Quais os mandamentos da nova aliança? É o decálogo?
O sábado e só para judeus?
É tão simples. . .
Os mandamentos da Nova Aliança são os das "Minhas leis" [de Deus], como lemos em Heb. 8:6-10.
Esta é a passagem mais importante de toda a Bíblia a tratar da transferência do Velho para o Novo Concerto. E lá é dito que Deus Se propõe a escrever nos corações e mentes dos que aceitam os termos desse Novo Concerto [Novo Testamento] as Suas leis.
Notem que, para desconsolo dos adeptos da teologia novidadeira do neo-antinomismo dispensacionalista (verdadeira LAVAGEM CEREBRAL que se abateu sobre o evangelicalismo moderno desde fins do séc. XIX e início do XX), o texto não diz que Deus escreveria a "lei de Cristo", nem a "lei da fé", nem a "lei do amor", nem a "lei do Espírito", mas as "Minhas leis" (de Deus). Logicamente isso abrange tudo quanto é tratado na Bíblia sobre a lei divina segundo essas diferentes qualificações.
Então, as "Minhas leis" que Deus escreve nesses corações e mentes são as MESMAS do tempo do profeta Jeremias, pois Heb. 8:6-10 é mera reprodução de Jer. 31:31-33.
Ops, então, dirá alguém, tudo quanto se refere ao cerimonialismo de Israel e estatutos civis também seriam escritos nesses corações e mentes. . .
Nada disso. Ocorre que quando Hebreus foi escrito, tanto o seu autor, quanto seus leitores primários já sabiam que a parte cerimonial da lei havia cessado com o rasgar do véu do templo (Mat. 27:51). O que era simbólico, prefigurativo, antitípico cessou com a morte expiatória de Cristo, mas não os aspectos da LEI MORAL, que os cristãos protestantes (luteranos, batistas, presbiterianos, metodistas, congregacionais) HÁ SÉCULOS definiram como sendo os 10 Mandamentos, e mais modernamente isso tem sido confirmado pela Ig. Assembleia de Deus em obras de instrução teológica de sua editora, a CPAD.
Os três grandes ausentes de Hebreus 7 a 10
Nos capítulos 7 a 10 de Hebreus é onde temos uma discussão detalhada do sentido simbólico, prefigurativo, de todo o ritual israelita, os atos dos sacerdotes, o sentido prefigurativo de tantos elementos da religião de Israel. Fica claro que as leis cerimoniais cessaram em vista de terem cumprido o seu papel tipológico, simbólico, do sacrifício expiatório de Cristo.
Mas há três grandes AUSENTES nessas discussões: o sábado, as leis de restrição alimentar, o dízimo.
Essas três coisas tinham o maior destaque para o povo de Israel e integravam praticamente o seu dia-a-dia. É incrível que tais elementos, tão destacados da religião de Israel, não merecessem uma discussão detalhada de seu sentido prefigurativo que justificasse a sua eliminação.
Se não constam tais discussões sobre esses três elementos, é porque não havia por que discuti-los--NÃO ERAM PREFIGURATIVOS DO SACRIFÍCIO DE CRISTO. Ou seja, não tinham caráter cerimonial. Então, não foram abolidos na cruz de Cristo.
Fonte: Azenilto...
domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Justificados pela fé
Lição 432010
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Pv 28–31
Verso para Memorizar: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3:28).
Leituras da semana: Rm 3:19-28
Nesta lição, vamos entrar no tema básico da epístola aos Romanos: justificação pela fé. Essa expressão é uma figura baseada na lei. O transgressor da lei comparece diante de um juiz e é condenado à morte por suas transgressões. Mas um substituto aparece e toma sobre si mesmo os crimes do transgressor, inocentando assim o criminoso, que – caso seja aceito o substituto – permanece perante o juiz não só absolvido de sua culpa mas considerado como se nunca houvesse cometido os crimes pelos quais foi levado ao tribunal. E isso porque o substituto – que tem um histórico perfeito – oferece ao criminoso perdoado sua própria perfeita observância da lei. Assim, o culpado está diante do juiz como se nunca houvesse transgredido.
Ninguém está dizendo que a pessoa é inocente. Ao contrário, sua culpa é clara. As boas-novas são que, apesar da culpa, ela está perdoada.
No plano da salvação, cada um de nós é o criminoso. O substituto, Jesus, tem um histórico perfeito, e Se posta diante do tribunal em nosso lugar, sendo Sua justiça aceita em lugar de nossa injustiça. Consequentemente, somos justificados diante de Deus, não por causa de nossas obras, mas por causa de Jesus, que nos concede Sua justiça quando a aceitamos “pela fé”. Vem daí a expressão “justificação pela fé”. Não importa nosso passado. Quando aceitamos Jesus, nos apresentamos diante de Deus em Sua justiça, a única justiça que nos pode salvar.
Que grandes boas-novas! De fato, as novas não poderiam ser melhores que estas!
Domingo
Ano Bíblico: Ec 1–4
As obras da lei
1. Qual é o real objetivo da lei? O que ela não pode fazer? Rm 3:19, 20. Por que este ponto é tão importante para todos os cristãos?
Paulo usa a palavra lei em seu sentido amplo, como os judeus de seus dias a entendiam. Pela palavra Torah (a palavra hebraica traduzida como “lei”), até hoje, um judeu pensa particularmente na instrução de Deus nos primeiros cinco livros de Moisés, mas também mais amplamente, em todo o Antigo Testamento. A lei moral, mais sua amplificação nos estatutos e juízos, bem como nos preceitos cerimoniais, era parte dessa instrução. Por causa disso, neste verso, podemos pensar na lei como o sistema do judaísmo.
Estar sob a lei significa estar sob sua jurisdição. No entanto, a lei revela as negligências e culpas de uma pessoa diante de Deus. A lei não pode remover essa culpa; o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para isso.
Na aplicação do livro de Romanos em nossos dias, quando a lei judaica não mais é um fator, pensamos na lei especialmente em termos da lei moral. Essa lei não pode nos salvar mais do que o sistema do judaísmo podia salvar os judeus. Salvar o pecador não é a função da lei moral. Sua função é revelar o caráter de Deus e mostrar ao povo onde este deixa de refletir esse caráter.
Qualquer que seja essa lei – moral, cerimonial, civil ou todas combinadas – a guarda de qualquer ou de todas, em si mesma, não tornará ninguém justo à vista de Deus. De fato, a lei nunca foi planejada para fazer isso. Ao contrário, a lei deve assinalar nossas negligências e nos levar a Cristo.
Assim como os sintomas de uma doença não podem curar a doença, também a lei não pode salvar. Os sintomas não curam; eles assinalam a necessidade de cura. É assim que a lei funciona.
Você tem sido bem-sucedido em seus esforços de guardar a lei? O que a resposta diz sobre a inutilidade de tentar ser salvo pela guarda da lei?
Segunda
Ano Bíblico: Ec 5–8
Fé e justiça
2. Em contraste com a justiça humana, como ensina Deus que o cristão recebe a justiça? Rm 3:21
Essa nova justiça é contrastada com a justiça da lei, que era a justiça com a qual os judeus estavam familiarizados. A nova justiça é chamada de “justiça de Deus”; isto é, uma justiça que vem de Deus, que Deus fornece, e a única que Ele aceita como verdadeira.
Evidentemente, esta é a justiça que Jesus trouxe enquanto viveu como ser humano, justiça que Ele oferece a todos os que a aceitarem pela fé, que a buscarem para si mesmos, não porque merecem mas porque precisam dela.
“Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de apresentá-la. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. … A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica o arrependido e crente, trata-o como se fosse justo e o ama tal qual ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).
3. Como você pode aprender e aceitar essa maravilhosa verdade? (Veja também Rm 3:22.)
Como opera na vida cristã, a fé é muito mais que o assentimento intelectual; é mais que um mero reconhecimento de certos fatos sobre a vida de Cristo e Sua morte. Mais que isso, a verdadeira fé em Jesus Cristo é a aceitação dEle como Salvador, substituto, segurança e Senhor. É a escolha de Seu estilo de vida.
Terça
Ano Bíblico: Ec 9–12
Graça e justificação
4. Tendo em vista o estudado até agora sobre a lei e o que ela não pode fazer, o que Paulo diz sobre a fonte de nossa redenção? Rm 3:24. Que significa “a redenção que há em Cristo Jesus?
O que é essa ideia de justificar, encontrada no texto? A palavra grega dikaioo, traduzida como justificar, pode significar fazer justo, declarar justo ou considerar justo. A palavra vem da mesma raiz de dikaiosune, justiça, e a palavra dikaioma, requisito justo. Somos justificados quando somos “declarados justos” por Deus.
Antes dessa justificação, a pessoa é injusta e, deste modo, inaceitável a Deus; depois da justificação, ela é considerada justa e, portanto, aceitável a Ele.
E isso só acontece por meio da graça de Deus. Graça significa favor. Quando um pecador se volta para Deus em busca de salvação, é um ato de graça considerar ou declarar que essa pessoa é justa. É favor não merecido, e o que busca a Deus é justificado sem nenhum mérito de sua parte, sem nenhuma alegação para apresentar a Deus em seu favor a não ser seu absoluto desamparo. A pessoa é justificada pela redenção que há em Cristo Jesus, a redenção que Jesus oferece como substituta e segurança do pecador.
A justificação é apresentada em Romanos como um ato ocorrido em um tempo determinado. Em um momento, o pecador está fora, injusto e não aceito; no momento seguinte, após a justificação, a pessoa está dentro, aceita e justificada.
A pessoa que está em Cristo considera justificação um ato passado, ocorrido quando se rendeu completamente a Cristo. Portanto, a melhor leitura para “justificados” (Rm 5:1) é, literalmente, “tendo sido justificados”.
Obviamente, se o pecador justificado cair novamente e, então, voltar a Cristo, a justificação ocorrerá novamente. Da mesma forma, se a reconversão é considerada uma experiência diária, existe um sentido em que a justificação pode ser considerada uma experiência repetitiva.
Se as boas-novas de salvação podem ser consideradas tão boas, o que impede as pessoas de aceitá-las? Em sua própria vida, o que o impede de aceitar tudo o que o Senhor promete e lhe oferece?
Quarta
Ano Bíblico: Ct 1–4
“Sua justiça”
Em Romanos 3:25, Paulo se aprofunda nas boas-novas de salvação. Ele usa uma figura de linguagem: propiciação. A palavra grega, hilasterion, ocorre no Novo Testamento só aqui e em Hebreus 9:5, onde é traduzida como propiciatório. Como é usada em Romanos 3:25, descrevendo a oferta de justificação e redenção em Cristo, propiciação parece representar o cumprimento de tudo o que era simbolizado pelo propiciatório no santuário do Antigo Testamento. Então, isso significa que, por meio de Sua morte sacrifical, Jesus é erguido como o meio de salvação e é representado como aquele que fornece a propiciação. Em resumo, significa que Deus fez todo o necessário para nos salvar.
O texto também fala sobre a “remissão dos pecados” (RC), ou que Deus havia “deixado impunes os pecados” (NVI). São os nossos pecados que nos tornam inaceitáveis a Deus. Por nós mesmos, nada podemos fazer para cancelar nossos pecados. Mas, no plano de redenção, Deus proveu um meio para que esses pecados sejam redimidos pela fé no sangue de Cristo.
A palavra assim traduzida do grego é paresis, literalmente “passar sobre” ou “passar por alto”. O “passar sobre” em nenhum sentido significa ignorar os pecados. Deus pode passar por alto os pecados do passado porque, por Sua morte, Cristo pagou a penalidade dos pecados de todos. Portanto, qualquer pessoa que tenha “fé em Seu sangue” pode ter seus pecados redimidos, pois Cristo já morreu por eles (1Co 15:3).
5. Tendo sido salvos pela fé, mediante a graça, que motivo temos para nos orgulhar? Rm 3:26, 27
As boas-novas que Paulo estava ansioso para compartilhar com todos os que o ouvissem eram que “a Sua justiça” [isto é, de Deus] está disponível a todos, e que essa justiça nos vem, não por meio de obras, não por nossos méritos, mas pela fé em Jesus e no que Ele fez por nós.
Por causa da cruz do Calvário, Deus pode declarar justos os pecadores e ainda ser considerado justo aos olhos do Universo. Satanás não pode apontar seu dedo acusador sobre Deus, pois o Céu fez o sacrifício supremo. Satanás acusou Deus de pedir da raça humana mais do que Ele próprio estava disposto a dar. A cruz refuta essa acusação.
Satanás esperava que Deus destruísse o mundo depois do pecado; ao contrário, Ele enviou Jesus para salvá-lo. O que isso nos diz sobre o caráter de Deus? Como o conhecimento de Seu caráter deve afetar nossa vida? Como sua vida vai mudar nas próximas 24 horas como resultado direto de saber como é Deus?
Quinta
Ano Bíblico: Ct 5–8
Fé e obras
6. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28). Isso significa que não se exige que obedeçamos à lei, visto que ela não nos salva? Explique sua resposta.
No contexto histórico, em Romanos 3:28, Paulo estava falando da lei em seu sentido mais amplo do judaísmo. Por mais conscienciosamente que um judeu tentasse viver sob esse sistema, se deixasse de aceitar Jesus como o Messias, essa pessoa não poderia ser justificada.
Este verso é a conclusão de Paulo à afirmação de que a lei da fé exclui a jactância. Se a pessoa fosse justificada por suas próprias ações, poderia se jactar disso. Mas quando é justificada porque Jesus é o objeto de sua fé, então, o crédito pertence claramente a Deus, que justifica o pecador.
Ellen G. White dá uma resposta interessante à pergunta “O que é justificação pela fé?” Ela escreveu: “É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele por si mesmo não pode fazer” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 456).
As obras da lei não podem expiar os pecados passados. A justificação não pode ser comprada. Só pode ser recebida pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Então, neste sentido, as obras da lei não têm nada que ver com a justificação. Ser justificado sem obras significa ser justificado sem haver nada em nós que mereça a justificação.
Mas muitos cristãos têm entendido mal e distorcido esse texto. Dizem que tudo o que uma pessoa tem que fazer é crer, ao mesmo tempo em que subestimam as obras ou a obediência, até mesmo a obediência à lei moral. Assim procedendo, eles fazem uma leitura completamente equivocada de Paulo. No livro de Romanos, e em outros lugares, Paulo dá grande importância à observância da lei moral. Jesus também certamente fazia o mesmo, assim como Tiago e João (Mt 19:17; Rm 2:13; Tg 2:10, 11; Ap 14:12). O ensino de Paulo é que, embora a obediência à lei não seja o meio da justificação, a pessoa que é justificada pela fé ainda observa a lei de Deus e, de fato, é a única que pode guardar a lei. Uma pessoa não regenerada, que não foi justificada, nunca poderá cumprir os requisitos da lei.
Por que é tão fácil ser apanhado pela armadilha de achar que, porque a lei não nos salva, não precisamos nos preocupar em guardá-la? Alguma vez você já racionalizou o pecado apelando para a justificação pela fé? Por que essa é uma posição muito perigosa? Ao mesmo tempo, onde estaríamos sem a promessa de salvação, mesmo quando tentados a abusar dela?
Sexta
Ano Bíblico: Is 1–4
Estudo adicional
Leia Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 236-239: “A Justiça de Cristo na Lei”; p. 331-335: “Vinde, Buscai, e Encontrareis”; p. 373, 374: “Obediência Perfeita por Meio de Cristo”; Parábolas de Jesus, p. 128, 129: “Onde Encontrar a Verdade”.
O caráter de Cristo substituirá o seu caráter, e você será aceito diante de Deus exatamente como se não houvesse pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).
“Graça é favor imerecido. Os anjos, que nada conhecem de pecado, não compreendem o que seja a aplicação da graça para com eles; mas nossa pecaminosidade requer a concessão da graça por parte de um Deus misericordioso” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 331, 332).
“A fé é a condição sob a qual Deus escolheu prometer perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual a pessoa mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado. A fé pode apresentar a perfeita obediência de Cristo em lugar da transgressão e rebeldia do pecador. Quando o pecador crê que Cristo é seu Salvador pessoal, então, de acordo com as Suas promessas infalíveis, Deus lhe perdoa o pecado e o justifica livremente. Aquele que se arrepende reconhece que sua justificação vem porque Cristo, como seu substituto e penhor, morreu por ele, e é sua expiação e justiça” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 366, 367).
“Embora a lei não possa perdoar a pena do pecado, mas responsabilize o pecador por toda a sua dívida, Cristo prometeu perdão abundante a todos os que se arrependem e creem em Sua misericórdia. O amor de Deus se estende, abundante, ao que se arrepende e crê. O estigma do pecado só se pode apagar com o sangue do sacrifício expiatório. Não se requereu nenhum sacrifício menor do que o sacrifício daquele que era igual ao Pai. A obra de Cristo – Sua vida, humilhação, morte e intercessão pelo homem caído – engrandece a lei e a torna gloriosa” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 371).
Perguntas para consideração
1. Leia os textos desta semana e então, em suas próprias palavras, escreva um parágrafo resumindo o que eles dizem. Compartilhe seu parágrafo com os outros em sua classe.
2. Pense no custo de nossa salvação: a morte do Filho de Deus. O que isso deve nos dizer sobre a gravidade do pecado? Afinal, se deixássemos de pecar e nunca fizéssemos isso novamente, por que isso ainda não seria suficiente para nos tornar justos diante de Deus? Como esse fato pode nos motivar a resistir à tentação de pecar?
3. De que modos podemos ser tentados a abusar dessas maravilhosas novas sobre a salvação unicamente pela fé? Em que armadilha alguém pode cair nesse tipo de pensamento? (Veja 2 Pe 3:16; 1Jo 3:7.)
Comentários
Lição 4 – JUSTIFICADOS PELA FÉ
José Carlos Ramos
O que vem a ser a justificação pela fé?
Bem, em sua parte introdutória, a lição responde a esta pergunta com uma ilustração objetiva. Somos justificados de nossos crimes (todo pecado é um crime) no momento em que aceitamos Jesus como Salvador. Não há outra maneira de aceitá-Lo a não ser pela fé.
Então, a única maneira de sermos justificados ante a justiça divina é também pela fé.
Jesus pode nos salvar porque assumiu inteiramente nossa culpa, pagando na cruz o preço da nossa redenção. Quando cremos nEle, Sua vida de perfeita obediência à lei de Deus nos é creditada; assim, Ele morre por Lhe ser imputada nossa culpa: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e nós vivemos porque nos é imputada a Sua justiça: “...o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá...” (Rm 10:5).
Como definição básica, justificação pela fé é isso. Mas, no tocante a nós, são dignas de nota as implicações de tão inefável processo de salvação. Três citações de Ellen G. White a esse respeito são pertinentes:
A lei requer justiça, e esta, o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira pela qual ele pode alcançar a justiça é a fé. Pela fé, ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica o pecador arrependido e crente, trata-o como se fosse justo, e o ama tal qual ama Seu Filho (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).
...Cristo assumiu a posição de fiador e libertador ao Se tornar pecado pelo homem, para que este pudesse tornar-se a justiça de Deus... Os pecadores só podem ser justificados por Deus quando Ele lhes perdoa os pecados, suspende a punição que eles merecem e os trata como se realmente fossem justos e não houvessem pecado... Eles são justificados unicamente pela justiça imputada por Cristo (Ibid., v. 3, p. 194).
Conforme o pecador penitente e contrito diante de Deus discerne a expiação de Cristo em seu favor, e aceita esta expiação como sua única esperança nesta vida e na futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé,... o oposto de condenação. A misericórdia ilimitada de Deus é exercida para com aqueles que são completamente indignos. Ele perdoa transgressões e pecados por amor de Jesus, que Se tornou a propiciação pelos nossos pecados. Pela fé em Cristo, o transgressor culpado é conduzido ao favor de Deus e à forte esperança de vida eterna (SDABC, v. 6, p. 1.070, 1.071).
Algo tão significativo e prazeroso é o tema principal de Paulo na epístola aos Romanos. Vamos à lição.
I. As obras da Lei
Romanos 3:20 diz que “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” Paulo se vale desse fato para afirmar que ninguém é justificado “por obras da lei”. Quanto mais o pecador dela se vale, mais ele se vê por ela condenado.
Com efeito, quem tenta alcançar a salvação pela lei, tenta o impossível. O exemplo dos judeus no passado é clara evidência desse fato. Referindo-se a eles, Paulo disse: “Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé e, sim, como das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço” (9:31, 32).
Para eles, a pedra de tropeço foi Jesus, pois não O aceitando, descartaram o único meio de se tornar justos diante de Deus.
“Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (10:3). Uma lei transgredida nunca pode justificar o transgressor, por mais que ele passe a se esforçar por obedecer-lhe. “...Por obras da lei ninguém será justificado” (2:16).
Além de afirmar que a lei não tem capacidade para remover a culpa que o pecador tem diante de Deus (culpa por ela mesma revelada), a lição afirma também que “o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para isso.” Como? Naturalmente, por ressaltar o pecado no pecador (ver 7:5), a lei desperta sua consciência induzindo-o a buscar uma possível solução para o impasse, um recurso pelo qual ele se livre da condenação. Esse recurso é Cristo. É dessa forma que a lei conduz a Cristo, e o faz para que finalmente alcancemos a justificação pela fé (ver Gl 3:24).
Colocando em outros termos, vendo-se condenado, e almejando livrar-se da morte, o pecadorprocurará, talvez até desesperadamente, um meio de escape, somente para acabar descobrindo que esse meio existe exclusivamente por meio de Jesus. Nesse caso podemos dizer que a lei induz o pecador a Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado” (Jo 1:29). Como a lição afirma, “a lei deve assinalar nossas negligências e nos levar a Cristo.”
II. Fé e justiça
Qual é a relação entre fé e justiça? A primeira é o método para se obter a segunda. Romanos 3:21 se refere à justiça de Deus, “sem lei” manifestada, mas por ela testemunhada. O texto afirma: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas”. Em que sentido a justiça de Deus se manifestou sem lei? Porventura não foi por Jesus observar perfeitamente a lei que a justiça de Deus se tornou manifesta? Bem, justiça aqui não significa meramente equidade, retidão, probidade, lisura, etc, pois Jesus reuniu 100% de tudo isso e de tudo o mais que se liga à justiça.
Mas o sentido de “justiça de Deus” aqui é mais abarcante. Refere-se também ao dom por Ele oferecido a todos que aceitam Jesus (ver 5:17, onde a justiça é referida como “dom”). Mas consideremos brevemente os ingredientes desse texto:
“Mas agora...” – um contraste de tempo e de circunstância. Na perspectiva do tempo o agora de Deus é a encarnação, com destaque para o Calvário (ver Gl 4:4). Antes do agora, tudo o que tínhamos era a promessa da redenção vindoura. Agora ela é uma realidade. No aspecto circunstancial, o agora de Deus é visto com a caducidade do recurso salvífico do homem. Agora que ficou devidamente evidenciado que todos estão perdidos, e nada podem fazer, o recurso de Deus se destaca.
“...Sem lei...” – a justificação pela fé não conta com nenhuma contribuição (preparatória, acessória ou subsidiária) que seja dada por obras da lei. “Sem lei” significa sem o mérito humano, sem Deus levar em consideração o que o homem fez de bem, ou mesmo de mal. Ninguém é tão bom que possa dispensar o plano de Deus; ninguém é tão mau que não possa se valer dele.
“...Testemunhada pela lei e pelos profetas” – isto é, o Pentateuco e o restante do Antigo Testamento. Há uma continuidade natural entre as duas dispensações e os dois testamentos. O meio de salvação é um para ambas, e um em ambos. Aqui temos um claro exemplo de como Paulo usa o termo lei com sentidos diferentes. Portanto, é bom nunca nos precipitarmos em dizer o que o termo significa. Há que se dar sempre atenção ao contexto.
