deseja se aprofundar no assunto, sugiro a leitura do excelente livro do prof. Vanderlei Dorneles, Cristãos em busca do êxtase, publicado pela editora do UNASP.

Dê, também, uma lida nos seguintes materiais:

- Contraste entre o Pentecostalismo e os Pais da Igreja (Revista Kerigma - UNASP)

- O Dom de Línguas em Corinto (Revista Kerigma - UNASP)

Os Adventistas crêem na existência de TODOS os dons espirituais mencionados nas Escrituras, e crêem que o Espírito Santo nos dotará deles, na medida em que sua necessidade seja manifesta.