O v. 22 confirma que a “justiça de Deus” é um dom que Ele almeja conceder ao pecador; e mostra como é auferida: “mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem...”. Observemos igualmente o que este texto encerra (leia-o primeiramente na Bíblia):
“...Fé em Jesus Cristo...” – Jesus é o objeto, não o sujeito, da fé. Não a fé que Jesus possuiu, revelou e exemplificou (sentido esse que estaria incluído em Ap 14:12); mas fé em Jesus. Não se trata daquela fé comum, quase que vulgar, em Deus. Não é questão de simplesmente dizer “eu creio em Deus, que Ele existe, etc.”. Mas fé direcionada a Cristo, ao que Ele operou historicamente na cruz: redenção (livramento), propiciação (reconciliação) e vindicação da justiça. O nome completo, Jesus Cristo, aponta-O como Salvador, Redentor e Senhor. É fé nEle, como tal, que nos relaciona adequadamente com a justiça de Deus, e nos justifica.
“...Para todos os que creem...” – não é mera redundância, tendo em vista que a “fé em Jesus Cristo” é expressa imediatamente antes. “Fé em Jesus” é o método de se apropriar da salvação. “Todo o que crê” aponta para a universalidade da salvação (salvação à disposição de todos). Confirma o fato de que todos estão perdidos e são carentes do plano de Deus. Por isso, Paulo acrescenta logo a afirmação: “porque não há distinção.” Mas note que a salvação é auferida individualmente; daí a necessidade de uma resposta pessoal do homem: crer.
III. Graça e justificação
Graça é a fonte da “justiça de Deus” como dom; justificação é o resultado.
O estudo de hoje é fundamentado em Romanos 3:24: “...sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. A lição comenta satisfatoriamente o texto. Apenas acrescento o seguinte, analisando o que Paulo afirma:
Para melhor estrutura das frases devemos considerar os versos 22up e 23 parentéticos (“porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”), e ligar “sendo justificados gratuitamente por sua graça” com “justiça de Deus... para todos os que creem” (v. 22). “Gratuitamente” combina com “sem lei” (v. 21) e com “mediante a fé” ou “todos os que creem” (v. 22). Justificação é um dom gratuito de Deus.
“...Gratuitamente...” e “...por Sua graça...” são sinônimos e servem de ênfase para o caráter de desmerecimento humano: nenhum pecador merece o dom de Deus, isto é, Deus não é constrangido a nos justificar por algum ato meritório de nossa parte. Nosso mérito, se há algum, consiste em nossa extrema necessidade de Deus e de Sua salvação. Nada em nós ou praticado por nós pode recomendar-nos a Deus. O dom é exclusividade, iniciativa e total realização dEle.
“..Redenção...” é palavra-chave no tema da justificação pela fé. Gratuita para o homem, a justificação, todavia, custou um preço para Deus. Justificação é pela graça, isto é, o homem não entra com nenhum mérito. Justificação se efetiva através de redenção, ou seja, o custo é pago totalmente por Deus. O que Deus pagou, ou fez, realça a salvação como dom gratuito dEle para o homem.
Significado básico de redenção: resgate pelo pagamento de um preço. A ideia no evangelho é de resgate substitutivo: Mt 20:28; Mc 10:45. O preço = dar Sua vida (Tt 2:14), ou derramar Seu sangue (Ef 1:7; cf. 1Pe 1:18).
A ideia é de livramento por meio de um preço pago. Primariamente, o sentido é de um preço pago para a libertação de escravos, ou prisioneiros de guerra. A quem foi pago o preço? A Bíblia silencia. A Deus? Ele mesmo providenciou o pagamento. A Satanás? Ele é apenas um usurpador. Por inferência, podemos supor que foi à própria justiça de Deus.
É dito que a “redenção” está em Cristo: ela não é vista somente naquilo que Cristo fez, mas nEle mesmo. Ele é a redenção personalizada.
IV. “Sua justiça”
O texto de estudo para hoje é Romanos 3:25-27. Novamente concorro com as seguintes colocações em adição à boa aplicação que a lição faz (primeiro leia o texto em sua Bíblia):
“Propiciação” é outro termo-chave na doutrina da justificação pela fé. Refere-se à provisão feita por Deus para a nossa justificação.
Enquanto redenção diz respeito à nossa escravidão no pecado e é a provisão da graça para nos libertar, propiciação se refere à nossa sujeição à ira de Deus e é a provisão da graça pela qual podemos nos livrar dela.
Entretanto, não devemos confundir a ira de Deus com o emocionalismo doentio que os adoradores pagãos atribuíam aos seus deuses, ira que poderia ser aplacada por algum tipo de oferta providenciada pelo adorador. A indignação de Deus contra o pecado tem que ver com a santidade de Seu caráter. E não é esperado que o pecador faça alguma coisa para aplacar a ira de Deus. A iniciativa, e o ato de propiciar ou aplacar, são exclusivas de Deus; veja que o apóstolo registra a fórmula Deus propôs. Isto significa que o mesmo Deus que odeia o pecado com todas as fibras do Seu ser, ama o pecador de tal forma que deu Seu único Filho para expiar os pecados do mundo todo (Jo 3:16; 1Jo 2:2). A cruz é a consequência e não a causa do amor de Deus.
O resultado da redenção é libertação que abre caminho para a santificação. É discutida a partir do cap. 6 (ver também Ef 5:25, 26; Tt 2:13, 14). Mas o resultado da propiciação é paz com Deus, que abre caminho para a justificação e seus resultados, discutidos em 5:1-11.
“...Seu sangue...”, tanto o preço do resgate como o meio do “apaziguamento” de Deus.
“...Mediante a fé...” – ela sempre é o meio pelo qual nos apropriamos da provisão.
Com isto se completam os três elementos indispensáveis no processo da justificação, cada um ligado a uma específica Pessoa da Divindade: O PAI – a graça; O FILHO – o sangue; O ESPÍRITO SANTO – a fé.
“...Manifestar Sua justiça...” - novamente encontramos o tema da revelação dinâmica da salvação. Essa é uma reiteração do ato de Deus “propor”, já que, no grego, este verbo contém a ideia de um ato público. A morte de Cristo foi pública e isto revela a justiça de Deus.
Mas o sentido de justiça salvífica nesse verso e no seguinte se confunde com o sentido de justiça como atributo do caráter de Deus.
Isto é evidenciado pela afirmação de ter Deus, em épocas passadas, tolerado o pecado e o deixado impune (cf. At 14:16; 17:30).
Paulo quer dizer que, no passado, Deus sustou Sua ira, isto é, não visitou os homens em seus pecados. Isso não deve ser confundido com perdão ou remissão. Significa que Deus não executou sobre o homem a completa medida do Seu desprazer, mas exerceu tolerância pelos pecados do homem.
Isso tornou necessário que Deus revelasse agora, na propiciação efetuada por Cristo, a Sua justiça, pois a tolerância exercida no passado poderia levar o homem a pensar que Deus estava abrindo mão de Sua própria justiça. Havia o perigo de a inviolabilidade da justiça de Deus ser obscurecida na mentalidade do homem. A tolerância de Deus corria o risco de ser mal interpretada, ou seja, de ser tida como indiferença às reiterações da justiça e a suspensão da aplicação da ira ser considerada como uma anulação do julgamento. Era necessário que ficasse bem claro que Deus não estava sendo indulgente para com o pecado.
Portanto, ao derramar Cristo Seu sangue como propiciação, Deus dá uma demonstração pública, aberta, de que Seu desprazer pelo pecado continua inviolado e em pé, e que Sua ira só não se abateu e se abate sobre o pecador porque ela se abateu sobre um Substituto. Assim para Deus ao mesmo tempo justificar o pecador e não abrir mão de Sua justiça, Ele propôs o derramamento do sangue de Cristo (ou seja, Seu sacrifício) como meio de dar plena satisfação à Sua justiça. Isso faz também com que a justiça de Deus seja vindicada, já que antes correu o risco de ser mal interpretada.
Assim, a tolerância de Deus e Seu passar por alto os pecados anteriormente cometidos exigiram dEle a demonstração de Sua justiça inerente. Isso Ele fez entregando Seu Filho para ser morto na cruz. A cruz , portanto, evidencia tanto Seu amor pelo pecador como Seu ódio contra o pecado. Ali, Sua ira é apaziguada, porque Sua justiça é satisfeita. Essa demonstração de Sua justiça nos revela finalmente que a justificação do pecador demandou nada menos que a propiciação feita no sangue de Jesus.
“...Justo e justificador...” – Todo esse processo fundamentado no sacrifício da cruz faculta a Deus o ato de justificar o pecador sem deixar de condenar o pecado e sem abrir mão de Sua justiça. Ao mesmo tempo em que justifica o pecador, Ele continua sendo justo.
Como a lição bem coloca, “por causa da cruz do Calvário, Deus pode declarar justos os pecadores e ainda ser considerado justo aos olhos do Universo. Satanás não pode apontar seu dedo acusador para Deus, pois o Céu fez o sacrifício supremo. Satanás acusou Deus de pedir da raça humana mais do que Ele próprio estava disposto a dar. A cruz refuta essa acusação.”
“Onde... a jactância? Foi de todo excluída.” – O orgulho religioso, o triunfalismo, o exclusivismo e outros ismos ligados ao legalismo são eliminados. Lei, no v. 27, é usada com dois sentidos: (1) lei das obras, isto é, o legalismo, ou sistema humano de salvação; e (2) lei da fé, ou seja, a norma divinamente estabelecida para o desfrute da salvação; exclusivamente pela graça.
Vemos agora que a palavra lei chega a ser empregada por Paulo com o sentido de salvação pela graça. Todavia, a fé tem sido revelada como o meio, ou método, e não como fonte de salvação. Ninguém pode se jactar da fé que possui. A fé é um dom de Deus e não repousa na capacidade do homem, muito menos nalgum mérito que ele pense possuir.
V. Fé e obras
Já que somos justificados pela fé sem as obras da lei (3:28), podemos transgredi-la à vontade? Essa é questão que a pergunta 6 levanta. A lição mesma vai bem ao ponto, explicando que a obediência à lei não é descartada pelo plano de salvação. Se assim fosse, seria inevitável a conclusão de que justificação pela fé é licença para pecar, pois o pecado é a transgressão da lei (1Jo 3:4). Seria o mesmo que um juiz, ao inocentar o réu num tribunal, estivesse lhe dizendo: Bem, você agora está livre para sair daqui e roubar e matar quanto quiser. Se isto acontecesse, seria o juiz e não o réu que mereceria ir para a cadeia!
Mas tal é a conclusão, agora no âmbito espiritual, a que chegam alguns leitores de Paulo, em resultado de uma interpretação apressada, portanto superficial, daquilo que ele afirmou. E isso não é de agora, porque mesmo os contemporâneos do apóstolo, seus oponentes, começaram a disparatar, torcendo seu ensino (ver 3:8).
No intuito de que ninguém se equivocasse com seu ensino, o apóstolo foi muito claro, preciso, em suas colocações, chegando a dizer: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante?” (6:1). Em outras palavras, continuaremos transgredindo a lei, para que a “justificação pela fé sem as obras da lei” cada vez mais se efetive? A isso ele respondeu: “De modo nenhum! [o sentido é “Deus nos livre de tal ideia!”] Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (v. 2). Tendo o pecado como transgressão da lei, a resposta de Paulo pode ser assim expressa: “Como viveremos ainda transgredindo a lei, nós que morremos para a transgressão?”
Impressionante! É o plano divino da justificação pela fé que nos habilita a, “morrendo para o pecado”, cumprir a vontade de Deus exposta em Sua lei. Como a lição estabelece, “o ensino de Paulo é que, embora a obediência à lei não seja o meio da justificação, a pessoa que é justificada pela fé ainda observa a lei de Deuse, de fato, é a única que pode guardar a lei. Uma pessoa não regenerada, que não foi justificada, nunca poderá cumprir os requisitos da lei.”
Pastor e professor do SALT ora jubilado. Engenheiro Coelho, SP
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Pv 28–31
Verso para Memorizar: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3:28).
Leituras da semana: Rm 3:19-28
Nesta lição, vamos entrar no tema básico da epístola aos Romanos: justificação pela fé. Essa expressão é uma figura baseada na lei. O transgressor da lei comparece diante de um juiz e é condenado à morte por suas transgressões. Mas um substituto aparece e toma sobre si mesmo os crimes do transgressor, inocentando assim o criminoso, que – caso seja aceito o substituto – permanece perante o juiz não só absolvido de sua culpa mas considerado como se nunca houvesse cometido os crimes pelos quais foi levado ao tribunal. E isso porque o substituto – que tem um histórico perfeito – oferece ao criminoso perdoado sua própria perfeita observância da lei. Assim, o culpado está diante do juiz como se nunca houvesse transgredido.
Ninguém está dizendo que a pessoa é inocente. Ao contrário, sua culpa é clara. As boas-novas são que, apesar da culpa, ela está perdoada.
No plano da salvação, cada um de nós é o criminoso. O substituto, Jesus, tem um histórico perfeito, e Se posta diante do tribunal em nosso lugar, sendo Sua justiça aceita em lugar de nossa injustiça. Consequentemente, somos justificados diante de Deus, não por causa de nossas obras, mas por causa de Jesus, que nos concede Sua justiça quando a aceitamos “pela fé”. Vem daí a expressão “justificação pela fé”. Não importa nosso passado. Quando aceitamos Jesus, nos apresentamos diante de Deus em Sua justiça, a única justiça que nos pode salvar.
Que grandes boas-novas! De fato, as novas não poderiam ser melhores que estas!
Domingo
Ano Bíblico: Ec 1–4
As obras da lei
1. Qual é o real objetivo da lei? O que ela não pode fazer? Rm 3:19, 20. Por que este ponto é tão importante para todos os cristãos?
Paulo usa a palavra lei em seu sentido amplo, como os judeus de seus dias a entendiam. Pela palavra Torah (a palavra hebraica traduzida como “lei”), até hoje, um judeu pensa particularmente na instrução de Deus nos primeiros cinco livros de Moisés, mas também mais amplamente, em todo o Antigo Testamento. A lei moral, mais sua amplificação nos estatutos e juízos, bem como nos preceitos cerimoniais, era parte dessa instrução. Por causa disso, neste verso, podemos pensar na lei como o sistema do judaísmo.
Estar sob a lei significa estar sob sua jurisdição. No entanto, a lei revela as negligências e culpas de uma pessoa diante de Deus. A lei não pode remover essa culpa; o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para isso.
Na aplicação do livro de Romanos em nossos dias, quando a lei judaica não mais é um fator, pensamos na lei especialmente em termos da lei moral. Essa lei não pode nos salvar mais do que o sistema do judaísmo podia salvar os judeus. Salvar o pecador não é a função da lei moral. Sua função é revelar o caráter de Deus e mostrar ao povo onde este deixa de refletir esse caráter.
Qualquer que seja essa lei – moral, cerimonial, civil ou todas combinadas – a guarda de qualquer ou de todas, em si mesma, não tornará ninguém justo à vista de Deus. De fato, a lei nunca foi planejada para fazer isso. Ao contrário, a lei deve assinalar nossas negligências e nos levar a Cristo.
Assim como os sintomas de uma doença não podem curar a doença, também a lei não pode salvar. Os sintomas não curam; eles assinalam a necessidade de cura. É assim que a lei funciona.
Você tem sido bem-sucedido em seus esforços de guardar a lei? O que a resposta diz sobre a inutilidade de tentar ser salvo pela guarda da lei?
Segunda
Ano Bíblico: Ec 5–8
Fé e justiça
2. Em contraste com a justiça humana, como ensina Deus que o cristão recebe a justiça? Rm 3:21
Essa nova justiça é contrastada com a justiça da lei, que era a justiça com a qual os judeus estavam familiarizados. A nova justiça é chamada de “justiça de Deus”; isto é, uma justiça que vem de Deus, que Deus fornece, e a única que Ele aceita como verdadeira.
Evidentemente, esta é a justiça que Jesus trouxe enquanto viveu como ser humano, justiça que Ele oferece a todos os que a aceitarem pela fé, que a buscarem para si mesmos, não porque merecem mas porque precisam dela.
“Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de apresentá-la. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. … A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica o arrependido e crente, trata-o como se fosse justo e o ama tal qual ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).
3. Como você pode aprender e aceitar essa maravilhosa verdade? (Veja também Rm 3:22.)
Como opera na vida cristã, a fé é muito mais que o assentimento intelectual; é mais que um mero reconhecimento de certos fatos sobre a vida de Cristo e Sua morte. Mais que isso, a verdadeira fé em Jesus Cristo é a aceitação dEle como Salvador, substituto, segurança e Senhor. É a escolha de Seu estilo de vida.
Terça
Ano Bíblico: Ec 9–12
Graça e justificação
4. Tendo em vista o estudado até agora sobre a lei e o que ela não pode fazer, o que Paulo diz sobre a fonte de nossa redenção? Rm 3:24. Que significa “a redenção que há em Cristo Jesus?
O que é essa ideia de justificar, encontrada no texto? A palavra grega dikaioo, traduzida como justificar, pode significar fazer justo, declarar justo ou considerar justo. A palavra vem da mesma raiz de dikaiosune, justiça, e a palavra dikaioma, requisito justo. Somos justificados quando somos “declarados justos” por Deus.
Antes dessa justificação, a pessoa é injusta e, deste modo, inaceitável a Deus; depois da justificação, ela é considerada justa e, portanto, aceitável a Ele.
E isso só acontece por meio da graça de Deus. Graça significa favor. Quando um pecador se volta para Deus em busca de salvação, é um ato de graça considerar ou declarar que essa pessoa é justa. É favor não merecido, e o que busca a Deus é justificado sem nenhum mérito de sua parte, sem nenhuma alegação para apresentar a Deus em seu favor a não ser seu absoluto desamparo. A pessoa é justificada pela redenção que há em Cristo Jesus, a redenção que Jesus oferece como substituta e segurança do pecador.
A justificação é apresentada em Romanos como um ato ocorrido em um tempo determinado. Em um momento, o pecador está fora, injusto e não aceito; no momento seguinte, após a justificação, a pessoa está dentro, aceita e justificada.
A pessoa que está em Cristo considera justificação um ato passado, ocorrido quando se rendeu completamente a Cristo. Portanto, a melhor leitura para “justificados” (Rm 5:1) é, literalmente, “tendo sido justificados”.
Obviamente, se o pecador justificado cair novamente e, então, voltar a Cristo, a justificação ocorrerá novamente. Da mesma forma, se a reconversão é considerada uma experiência diária, existe um sentido em que a justificação pode ser considerada uma experiência repetitiva.
Se as boas-novas de salvação podem ser consideradas tão boas, o que impede as pessoas de aceitá-las? Em sua própria vida, o que o impede de aceitar tudo o que o Senhor promete e lhe oferece?
Quarta
Ano Bíblico: Ct 1–4
“Sua justiça”
Em Romanos 3:25, Paulo se aprofunda nas boas-novas de salvação. Ele usa uma figura de linguagem: propiciação. A palavra grega, hilasterion, ocorre no Novo Testamento só aqui e em Hebreus 9:5, onde é traduzida como propiciatório. Como é usada em Romanos 3:25, descrevendo a oferta de justificação e redenção em Cristo, propiciação parece representar o cumprimento de tudo o que era simbolizado pelo propiciatório no santuário do Antigo Testamento. Então, isso significa que, por meio de Sua morte sacrifical, Jesus é erguido como o meio de salvação e é representado como aquele que fornece a propiciação. Em resumo, significa que Deus fez todo o necessário para nos salvar.
O texto também fala sobre a “remissão dos pecados” (RC), ou que Deus havia “deixado impunes os pecados” (NVI). São os nossos pecados que nos tornam inaceitáveis a Deus. Por nós mesmos, nada podemos fazer para cancelar nossos pecados. Mas, no plano de redenção, Deus proveu um meio para que esses pecados sejam redimidos pela fé no sangue de Cristo.
A palavra assim traduzida do grego é paresis, literalmente “passar sobre” ou “passar por alto”. O “passar sobre” em nenhum sentido significa ignorar os pecados. Deus pode passar por alto os pecados do passado porque, por Sua morte, Cristo pagou a penalidade dos pecados de todos. Portanto, qualquer pessoa que tenha “fé em Seu sangue” pode ter seus pecados redimidos, pois Cristo já morreu por eles (1Co 15:3).
5. Tendo sido salvos pela fé, mediante a graça, que motivo temos para nos orgulhar? Rm 3:26, 27
As boas-novas que Paulo estava ansioso para compartilhar com todos os que o ouvissem eram que “a Sua justiça” [isto é, de Deus] está disponível a todos, e que essa justiça nos vem, não por meio de obras, não por nossos méritos, mas pela fé em Jesus e no que Ele fez por nós.
Por causa da cruz do Calvário, Deus pode declarar justos os pecadores e ainda ser considerado justo aos olhos do Universo. Satanás não pode apontar seu dedo acusador sobre Deus, pois o Céu fez o sacrifício supremo. Satanás acusou Deus de pedir da raça humana mais do que Ele próprio estava disposto a dar. A cruz refuta essa acusação.
Satanás esperava que Deus destruísse o mundo depois do pecado; ao contrário, Ele enviou Jesus para salvá-lo. O que isso nos diz sobre o caráter de Deus? Como o conhecimento de Seu caráter deve afetar nossa vida? Como sua vida vai mudar nas próximas 24 horas como resultado direto de saber como é Deus?
Quinta
Ano Bíblico: Ct 5–8
Fé e obras
6. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28). Isso significa que não se exige que obedeçamos à lei, visto que ela não nos salva? Explique sua resposta.
No contexto histórico, em Romanos 3:28, Paulo estava falando da lei em seu sentido mais amplo do judaísmo. Por mais conscienciosamente que um judeu tentasse viver sob esse sistema, se deixasse de aceitar Jesus como o Messias, essa pessoa não poderia ser justificada.
Este verso é a conclusão de Paulo à afirmação de que a lei da fé exclui a jactância. Se a pessoa fosse justificada por suas próprias ações, poderia se jactar disso. Mas quando é justificada porque Jesus é o objeto de sua fé, então, o crédito pertence claramente a Deus, que justifica o pecador.
Ellen G. White dá uma resposta interessante à pergunta “O que é justificação pela fé?” Ela escreveu: “É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele por si mesmo não pode fazer” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 456).
As obras da lei não podem expiar os pecados passados. A justificação não pode ser comprada. Só pode ser recebida pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Então, neste sentido, as obras da lei não têm nada que ver com a justificação. Ser justificado sem obras significa ser justificado sem haver nada em nós que mereça a justificação.
Mas muitos cristãos têm entendido mal e distorcido esse texto. Dizem que tudo o que uma pessoa tem que fazer é crer, ao mesmo tempo em que subestimam as obras ou a obediência, até mesmo a obediência à lei moral. Assim procedendo, eles fazem uma leitura completamente equivocada de Paulo. No livro de Romanos, e em outros lugares, Paulo dá grande importância à observância da lei moral. Jesus também certamente fazia o mesmo, assim como Tiago e João (Mt 19:17; Rm 2:13; Tg 2:10, 11; Ap 14:12). O ensino de Paulo é que, embora a obediência à lei não seja o meio da justificação, a pessoa que é justificada pela fé ainda observa a lei de Deus e, de fato, é a única que pode guardar a lei. Uma pessoa não regenerada, que não foi justificada, nunca poderá cumprir os requisitos da lei.
Por que é tão fácil ser apanhado pela armadilha de achar que, porque a lei não nos salva, não precisamos nos preocupar em guardá-la? Alguma vez você já racionalizou o pecado apelando para a justificação pela fé? Por que essa é uma posição muito perigosa? Ao mesmo tempo, onde estaríamos sem a promessa de salvação, mesmo quando tentados a abusar dela?
Sexta
Ano Bíblico: Is 1–4
Estudo adicional
Leia Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 236-239: “A Justiça de Cristo na Lei”; p. 331-335: “Vinde, Buscai, e Encontrareis”; p. 373, 374: “Obediência Perfeita por Meio de Cristo”; Parábolas de Jesus, p. 128, 129: “Onde Encontrar a Verdade”.
O caráter de Cristo substituirá o seu caráter, e você será aceito diante de Deus exatamente como se não houvesse pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).
“Graça é favor imerecido. Os anjos, que nada conhecem de pecado, não compreendem o que seja a aplicação da graça para com eles; mas nossa pecaminosidade requer a concessão da graça por parte de um Deus misericordioso” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 331, 332).
“A fé é a condição sob a qual Deus escolheu prometer perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual a pessoa mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado. A fé pode apresentar a perfeita obediência de Cristo em lugar da transgressão e rebeldia do pecador. Quando o pecador crê que Cristo é seu Salvador pessoal, então, de acordo com as Suas promessas infalíveis, Deus lhe perdoa o pecado e o justifica livremente. Aquele que se arrepende reconhece que sua justificação vem porque Cristo, como seu substituto e penhor, morreu por ele, e é sua expiação e justiça” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 366, 367).
“Embora a lei não possa perdoar a pena do pecado, mas responsabilize o pecador por toda a sua dívida, Cristo prometeu perdão abundante a todos os que se arrependem e creem em Sua misericórdia. O amor de Deus se estende, abundante, ao que se arrepende e crê. O estigma do pecado só se pode apagar com o sangue do sacrifício expiatório. Não se requereu nenhum sacrifício menor do que o sacrifício daquele que era igual ao Pai. A obra de Cristo – Sua vida, humilhação, morte e intercessão pelo homem caído – engrandece a lei e a torna gloriosa” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 371).
Perguntas para consideração
1. Leia os textos desta semana e então, em suas próprias palavras, escreva um parágrafo resumindo o que eles dizem. Compartilhe seu parágrafo com os outros em sua classe.
2. Pense no custo de nossa salvação: a morte do Filho de Deus. O que isso deve nos dizer sobre a gravidade do pecado? Afinal, se deixássemos de pecar e nunca fizéssemos isso novamente, por que isso ainda não seria suficiente para nos tornar justos diante de Deus? Como esse fato pode nos motivar a resistir à tentação de pecar?
3. De que modos podemos ser tentados a abusar dessas maravilhosas novas sobre a salvação unicamente pela fé? Em que armadilha alguém pode cair nesse tipo de pensamento? (Veja 2 Pe 3:16; 1Jo 3:7.)
Comentários
Lição 4 – JUSTIFICADOS PELA FÉ
José Carlos Ramos
O que vem a ser a justificação pela fé?
Bem, em sua parte introdutória, a lição responde a esta pergunta com uma ilustração objetiva. Somos justificados de nossos crimes (todo pecado é um crime) no momento em que aceitamos Jesus como Salvador. Não há outra maneira de aceitá-Lo a não ser pela fé.
Então, a única maneira de sermos justificados ante a justiça divina é também pela fé.
Jesus pode nos salvar porque assumiu inteiramente nossa culpa, pagando na cruz o preço da nossa redenção. Quando cremos nEle, Sua vida de perfeita obediência à lei de Deus nos é creditada; assim, Ele morre por Lhe ser imputada nossa culpa: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e nós vivemos porque nos é imputada a Sua justiça: “...o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá...” (Rm 10:5).
Como definição básica, justificação pela fé é isso. Mas, no tocante a nós, são dignas de nota as implicações de tão inefável processo de salvação. Três citações de Ellen G. White a esse respeito são pertinentes:
A lei requer justiça, e esta, o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira pela qual ele pode alcançar a justiça é a fé. Pela fé, ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica o pecador arrependido e crente, trata-o como se fosse justo, e o ama tal qual ama Seu Filho (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).
...Cristo assumiu a posição de fiador e libertador ao Se tornar pecado pelo homem, para que este pudesse tornar-se a justiça de Deus... Os pecadores só podem ser justificados por Deus quando Ele lhes perdoa os pecados, suspende a punição que eles merecem e os trata como se realmente fossem justos e não houvessem pecado... Eles são justificados unicamente pela justiça imputada por Cristo (Ibid., v. 3, p. 194).
Conforme o pecador penitente e contrito diante de Deus discerne a expiação de Cristo em seu favor, e aceita esta expiação como sua única esperança nesta vida e na futura, seus pecados são perdoados. Isso é justificação pela fé,... o oposto de condenação. A misericórdia ilimitada de Deus é exercida para com aqueles que são completamente indignos. Ele perdoa transgressões e pecados por amor de Jesus, que Se tornou a propiciação pelos nossos pecados. Pela fé em Cristo, o transgressor culpado é conduzido ao favor de Deus e à forte esperança de vida eterna (SDABC, v. 6, p. 1.070, 1.071).
Algo tão significativo e prazeroso é o tema principal de Paulo na epístola aos Romanos. Vamos à lição.
I. As obras da Lei
Romanos 3:20 diz que “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” Paulo se vale desse fato para afirmar que ninguém é justificado “por obras da lei”. Quanto mais o pecador dela se vale, mais ele se vê por ela condenado.
Com efeito, quem tenta alcançar a salvação pela lei, tenta o impossível. O exemplo dos judeus no passado é clara evidência desse fato. Referindo-se a eles, Paulo disse: “Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé e, sim, como das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço” (9:31, 32).
Para eles, a pedra de tropeço foi Jesus, pois não O aceitando, descartaram o único meio de se tornar justos diante de Deus.
“Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (10:3). Uma lei transgredida nunca pode justificar o transgressor, por mais que ele passe a se esforçar por obedecer-lhe. “...Por obras da lei ninguém será justificado” (2:16).
Além de afirmar que a lei não tem capacidade para remover a culpa que o pecador tem diante de Deus (culpa por ela mesma revelada), a lição afirma também que “o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para isso.” Como? Naturalmente, por ressaltar o pecado no pecador (ver 7:5), a lei desperta sua consciência induzindo-o a buscar uma possível solução para o impasse, um recurso pelo qual ele se livre da condenação. Esse recurso é Cristo. É dessa forma que a lei conduz a Cristo, e o faz para que finalmente alcancemos a justificação pela fé (ver Gl 3:24).
Colocando em outros termos, vendo-se condenado, e almejando livrar-se da morte, o pecadorprocurará, talvez até desesperadamente, um meio de escape, somente para acabar descobrindo que esse meio existe exclusivamente por meio de Jesus. Nesse caso podemos dizer que a lei induz o pecador a Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado” (Jo 1:29). Como a lição afirma, “a lei deve assinalar nossas negligências e nos levar a Cristo.”
II. Fé e justiça
Qual é a relação entre fé e justiça? A primeira é o método para se obter a segunda. Romanos 3:21 se refere à justiça de Deus, “sem lei” manifestada, mas por ela testemunhada. O texto afirma: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas”. Em que sentido a justiça de Deus se manifestou sem lei? Porventura não foi por Jesus observar perfeitamente a lei que a justiça de Deus se tornou manifesta? Bem, justiça aqui não significa meramente equidade, retidão, probidade, lisura, etc, pois Jesus reuniu 100% de tudo isso e de tudo o mais que se liga à justiça.
Mas o sentido de “justiça de Deus” aqui é mais abarcante. Refere-se também ao dom por Ele oferecido a todos que aceitam Jesus (ver 5:17, onde a justiça é referida como “dom”). Mas consideremos brevemente os ingredientes desse texto:
“Mas agora...” – um contraste de tempo e de circunstância. Na perspectiva do tempo o agora de Deus é a encarnação, com destaque para o Calvário (ver Gl 4:4). Antes do agora, tudo o que tínhamos era a promessa da redenção vindoura. Agora ela é uma realidade. No aspecto circunstancial, o agora de Deus é visto com a caducidade do recurso salvífico do homem. Agora que ficou devidamente evidenciado que todos estão perdidos, e nada podem fazer, o recurso de Deus se destaca.
“...Sem lei...” – a justificação pela fé não conta com nenhuma contribuição (preparatória, acessória ou subsidiária) que seja dada por obras da lei. “Sem lei” significa sem o mérito humano, sem Deus levar em consideração o que o homem fez de bem, ou mesmo de mal. Ninguém é tão bom que possa dispensar o plano de Deus; ninguém é tão mau que não possa se valer dele.
“...Testemunhada pela lei e pelos profetas” – isto é, o Pentateuco e o restante do Antigo Testamento. Há uma continuidade natural entre as duas dispensações e os dois testamentos. O meio de salvação é um para ambas, e um em ambos. Aqui temos um claro exemplo de como Paulo usa o termo lei com sentidos diferentes. Portanto, é bom nunca nos precipitarmos em dizer o que o termo significa. Há que se dar sempre atenção ao contexto.
O v. 22 confirma que a “justiça de Deus” é um dom que Ele almeja conceder ao pecador; e mostra como é auferida: “mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem...”. Observemos igualmente o que este texto encerra (leia-o primeiramente na Bíblia):
“...Fé em Jesus Cristo...” – Jesus é o objeto, não o sujeito, da fé. Não a fé que Jesus possuiu, revelou e exemplificou (sentido esse que estaria incluído em Ap 14:12); mas fé em Jesus. Não se trata daquela fé comum, quase que vulgar, em Deus. Não é questão de simplesmente dizer “eu creio em Deus, que Ele existe, etc.”. Mas fé direcionada a Cristo, ao que Ele operou historicamente na cruz: redenção (livramento), propiciação (reconciliação) e vindicação da justiça. O nome completo, Jesus Cristo, aponta-O como Salvador, Redentor e Senhor. É fé nEle, como tal, que nos relaciona adequadamente com a justiça de Deus, e nos justifica.
“...Para todos os que creem...” – não é mera redundância, tendo em vista que a “fé em Jesus Cristo” é expressa imediatamente antes. “Fé em Jesus” é o método de se apropriar da salvação. “Todo o que crê” aponta para a universalidade da salvação (salvação à disposição de todos). Confirma o fato de que todos estão perdidos e são carentes do plano de Deus. Por isso, Paulo acrescenta logo a afirmação: “porque não há distinção.” Mas note que a salvação é auferida individualmente; daí a necessidade de uma resposta pessoal do homem: crer.
III. Graça e justificação
Graça é a fonte da “justiça de Deus” como dom; justificação é o resultado.
O estudo de hoje é fundamentado em Romanos 3:24: “...sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. A lição comenta satisfatoriamente o texto. Apenas acrescento o seguinte, analisando o que Paulo afirma:
Para melhor estrutura das frases devemos considerar os versos 22up e 23 parentéticos (“porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”), e ligar “sendo justificados gratuitamente por sua graça” com “justiça de Deus... para todos os que creem” (v. 22). “Gratuitamente” combina com “sem lei” (v. 21) e com “mediante a fé” ou “todos os que creem” (v. 22). Justificação é um dom gratuito de Deus.
“...Gratuitamente...” e “...por Sua graça...” são sinônimos e servem de ênfase para o caráter de desmerecimento humano: nenhum pecador merece o dom de Deus, isto é, Deus não é constrangido a nos justificar por algum ato meritório de nossa parte. Nosso mérito, se há algum, consiste em nossa extrema necessidade de Deus e de Sua salvação. Nada em nós ou praticado por nós pode recomendar-nos a Deus. O dom é exclusividade, iniciativa e total realização dEle.
“..Redenção...” é palavra-chave no tema da justificação pela fé. Gratuita para o homem, a justificação, todavia, custou um preço para Deus. Justificação é pela graça, isto é, o homem não entra com nenhum mérito. Justificação se efetiva através de redenção, ou seja, o custo é pago totalmente por Deus. O que Deus pagou, ou fez, realça a salvação como dom gratuito dEle para o homem.
Significado básico de redenção: resgate pelo pagamento de um preço. A ideia no evangelho é de resgate substitutivo: Mt 20:28; Mc 10:45. O preço = dar Sua vida (Tt 2:14), ou derramar Seu sangue (Ef 1:7; cf. 1Pe 1:18).
A ideia é de livramento por meio de um preço pago. Primariamente, o sentido é de um preço pago para a libertação de escravos, ou prisioneiros de guerra. A quem foi pago o preço? A Bíblia silencia. A Deus? Ele mesmo providenciou o pagamento. A Satanás? Ele é apenas um usurpador. Por inferência, podemos supor que foi à própria justiça de Deus.
É dito que a “redenção” está em Cristo: ela não é vista somente naquilo que Cristo fez, mas nEle mesmo. Ele é a redenção personalizada.
IV. “Sua justiça”
O texto de estudo para hoje é Romanos 3:25-27. Novamente concorro com as seguintes colocações em adição à boa aplicação que a lição faz (primeiro leia o texto em sua Bíblia):
“Propiciação” é outro termo-chave na doutrina da justificação pela fé. Refere-se à provisão feita por Deus para a nossa justificação.
Enquanto redenção diz respeito à nossa escravidão no pecado e é a provisão da graça para nos libertar, propiciação se refere à nossa sujeição à ira de Deus e é a provisão da graça pela qual podemos nos livrar dela.
Entretanto, não devemos confundir a ira de Deus com o emocionalismo doentio que os adoradores pagãos atribuíam aos seus deuses, ira que poderia ser aplacada por algum tipo de oferta providenciada pelo adorador. A indignação de Deus contra o pecado tem que ver com a santidade de Seu caráter. E não é esperado que o pecador faça alguma coisa para aplacar a ira de Deus. A iniciativa, e o ato de propiciar ou aplacar, são exclusivas de Deus; veja que o apóstolo registra a fórmula Deus propôs. Isto significa que o mesmo Deus que odeia o pecado com todas as fibras do Seu ser, ama o pecador de tal forma que deu Seu único Filho para expiar os pecados do mundo todo (Jo 3:16; 1Jo 2:2). A cruz é a consequência e não a causa do amor de Deus.
O resultado da redenção é libertação que abre caminho para a santificação. É discutida a partir do cap. 6 (ver também Ef 5:25, 26; Tt 2:13, 14). Mas o resultado da propiciação é paz com Deus, que abre caminho para a justificação e seus resultados, discutidos em 5:1-11.
“...Seu sangue...”, tanto o preço do resgate como o meio do “apaziguamento” de Deus.
“...Mediante a fé...” – ela sempre é o meio pelo qual nos apropriamos da provisão.
Com isto se completam os três elementos indispensáveis no processo da justificação, cada um ligado a uma específica Pessoa da Divindade: O PAI – a graça; O FILHO – o sangue; O ESPÍRITO SANTO – a fé.
“...Manifestar Sua justiça...” - novamente encontramos o tema da revelação dinâmica da salvação. Essa é uma reiteração do ato de Deus “propor”, já que, no grego, este verbo contém a ideia de um ato público. A morte de Cristo foi pública e isto revela a justiça de Deus.
Mas o sentido de justiça salvífica nesse verso e no seguinte se confunde com o sentido de justiça como atributo do caráter de Deus.
Isto é evidenciado pela afirmação de ter Deus, em épocas passadas, tolerado o pecado e o deixado impune (cf. At 14:16; 17:30).
Paulo quer dizer que, no passado, Deus sustou Sua ira, isto é, não visitou os homens em seus pecados. Isso não deve ser confundido com perdão ou remissão. Significa que Deus não executou sobre o homem a completa medida do Seu desprazer, mas exerceu tolerância pelos pecados do homem.
Isso tornou necessário que Deus revelasse agora, na propiciação efetuada por Cristo, a Sua justiça, pois a tolerância exercida no passado poderia levar o homem a pensar que Deus estava abrindo mão de Sua própria justiça. Havia o perigo de a inviolabilidade da justiça de Deus ser obscurecida na mentalidade do homem. A tolerância de Deus corria o risco de ser mal interpretada, ou seja, de ser tida como indiferença às reiterações da justiça e a suspensão da aplicação da ira ser considerada como uma anulação do julgamento. Era necessário que ficasse bem claro que Deus não estava sendo indulgente para com o pecado.
Portanto, ao derramar Cristo Seu sangue como propiciação, Deus dá uma demonstração pública, aberta, de que Seu desprazer pelo pecado continua inviolado e em pé, e que Sua ira só não se abateu e se abate sobre o pecador porque ela se abateu sobre um Substituto. Assim para Deus ao mesmo tempo justificar o pecador e não abrir mão de Sua justiça, Ele propôs o derramamento do sangue de Cristo (ou seja, Seu sacrifício) como meio de dar plena satisfação à Sua justiça. Isso faz também com que a justiça de Deus seja vindicada, já que antes correu o risco de ser mal interpretada.
Assim, a tolerância de Deus e Seu passar por alto os pecados anteriormente cometidos exigiram dEle a demonstração de Sua justiça inerente. Isso Ele fez entregando Seu Filho para ser morto na cruz. A cruz , portanto, evidencia tanto Seu amor pelo pecador como Seu ódio contra o pecado. Ali, Sua ira é apaziguada, porque Sua justiça é satisfeita. Essa demonstração de Sua justiça nos revela finalmente que a justificação do pecador demandou nada menos que a propiciação feita no sangue de Jesus.
“...Justo e justificador...” – Todo esse processo fundamentado no sacrifício da cruz faculta a Deus o ato de justificar o pecador sem deixar de condenar o pecado e sem abrir mão de Sua justiça. Ao mesmo tempo em que justifica o pecador, Ele continua sendo justo.
Como a lição bem coloca, “por causa da cruz do Calvário, Deus pode declarar justos os pecadores e ainda ser considerado justo aos olhos do Universo. Satanás não pode apontar seu dedo acusador para Deus, pois o Céu fez o sacrifício supremo. Satanás acusou Deus de pedir da raça humana mais do que Ele próprio estava disposto a dar. A cruz refuta essa acusação.”
“Onde... a jactância? Foi de todo excluída.” – O orgulho religioso, o triunfalismo, o exclusivismo e outros ismos ligados ao legalismo são eliminados. Lei, no v. 27, é usada com dois sentidos: (1) lei das obras, isto é, o legalismo, ou sistema humano de salvação; e (2) lei da fé, ou seja, a norma divinamente estabelecida para o desfrute da salvação; exclusivamente pela graça.
Vemos agora que a palavra lei chega a ser empregada por Paulo com o sentido de salvação pela graça. Todavia, a fé tem sido revelada como o meio, ou método, e não como fonte de salvação. Ninguém pode se jactar da fé que possui. A fé é um dom de Deus e não repousa na capacidade do homem, muito menos nalgum mérito que ele pense possuir.
V. Fé e obras
Já que somos justificados pela fé sem as obras da lei (3:28), podemos transgredi-la à vontade? Essa é questão que a pergunta 6 levanta. A lição mesma vai bem ao ponto, explicando que a obediência à lei não é descartada pelo plano de salvação. Se assim fosse, seria inevitável a conclusão de que justificação pela fé é licença para pecar, pois o pecado é a transgressão da lei (1Jo 3:4). Seria o mesmo que um juiz, ao inocentar o réu num tribunal, estivesse lhe dizendo: Bem, você agora está livre para sair daqui e roubar e matar quanto quiser. Se isto acontecesse, seria o juiz e não o réu que mereceria ir para a cadeia!
Mas tal é a conclusão, agora no âmbito espiritual, a que chegam alguns leitores de Paulo, em resultado de uma interpretação apressada, portanto superficial, daquilo que ele afirmou. E isso não é de agora, porque mesmo os contemporâneos do apóstolo, seus oponentes, começaram a disparatar, torcendo seu ensino (ver 3:8).
No intuito de que ninguém se equivocasse com seu ensino, o apóstolo foi muito claro, preciso, em suas colocações, chegando a dizer: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante?” (6:1). Em outras palavras, continuaremos transgredindo a lei, para que a “justificação pela fé sem as obras da lei” cada vez mais se efetive? A isso ele respondeu: “De modo nenhum! [o sentido é “Deus nos livre de tal ideia!”] Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (v. 2). Tendo o pecado como transgressão da lei, a resposta de Paulo pode ser assim expressa: “Como viveremos ainda transgredindo a lei, nós que morremos para a transgressão?”
Impressionante! É o plano divino da justificação pela fé que nos habilita a, “morrendo para o pecado”, cumprir a vontade de Deus exposta em Sua lei. Como a lição estabelece, “o ensino de Paulo é que, embora a obediência à lei não seja o meio da justificação, a pessoa que é justificada pela fé ainda observa a lei de Deuse, de fato, é a única que pode guardar a lei. Uma pessoa não regenerada, que não foi justificada, nunca poderá cumprir os requisitos da lei.”
Pastor e professor do SALT ora jubilado. Engenheiro Coelho, SP
A Caótica Teologia Antinomista
As interpretações bíblicas da teologia antinomista, ou semi-antinomista, representam um desafio ao bom-senso e à lógica. É uma teologia mais do que contraditória—verdadeiramente caótica. Senão, vejamos:
Primeiramente, pelo confuso raciocínio desses “teólogos”, temos um Deus um tanto quanto desorganizado, que mistura um preceito cerimonial dentro de um código de normas morais. Pois não é que esse Deus profere solenemente aos ouvidos do povo escolhido 10 mandamentos como base de um concerto muito especial com tal povo, depois ainda escreve tais mandamentos com o Seu próprio dedo em duas tábuas de pedra, e isso por duas vezes (pois as primeiras pedras foram quebradas por Moisés), sendo 9 preceitos morais e um cerimonial?!
Em vez de deixar o tal mandamento cerimonial para ditá-lo mais tarde a Moisés juntamente com as inúmeras outras regras rituais que Moisés escreveu num livro, esse “desorganizado” Legislador coloca o mandamento cerimonial bem no meio do código de leis morais—o preceito do sábado!
Mas, pior ainda, esse Deus dos antinomistas estabelece o princípio do sábado na Criação do mundo, separando o sétimo dia para o descanso, abençoando-o e santificando-o, mas deixa o homem sem esse repouso. Como não está escrito especificamente que Adão guardava o sábado, fica “provado” que ele devia trabalhar como jardineiro (Gên. 2:15) todos os sete dias, sem descanso. Ah, sim, ele tinha as noites para isso. . .
Valendo-se ainda do ineficaz “argumento do silêncio”, também não ficou escrito nada que Abraão e outros patriarcas bíblicos respeitassem não só esse preceito do sábado, mas outros preceitos, como o de não adorar imagens de esculturas ou furtar. Assim, é bem possível que Abraão, Isaque, Jacó fossem batedores de carteira nas horas vagas, pois não havia nenhuma regra escrita, “não furtarás”!
E quem sabe Abraão mantivesse em sua tenda imagens de Santo Abel, Santo Enoque e São Noé para sua veneração? Afinal, onde estava escrito “não farás para ti imagens de esculturas. . . não te encurvarás diante delas nem as servirás?” Não disse Paulo que “onde não há lei, não há transgressão” (Rom. 4:15)?
E é esquisito como esse Deus do antinomismo, que fez do sábado “sinal” entre Ele e Seu povo (Êxo. 31:13, 17), depois mudou radicalmente de idéia e disse que desprezava o tal sábado em Isaías 1:13 e até profetizou que ia acabar com essa instituição em Oséias 2:11, para mais tarde inspirar o restaurador da religião israelita a reinstituí-lo (Neem. 13:15ss). O mais estranho é que foi por causa da violação do sábado—que tinha dito ao povo que desprezava—que Ele os castigou com o cativeiro (ver Jeremias 17:27). . . Ou seja, o povo foi castigado por não respeitar um preceito que Deus disse que aborrecia!
E Deus ainda convida “os filhos dos estrangeiros” a unirem-se ao concerto divino com Israel observando exatamente, o quê? O sábado! Mas, espera aí, esse não era preceito só para judeu e ninguém mais? Pois é, só que o tal sábado, estabelecido só para o judeu, mais tarde Cristo disse que foi “feito por causa do homem-anthropós”. Bem, quem sabe o “homem” aí é só o judeu (e as judias) . . . . Contudo assim se dá também com a instituição do matrimônio, onde o mesmo homem-anthropós deixa o pai e a mãe e une-se a sua mulher (Mat. 19:5). E casamento é coisa só para judeu?
Por falar em Cristo, a teologia antinomista coloca o Filho de Deus em situação bem complicada. Primeiro, transforma-o num tremendo hipócrita que diz que não veio abolir a lei, e sim cumpri-la, recomenda a mais perfeita obediência a essa lei (Mat. 5:17-19), para depois violar consciente e propositadamente um dos seus mandamentos (adivinhem qual. . .—João 5:18)!
Ou, se entendem que não o desrespeitou (porque estava ainda sujeito a essa lei, ainda não abolida) colocam-nO dedicando-se a uma campanha contra a validade desse mandamento, criticando os que o observavam! Como Ele dissera especificamente, porém, que quem ensinasse algo contrário a qualquer mandamento “ainda que dos menores” seria considerado mínimo no Reino dos céus (Mat. 5:19), o Cristo restaria Se desqualificando Si mesmo, dentro da inescapável lógica antinomista.
E há até alguns que sustentam que os que não obedecem plenamente os mandamentos divinos, nem por isso deixarão de ir para o céu, só que lá ficarão numa condição de “mínimos”. Ou seja, vão se salvar, mas não terão lá grande prestígio nos parâmetros da glória! Destarte, o próprio Cristo seria um Ser sem grande “patente” celestial, pois que ensinou direta ou indiretamente os Seus contemporâneos a não darem valor a um dos mandamentos, fazendo campanha contra o 4o. do Decálogo!
Nessas circunstâncias, seria Sua situação melhor do que a daqueles aos quais chamou de “sepulcros caiados” que adotavam a filosofia do “façam o que eu digo, mas não o que faço”? E hipócritas sequer podem almejar um dia habitar as mansões eternas?
Todavia, embora querendo “acabar” com o sábado, na interpretação antinomista, Cristo “Se esquece” de dizer abertamente que não é para cumprir o mandamento. Diz, porém, que é para atentar ao que os chefes religiosos diziam, e praticar, mas não do modo hipócrita em que pretendiam obedecer à lei. Entretanto, uma das coisas que eles diziam para o povo cumprir era o descanso aos sábados (ver Mateus 23:1, 2 cf. Lucas 13:14)!
Temos aí, pois, mais uma incrível contradição, pela ótica antinomista—Ele quer acabar com o sábado, mas não diz nada objetivamente nesse sentido, apenas fica com “indiretas”. Ao recomendar, porém, àquela gente que atentem ao que dizem seus líderes religiosos e cumpram (“fazei e guardai . . . TUDO quanto eles vos disserem”), a indireta termina sendo de recomendação ao sábado! O Cristo dos antinomistas é certamente bem pouco atento a esses importantes detalhes e termina caindo em evidente contradição!
Seja como for, Ele lança-Se em sua “campanha anti-sabática” apenas dando “pistas” quanto à futura atitude de desprezo pelo mandamento. Contudo, nesse empreendimento Ele decerto fracassou, pois não conseguiu convencer a Sua própria santa mãe e outras mulheres que O serviam com a máxima dedicação a desprezarem o sábado. Nem convenceu ao autor bíblico inspirado, Dr. Lucas. Este relata, escrevendo 30 anos após Sua morte, que as santas mulheres que preparavam ungüentos para embalsamar o corpo do Senhor pararam todas as atividades ao final da sexta-feira, e no sábado “repousaram conforme o mandamento” (Lucas 23:56). As “indiretas” de Cristo contra a guarda do sábado certamente não surtiram o efeito desejado ( . . . pelos antinomistas).
Cristo ainda atribui ao Pai a incoerência das incoerências, agora colocando o próprio Deus em situação também complicadíssima, sempre segundo a visão antinomista. Além de, como já vimos, Ele ter misturado preceitos morais com um cerimonial, ainda cria uma lei que, na prática, não funciona um dia por semana. Eis que “os sacerdotes violam o sábado e ficam sem culpa” (Mat. 12:5), o que, nessa incrível teologia, significa simplesmente que eles não cumpriam o preceito divino porque atuavam no Templo, sacrificando até em dobro aos sétimos dias.
Ou seja, a lei religiosa criada para elevar espiritualmente o povo era violada cada sábado pelos próprios líderes espirituais que tinham o dever de dar o melhor exemplo àquela boa gente, mas o Legislador se esqueceu do detalhe que aos sábados a lei não era respeitada justamente por aqueles que a deviam promover entre o povo! Um Legislador assaz incompetente. . .
Essa louca teologia, porém, prossegue ensinando que todos os Dez Mandamentos foram abolidos na cruz, contudo os princípios morais básicos foram sendo restaurados, menos a questão do dia de guarda. Tanto assim que todos os mandamentos estariam repetidos no Novo Testamento, menos o do sábado.
Isso significa que, como dizemos em nossa matéria “10 Dilemas dos Que Negam a Validade dos 10 Mandamentos Como Norma Cristã”, se todos os mandamentos foram abolidos na cruz, mas sendo depois restaurados no Novo Testamento (menos o 4º.), imaginemos uma situação incrível que se estabeleceria: O 5º mandamento foi de embrulho com todos os demais regulamentos morais e cerimoniais quando Jesus exalou o último suspiro e declarou, “Está consumado”.
Daí, no minuto seguinte, qualquer filho de um seguidor de Cristo poderia chutar a canela de seu pai ou mãe, xingá-los, desobedecê-los e desrespeitá-los livremente, eis que o 5o. mandamento só foi “restaurado” quando Paulo se lembrou de referi-lo, escrevendo aos efésios, e isso no ano 58 AD (ver Efé. 6: 1-3)! E, pior ainda, os termos do mandamento “não matarás” só foram reiterados por Paulo em Romanos 13:9, no ano 56 ou 58 AD (bem como “não adulterarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás”. . .).
Ou seja, por quase 30 anos os filhos dos cristãos não tinham que respeitar os pais, pois o 5º. mandamento só é restaurado após umas três décadas, e mesmo assim só para os efésios. Muitas décadas mais se passaram até atingir toda a comunidade cristã para cientificar-se da necessidade de os filhos respeitarem seus pais! Além de os cristãos poderem matar uns aos outros, etc., nesse mesmo período “sem a lei restaurada”. . . Faz sentido isso tudo?
Por aí se vê a enrascada em que essa gente se mete ao contrariarem o “assim diz o Senhor” das Escrituras.
Contudo, a desvairada teologia semi-antinomista continua fazendo seus estragos. Segundo ela, Paulo diz quatro coisas diferente a respeito do princípio do dia repouso em quatro de suas epístolas:
a) Aos Romanos, segundo ainda essa teologia semi-antinomista, tanto faz guardar um dia como outro, ou dia nenhum, que Deus aceita tudo sem problema. Pode ser, conseqüentemente até o sábado! Os crentes que decidam livremente como será a sua liturgia de observância ou não de um dia dedicado a Deus, cada um segundo a sua conveniência (ou de seu patrão). Agora, como o “Deus de ordem e não de confusão” encararia isso, não é dito, sobretudo porque seria meio complicado pensar em que dia esses cristãos se reuniriam para o culto, já que Mateus dedica o domingo ao Senhor, Tiago a 2a. feira, André a 3a. feira, Filipe a 4a. feira, Pedro a 5a. feira, João a 6a. feira, Judas Tadeu o sábado e Bartolomeu, dia nenhum. . . A base disso? A interpretação que dão a Romanos 14:5 e 6.
b) Aos Gálatas a instrução é que guardar dias, e meses, e tempos e anos é voltar aos “rudimentos fracos e pobres”. Logo, não há nenhum dia mais para guardar, nem sábado, nem domingo, nem qualquer dia que seja. É até um pecado pensar em dedicar um dia ao Senhor, coisa “fraca”, e “pobre”. A base disso? — Gálatas 4:9 e 10.
c) Aos Colossenses, o sábado não é mais para ser observado porque foi abolido com a “cédula de ordenanças”. A base?—Colossenses 2:14-16. O que fica no lugar? Paulo simplesmente nada diz, e como se contradiz com o que dissera aos romanos, fica o mistério pairando no ar. . .
d) Aos Coríntios, ele sugere que os cristãos observem o primeiro dia da semana indo à Igreja regularmente para arrecadar ofertas (1 Cor. 16:2), não necessariamente para comemorar a Ressurreição que em parte alguma das Escrituras conta com qualquer recomendação de observância ou é prática sugerida.
Bem, mas se o sábado é um mandamento “cerimonial”, todas as cerimônias eram o antitipo que apontavam para o tipo—a sombra que encontrava a realidade. Qual era o sentido simbólico do sábado “cerimonial”? Oh, isso é fácil, segundo os antinomistas—o sentido se acha na epístola aos Hebreus que traz exatamente a exposição do cerimonial israelita detalhando o seu significado na expiação de Cristo.
É verdade, os capítulos 7 a 10 de Hebreus detalham muita coisa sobre o sentido do sangue de bodes e carneiros, e atividades dos sacerdotes e levitas, o sentido do santuário terrestre e das ofertas e suas peças do ritual todo de Israel, enfim, uma exposição bem completa expondo o fim do Velho Concerto [Velho Testamento] e o cumprimento do simbolismo de suas inúmeras cerimônias.
Mas, onde é que o “sábado cerimonial” entra nessa explicação toda do sentido do cerimonial judaico nos capítulos específicos onde o autor discorre a respeito? Não entra!
A questão do sábado merece dois capítulos especiais, o 3 e o 4, para expor, não que foi abolido por ter cumprido o seu papel prefigurativo, mas que “resta um repouso sabático [sabbatismós, em grego] para o povo de Deus” (Heb. 4:9). Então, em lugar de o sábado ser discutido nos capítulos 7 a 10 de Hebreus que tratam do sentido do cerimonial, nem aparece em tal local. Ou melhor, aparece sim, no capítulo 8:6-10 onde é dito que sob o Novo Concerto [Novo Testamento], Deus escreve a Sua lei nos corações e mentes dos que aceitam os seus termos. E em parte alguma é dito que quando Ele escreve, mediante a operação de Seu Espírito, as Suas leis nos corações e mentes de Seus Filhos, o mandamento do sábado fica de fora, ou tenha havido mudança do sábado para o domingo.
O pessoal da teologia antinomista gosta de dizer que agora não mais vivemos sob a “lei mosaica” (no que estão certos), e sim sob a “lei de Cristo”, ou “lei da fé”, ou “lei da graça”, ou “lei do Espírito” contudo nenhuma dessas expressões aparece neste texto (que é reprodução de Jeremias 31:31-33), que apenas faz referência às “minhas leis” (de Deus). Destarte, fica o ônus da prova com quem negue que as tais “minhas leis” é algo diverso das leis de Deus já conhecidas por Israel quando a promessa desse Novo Concerto havia sido primeiro estendida ao povo escolhido.
E os leitores cristãos-hebreus da epístola que leva o seu nome compreenderiam muito bem a que “minhas leis” o autor se referia. Mas, se essas “minhas leis” são as mesmas de Jeremias 31:31-33, então as cerimônias que vigoravam ao tempo do profeta também deveriam entrar, alegam alguns. Ocorre que é exatamente nos capítulos 7-10 que o autor de Hebreus explica o sentido das cerimônias e o porquê de terem findado.
Como os leitores originais da epístola, os judeus-cristãos, já sabiam que o véu do Templo estava rasgado de alto a baixo, e como liam no capítulo 4:9 que “resta um repouso sabático para o povo de Deus”, eles não teriam dúvidas de que o mandamento do sábado não tinha por que estar excluído das “minhas leis” que Deus promete escrever nas mentes e corações dos filhos de Deus, segundo “superiores promessas”. E essas promessas representam a atuação do Espírito Santo, cuja posse leva o justo que vive pela fé a vivenciar a “a justiça da lei” (Romanos 8:3, 4).
Afinal, Paulo pergunta: “Anulamos, pois, a lei pela fé?” E ele mesmo responde: “Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei” (Rom. 3:31). Esta passagem final coloca as coisas dentro da devida perspectiva e representa um golpe mortal sobre as loucuras das interpretações antinomistas.
Autor: Prof. Azenilto G. Brito
Fonte: IASD em foco
Primeiramente, pelo confuso raciocínio desses “teólogos”, temos um Deus um tanto quanto desorganizado, que mistura um preceito cerimonial dentro de um código de normas morais. Pois não é que esse Deus profere solenemente aos ouvidos do povo escolhido 10 mandamentos como base de um concerto muito especial com tal povo, depois ainda escreve tais mandamentos com o Seu próprio dedo em duas tábuas de pedra, e isso por duas vezes (pois as primeiras pedras foram quebradas por Moisés), sendo 9 preceitos morais e um cerimonial?!
Em vez de deixar o tal mandamento cerimonial para ditá-lo mais tarde a Moisés juntamente com as inúmeras outras regras rituais que Moisés escreveu num livro, esse “desorganizado” Legislador coloca o mandamento cerimonial bem no meio do código de leis morais—o preceito do sábado!
Mas, pior ainda, esse Deus dos antinomistas estabelece o princípio do sábado na Criação do mundo, separando o sétimo dia para o descanso, abençoando-o e santificando-o, mas deixa o homem sem esse repouso. Como não está escrito especificamente que Adão guardava o sábado, fica “provado” que ele devia trabalhar como jardineiro (Gên. 2:15) todos os sete dias, sem descanso. Ah, sim, ele tinha as noites para isso. . .
Valendo-se ainda do ineficaz “argumento do silêncio”, também não ficou escrito nada que Abraão e outros patriarcas bíblicos respeitassem não só esse preceito do sábado, mas outros preceitos, como o de não adorar imagens de esculturas ou furtar. Assim, é bem possível que Abraão, Isaque, Jacó fossem batedores de carteira nas horas vagas, pois não havia nenhuma regra escrita, “não furtarás”!
E quem sabe Abraão mantivesse em sua tenda imagens de Santo Abel, Santo Enoque e São Noé para sua veneração? Afinal, onde estava escrito “não farás para ti imagens de esculturas. . . não te encurvarás diante delas nem as servirás?” Não disse Paulo que “onde não há lei, não há transgressão” (Rom. 4:15)?
E é esquisito como esse Deus do antinomismo, que fez do sábado “sinal” entre Ele e Seu povo (Êxo. 31:13, 17), depois mudou radicalmente de idéia e disse que desprezava o tal sábado em Isaías 1:13 e até profetizou que ia acabar com essa instituição em Oséias 2:11, para mais tarde inspirar o restaurador da religião israelita a reinstituí-lo (Neem. 13:15ss). O mais estranho é que foi por causa da violação do sábado—que tinha dito ao povo que desprezava—que Ele os castigou com o cativeiro (ver Jeremias 17:27). . . Ou seja, o povo foi castigado por não respeitar um preceito que Deus disse que aborrecia!
E Deus ainda convida “os filhos dos estrangeiros” a unirem-se ao concerto divino com Israel observando exatamente, o quê? O sábado! Mas, espera aí, esse não era preceito só para judeu e ninguém mais? Pois é, só que o tal sábado, estabelecido só para o judeu, mais tarde Cristo disse que foi “feito por causa do homem-anthropós”. Bem, quem sabe o “homem” aí é só o judeu (e as judias) . . . . Contudo assim se dá também com a instituição do matrimônio, onde o mesmo homem-anthropós deixa o pai e a mãe e une-se a sua mulher (Mat. 19:5). E casamento é coisa só para judeu?
Por falar em Cristo, a teologia antinomista coloca o Filho de Deus em situação bem complicada. Primeiro, transforma-o num tremendo hipócrita que diz que não veio abolir a lei, e sim cumpri-la, recomenda a mais perfeita obediência a essa lei (Mat. 5:17-19), para depois violar consciente e propositadamente um dos seus mandamentos (adivinhem qual. . .—João 5:18)!
Ou, se entendem que não o desrespeitou (porque estava ainda sujeito a essa lei, ainda não abolida) colocam-nO dedicando-se a uma campanha contra a validade desse mandamento, criticando os que o observavam! Como Ele dissera especificamente, porém, que quem ensinasse algo contrário a qualquer mandamento “ainda que dos menores” seria considerado mínimo no Reino dos céus (Mat. 5:19), o Cristo restaria Se desqualificando Si mesmo, dentro da inescapável lógica antinomista.
E há até alguns que sustentam que os que não obedecem plenamente os mandamentos divinos, nem por isso deixarão de ir para o céu, só que lá ficarão numa condição de “mínimos”. Ou seja, vão se salvar, mas não terão lá grande prestígio nos parâmetros da glória! Destarte, o próprio Cristo seria um Ser sem grande “patente” celestial, pois que ensinou direta ou indiretamente os Seus contemporâneos a não darem valor a um dos mandamentos, fazendo campanha contra o 4o. do Decálogo!
Nessas circunstâncias, seria Sua situação melhor do que a daqueles aos quais chamou de “sepulcros caiados” que adotavam a filosofia do “façam o que eu digo, mas não o que faço”? E hipócritas sequer podem almejar um dia habitar as mansões eternas?
Todavia, embora querendo “acabar” com o sábado, na interpretação antinomista, Cristo “Se esquece” de dizer abertamente que não é para cumprir o mandamento. Diz, porém, que é para atentar ao que os chefes religiosos diziam, e praticar, mas não do modo hipócrita em que pretendiam obedecer à lei. Entretanto, uma das coisas que eles diziam para o povo cumprir era o descanso aos sábados (ver Mateus 23:1, 2 cf. Lucas 13:14)!
Temos aí, pois, mais uma incrível contradição, pela ótica antinomista—Ele quer acabar com o sábado, mas não diz nada objetivamente nesse sentido, apenas fica com “indiretas”. Ao recomendar, porém, àquela gente que atentem ao que dizem seus líderes religiosos e cumpram (“fazei e guardai . . . TUDO quanto eles vos disserem”), a indireta termina sendo de recomendação ao sábado! O Cristo dos antinomistas é certamente bem pouco atento a esses importantes detalhes e termina caindo em evidente contradição!
Seja como for, Ele lança-Se em sua “campanha anti-sabática” apenas dando “pistas” quanto à futura atitude de desprezo pelo mandamento. Contudo, nesse empreendimento Ele decerto fracassou, pois não conseguiu convencer a Sua própria santa mãe e outras mulheres que O serviam com a máxima dedicação a desprezarem o sábado. Nem convenceu ao autor bíblico inspirado, Dr. Lucas. Este relata, escrevendo 30 anos após Sua morte, que as santas mulheres que preparavam ungüentos para embalsamar o corpo do Senhor pararam todas as atividades ao final da sexta-feira, e no sábado “repousaram conforme o mandamento” (Lucas 23:56). As “indiretas” de Cristo contra a guarda do sábado certamente não surtiram o efeito desejado ( . . . pelos antinomistas).
Cristo ainda atribui ao Pai a incoerência das incoerências, agora colocando o próprio Deus em situação também complicadíssima, sempre segundo a visão antinomista. Além de, como já vimos, Ele ter misturado preceitos morais com um cerimonial, ainda cria uma lei que, na prática, não funciona um dia por semana. Eis que “os sacerdotes violam o sábado e ficam sem culpa” (Mat. 12:5), o que, nessa incrível teologia, significa simplesmente que eles não cumpriam o preceito divino porque atuavam no Templo, sacrificando até em dobro aos sétimos dias.
Ou seja, a lei religiosa criada para elevar espiritualmente o povo era violada cada sábado pelos próprios líderes espirituais que tinham o dever de dar o melhor exemplo àquela boa gente, mas o Legislador se esqueceu do detalhe que aos sábados a lei não era respeitada justamente por aqueles que a deviam promover entre o povo! Um Legislador assaz incompetente. . .
Essa louca teologia, porém, prossegue ensinando que todos os Dez Mandamentos foram abolidos na cruz, contudo os princípios morais básicos foram sendo restaurados, menos a questão do dia de guarda. Tanto assim que todos os mandamentos estariam repetidos no Novo Testamento, menos o do sábado.
Isso significa que, como dizemos em nossa matéria “10 Dilemas dos Que Negam a Validade dos 10 Mandamentos Como Norma Cristã”, se todos os mandamentos foram abolidos na cruz, mas sendo depois restaurados no Novo Testamento (menos o 4º.), imaginemos uma situação incrível que se estabeleceria: O 5º mandamento foi de embrulho com todos os demais regulamentos morais e cerimoniais quando Jesus exalou o último suspiro e declarou, “Está consumado”.
Daí, no minuto seguinte, qualquer filho de um seguidor de Cristo poderia chutar a canela de seu pai ou mãe, xingá-los, desobedecê-los e desrespeitá-los livremente, eis que o 5o. mandamento só foi “restaurado” quando Paulo se lembrou de referi-lo, escrevendo aos efésios, e isso no ano 58 AD (ver Efé. 6: 1-3)! E, pior ainda, os termos do mandamento “não matarás” só foram reiterados por Paulo em Romanos 13:9, no ano 56 ou 58 AD (bem como “não adulterarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás”. . .).
Ou seja, por quase 30 anos os filhos dos cristãos não tinham que respeitar os pais, pois o 5º. mandamento só é restaurado após umas três décadas, e mesmo assim só para os efésios. Muitas décadas mais se passaram até atingir toda a comunidade cristã para cientificar-se da necessidade de os filhos respeitarem seus pais! Além de os cristãos poderem matar uns aos outros, etc., nesse mesmo período “sem a lei restaurada”. . . Faz sentido isso tudo?
Por aí se vê a enrascada em que essa gente se mete ao contrariarem o “assim diz o Senhor” das Escrituras.
Contudo, a desvairada teologia semi-antinomista continua fazendo seus estragos. Segundo ela, Paulo diz quatro coisas diferente a respeito do princípio do dia repouso em quatro de suas epístolas:
a) Aos Romanos, segundo ainda essa teologia semi-antinomista, tanto faz guardar um dia como outro, ou dia nenhum, que Deus aceita tudo sem problema. Pode ser, conseqüentemente até o sábado! Os crentes que decidam livremente como será a sua liturgia de observância ou não de um dia dedicado a Deus, cada um segundo a sua conveniência (ou de seu patrão). Agora, como o “Deus de ordem e não de confusão” encararia isso, não é dito, sobretudo porque seria meio complicado pensar em que dia esses cristãos se reuniriam para o culto, já que Mateus dedica o domingo ao Senhor, Tiago a 2a. feira, André a 3a. feira, Filipe a 4a. feira, Pedro a 5a. feira, João a 6a. feira, Judas Tadeu o sábado e Bartolomeu, dia nenhum. . . A base disso? A interpretação que dão a Romanos 14:5 e 6.
b) Aos Gálatas a instrução é que guardar dias, e meses, e tempos e anos é voltar aos “rudimentos fracos e pobres”. Logo, não há nenhum dia mais para guardar, nem sábado, nem domingo, nem qualquer dia que seja. É até um pecado pensar em dedicar um dia ao Senhor, coisa “fraca”, e “pobre”. A base disso? — Gálatas 4:9 e 10.
c) Aos Colossenses, o sábado não é mais para ser observado porque foi abolido com a “cédula de ordenanças”. A base?—Colossenses 2:14-16. O que fica no lugar? Paulo simplesmente nada diz, e como se contradiz com o que dissera aos romanos, fica o mistério pairando no ar. . .
d) Aos Coríntios, ele sugere que os cristãos observem o primeiro dia da semana indo à Igreja regularmente para arrecadar ofertas (1 Cor. 16:2), não necessariamente para comemorar a Ressurreição que em parte alguma das Escrituras conta com qualquer recomendação de observância ou é prática sugerida.
Bem, mas se o sábado é um mandamento “cerimonial”, todas as cerimônias eram o antitipo que apontavam para o tipo—a sombra que encontrava a realidade. Qual era o sentido simbólico do sábado “cerimonial”? Oh, isso é fácil, segundo os antinomistas—o sentido se acha na epístola aos Hebreus que traz exatamente a exposição do cerimonial israelita detalhando o seu significado na expiação de Cristo.
É verdade, os capítulos 7 a 10 de Hebreus detalham muita coisa sobre o sentido do sangue de bodes e carneiros, e atividades dos sacerdotes e levitas, o sentido do santuário terrestre e das ofertas e suas peças do ritual todo de Israel, enfim, uma exposição bem completa expondo o fim do Velho Concerto [Velho Testamento] e o cumprimento do simbolismo de suas inúmeras cerimônias.
Mas, onde é que o “sábado cerimonial” entra nessa explicação toda do sentido do cerimonial judaico nos capítulos específicos onde o autor discorre a respeito? Não entra!
A questão do sábado merece dois capítulos especiais, o 3 e o 4, para expor, não que foi abolido por ter cumprido o seu papel prefigurativo, mas que “resta um repouso sabático [sabbatismós, em grego] para o povo de Deus” (Heb. 4:9). Então, em lugar de o sábado ser discutido nos capítulos 7 a 10 de Hebreus que tratam do sentido do cerimonial, nem aparece em tal local. Ou melhor, aparece sim, no capítulo 8:6-10 onde é dito que sob o Novo Concerto [Novo Testamento], Deus escreve a Sua lei nos corações e mentes dos que aceitam os seus termos. E em parte alguma é dito que quando Ele escreve, mediante a operação de Seu Espírito, as Suas leis nos corações e mentes de Seus Filhos, o mandamento do sábado fica de fora, ou tenha havido mudança do sábado para o domingo.
O pessoal da teologia antinomista gosta de dizer que agora não mais vivemos sob a “lei mosaica” (no que estão certos), e sim sob a “lei de Cristo”, ou “lei da fé”, ou “lei da graça”, ou “lei do Espírito” contudo nenhuma dessas expressões aparece neste texto (que é reprodução de Jeremias 31:31-33), que apenas faz referência às “minhas leis” (de Deus). Destarte, fica o ônus da prova com quem negue que as tais “minhas leis” é algo diverso das leis de Deus já conhecidas por Israel quando a promessa desse Novo Concerto havia sido primeiro estendida ao povo escolhido.
E os leitores cristãos-hebreus da epístola que leva o seu nome compreenderiam muito bem a que “minhas leis” o autor se referia. Mas, se essas “minhas leis” são as mesmas de Jeremias 31:31-33, então as cerimônias que vigoravam ao tempo do profeta também deveriam entrar, alegam alguns. Ocorre que é exatamente nos capítulos 7-10 que o autor de Hebreus explica o sentido das cerimônias e o porquê de terem findado.
Como os leitores originais da epístola, os judeus-cristãos, já sabiam que o véu do Templo estava rasgado de alto a baixo, e como liam no capítulo 4:9 que “resta um repouso sabático para o povo de Deus”, eles não teriam dúvidas de que o mandamento do sábado não tinha por que estar excluído das “minhas leis” que Deus promete escrever nas mentes e corações dos filhos de Deus, segundo “superiores promessas”. E essas promessas representam a atuação do Espírito Santo, cuja posse leva o justo que vive pela fé a vivenciar a “a justiça da lei” (Romanos 8:3, 4).
Afinal, Paulo pergunta: “Anulamos, pois, a lei pela fé?” E ele mesmo responde: “Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei” (Rom. 3:31). Esta passagem final coloca as coisas dentro da devida perspectiva e representa um golpe mortal sobre as loucuras das interpretações antinomistas.
Autor: Prof. Azenilto G. Brito
Fonte: IASD em foco
Profecias que se Cumpriram de uma Profeta Adventista
Um Artigo que Azenilto encontrou No jornal The Birminghan News De 14 de Desembro de 2001
Ellen Gould White (Harmon, nome de solteira) nasceu em Gorham, Maine, EUA, no dia 26 de novembro de 1827.
Ela faleceu no dia 16 de julho de 1915.
Uma Metodista de 17 anos de idade, foi uma força predominante na formação da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
A mais prolifica autora americana de todos os tempos, ela escreveu mais de 100.000 paginas, contendo 25.000.000 de palavras escritas à mão.
A "Irmã White", como é chamada afetuosamente até hoje, é talvez, é mais lembrada pelos seus trabalhos no campo de nutrição e saúde ao qual alguns pesquisadores e eruditos ainda se têm revelam perplexos quanto ao seu conhecimento de saúde, muito à frente do seu tempo
92 anos atrás os adventistas do sétimo dia foram alertados de que uma tragédia ia ocorrer na cidade de Nova York, e que envolveria os deslumbrantes e magníficos edifícios, derrubando-os e trazendo-os ao chão enquanto bombeiros com seus equipamentos não conseguiam parar a tragédia!
Realmente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi alertada qua a cidade de Nova York sofreria uma tragédia e muitas pessoas morreriam enquanto os bombeiros olhavam impotentes para uma tão espetacular tragédia, onde as máquinas se provavam incapazes de salvar o povo e os edifícios.
11 de Setembro de 2001 foi um evento horrível, somente uma profetisa religiosa viu e advertiu os homens de que isto ia acontecer com significativa clareza.
Ellen G. White foi uma das primeiras adventistas do sétimo dia e é reconhecida pelo mundo inteiro como uma profetisa. Ela é aceita e reconhecida na Igreja Adventista do Sétimo Dia como uma porta-voz de Deus para revelar aos homens a vontade de Deus para os últimos dias.
Ela tem-se provado certa em muitas das suas predições, mais e mais vezes. Aqui estão algumas de suas predições que chegaram realmente a se realizar tal como e verdadeiramente do modo em que havia predito.
1- Em 1869 ela disse que havia correntes elétricas no cérebro, sessenta anos antes que o Dr. Charles Mayo, da Clínica Mayo, provasse que ela estava certa.
2- Em 1854 ela alertou que fumar cigarros causaria câncer.
3- Em 1905 ela também revelou que câncer era um germe, isto também já foi provado pelo Dr. Wendell Stanley, um cientista que ganhou o maior prêmio concedido a uma pessoa.
4- Outros eventos ditos por ela aos adventistas foi que viriam mais violentas tempestades nos últimos dias da história.
5- São Francisco ia ser uma cidade reconhecida por homossexualidade igual a Sodoma e Gomorra.
6- Em 1905 ela disse que beber bebidas que contiam álcool destruía as células nervosas do cérebro.
Em 1969, 91 anos depois dela ter dito isto, o Dr. Melvin Knisley, da Universidade da Carolina do Sul, fez uma reportagem que cada vez que uma pessoa bebe uma bebida alcoólica, mesmo até uma bebida inocente como cerveja, seria afetada com dano permanente o cérebro.
O jornal The National Enquirer em 1980 escreveu um artigo sobre as suas espetaculares predições (agosto, 5a. edição).
7- Ela nos advertiu que esperasse um grande crescimento no ramo de espiritismo.
(Lembram-se de Harry Potter?)
Mas, o que é mais notável em tudo é o fato de que ela é a mensageira para os últimos dias que preenche todos os requisitos estipulados nos livros de Isaias 8:19-20.
Verso 19- "Quando vos disserem: consultai os necromantes e os advinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?"
verso 20- "A lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, a verdade não está neles. (Em outra versão diz,) Jamais verão a alva.
MAS, ELA É MUITO MAIS PRECISA NAS SUAS PROFECIAS DO QUE QUALQUER MENSAGEIRA DE OUTRA RELIGIÃO CRISTÃ, ou ISLÂMICA.
Ela também nos avisa em livros para não substituirmos a Bíblia por ela. A Bíblia é e será sempre a primeira inspiração dada por Deus aos homems, e ela é somente uma pessoa que Deus usou para ajudar-nos e mostrar-nos o que Satanás fará quando vir que o seu tempo está perto de acabar, e o fim do mundo se aproxima.
Agora vejam que ela estava certa mais uma vez. Como pode isto acontecer vez após vez? A Bíblia nos dá a resposta. Encontramos isto em Amós 3;7 "Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem prineiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas."
Novamente referindo-se aos acontecimentos de 11 de setembro aqui está o que ela comentou sobre a cidade de Nova York. Até parece que estava lá observando pessoalmente o que ocorria. Vejam o que ela escreveu. E lembrem-se que ela escreveu isto 92 anos atrás, antes de tudo acontecer:
"Em relação à cidade de Nova York, eu sei somente que um dia os enormes edifícios serão lançados por terra. O cenário que passou diante de mim foi um alarme de fogo. Homens olhando para os magníficos e esplendorosos edifícios que supunham serem à prova de fogo. Mas esses edifícios estavam sendo consumidos pelo fogo como se fossem feitos de pixe. As máquinas e carros dos bombeiros não podiam fazer nada para deter a destruição. Os bombeiros não podiam usar suas máquinas para deterem a perda. Essas magníficas e fortíssimas estruturas estavam caindo sem haver jeito de salvá-las. Nem podemos imaginar quão assustadores serão as cenas do que vai acontecer.
As predições sobre Nova York estão escritas nos livros Last Days Events, páginas 112, e 113. Também falou sobre isto no livro Life Sketches of Ellen G. White.
Profecias espetaculares não acham? No entanto isto foi escrito em 1906 e 1909.
Há muitas pessoas reconhecidas como profetas, mas nenhuma fez uma predição destes eventos na escala e claridade que ela fez. Joseph Smith, Elijah Mohammad Gandhi, Papa John Paul II. Todos estes permaneceram em silêncio sem anunciar ao povo o perigo que estava para acontecer em Nova York. No entanto, há muitos homens e mulheres evangelistas que se consideram profetas, com habilidade de profetizar o futuro, mas, onde estavam eles?
Veja só a opinião de um editor católico da revista Catholic Extension Magazine.
Ele diz: "Os adventistas do sétimo dia são o único grupo que tem uma argumentação correta dentre todos os protestantes"
Que excepcional endosso para nossa denominação.
Mais uma profecia realizada.
8- Ellen White nos deu mais alertas dos perigos que teremos de encarar nos últimos dias. Agora mesmo temos um problema que ninguém sabe discifrar, mas ela nos alertou sobre isto. Ela disse que nos tempos do fim Satanás envenenaria o ar que nós respiramos e que o veneno do ar mataria homens e animais. . .
Já ouviu falar do Anthrax? Também no livro O Conflito dos Séculos ela nos alerta que Satanás envenenaria o ar e milhões morreriam. Não faz muito tempo que Saddam Hussein matou milhares de curdos com produtos químicos e biológicos colocados no ar. Foi o que chamam de "Guerra Química e Biológica”.
Não vamos também negar que estamos todos alarmados e com medo do germe do ar, Anthrax, e as ameaças de varíola?
Aqui nesta nação estamos procurando uma solução para nos defender dessas ameaças do ar.
Estamos vivendo em tempos perigosos. Não cometamos o engano de não acreditar que o Anticristo está fazendo o seu trabalho. Nós temos que estar firmes em nossa fé e obedecer os mandamentos de Deus, ou certamente estaremos perdidos.
Estamos vivendo nos tempos dos livros de Daniel e Apocalipse.
Se alguém quiser saber mais sobre Ellen White ou das menssagens da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia, ou se quiser compreender o livro de Apocalipse, será bem-vindo para nos visitar. Nossa igreja se chama Kingdom Growth Mission Adventist church, e nosso endereço é:
5435 Wookfield, AL USA
Meu testemunho sobre os livros de
Ellen G. White
Clelia R.S. Brito
Em Desembro de 1954 dei à luz a minha filha Liliana, e logo depois fui atacada por uma doença mental chamada "Depressão de Pós Parto". Meu caso foi severo, e meu pobre marido não sabia o que fazer por mim. Era um caso triste, mas o médico a que ele me levou não reconheceu que eu estava doente e não fez nada por mim. Ele disse ao meu marido que eu estava gozando de saúde perfeita. A minha pressão estava normal, as batidas do meu coração estavam normais, e com tudo normal eu estaria desfrutando perfeita saúde. Somente 30 anos depois foi que vim saber que eu havia tido um caso severo dessa enfermidade. Eu tinha um amigo médico e em conversa com ele contei-lhe o que tinha acontecido comigo depois de ter a minha filha Liliana. Só então é que ele me disse que eu havia tido essa esfermidade.
Quando cheguei em casa com o meu novo bebê, meu marido me disse que precisávamos de nos mudar. Assim, procuramos uma casa e encontramos uma que era vizinha à casa da minha sagra. Compramos a casa e nos mudamos para ela. Minha sogra veio logo a nossa casa para me ajudar, mas eu em vez de ficar grata pelo seu apoio, comecei a resentir-me das suas contínuas visitas e instruções que ela me dava. Comecei a me resentir por tudo que alguém me dissesse a respeito de como criar um nenê e comecei a me recuar das visitas. Também comecei a ter temores de muitas coisas e a me sentir fraca. Eu me sentia tão fraca que era difícil carregar o nenê. Eu pensava que ela ia cair dos meus braços e os temores foram aumentando e eu sofrendo cada vez mais. Meu marido muito preocupado com a minha condição levou-me outra vez ao mesmo medico que disse outra vez que eu estava gozando de saúde maravilhosa, pois todos os sinais vitais (pulso, pressão, respiração) estavam normais. Outra vez voltamos do médico sem nenhuma ajuda.
Contudo, fui piorando mais e mais. Os temores aumentaram, e eu não queria mais sair de dentro do meu quarto escuro. Tinha medo de sair, medo de muitas coisas, mas o pior medo era o de água. Eu tomava os meus banhos com uma esponja molhada para não entrar em uma banheira. Dava banho ao meu bebê numa banheira de bebê, mas com muito pouca água para ela não se afogar. Comecei a emagreçer, e fiquei cada vez mais fraca. "Mas, um dia a sorte bateu na minha porta." Como disse um antigo poeta.
Meu marido chegou em casa com seis livros debaixo do braço e colocou-os sobre a mesa. Logo depois ele foi tomar banho. Eu peguei um livro e o seu título em inglês era The Ministry of Healing, em português A Ciência do Bom Viver. A autora era Elle G. White. Apanhei outro livro chamado Conselhos Sobre Regime Alimentar, também de E. G. White.
Os outros livros dexei para ler depois. Li, e li, e quase que devorei os livros. Em um lugar ela dizia, "Que maravilha são os doutores luz solar, doutor ar fresco, e o doutor água." Doutor água?! Eu fiquei maravilhada. Mas, porque ela chamava uma coisa tão perigosa como água de doutor?
Li que o nosso corpo põe muitas impurezas para fora pela nossa pele e que era preciso tomarmos banhos regularmente para lavar as impurezas, ou voltariam para dentro do corpo. Então comecei a pensar no meu caso, que só tomava banho de esponja e não me submergiria nem que alguém me pagasse. Refleti em tudo que havia lido e fiz uma decisão de tomar banho submerso. Ai que coisa difícil! Primeiro eu puz quatro polegadas, mas ou menos 10 centímetros de água na banheira, e tentei entrar, mas puz somente os pés dentro da água, e fiquei surpresa que não morri. Cheguei até a me sentar na água com muito esforço. De pouco em pouco, comecei a tomar banhos em completa submersão. Também comecei a abrir as janelas e deixar a luz do sol entrar. Também comecei a sair para pequenas caminhadas no ar fresco com o meu nenê. Rapidamente minha saúde começou a melhorar e em pouco tempo fiquei completamente boa.
Por isto eu respeito e amo os escritos da nossa querida irmã White. O que seria de mim hoje se meu marido não tivesse comprado esses livros?
Também sou vegetariana já por mais de 50 anos. Muitas vezes as pessoas que conversam comigo dizem que eu não aparento minha idade, ao que eu sempre respondo que sou vegetariana e creio que é esta a razão pela minha aparência de ser mais jovem do que sou na realidade.
Oh não, ninguém neste mundo poderá me convencer contra uma tão querida pessoa. Eu não me importo de onde ela obteve as suas informações, pois sei que muita gente está condenando-a de ter feito isto e aquilo. Para mim não faz nenhuma diferença de onde ela obteve, o que eu sei é que sem seus livros possivelmente eu terminaria morta. Com toda sinceridade, creio que ela foi realmente inspirada por Deus.
Que isto seja de ajuda a você se está cheio de dúvidas a seu respeito. Não se deixe influenciar pelos escritos dos invejosos. Que este Natal lhe traga paz e prosperidade, são os meus desejos.
Fonte: Azenilto
Ellen Gould White (Harmon, nome de solteira) nasceu em Gorham, Maine, EUA, no dia 26 de novembro de 1827.
Ela faleceu no dia 16 de julho de 1915.
Uma Metodista de 17 anos de idade, foi uma força predominante na formação da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
A mais prolifica autora americana de todos os tempos, ela escreveu mais de 100.000 paginas, contendo 25.000.000 de palavras escritas à mão.
A "Irmã White", como é chamada afetuosamente até hoje, é talvez, é mais lembrada pelos seus trabalhos no campo de nutrição e saúde ao qual alguns pesquisadores e eruditos ainda se têm revelam perplexos quanto ao seu conhecimento de saúde, muito à frente do seu tempo
92 anos atrás os adventistas do sétimo dia foram alertados de que uma tragédia ia ocorrer na cidade de Nova York, e que envolveria os deslumbrantes e magníficos edifícios, derrubando-os e trazendo-os ao chão enquanto bombeiros com seus equipamentos não conseguiam parar a tragédia!
Realmente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi alertada qua a cidade de Nova York sofreria uma tragédia e muitas pessoas morreriam enquanto os bombeiros olhavam impotentes para uma tão espetacular tragédia, onde as máquinas se provavam incapazes de salvar o povo e os edifícios.
11 de Setembro de 2001 foi um evento horrível, somente uma profetisa religiosa viu e advertiu os homens de que isto ia acontecer com significativa clareza.
Ellen G. White foi uma das primeiras adventistas do sétimo dia e é reconhecida pelo mundo inteiro como uma profetisa. Ela é aceita e reconhecida na Igreja Adventista do Sétimo Dia como uma porta-voz de Deus para revelar aos homens a vontade de Deus para os últimos dias.
Ela tem-se provado certa em muitas das suas predições, mais e mais vezes. Aqui estão algumas de suas predições que chegaram realmente a se realizar tal como e verdadeiramente do modo em que havia predito.
1- Em 1869 ela disse que havia correntes elétricas no cérebro, sessenta anos antes que o Dr. Charles Mayo, da Clínica Mayo, provasse que ela estava certa.
2- Em 1854 ela alertou que fumar cigarros causaria câncer.
3- Em 1905 ela também revelou que câncer era um germe, isto também já foi provado pelo Dr. Wendell Stanley, um cientista que ganhou o maior prêmio concedido a uma pessoa.
4- Outros eventos ditos por ela aos adventistas foi que viriam mais violentas tempestades nos últimos dias da história.
5- São Francisco ia ser uma cidade reconhecida por homossexualidade igual a Sodoma e Gomorra.
6- Em 1905 ela disse que beber bebidas que contiam álcool destruía as células nervosas do cérebro.
Em 1969, 91 anos depois dela ter dito isto, o Dr. Melvin Knisley, da Universidade da Carolina do Sul, fez uma reportagem que cada vez que uma pessoa bebe uma bebida alcoólica, mesmo até uma bebida inocente como cerveja, seria afetada com dano permanente o cérebro.
O jornal The National Enquirer em 1980 escreveu um artigo sobre as suas espetaculares predições (agosto, 5a. edição).
7- Ela nos advertiu que esperasse um grande crescimento no ramo de espiritismo.
(Lembram-se de Harry Potter?)
Mas, o que é mais notável em tudo é o fato de que ela é a mensageira para os últimos dias que preenche todos os requisitos estipulados nos livros de Isaias 8:19-20.
Verso 19- "Quando vos disserem: consultai os necromantes e os advinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?"
verso 20- "A lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, a verdade não está neles. (Em outra versão diz,) Jamais verão a alva.
MAS, ELA É MUITO MAIS PRECISA NAS SUAS PROFECIAS DO QUE QUALQUER MENSAGEIRA DE OUTRA RELIGIÃO CRISTÃ, ou ISLÂMICA.
Ela também nos avisa em livros para não substituirmos a Bíblia por ela. A Bíblia é e será sempre a primeira inspiração dada por Deus aos homems, e ela é somente uma pessoa que Deus usou para ajudar-nos e mostrar-nos o que Satanás fará quando vir que o seu tempo está perto de acabar, e o fim do mundo se aproxima.
Agora vejam que ela estava certa mais uma vez. Como pode isto acontecer vez após vez? A Bíblia nos dá a resposta. Encontramos isto em Amós 3;7 "Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem prineiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas."
Novamente referindo-se aos acontecimentos de 11 de setembro aqui está o que ela comentou sobre a cidade de Nova York. Até parece que estava lá observando pessoalmente o que ocorria. Vejam o que ela escreveu. E lembrem-se que ela escreveu isto 92 anos atrás, antes de tudo acontecer:
"Em relação à cidade de Nova York, eu sei somente que um dia os enormes edifícios serão lançados por terra. O cenário que passou diante de mim foi um alarme de fogo. Homens olhando para os magníficos e esplendorosos edifícios que supunham serem à prova de fogo. Mas esses edifícios estavam sendo consumidos pelo fogo como se fossem feitos de pixe. As máquinas e carros dos bombeiros não podiam fazer nada para deter a destruição. Os bombeiros não podiam usar suas máquinas para deterem a perda. Essas magníficas e fortíssimas estruturas estavam caindo sem haver jeito de salvá-las. Nem podemos imaginar quão assustadores serão as cenas do que vai acontecer.
As predições sobre Nova York estão escritas nos livros Last Days Events, páginas 112, e 113. Também falou sobre isto no livro Life Sketches of Ellen G. White.
Profecias espetaculares não acham? No entanto isto foi escrito em 1906 e 1909.
Há muitas pessoas reconhecidas como profetas, mas nenhuma fez uma predição destes eventos na escala e claridade que ela fez. Joseph Smith, Elijah Mohammad Gandhi, Papa John Paul II. Todos estes permaneceram em silêncio sem anunciar ao povo o perigo que estava para acontecer em Nova York. No entanto, há muitos homens e mulheres evangelistas que se consideram profetas, com habilidade de profetizar o futuro, mas, onde estavam eles?
Veja só a opinião de um editor católico da revista Catholic Extension Magazine.
Ele diz: "Os adventistas do sétimo dia são o único grupo que tem uma argumentação correta dentre todos os protestantes"
Que excepcional endosso para nossa denominação.
Mais uma profecia realizada.
8- Ellen White nos deu mais alertas dos perigos que teremos de encarar nos últimos dias. Agora mesmo temos um problema que ninguém sabe discifrar, mas ela nos alertou sobre isto. Ela disse que nos tempos do fim Satanás envenenaria o ar que nós respiramos e que o veneno do ar mataria homens e animais. . .
Já ouviu falar do Anthrax? Também no livro O Conflito dos Séculos ela nos alerta que Satanás envenenaria o ar e milhões morreriam. Não faz muito tempo que Saddam Hussein matou milhares de curdos com produtos químicos e biológicos colocados no ar. Foi o que chamam de "Guerra Química e Biológica”.
Não vamos também negar que estamos todos alarmados e com medo do germe do ar, Anthrax, e as ameaças de varíola?
Aqui nesta nação estamos procurando uma solução para nos defender dessas ameaças do ar.
Estamos vivendo em tempos perigosos. Não cometamos o engano de não acreditar que o Anticristo está fazendo o seu trabalho. Nós temos que estar firmes em nossa fé e obedecer os mandamentos de Deus, ou certamente estaremos perdidos.
Estamos vivendo nos tempos dos livros de Daniel e Apocalipse.
Se alguém quiser saber mais sobre Ellen White ou das menssagens da nossa Igreja Adventista do Sétimo Dia, ou se quiser compreender o livro de Apocalipse, será bem-vindo para nos visitar. Nossa igreja se chama Kingdom Growth Mission Adventist church, e nosso endereço é:
5435 Wookfield, AL USA
Meu testemunho sobre os livros de
Ellen G. White
Clelia R.S. Brito
Em Desembro de 1954 dei à luz a minha filha Liliana, e logo depois fui atacada por uma doença mental chamada "Depressão de Pós Parto". Meu caso foi severo, e meu pobre marido não sabia o que fazer por mim. Era um caso triste, mas o médico a que ele me levou não reconheceu que eu estava doente e não fez nada por mim. Ele disse ao meu marido que eu estava gozando de saúde perfeita. A minha pressão estava normal, as batidas do meu coração estavam normais, e com tudo normal eu estaria desfrutando perfeita saúde. Somente 30 anos depois foi que vim saber que eu havia tido um caso severo dessa enfermidade. Eu tinha um amigo médico e em conversa com ele contei-lhe o que tinha acontecido comigo depois de ter a minha filha Liliana. Só então é que ele me disse que eu havia tido essa esfermidade.
Quando cheguei em casa com o meu novo bebê, meu marido me disse que precisávamos de nos mudar. Assim, procuramos uma casa e encontramos uma que era vizinha à casa da minha sagra. Compramos a casa e nos mudamos para ela. Minha sogra veio logo a nossa casa para me ajudar, mas eu em vez de ficar grata pelo seu apoio, comecei a resentir-me das suas contínuas visitas e instruções que ela me dava. Comecei a me resentir por tudo que alguém me dissesse a respeito de como criar um nenê e comecei a me recuar das visitas. Também comecei a ter temores de muitas coisas e a me sentir fraca. Eu me sentia tão fraca que era difícil carregar o nenê. Eu pensava que ela ia cair dos meus braços e os temores foram aumentando e eu sofrendo cada vez mais. Meu marido muito preocupado com a minha condição levou-me outra vez ao mesmo medico que disse outra vez que eu estava gozando de saúde maravilhosa, pois todos os sinais vitais (pulso, pressão, respiração) estavam normais. Outra vez voltamos do médico sem nenhuma ajuda.
Contudo, fui piorando mais e mais. Os temores aumentaram, e eu não queria mais sair de dentro do meu quarto escuro. Tinha medo de sair, medo de muitas coisas, mas o pior medo era o de água. Eu tomava os meus banhos com uma esponja molhada para não entrar em uma banheira. Dava banho ao meu bebê numa banheira de bebê, mas com muito pouca água para ela não se afogar. Comecei a emagreçer, e fiquei cada vez mais fraca. "Mas, um dia a sorte bateu na minha porta." Como disse um antigo poeta.
Meu marido chegou em casa com seis livros debaixo do braço e colocou-os sobre a mesa. Logo depois ele foi tomar banho. Eu peguei um livro e o seu título em inglês era The Ministry of Healing, em português A Ciência do Bom Viver. A autora era Elle G. White. Apanhei outro livro chamado Conselhos Sobre Regime Alimentar, também de E. G. White.
Os outros livros dexei para ler depois. Li, e li, e quase que devorei os livros. Em um lugar ela dizia, "Que maravilha são os doutores luz solar, doutor ar fresco, e o doutor água." Doutor água?! Eu fiquei maravilhada. Mas, porque ela chamava uma coisa tão perigosa como água de doutor?
Li que o nosso corpo põe muitas impurezas para fora pela nossa pele e que era preciso tomarmos banhos regularmente para lavar as impurezas, ou voltariam para dentro do corpo. Então comecei a pensar no meu caso, que só tomava banho de esponja e não me submergiria nem que alguém me pagasse. Refleti em tudo que havia lido e fiz uma decisão de tomar banho submerso. Ai que coisa difícil! Primeiro eu puz quatro polegadas, mas ou menos 10 centímetros de água na banheira, e tentei entrar, mas puz somente os pés dentro da água, e fiquei surpresa que não morri. Cheguei até a me sentar na água com muito esforço. De pouco em pouco, comecei a tomar banhos em completa submersão. Também comecei a abrir as janelas e deixar a luz do sol entrar. Também comecei a sair para pequenas caminhadas no ar fresco com o meu nenê. Rapidamente minha saúde começou a melhorar e em pouco tempo fiquei completamente boa.
Por isto eu respeito e amo os escritos da nossa querida irmã White. O que seria de mim hoje se meu marido não tivesse comprado esses livros?
Também sou vegetariana já por mais de 50 anos. Muitas vezes as pessoas que conversam comigo dizem que eu não aparento minha idade, ao que eu sempre respondo que sou vegetariana e creio que é esta a razão pela minha aparência de ser mais jovem do que sou na realidade.
Oh não, ninguém neste mundo poderá me convencer contra uma tão querida pessoa. Eu não me importo de onde ela obteve as suas informações, pois sei que muita gente está condenando-a de ter feito isto e aquilo. Para mim não faz nenhuma diferença de onde ela obteve, o que eu sei é que sem seus livros possivelmente eu terminaria morta. Com toda sinceridade, creio que ela foi realmente inspirada por Deus.
Que isto seja de ajuda a você se está cheio de dúvidas a seu respeito. Não se deixe influenciar pelos escritos dos invejosos. Que este Natal lhe traga paz e prosperidade, são os meus desejos.
Fonte: Azenilto
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O Papa Afirma Ser Deus na Terra
Ao longo dos séculos da existência de Roma, os papas têm regularmente alegado serem divinos. Como o suposto sucessor de Pedro, o Papa afirma a infalibilidade, ocupar a posição de Deus na Terra, e ter a capacidade de julgar e excomungar os anjos.
O Concílio católico de Trento em 1545 declarou o seguinte:
“Nós definimos que a Santa Sé Apostólica (Vaticano) e o Pontífice Romano (Papa) têm a supremacia sobre todo o mundo” (The Most Holy Councils Volume XIII, Column 1167).
No mesmo século, o cardeal Roberto Belarmino afirmou o seguinte:
“Todos os nomes que nas escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa” (Robert Bellarmine, On the Authority of Councils Volume 2: 266).
Em 1895, um artigo do National Catholic disse o seguinte:
“O Papa não é apenas o representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, Ele mesmo, oculto sob o véu da carne” (Catholic National – July 1895).
Essa crença foi tão assimilada no pensamento da sociedade que foi acreditada por muitos além dos círculos católicos.
Segundo a TIME, a tentativa de assassinato do Papa João Paulo II levou um jovem judeu a dizer, “Atirar no Papa, é como atirar em Deus” (George J. Church et. al, “Hands of Terrorism,” TIME (May 25, 1981).
Mais citações de Documentos do Vaticano mostram a crença do Papado na infalibilidade papal
“Ele [o papa] pode pronunciar sentenças e acórdãos em objeção aos direitos das nações, à lei de Deus e ao homem … Ele pode libertar a si mesmo dos mandamentos dos apóstolos, sendo ele seu superior, e das normas do Antigo Testamento … O Papa tem o poder de mudar os tempos, revogar leis, e dispensar todas as coisas, até mesmo os preceitos de Cristo” (Decretal de Translat. Episcop. Cap.)
Em 1512 Cristóvão Marcellus disse isso ao Papa Júlio II:
“Tome cuidado para que não percamos esta salvação, esta vida e respiração que nos tem dado, porque vós sois o Pastor, vós sois o médico, vós sois o governador, vós sois o chefe da família, enfim, vós sois um outro Deus na terra” (Christopher Marcellus addressing Pope Julius II, in Fifth Lateran Council, Session IV (1512), Council Edition. Colm. Agrip. 1618, (J.D. Mansi, ed., Sacrorum Conciliorum Vol. 32, col. 761). Also quoted in Labbe and Cossart, History of the Councils Volume XIV, Column 109).
A Glosa de Extravagantes de João XXII, diz o seguinte:
“Acreditar que nosso Senhor Deus o Papa, não tem o poder de decreto … deve ser considerado herético” (The Gloss of Extravagantes of Pope John XXII, Cum. Inter, title 14, chapter 4, “Ad Callem Sexti Decretalium”, Column 140 (Paris, 1685). In an Antwerp edition of the Extravagantes, the words, Dominum Deum Nostrum Papam (“Our Lord God the Pope”) can be found in column 153).
E falando sobre o mesmo documento, o Padre A. Pereira disse o seguinte:
“É muito certo que os papas nunca tenham reprovado ou rejeitado este título “Senhor Deus o Papa”, pois o mesmo aparece na edição do Direito Canônico publicado em Roma por Gregório XIII” (Statement from Fr. A. Pereira).
Documentos papais também dizem o seguinte:
“Aqueles a quem o Papa de Roma acaso separar, não é um homem quem os separa, mas Deus. Pois o lugar que o Papa detém na terra, não é simplesmente de um homem, mas do verdadeiro Deus …. dissolvido, não por humanos, mas sim pela autoridade divina …. Eu estou em todos e acima de todos, de modo que o próprio Deus e eu, o vigário de Deus, temos ambos um consistório, e eu sou capaz de fazer quase tudo o que Deus pode fazer… portanto, se essas coisas que eu faço são ditas não sendo feitas pelo homem, mas por Deus, O que você acha que sou senão Deus? Novamente, se prelados da Igreja são chamados por Constantino de deuses, eu, então, estando acima de todos os prelados, pareço por esta razão estar acima de todos os deuses. (Decretales Domini Gregori IX Translatione Episcoporum, (“On the Transference of Bishops”), title 7, chapter 3; Corpus Juris Canonice (2nd Leipzig ed., 1881), Column 99; (Paris, 1612).
“O Papa toma o lugar de Jesus Cristo na terra … por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé, e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário, o chefe de toda a igreja, o pai e mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o fundador dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado por ninguém , o próprio Deus na terra” (Quoted in the New York Catechism).
“O papa é uma dignidade tão grande e tão exaltado que ele não é um mero homem, mas é como se fosse Deus, e o vigário de Deus … Somente o Papa é chamado santíssimo … Portanto o Papa é coroado com uma tríplice coroa, como rei do céu e da terra e do inferno. Além disso, a superioridade e o poder do Pontífice Romano, de maneira nenhuma pertence apenas as coisas celestiais, mas também as terrenas, e as debaixo da terra, e mesmo sobre os anjos, a quem ele é superior. Assim, se fosse possível que os anjos pudessem errar na fé, ou pudessem pensar contrários à fé, eles poderiam ser julgados e excomungados pelo Papa … o Papa é como se fosse Deus na terra, único soberano dos fiéis de Cristo, chefe dos reis, Tendo a plenitude do poder” (Lucius Ferraris, “Concerning the extent of Papal dignity, authority, or dominion and infallibility,” Prompta Bibliotheca Canonica, Juridica, Moralis, Theologica, Ascetica, Polemica, Rubristica, Historica Volume V (Paris: J. P. Migne, 1858) ).
Palavras dos Papas sobre si mesmos
Em 1302 o Papa Bonifácio disse isso em uma carta à Igreja Católica:
“Além disso, nós declaramos, proclamamos, e definimos que é absolutamente necessário para a salvação, que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romano” (Pope Boniface VIII, Unam Sanctam (Rome: 1302).
O Papa Pio V disse o seguinte:
“O Papa e Deus são a mesma coisa, então ele tem todo o poder no Céu e na terra” (Pope Pius V, quoted in Barclay, Cities Petrus Bertanous Chapter XXVII: 218).
O Papa Pio XI disse isso sobre si mesmo:
“Pio XI, Pontifex Maximus”(Pope Pius XI, Mortalium Animos—The Promotion of True Religious Unity (Rome: 1928)).
O Papa Leão XIII disse isso sobre o papel do Papa:
“Ocupamos sobre a terra o lugar do Deus Todo-Poderoso” (Pope Leo XIII, Praeclara Gratulationis Publicae—The Reunion of Christendom (Rome: 1894)).
Muitos comparam o Papa com Jesus
O papado não é a única fonte da doutrina da infalibilidade papal. Muitos católicos e outros usam os títulos de Cristo para descreverem o Papa.
A doutrina da infalibilidade papal não é bíblica
A Bíblia não oferece suporte a crença da infalibilidade papal. A Palavra de Deus declara que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Isso inclui o Papa. Esta jactância do papado satisfaz a previsão da Bíblia do que o poder do Anticristo faria:
“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Daniel 7:25).
“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu” (Apocalipse 13:5-6).
Qual é o conselho de Jesus para as pessoas que fazem parte da Igreja que prega essas heresias?
(Apocalipse 18:4) – “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”.
(Apocalipse 18:5) – “Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela”.
Fonte: http://www.eventos-finais.com/
Nota dos Editores do IASD Em Foco
Quando os papas assumem estas prerrogativas divinas, e é exatamente isto o que todo pontífice romano arroga ser e desta forma é visto pela Igreja Católica, estão cumprindo ao pé da letra todas as descrições proféticas – nos mínimos detalhes – que apresentam este poder como de caráter “usurpador” [significado: “aquele que se apodera da autoridade soberana por meios ilícitos”] e “blasfemo”: “[...] porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (II Tessalonicenses 2:3-4). Mais claro do que isso é impossível!!!
João Paulo II, como todos os papas que o antecederam, reivindicou esta posição para si: “Portanto, desde o início do diálogo seria necessário dar o devido destaque ao enigma ‘escandaloso’ que o Papa, como tal, representa; não, em primeiro lugar, um Grande entre os Grandes da Terra, mas o único homem no qual os outros vêem um vínculo direto com Deus, percebem o próprio ‘vice’ de Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da SS. Trindade”. – Cruzando o Limiar da Esperança, pág. 15.
Sobre o caráter blasfemo deste poder, podemos ver claramente tipificada esta transgressão pelos significados cristalinos e flagrantes da palavra “blasfêmia” no contexto bíblico:
a) Blasfêmia é um ser humano arrogar para si títulos, honrarias, poderes e prerrogativas que são inerentes – pertencem unicamente – à Divindade:
“Eu e o Pai somos um (disse Jesus). Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Jesus: Tenho vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhes os judeus: Não é por obra boa que Te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo Tu homem, Te fazes Deus a Ti mesmo” (João 10:30-33).
Vejam, então, esta citação do livro “Cruzando o Limiar da Esperança”:
“Estou diante de um homem vestido de branco, com uma cruz no peito. Não posso deixar de ver que este homem, que chamam de papa (pai em grego), é em si um mistério, um sinal de contradição. Até mesmo uma provocação, um ‘escândalo’, segundo aquilo que para muitos é o bom senso. Com efeito, diante de um Papa é preciso escolher.
O chefe da Igreja Católica é definido pela fé como: ‘Vigário de Jesus Cristo’. Ou seja, é considerado o homem que na Terra representa o Filho de Deus, que ‘faz as vezes’ da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Isto é o que afirma cada papa de si mesmo. E os católicos acreditam nisto e, por isso, o chamam Santidade”. – João Paulo II, Cruzando o Limiar da Esperança, pág. 27.
b) Blasfêmia é um ser humano arrogar para si prerrogativas inerentes à Divindade tais como “perdoar pecados”:
“Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Lucas 5:20-21).
A própria Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral” apresenta o seguinte comentário para a palavra blasfêmia: “Blasfemar é tomar coisas ou pessoas humanas como divinas”.
Perguntamos: Qual é o único poder religioso sobre a Terra cujos representantes oficiais, seus sacerdotes, arrogam a si a prerrogativa ou capacidade de perdoar pecados?
Localização Geográfica, Segundo as Profecias, Deste Poder Apóstata:
O Apocalipse Apresenta a Localização Geográfica da Sede Deste Poder: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia” (Apocalipse 13:1).
Mar = Povos, Nações, Lugar Densamente Povoado: “O anjo continuou a me explicar: ‘Você viu aquela prostituta que está sentada perto de muitas águas. Essas águas são povos, multidões, nações e línguas diversas” (Apocalipse 17:15, texto da Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral).
Sete Cabeças = Sete Montes ou Sete Colinas: “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: As sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada” (Apocalipse 17:9).
Freqüentemente, escritores clássicos tais como Horácio, Virgílio, Gregório, Marcial, Cícero tem identificado Roma como a cidade das sete colinas. Os comentários católicos das Bíblias do Pontifício Instituto Bíblico de Roma e da Bíblia de Jerusalém sobre Apocalipse 13:1-2 e 17:1-3 informam que os sete montes identificam a cidade de Roma. A Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral” é taxativa em seu comentário do texto de Apocalipse 17:9-11: “As sete cabeças são as sete colinas de Roma”.
“Todos sabem que Roma é a cidade das sete colinas, chamadas Quirinal, Viminal, Esquilino, Célio, Aventino, Palatino e Capitolino. Seria muita coincidência se o texto não se referisse especificamente ao catolicismo romano”. – Alcides Conejeiro Peres, O Catolicismo Romano Através dos Tempos, pág. 90.
A Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral” apresenta o seguinte comentário para o texto de Apocalipse 17:1-6: Explicação do Mistério do Mal: “A prostituta é símbolo de uma cidade idolátrica. Na época, trata-se de Roma, aqui apresentada como Babilônia, a capital da idolatria e do vício. Ela está assentada sobre a Besta escarlate, a cor do triunfo para os romanos. [...] Seu crime supremo é perseguir e matar todos aqueles que não aceitam adorar o poder político absoluto, nem se enganam com as propagandas ideológicas”.
Depois, a gente ainda recebe cartas iradas de alguns membros da Igreja Católica – dizendo que “estamos atacando a sua igreja”, “a primeira e única igreja bíblica”, etc. Ora, estamos apenas apresentando a Verdade como ela é: bíblica, pura, cristalina, incontestável: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade” (II Coríntios 13:8).
Nós, da Equipe IASD Em Foco, oramos e trabalhamos arduamente todos os dias, neste site, em favor da salvação dos nossos queridos leitores; para que isso aconteça, é preciso mais do que aceitar a Jesus como Salvador pessoal, é necessário, também, cortar os laços com “Babilônia” – o complexo, conjunto, da falsa religião. Daí o premente apelo Divino: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4).
Fonte: Eventos Finais
O Concílio católico de Trento em 1545 declarou o seguinte:
“Nós definimos que a Santa Sé Apostólica (Vaticano) e o Pontífice Romano (Papa) têm a supremacia sobre todo o mundo” (The Most Holy Councils Volume XIII, Column 1167).
No mesmo século, o cardeal Roberto Belarmino afirmou o seguinte:
“Todos os nomes que nas escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa” (Robert Bellarmine, On the Authority of Councils Volume 2: 266).
Em 1895, um artigo do National Catholic disse o seguinte:
“O Papa não é apenas o representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, Ele mesmo, oculto sob o véu da carne” (Catholic National – July 1895).
Essa crença foi tão assimilada no pensamento da sociedade que foi acreditada por muitos além dos círculos católicos.
Segundo a TIME, a tentativa de assassinato do Papa João Paulo II levou um jovem judeu a dizer, “Atirar no Papa, é como atirar em Deus” (George J. Church et. al, “Hands of Terrorism,” TIME (May 25, 1981).
Mais citações de Documentos do Vaticano mostram a crença do Papado na infalibilidade papal
“Ele [o papa] pode pronunciar sentenças e acórdãos em objeção aos direitos das nações, à lei de Deus e ao homem … Ele pode libertar a si mesmo dos mandamentos dos apóstolos, sendo ele seu superior, e das normas do Antigo Testamento … O Papa tem o poder de mudar os tempos, revogar leis, e dispensar todas as coisas, até mesmo os preceitos de Cristo” (Decretal de Translat. Episcop. Cap.)
Em 1512 Cristóvão Marcellus disse isso ao Papa Júlio II:
“Tome cuidado para que não percamos esta salvação, esta vida e respiração que nos tem dado, porque vós sois o Pastor, vós sois o médico, vós sois o governador, vós sois o chefe da família, enfim, vós sois um outro Deus na terra” (Christopher Marcellus addressing Pope Julius II, in Fifth Lateran Council, Session IV (1512), Council Edition. Colm. Agrip. 1618, (J.D. Mansi, ed., Sacrorum Conciliorum Vol. 32, col. 761). Also quoted in Labbe and Cossart, History of the Councils Volume XIV, Column 109).
A Glosa de Extravagantes de João XXII, diz o seguinte:
“Acreditar que nosso Senhor Deus o Papa, não tem o poder de decreto … deve ser considerado herético” (The Gloss of Extravagantes of Pope John XXII, Cum. Inter, title 14, chapter 4, “Ad Callem Sexti Decretalium”, Column 140 (Paris, 1685). In an Antwerp edition of the Extravagantes, the words, Dominum Deum Nostrum Papam (“Our Lord God the Pope”) can be found in column 153).
E falando sobre o mesmo documento, o Padre A. Pereira disse o seguinte:
“É muito certo que os papas nunca tenham reprovado ou rejeitado este título “Senhor Deus o Papa”, pois o mesmo aparece na edição do Direito Canônico publicado em Roma por Gregório XIII” (Statement from Fr. A. Pereira).
Documentos papais também dizem o seguinte:
“Aqueles a quem o Papa de Roma acaso separar, não é um homem quem os separa, mas Deus. Pois o lugar que o Papa detém na terra, não é simplesmente de um homem, mas do verdadeiro Deus …. dissolvido, não por humanos, mas sim pela autoridade divina …. Eu estou em todos e acima de todos, de modo que o próprio Deus e eu, o vigário de Deus, temos ambos um consistório, e eu sou capaz de fazer quase tudo o que Deus pode fazer… portanto, se essas coisas que eu faço são ditas não sendo feitas pelo homem, mas por Deus, O que você acha que sou senão Deus? Novamente, se prelados da Igreja são chamados por Constantino de deuses, eu, então, estando acima de todos os prelados, pareço por esta razão estar acima de todos os deuses. (Decretales Domini Gregori IX Translatione Episcoporum, (“On the Transference of Bishops”), title 7, chapter 3; Corpus Juris Canonice (2nd Leipzig ed., 1881), Column 99; (Paris, 1612).
“O Papa toma o lugar de Jesus Cristo na terra … por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé, e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário, o chefe de toda a igreja, o pai e mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o fundador dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado por ninguém , o próprio Deus na terra” (Quoted in the New York Catechism).
“O papa é uma dignidade tão grande e tão exaltado que ele não é um mero homem, mas é como se fosse Deus, e o vigário de Deus … Somente o Papa é chamado santíssimo … Portanto o Papa é coroado com uma tríplice coroa, como rei do céu e da terra e do inferno. Além disso, a superioridade e o poder do Pontífice Romano, de maneira nenhuma pertence apenas as coisas celestiais, mas também as terrenas, e as debaixo da terra, e mesmo sobre os anjos, a quem ele é superior. Assim, se fosse possível que os anjos pudessem errar na fé, ou pudessem pensar contrários à fé, eles poderiam ser julgados e excomungados pelo Papa … o Papa é como se fosse Deus na terra, único soberano dos fiéis de Cristo, chefe dos reis, Tendo a plenitude do poder” (Lucius Ferraris, “Concerning the extent of Papal dignity, authority, or dominion and infallibility,” Prompta Bibliotheca Canonica, Juridica, Moralis, Theologica, Ascetica, Polemica, Rubristica, Historica Volume V (Paris: J. P. Migne, 1858) ).
Palavras dos Papas sobre si mesmos
Em 1302 o Papa Bonifácio disse isso em uma carta à Igreja Católica:
“Além disso, nós declaramos, proclamamos, e definimos que é absolutamente necessário para a salvação, que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romano” (Pope Boniface VIII, Unam Sanctam (Rome: 1302).
O Papa Pio V disse o seguinte:
“O Papa e Deus são a mesma coisa, então ele tem todo o poder no Céu e na terra” (Pope Pius V, quoted in Barclay, Cities Petrus Bertanous Chapter XXVII: 218).
O Papa Pio XI disse isso sobre si mesmo:
“Pio XI, Pontifex Maximus”(Pope Pius XI, Mortalium Animos—The Promotion of True Religious Unity (Rome: 1928)).
O Papa Leão XIII disse isso sobre o papel do Papa:
“Ocupamos sobre a terra o lugar do Deus Todo-Poderoso” (Pope Leo XIII, Praeclara Gratulationis Publicae—The Reunion of Christendom (Rome: 1894)).
Muitos comparam o Papa com Jesus
O papado não é a única fonte da doutrina da infalibilidade papal. Muitos católicos e outros usam os títulos de Cristo para descreverem o Papa.
A doutrina da infalibilidade papal não é bíblica
A Bíblia não oferece suporte a crença da infalibilidade papal. A Palavra de Deus declara que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Isso inclui o Papa. Esta jactância do papado satisfaz a previsão da Bíblia do que o poder do Anticristo faria:
“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Daniel 7:25).
“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu” (Apocalipse 13:5-6).
Qual é o conselho de Jesus para as pessoas que fazem parte da Igreja que prega essas heresias?
(Apocalipse 18:4) – “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”.
(Apocalipse 18:5) – “Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela”.
Fonte: http://www.eventos-finais.com/
Nota dos Editores do IASD Em Foco
Quando os papas assumem estas prerrogativas divinas, e é exatamente isto o que todo pontífice romano arroga ser e desta forma é visto pela Igreja Católica, estão cumprindo ao pé da letra todas as descrições proféticas – nos mínimos detalhes – que apresentam este poder como de caráter “usurpador” [significado: “aquele que se apodera da autoridade soberana por meios ilícitos”] e “blasfemo”: “[...] porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (II Tessalonicenses 2:3-4). Mais claro do que isso é impossível!!!
João Paulo II, como todos os papas que o antecederam, reivindicou esta posição para si: “Portanto, desde o início do diálogo seria necessário dar o devido destaque ao enigma ‘escandaloso’ que o Papa, como tal, representa; não, em primeiro lugar, um Grande entre os Grandes da Terra, mas o único homem no qual os outros vêem um vínculo direto com Deus, percebem o próprio ‘vice’ de Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da SS. Trindade”. – Cruzando o Limiar da Esperança, pág. 15.
Sobre o caráter blasfemo deste poder, podemos ver claramente tipificada esta transgressão pelos significados cristalinos e flagrantes da palavra “blasfêmia” no contexto bíblico:
a) Blasfêmia é um ser humano arrogar para si títulos, honrarias, poderes e prerrogativas que são inerentes – pertencem unicamente – à Divindade:
“Eu e o Pai somos um (disse Jesus). Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Jesus: Tenho vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhes os judeus: Não é por obra boa que Te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo Tu homem, Te fazes Deus a Ti mesmo” (João 10:30-33).
Vejam, então, esta citação do livro “Cruzando o Limiar da Esperança”:
“Estou diante de um homem vestido de branco, com uma cruz no peito. Não posso deixar de ver que este homem, que chamam de papa (pai em grego), é em si um mistério, um sinal de contradição. Até mesmo uma provocação, um ‘escândalo’, segundo aquilo que para muitos é o bom senso. Com efeito, diante de um Papa é preciso escolher.
O chefe da Igreja Católica é definido pela fé como: ‘Vigário de Jesus Cristo’. Ou seja, é considerado o homem que na Terra representa o Filho de Deus, que ‘faz as vezes’ da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Isto é o que afirma cada papa de si mesmo. E os católicos acreditam nisto e, por isso, o chamam Santidade”. – João Paulo II, Cruzando o Limiar da Esperança, pág. 27.
b) Blasfêmia é um ser humano arrogar para si prerrogativas inerentes à Divindade tais como “perdoar pecados”:
“Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Lucas 5:20-21).
A própria Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral” apresenta o seguinte comentário para a palavra blasfêmia: “Blasfemar é tomar coisas ou pessoas humanas como divinas”.
Perguntamos: Qual é o único poder religioso sobre a Terra cujos representantes oficiais, seus sacerdotes, arrogam a si a prerrogativa ou capacidade de perdoar pecados?
Localização Geográfica, Segundo as Profecias, Deste Poder Apóstata:
O Apocalipse Apresenta a Localização Geográfica da Sede Deste Poder: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia” (Apocalipse 13:1).
Mar = Povos, Nações, Lugar Densamente Povoado: “O anjo continuou a me explicar: ‘Você viu aquela prostituta que está sentada perto de muitas águas. Essas águas são povos, multidões, nações e línguas diversas” (Apocalipse 17:15, texto da Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral).
Sete Cabeças = Sete Montes ou Sete Colinas: “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: As sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada” (Apocalipse 17:9).
Freqüentemente, escritores clássicos tais como Horácio, Virgílio, Gregório, Marcial, Cícero tem identificado Roma como a cidade das sete colinas. Os comentários católicos das Bíblias do Pontifício Instituto Bíblico de Roma e da Bíblia de Jerusalém sobre Apocalipse 13:1-2 e 17:1-3 informam que os sete montes identificam a cidade de Roma. A Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral” é taxativa em seu comentário do texto de Apocalipse 17:9-11: “As sete cabeças são as sete colinas de Roma”.
“Todos sabem que Roma é a cidade das sete colinas, chamadas Quirinal, Viminal, Esquilino, Célio, Aventino, Palatino e Capitolino. Seria muita coincidência se o texto não se referisse especificamente ao catolicismo romano”. – Alcides Conejeiro Peres, O Catolicismo Romano Através dos Tempos, pág. 90.
A Bíblia Católica “Bíblia Sagrada, Edição Pastoral” apresenta o seguinte comentário para o texto de Apocalipse 17:1-6: Explicação do Mistério do Mal: “A prostituta é símbolo de uma cidade idolátrica. Na época, trata-se de Roma, aqui apresentada como Babilônia, a capital da idolatria e do vício. Ela está assentada sobre a Besta escarlate, a cor do triunfo para os romanos. [...] Seu crime supremo é perseguir e matar todos aqueles que não aceitam adorar o poder político absoluto, nem se enganam com as propagandas ideológicas”.
Depois, a gente ainda recebe cartas iradas de alguns membros da Igreja Católica – dizendo que “estamos atacando a sua igreja”, “a primeira e única igreja bíblica”, etc. Ora, estamos apenas apresentando a Verdade como ela é: bíblica, pura, cristalina, incontestável: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade” (II Coríntios 13:8).
Nós, da Equipe IASD Em Foco, oramos e trabalhamos arduamente todos os dias, neste site, em favor da salvação dos nossos queridos leitores; para que isso aconteça, é preciso mais do que aceitar a Jesus como Salvador pessoal, é necessário, também, cortar os laços com “Babilônia” – o complexo, conjunto, da falsa religião. Daí o premente apelo Divino: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4).
Fonte: Eventos Finais
Textos de Difícil Interpretação
Escola Bíblica. 1
Êxodo 35:3 e Números 15:32-36. 2
Isaías 1:13. 3
Mateus 5:17 e 18. 3
Marcos 2:23-28 e Mateus 12:3-8. 5
Marcos 2:27. 7
Mateus 12:8. 9
Romanos 14. 10
Romanos 10:4. 13
Colossenses 2:16 e 17 e Gálatas 4:10. 14
Gálatas 4:10. 16
Quais eram os 7 Sábados Cerimoniais. 17
João 5:17. 18
João 9:4. 19
2 Coríntios 3:7-11. 19
Entendendo a expressão ‘ministério da morte’ em 2 Coríntios 3:7. 23
João 13:34. 25
Lucas 16:16. 26
Textos Bíblicos.
Introdução
Nós Adventistas temos um grande destaque no mundo religioso. Apesar de sermos criticados por muitas organizações religiosas, somos elogiados pelo conhecimento que temos das escrituras.
Apesar deste conhecimento, achamos necessário expor algo mais aos irmãos sobre “Textos de Difícil Interpretação”. Com o grande crescimento de erros doutrinários e distorções de textos da Bíblia, sempre é necessário estudarmos mais para não ter nossa fé abalada.
Esta é a primeira de outras apostilas que queremos estudar com vocês; e meu desejo, do fundo do coração, é que através destes estudos, você possa compreender melhor a Palavra de Deus, para que sua fé em Deus e na mensagem Adventista seja aumentada a cada dia.
Analisemos algumas das passagens bíblicas mal entendidas na atualidade:
Êxodo 35:3 e Números 15:32-36.
“Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”. (Êxodo 35:3 RA).
“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés”. (Números 15:32-36 RA).
Estas Leis existentes acerca do Sábado, aparentemente excessivas, eram dadas deste modo sabe porque? “As Leis são dadas de acordo com a consciência moral das pessoas”. Naquela época, eles tinham uma mentalidade diferente. Acender fogo no Sábado, maldizer os pais era punido com a morte. Em Êxodo 21:17 era ordenado: “quem maldizer seu pai ou sua mãe será morto”. Será que o fato de ser ordenado matar quem maldissesse seus pais seria uma desculpa para não guardarmos o mandamento que diz Honra teu pai e tua mãe? Claro que não, pois eles merecem todo nosso amor e respeito.
Vemos então que não é porque a profanação do Sábado era punida com a morte que iremos abolir o mandamento de Deus, que é eterno (Salmo 119:152), assim como não podemos tirar do decálogo o mandamento “honra teu pai e tua mãe”(Êxodo 20:12) pelo fato deste também ser punido na época com a morte. Estas punições estabelecidas por Moisés eram para “mostrar a importância” da Lei.
Ascender fogo no dia de sábado.
“Antanho ascender um fogo exigia considerável esforço. O clima relativamente cálido da região do Sinai não se fazia necessário o aquecimento, e o fogo só houvera servido para cozinhar. Posto que não era indispensável para a saúde comer alimentos quentes em tal clima, não se devia preparar comida quente no sábado ... Este mandato é observado estritamente todavia, nos lugares de clima frio, para os judeus caraítas, que não permitem ascender nem luz nem fogo nas suas casas durante o dia de sábado. Sem dúvida, muitos judeus consideram que esta ordem era de caráter transitório, e ascendem luzes e fogo, inclusive em Israel. Porém os judeus ortodoxos estritos não cozinham (hoje) nenhum alimento no dia sábado”[1].
Porque o homem que apanhou lenha no sábado foi morto?
“O pecado deste homem era claramente insolente, e o mesmo era uma ilustração da classe de pecado de que se fala em Números 15: 30...”.
33.
“Foi sua atitude desafiadora que provocou o severo castigo. Deliberadamente quebrantou o sábado”.[2]
Isaías 1:13.
“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. (Isaías 1:13 RA).
Existe uma ciência responsável pela interpretação do versículo Bíblico chamada de “Hermenêutica”, que estabeleceu alguns princípios para a interpretação dos textos, e um deles é examinar o “Contexto Externo” e o “Contexto Interno”.
Analisar o “contexto externo” seria analisar o que o autor queria dizer, quando escreveu a quem escreveu e o porque escreveu. “Contexto interno” seria ler os versos que vem antes e depois do texto que queremos estudar.
Portanto, não devemos tirar conclusões precipitadas sem analisar o contexto do verso, pois estaríamos forçando a Bíblia a dizer o que “não disse”.
Em Isaías diz: “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso para mim é abominação, e também as ofertas de lua nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar a iniqüidade “associada” ao ajuntamento solene”. Aqui, Deus não está dizendo que iria abolir este mandamento ou que o povo de Israel não tinha mais espírito religioso por observar o Sábado. O Senhor está dizendo apenas que não suportava mais ver eles “MISTURAREM” a guarda do Sábado (neste texto mais especificamente os dias sagrados) com a iniqüidade, assim como ele não toleraria a guarda de qualquer outro mandamento, se estivesse associado ao pecado. Para Deus, não basta obedecer apenas “exteriormente”, mas sim de “coração” como é ordenado no Novo Concerto. (Jeremias 31:33; Hebreus 8:10). Nossa vida deve ser repleta de boas obras demonstrando, assim, uma verdadeira conversão. A reclamação de Deus não era jamais por eles guardarem o Sábado, pois o próprio criador lhes deu esta ordem! (Êxodo 31:13), mas sim por misturarem os mandamentos de Deus com a iniqüidade que praticavam! (examinando o contexto, você poderá ver que a iniqüidade pelo povo praticada era a idolatria, bebedices e muita maldade- Ver capítulo 2, 5, 8, etc.)
Mateus 5:17 e 18.
Em Mat. 5:18 diz que, “nem um i ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra”.
a) Esse tudo se cumpra, de acordo com o texto, não é a lei? Até que se cumprisse nada seria tirado dela?... E Cristo já não cumpriu?
b) Aqui não está falando de toda a lei e não somente dos Dez Mandamentos?
Os versos, 17, 19 e 20 nos ajudam e entender o significado da expressão “cumprir” em Mt 5:18 (e inclusive no próprio v. 17):
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. (Mateus 5:17).
“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. (Mateus 5:19-20 RA).
Estes textos nos ensinam 2 coisas:
1) Que Jesus não veio revogar a lei;
2) Que aquele que violar um dos mandamentos, mesmo que seja dos menores, é desaprovado pelo céu,ou seja: ninguém está autorizado a mudar a Palavra de Deus, incluindo os 10 Mandamentos.
Isto nos leva a conclusão de que, se Jesus não veio revogar a lei e os profetas e nenhum ser humano está autorizado a violar qualquer mandamento que esteja nos mesmos (lei e profetas), a expressão “cumpriu” não pode insinuar que Jesus cumpriu a lei no sentido de anula-la. Isto seria uma contradição no próprio texto no qual Jesus diz: “não vim revogar a lei e os profetas”.
“Que quer dizer ‘ab-rogar’ ? (ou revogar) De acordo com a clássica definição jurídica significa revogação total de uma lei. ‘Abrogatur cum prorsus tollitur”. É nada menos que extinguir uma lei. E Jesus disse que não viera AB-ROGAR (revogar) nada do que continham a lei ou os profetas.”[3]
Este tudo se cumpra não é a lei, mas a Palavra de Deus. Isto é claro no contexto do verso. A Palavra de Deus será cumprida em todos os sentidos: as profecias referentes a Cristo, Sua segunda vida a esta terra , o estabelecimento da Nova Terra e tudo o mais.
O Contexto diz claramente que, “até que o céu e a terra passem...” não era para ser tirado o mínimo acento da lei (Neste caso todo o Antigo Testamento, onde está incluso o Decálogo). Se a lei tivesse sido abolida, o céu e a terra também já teriam passado e nós não estaríamos aqui hoje.
Este texto (Mateus 5:17-19) é um dos mais claros em dizer que Jesus não veio mudar a lei; mesmo assim, é usado o argumento: “Se Jesus Cumpriu a Lei, eu não preciso mais guardar. Está cumprido”!
Como interpretar corretamente este verso? O modo mais seguro é “ permitir que a Bíblia seja sua própria intérprete.” Vejamos Mateus 3:13-16. o qual nos ajudará no esclarecimento:
“Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça...” (Verso 15-Grifo nosso)
Analisemos: O texto diz que Jesus cumpriu o Batismo e a justiça. Será que pelo fato de Cristo ter cumprido o Batismo, ninguém, mais precisa se batizar para se salvar? Nenhum evangélico concordaria com isso.
E a justiça? Não precisaria mais cumprir os justos reclamos de Deus por que Jesus os cumpriu? De maneira nenhuma, pois temos de obedecer a Deus e sermos justos por toda a vida!
“Diz o grande lexicógrafo Webster: ‘cumprir é obedecer’. É um atendimento exigência legal, uma satisfação ao preceito. Um cidadão cumpre o dever de votar, por exemplo. Extingue-se a instituição do voto, por ele te-lo cumprido? Não! A exigência é permanente; o cumprimento é transigente . O cumprimento afeta a pessoa, não a exigência; liga a pessoa à exigência, mas não remove a exigência.Esta só é removível por força da lei superior que expressamente o declare...”[4]
Digamos que você seja multado. Depois do susto, começas a cumprir corretamente as leis de trânsito. Por ter cumprido a lei, quer dizer que agora você pode andar na velocidade que quiser, bater em quem quiser, ou seja, não precisa mais obedecer? É muito ilógico supor uma coisa destas.
Assim como o CUMPRIR o batismo não significa que nenhuma pessoa mais precisa ser batizada para provar que crê em Jesus, o CUMPRIR a lei não significa que não precisamos obedecer. De acordo com qualquer dicionário, cumprir significa “obedecer”.
Em Gálatas 6:2 diz: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo”. (Gálatas 6:2 RA).
“J. Broadus, credenciado comentador batista, também faz empenho em alinhar-se na opinião de que “cumprir” significa obedecer. Ele escreve sobre Mateus 5:17: “Cumprir é a tradução de uma palavra grega significando “tornar cheio”, “encher”...Significa “executar plenamente”, “realizar”, aplicado a qualquer obra e dever. Em vão se tem procurado colocar este dito de Jesus em conflito com o que Paulo ensinou em referência á lei... A idéia que ainda ás vezes surge, de que Jesus foi um reformador radical que pôs de lado a lei de Moisés por imperfeita e gasta, é contrária a todo os espírito desta passagem”[5].
“Cumprindo a lei, Cristo simplesmente “preencheu-a” no seu completo sentido, dando ao homem um exemplo de perfeita obediência à vontade de Deus, a fim de que a mesma lei ‘possa ser cumprida (pleros) em nós’. Rom. 8:4”.[6]
Marcos 2:23-28 e Mateus 12:3-8.
“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Marcos 2:23-28).
“Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mateus 12:3-8).
O sábado Bíblico remonta da criação do mundo. Ao Deus terminar sua obra criadora, Ele estabeleceu o sábado, o qual abençoou e santificou (Gênesis 2:1-3). Isto mostra-nos o quando Deus tornou o sábado um dia santo, ou seja, “separado” para uso santo.
O Eterno Deus estabeleceu o sábado como memorial da criação, como o objetivo de conservar na mente de seus filhos o verdadeiro motivo pelo qual Ele deve ser adorado – Porque Ele é o Criador, e nós as suas criaturas. O estabelecimento do sábado foi para manter na mente humana a lembrança de que há um Deus Criador e que não estamos no mundo por acaso. É uma proteção contra o ateísmo e idolatria.
O sábado (hebraico Shabbath) foi criado por Deus para que pudéssemos desfrutar um dia inteiro de comunhão com o Ele e nossa família; Deus viu que iríamos precisar santificar um dia, pois durante a semana não temos tempo integral (só poucas horas) para adorar a Deus e estar com a família. O sábado é meio divino de nos colocar em maior comunhão com Deus e com a família e um remédio contra o estresse, devido á possibilidade de descanso total das obras rotineiras.
Sendo que a guarda do sábado é tão importante, como harmonizar isto com alguns textos Bíblicos que falam que Jesus curou no sábado e permitiu que os discípulos colhessem espigas neste dia?
Vejamos:
Porque Jesus curou nos sábados e permitiu que os discípulos colhessem espigas?
Os fariseus tinham fanatizado a guarda do Sábado. Nas leis deles, era proibido caminhar mais que um quilômetro aos sábados; se uma pessoa deixasse cair um lenço, não poderia juntá-lo por que era Sábado; tinha-se aproximadamente trezentas regras em relação ao dia de guarda.
Ao permitir que os discípulos colhessem espigas no Sábado, ao curar as pessoas neste dia, Cristo não estava abolindo o mandamento. Ele estava ensinando-os a guardarem o sábado do modo correto. O próprio Jesus disse que “é lícito fazer o bem aos sábados” (Mateus 12:12). O Sábado é um dia próprio para fazermos obras de caridade, auxiliar os enfermos, visitar orfanatos e asilos, dar estudos Bíblicos.
Notemos que o Senhor disse “é lícito fazer o bem”, e não trabalhar, pois desviaria nossa atenção de Deus. Deus nos deu seis dias da semana para fazermos o que quisermos; Ele exige apenas um dos dias integrais da semana para dedicarmos em comunhão contínua com Ele.
Jesus guardou a lei: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço”. (João 15:10).
Durante a semana trabalhava na carpintaria, mas no sábado ia á igreja, “segundo seu costume”: “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler”. (Lucas 4:16).
“Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. (1 João 2:6 ). Eu quero seguir o exemplo de Jesus e andar como ele andou.
Portanto, o simples ato de colher espigas no sábado não foi um pecado, pois eles não estavam fazendo uma “colheita” (o que as escrituras não aprovam – ver Êxodo 34:21), mas apenas colhendo para “comer”, assim como se faz ao comer uma “fruta”. Não é pecado apanhar uma fruta para comer no Sábado. Jesus com esta lição queria ensinar isto ao povo da época.
[7]“Os sacerdotes...violam o sábado”. – O raciocínio do Senhor neste passo é muito claro: se seus discípulos estavam profanando o sábado por colherem espigas para come-las a seguir (o que era perfeitamente legal), então os atos dos sacerdotes ao cumprirem sua função religiosa no templo (e faziam sacrifícios em dobro nesse dia, cf. Números 28:9) seriam também transgressão.
Caso, por suas palavras, Cristo estivesse afirmando que os sacerdotes desrespeitavam o mandamento, então realmente se poderá concluir que Deus deu ao povo uma lei santa ordenando a santificação do sábado, para depois transmitir a Moisés outra lei eclesiástica que resultaria em violação semanal do sábado da primeira...
É evidente, que o isso da palavra “violam” deve aqui ser compreendido no contexto daquela controvérsia, e a referência de Cristo aos sacerdotes foi simplesmente como ilustração da declaração que pouco depois faria: “Logo, é lícito fazer bem, aos sábados”. (v.12).
Marcos 2:27.
“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27).
Um verso que nos ajudará a entender esta declaração de Jesus é o seguinte:
“Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem”. (1 Coríntios 11:9).
Se a afirmação de Jesus que “o sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do sábado” abole o mandamento, temos de supor que a afirmação de Paulo de que “o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem” quer dizer que Deus “aboliu a mulher e sua importância”, o que seria absurdo.
Um dos ensinos de Paulo neste verso é que a mulher foi criada para beneficiar o homem (pois este estava só); o mesmo se dá com o sábado.
Ao dizer que “o Sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do Sábado”, Jesus está afirmando que o dia de guarda foi santificado para “beneficiar” o homem, e não o homem beneficiar o Sábado. O Sábado foi estabelecido para que o homem pudesse descansar de suas obras diárias e dedicar este tempo somente ao criador, para refletir em seu amor e no seu poder criativo. Os judeus achavam o contrário.
Raciocinemos: Se o sábado foi feito para o benefício do homem, quando que o ser humano se beneficiará dele? Guardando-o! Não podemos nos beneficiar com suas bênçãos sem observá-lo.
Vejamos um estudo extraído do livro “Sutilezas do Erro” acera deste assunto:
“Vejamos o que o Mestre quis dizer com estas palavras. Há aí duas proposições: uma do sábado servir ao homem; outra, do homem sujeitar-se ao sábado. Consideremos a primeira. É de clareza meridiana. O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação do homem”. O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma bênção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem...
“A segunda proposição contida no texto diz: ‘e não o homem por causa do sábado’. Simples demais para ser entendida. Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado necessitando ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro homem , e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma bênção e não uma carga. O farisaísmo dos dias de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências esdrúxulas que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado foi a de escoima-lo desses acréscimos, devolvendo-o à prístina pureza. A atitude de Cristo para com Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.
“E de passagem cabe aqui uma observação: o sábado foi feito por causa do homem, e isto não pode ser verdade em relação ao domingo, porque no primeiro dia da semana o homem ainda não fora criado!
“...sendo o sábado um mandamento da lei de Deus, se Cristo o transgredisse de qualquer maneira Se tornaria um pecador, e nessa condição não poderia ser nosso Salvador!
“...Jesus declarou-Se Senhor do sábado! Solene e importantíssima declaração! Frise-se bem que Ele é o Senhor do sábado e não do domingo, embora a cristandade... averbe este dia este dia como o “dia do Senhor”. Cristo, porém, reafirmou Sua soberania sobre o sábado. É o autor do sétimo dia, consagrado ao repouso e, nessa qualidade, sabe o que é lícito ou não fazer nele. Os fariseus que censuraram os discípulos por apanharem espigas, foram além dos reclamos divinos, “além do que está escrito”. Punham restrições descabidas à guarda do sábado. E Jesus, para mostrar-lhes Sua autoridade, apresenta-Se como Autor do sábado. Nada há de derrogatório na declaração do Mestre. Ao contrário, reafirma o valor e a vigência do sábado, escoimado, no entanto, das exigências talmúdicas
“Broadus, renomado comentarista Batista, tratando desse texto, assim conclui:
“Mas o sábado permanece ainda, pois que existia antes de Israel, e era desde a criação um dia designado por Deus para ser santificado” (Gên. 2:3)...” (John A. Broadus, Comentário de Mateus, Vol. 1, pág. 345).
“Cristo jamais combateu o sábado, mas apenas a maneira de guarda-lo, a estreiteza dos fariseus.
“Diz Strong, grande teólogo batista:
‘Nem nosso Senhor ou os apóstolos ab-rogaram o sábado do decálogo. A nova dispensação abole as prescrições mosaicas quanto à forma de guardar o sábado mas ao mesmo tempo declara sua observância de origem divina e como sendo uma necessidade da natureza humana... Cristo não cravou na cruz qualquer mandamento do decálogo...Jesus não Se defende da acusação de quebrar o sábado, declarando que este fora abolido, mas estabelece o verdadeiro caráter do sábado em atender uma necessidade humana fundamental’ (A.H. Strong, Systhematic Theology, p. 409).
“Ryle, erudito comentarista evangélico, tratando do texto diz:
‘Não devemos deixar-nos arrastar pela opinião comum de que o sábado é mera instituição judaica, que foi abolido ou anulado por Cristo. Não há uma só passagem das Escrituras que isso prove. Todos os casos em que nosso Senhor Ser refere ao sábado, fala contra as opiniões errôneas que os fariseus propagaram a respeito de sua observância. Cristo depurou do quarto mandamento da superfluidade profana dos judeus... O Salvador que despojou o sábado das tradições judaicas e que tantas vezes esclareceu o seu sentido, não pode ser inimigo do 4o mandamento. Pelo contrário, Ele o engrandeceu e o exaltou’ (J. C. Ryle, Comentário Expositivo do Evangelho Segundo Lucas, pág. 79)[8].
Mateus 12:8.
“Porque o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mateus 12:8).
Neste verso Jesus diz que é o “Senhor do Sábado”, referindo-se ao fato de que ele é o dono. Ele faz o que quiser, ou seja, ele diz como se deve guardá-lo ou não.
Como visto anteriormente, Jesus guardou o sábado e em sua vida testemunhou acerca da maneira correta de faze-lo, como um memorial do Criador e da criação e sem o fanatismo ensinado pelos fariseus.
Romanos 14.
“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente”. (Romanos 14:4-5).
“Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes”. (Romanos 14:2).
“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus”. (Romanos 14:5-6).
“Débil na fé – Isto é, aquele que não tem senão uma limitada compreensão dos princípios da justiça. Nele está o desejo de ser salvo e ansioso para cumprir o que quer que dele seja exigido.
“Porém, na imaturidade da sua experiência cristã (ver Hebreus 5:11 a 6:2), e provavelmente também como resultado da primitiva educação e crença tenta obter a sua salvação mais seguramente pela observância de certas regras e regulamentos que na realidade não são obrigatórios. Para ele, estes regulamentos revestem-se de grande importância. Ele os considera como absolutamente obrigatórios para a sua salvação, e torna-se agoniado e confundido quando vê outros cristãos ao seu redor, especialmente os que parecem mais experientes, não participarem de seus escrúpulos.
“A declaração de Paulo em Romanos 14 tem sido interpretada de várias formas, e tem sido usada por alguns: (1) para depreciar uma dieta vegetariana, (2) abolir a distinção entre alimentos puros e impuros, e (3) remover toda distinção entre dias, abolindo dessa forma, o sábado do 7o dia. Que Paulo não está fazendo nenhuma destas coisas torna-se evidente quanto este capítulo é estudado á luz de certo problemas religiosos referidos que perturbaram alguns cristãos do primeiro século.
“Paulo menciona vários problemas que são uma ocasião de mal entendido entre os irmãos: (1) problemas relativos á dieta (verso 2), e (2) problemas concernentes á observância de certos dias (versos 5, 6). Em I Coríntios 8 o problema do irmão forte versus irmão débil, considerando a dieta, também é tratado. A carta aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes da enviada aos Romanos. Parece razoável concluir que em I Coríntios 8 e Romanos 14 Paulo está tratando em essência do mesmo problema. Em Coríntios o problema é identificado quanto a ser próprio o comer de alimentos sacrificados aos ídolos. Segundo a antiga prática pagã, os sacerdotes praticavam um intenso mercado de animais oferecidos aos ídolos. Paulo dissera aos crentes de Corinto conversos do judaísmo e do paganismo que desde que era um ídolo, nada havia de errado em si, no comer alimentos dedicados a ele. Contundo, explica, por causa da herança em instrução primitiva e diversidade no discernimento espiritual, nem todos possuíam este “conhecimento” e não podiam com a consciência livre, comer de tais alimentos... Daí, Paulo insta com aqueles sem escrúpulos quanto á consideração desses alimentos, a não colocarem pedra de tropeço no caminho dos irmãos pelo consumo destes alimentos (Romanos 14:3). Sua admoestação encontra-se dessa forma em harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e sem dúvida lança luz, sobre pelo menos uma razão por que o concílio tomou posição sobre este assunto...Provavelmente por temor de ofender neste assunto, alguns cristãos abstiam-se inteiramente de alimentos cárneos, o que significa que o seu alimento era restrito a “ervas”, isto é, vegetais (Romanos 14:2).
“Paulo não está falando de alimentos higienicamente prejudiciais. Não está sugerindo que os cristãos de fé vigorosa possam comer qualquer coisa, desconsiderando os seus efeitos sobre o bem estar físico. Paulo já tem deixado claro no capítulo 12:1 que o verdadeiro crente compreenderá que o seu corpo dever ser preservado santo e aceitável a Deus como sacrifico vivo. O Homem de fé robusta considerará como ato de adoração espiritual, manter boa saúde (Romanos 12:1 e I Coríntios 10:31).
“Um fato adicional lança luz sobre os problemas que Paulo está discutindo. Apenas muito palidamente, a princípio, os judeus cristãos compreenderam que a lei cerimonial encontra os seus cumprimentos em Cristo... e que esta daí por diante não mais era válida. Em verdade, os primeiros Cris~tabus não forma chamados abruptamente a cessar o serviço das festas anuais judaicas ou repudiar os ritos cerimoniais de uma vez por todas. Sob a lei cerimonial os judeus deviam guardar 7 sábados anuais. Paulo mesmo observou várias festas após a sua conversão (Atos 18:21, etc). Embora pensasse que a circuncisão nada era (I Coríntios 7:19), tinha consigo o circuncidado Timóteo (Atos 16:3) e concordara em cumprir um voto segundo as estipulações do código antigo (Atos 21:20-27). Sob tais circunstâncias parecia melhor permitir que os vários elementos da lei cerimonial da lei judaica gradualmente viessem a desaparecer a medida que a mente e a consciência se iam iluminando. Dessa maneira, era inevitável que entre os judeus cristãos surgisse a questão quanto á conveniência de observar certos “dias” – dias santos judaicos, em conexão com as suas festas anuais (Ver Levíticos 23:1-44).
“Em vista destes fatos, torna-se evidente que Paulo, em Romanos 14, não está: (1) depreciando a dieta de “ervas” (vegetais), ou (2) indo de encontro á antiga distinção bíblica entre – alimentos puros e impuros, ou (3) abolindo o sétimo dia, o sábado da lei moral... O que pretenda afirmar que assim foi, deve estar vendo no argumento de Paulo algo o que aí não existe.
“Que Paulo não ensina ou mesmo de a entender a abolição do sábado do sétimo dia tem sido reconhecido por comentaristas tais como: Janieson, Fausset e Brown em seus comentários sobre o cap. 14:5 e 6: "Dessa passagem sobre a observância de dias, Alford infelizmente infere que tal linguagem não podia ter sido usada se a sábado-lei não estivesse forçando o evangelho de qualquer maneira. Certamente não podia, se o sábado fosse meramente um dos dias de festas judaicas; porém, tal não acontecerá pois não foi outorgado meramente porque fora observado sob, a economia judaica. E certamente se o sábado era mais antigo que o judaísmo; se mesmo sobre o judaísmo foi guardado como relíquia entre a terna santidade do decálogo, proferido, com nenhumas outras porções do judaísmo o foram, em meio, aos terrores do Sinai; e se o próprio Legislador disse quando na terra “O Filho do homem ´se Senhor até do sábado” (Marcos 2:28). Será difícil mostrar que o apóstolo significasse que o mesmo devia ser colocado pelos seus leitores entre aqueles desaparecidos dias de festa judaicas, e que só um “débil” poderia imaginar estarem ainda em vigor, uma debilidade que os que tinham mais luz deviam, apenas por amor, suportar.
“Em Romanos 14: a 15:14 Paulo insta com os cristãos mais fortes para dar simpática consideração aos problemas de seus irmãos mais fracos. Como nos capítulos 12 e 13, ele mostra que a fonte da unidade e paz na igreja é o amor cristão genuíno. Este mesmo amor e respeito mútuo assegurará harmonia contínua entre o corpo de crentes, a despeito das opiniões e escrúpulos diferentes em assuntos de religião”[9].
“Paulo não diz que todos os dias são iguais. A palavra iguais está em itálico (Versão Almeida Revista e Corrigida), porque não se encontra no original grego e foi acrescentada por Almeida.
O dia aí mencionado não é o dia de repouso semanal, porque o mesmo apóstolo, em sua epístola aos Colossenses (2:16), tratando do mesmo assunto (pois o mesmo problema surgira naquela igreja) nos esclarece que são “dias de festa”. E em Gál. 3:10, abordando o mesmo problema, Paulo menciona “dias, e meses, e tempos e anos” (grifo nosso). Quer dizer que eram dias de festa, os feriados anuais e mensais, como:
Páscoa – Pentecostes – Dia da Expiação – Luas Novas – Tabernáculos – Jubileu regulados pela lei cerimonial. Por quê? Porque embora abolidos na cruz, esses dias, os judeus neófitos na fé, recém-convertidos (judaizantes) não se desvencilharam deles de pronto; queriam observa-los e ainda julgavam os cristãos vindos do gentilismo por não os observarem. Diz o comentarista Adão Clark: “A referência aí feita [à palavra dia] se prende a instituições judaicas, e especialmente a seus festivais, tais como a páscoa, pentecostes, festa dos tabernáculos, lua nova, jubileu, etc... Os gentios convertidos... consideravam... que todos esses festivais não obrigam o cristão. Nós os tradutores acrescentamos a palavra iguais, e fazemos texto dizer o que, estou certo, jamais foi pretendido, isto é, que não há distinção de dias, nem mesmo do sábado.” (Clark’s Commentary, Rom. 14:5)
Também os fundamentalistas Jamieson, Fausset e Brown comentam: “… será difícil mostrar que o apóstolo tenha rebaixado o sábado de maneira a ser classificado por seus leitores entre as transitórias festas judaicas...”.
Em parte algumas dos ensinos de Paulo, o sétimo dia do decálogo é assunto de controvérsia.”[10]
“Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo. É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer”. (Romanos 14:20-21).
Após as considerações anteriores, podemos tr mais luz para entender este verso. Paulo está dizendo para os Corintos não destruírem a obra de Deus por causa do comer ou não carnes sacrificadas aos ídolos. O ídolo nada é.
Ao dizer que “todas as coisas são limpas”, Paulo está se referindo ás “carnes sacrificadas a ídolos”; não está usando o termo genericamente, pois se o fizesse, teríamos de supor que até cobras, lagartos, cachorro, são limpos para alimentação.
Paulo falou que “é bom não comer carne e nem beber vinho” porque estes eram evidentemente os objetos principais dos escrúpulos religiosos do irmão mais fraco, provavelmente porque eram costumeiramente usados nos sacrifícios aos ídolos pagãos[11].
Conclusão:
Romanos 14 trata em essência do mesmo assunto de I Coríntios 8: Carnes sacrificadas a ídolos. Podemos facilmente perceber isto através da comparação dos dois livros:
“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. (Romanos 14:17).
“Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos”. (1 Coríntios 8:8).
Podemos ver que em Romanos 14 está sendo tratado sobre o mesmo assunto, que diz respeito ás carnes sacrificadas a ídolos. O versos 17 não está dando autorização para usarmos alimentos imundos, pois neste é este o objetivo do livro.
Outro fator que leva-nos a concluir que o assunto é o mesmo nos dois livros, é o fato da epístola aos Coríntios ter sido escrita menos de um ano antes da de Romanos. Chega-se á inevitável conclusão de que falam do mesmo assunto.
Lembremos de que o próprio Paulo disse: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (I Coríntios 10:31).
Os versos 4 e 5 referem-se aos dias de festividades judaicos, que eram chamados de ‘sábados cerimoniais’, sábados estes que eram diferentes do sábado do Senhor, abençoado e santificado na criação do mundo. (Leia Levíticos 23:38; Levíticos 23:3 e 24-25).
Romanos 10:4.
“Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. (Romanos 10:4).
Devido á falta de estudo da Bíblia, muitos acham que este verso refere-se á abolição da Lei.
A palavra “fim” neste texto vem do grego “Telos” e significa “alvo, objetivo”. Esta é a mesma que aparece em I Pedro 1:9:
“Obtendo o fim (Telos) da vossa fé: a salvação da vossa alma”.
Será que a Bíblia está dizendo aqui que a fé teve um fim; ou que não precisamos mais ter fé para sermos salvos? Claro que não! Seria absurdo supormos isso! De acordo com o original grego, a tradução correta deste texto é:
“Obtendo o alvo (ou objetivo) da vossa fé: a salvação da vossa alma”.
Portanto, a tradução correta de Romanos 10:4 é : “Porque o alvo (objetivo) da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. O objetivo da Lei não é nos salvar, mas nos aproximar de Cristo, através da obediência por amor (João 14:15)
Colossenses 2:16 e 17 e Gálatas 4:10.
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. (Colossenses 2:16).
“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos...”. (Gálatas 4:10)
Muitos sinceros cristãos têm lido este texto e ‘entendido’ que esta é uma forte evidência a favor da abolição do 4o mandamento – o descanso no sétimo dia. Ao analisarmos seu contexto e entendermos ‘a que tipo’ de sábado se refere, vermos que tal conclusão (abolição do sábado) não é apoiada pelas Escrituras.
Comentaristas Batistas, Metodistas, Presbiterianos e de outras denominações reconhecem que o Sábado mencionado nestas passagens não se refere ao descanso do Sétimo Dia, mas aos sábados “cerimoniais”. Veja o que diz Adam Clarke, erudito Metodista, em seu autorizado comentário:
“Não há aqui indicação de que o sábado fosse abolido, ou que sua obrigação moral fosse superada pelo estabelecimento do cristianismo. Demonstrei em outra parte que ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar’ – é um mandamento de obrigação perpétua, e nunca pode ser superado senão pela finalização do tempo”.[12]
Albert Barnes, profundo comentador presbiteriano, em sua obra Notes on the Testament, comenta Colossenses 2:16, textualmente:
“Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório á humanidade. Se ele tivesse escrito a palavra ‘O sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais deveria ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei cerimonial e típica, e não a lei moral, ou os Dez Mandamentos. Nenhuma parte da lei moral – nenhum dos Dez Mandamentos – poderia ser referido como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da lei moral, de obrigação perpétua e universal”.[13]
Podemos ver, portanto, palavra “Sábado” está no plural, indicando que se refere aos sábados cerimoniais.
O Sábado mencionado nesta passagem não se refere ao descanso do Sétimo Dia, mas aos sábados “cerimoniais”. A palavra “Sábado” está no plural, indicando que se refere aos sábados cerimoniais. Estes sábados eram guardados uma vez ao ano, quando o sacerdote fazia expiação pelos pecados do povo (ver Levíticos 16:29 a 31). Em Levíticos 23:38 Deus orienta ao povo para guardarem as festas fixas do Senhor “além dos sábados do Senhor”. Isto mostra que além dos sábados do Senhor tinham outras cerimônias, e entre elas este Sábado anual.
Existem muitas provas de que na Bíblia são mencionados dois tipos de Sábados; mas creio que esta passagem da Bíblia será suficiente: Levíticos 23: 3 e 24,25.
“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas”. (verso 3).
“Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso (esta é a tradução da Palavra “Sábado” – quer dizer “descanso”) solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação. Nenhuma obra servil fareis, mas trareis oferta queimada ao SENHOR”. (verso 24 e 25).
Analise:
No verso 3 – Deus está falando do sábado “Semanal”, pois ele disse para trabalhar seis dias e descansar no sétimo.
Nos versos 24 e 25 – Deus fala para eles guardarem um sábado “anual”, que era dia primeiro de todo o sétimo mês.
Este sábado anual sim foi abolido; não precisamos nos reunir uma vez por ano para celebrar esta festa que antecedia ao dia da expiação, pois Jesus já fez a expiação (cumpriu a pena) pelos nossos pecados na cruz.
O Sábado do 7o Dia, semanal, foi feito pelo criador para comemorarmos o ato Divino da Criação; não faz parte da lei cerimonial.
Em Atos 17:2 vemos que era “costume” de Paulo ir todos aos sábados á igreja, ou seja, ele era um cristão que seguia o exemplo de Jesus. No cap.16 verso 13 vemos que os cristãos, juntamente com Paulo “foram para perto de um rio no Sábado, pois conselho um lugar de oração”.
Atos 18:3 e 4 nos mostram que Paulo trabalhava em Corinto construindo tendas durante a semana, juntamente com Áquila e Priscila e todos os sábados ia à igreja. No verso 11 diz que ele permaneceu um ano e seis meses. Isto equivale à 72 Sábados guardados por Paulo só na cidade de Corinto!
Vejamos este outro comentário sobre o texto, feito pelo Doutor e Professor de Teologia Alberto R. Timm:
“A expressão ‘ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados (grego sabbáton), encontrada neste texto, tem sido usada para provar que a observância do sábado foi invalidade por Cristo na cruz. Se, porém, analisarmos mis atentamente o seu conteúdo, veremos que também este não pode ser aplicado em relação com o descanso semanal.
O tipo de sábado que está sendo considerado é indicado pela frase “que são uma sombra das cousas vindouras (Col. 2:17). O sábado semanal é um memorial de um evento do início da história da terra (Gênesis 2:2 e 3; Êxodo 20:8-11; Patriarcas e Profetas, p. 31 e 32). Portanto, os “sábados”, que Paulo declara serem sombras que apontam para Cristo, não podem referir-se ao sábado semanal designado pelo quarto mandamento, mas devem indicar os dias de repouso cerimonial, que encontram seu cumprimento em Cristo e no seu reino (ver Levíticos 23:5-8, 15, 16, 21, 24, 26, 27, 28, 37 e 38).[14]
Adam Clarke, conhecido comentarista Metodista, é claro em afirmar:
“...O sábado semanal se apóia numa base mais permanente, tendo sido instituído no Éden,para comemorar o término da criação em seis dias. Levítico 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’ dos outros sábados. Um preceito positivo é bom porque é ordenado e deixa de ser obrigatório quando ab-rogado; um preceito moral é mandato eterno, por ser eternamente justo”.[15]
“O que foi dito anteriormente é suficiente para esclarecer que Paulo jamais pretendeu abolir, em Colossenses 2:16 e 17, a obrigatoriedade moral do quarto mandamento, que por ter sido instituído na criação (Gênesis 2:1-3) e fazer parte da lei moral (Êxodo 20:8-11), também é um mandamento ‘santo justo e bom’(Romanos 7:12)”.[16]
O Sábado semanal o qual Jesus guardou (Lc 4:16) é uma bênção; neste dia podemos repousar de nossas atividades, adorar a Deus com maior intensidade e estar mais tempo com a família. Este sábado semanal não foi abolido, pois é um presente de Deus para nós.
A cada sábado na nova terra iremos adorar a Deus:
“E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR”. (Isaías 66:23).
Gálatas 4:10.
“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco”. (Gálatas 4:10-11).[17]
O livro de Gálatas jamais poderá ser usado como a favor da abolição da lei. Paulo, escrevendo o livro de gálatas, não está sendo contra a lei, mas sim contra um sistema religioso que colocava a lei como ponto de salvação. O livro trata da justificação pela fé em Jesus Cristo, em contraste com o conceito dos judaizantes de que a justificação vem por meio do cumprimento das obras prescritas no sistema judaico.
Apesar do objetivo da epístola de gálatas não ser o de ocupar-se na discussão das leis (morais e cerimoniais), pois trata do tema da justificação pela fé (Paulo está sendo contra uma forma de religião que crê na lei como um meio de salvação), o livro comenta algo acerca da circuncisão. Se você contar, verá que nos seis capítulos de gálatas a palavra “circuncisão” aparece mais de dez vezes.
E. Huxtable vê uma similaridade entre os “dias, e meses, e tempos, e anos” de Gálatas 4:10 e “dia de festa, ou lua nova, ou sábados” de Colossenses 2:16. Segundo ele, “as mesmas idéias são aparentemente apresentadas, mas em ordem inversa”[18]
...Paulo está aqui se referindo “aos sete sábados cerimoniais e às luas novas do sistema cerimonial”[19], e as mesmas considerações feitas sobre Colossenses 2:16 e 17 também se aplicam a este texto.
O Comentário Bíblico Adventista acrescenta ainda:
Não há base escriturística para assumir, como alguns o fazem, que os “dias” dos quais Paulo fala aqui se refiram ao sábado do sétimo dia. Em nenhum lugar da Bíblia é feito referência ao sétimo dia na linguagem aqui usada. Além disso, o sábado do sétimo dia foi instituído na criação (Gên. 2:1-3; cf. Êxo. 20:8-11), antes da entrada do pecado, e cerca de 2500 anos antes da inauguração do sistema cerimonial, no monte Sinai. Se a observância do sábado do sétimo dia subjuga o homem à escravidão, então o próprio Criador deve ter entrado em escravidão, ao observar o primeiro sábado do mundo! E essa conclusão é inconcebível.[20]
Portanto segundo A.R. Fausset[21], este texto não apresenta “nada que seja incompatível com a observância do sábado”[22]
Quais eram os 7 Sábados Cerimoniais[23].
...Existem dois tipos específicos de sábados no Antigo Testamento, os sábados anuais e os sábados semanais. Paulo não deixa dúvidas sobre os quais está falando.
Os dias de descanso cerimoniais anuais, em conjunto com o festival de ciclo anual, não estavam relacionados aos sábados do sétimo dia ou ao ciclo semanal. Cada um desses outros sábados, ou dias de descanso, caíam numa data fixa do ano, e assim em dias diferentes da semana a cada ano. Assim, eram propriamente chamados sábados anuais, em contraste com os sábados semanais. Esses dias em que o trabalho era proibido “além dos sábados do Senhor” (Levíticos 23:38) eram:
1. O Primeiro Dia dos Pães Asmos – 15o dia do 1o mês (Lev. 23:6);
2. O Sétimo Dia dos Pães Asmos – 21o dia do 1o mês (Lev. 23:8,11);
3. Dia de Pentecostes – 6o dia do 3o mês (Lev. 23:24;25);
4. Festa das Trombetas – 10o dia do 7o mês (Lev. 23:16,21);
5. Dia da Expiação – 10o dia do 7o mês (Lev. 23:29-31);
6. Primeiro Dia da Festa do Tabernáculos – 15o dia do 7o mês (Lev. 23:34;35);
7. Sétimo Dia da Festa dos Tabernáculos – 22o dia do 7o mês (Lev. 23:36).
Os sábados anuais eram parte do sistema cerimonial que representava a vida e a morte de Cristo, e cessou quando Ele expirou na cruz. Eram “sombras de coisas futuras”.
Em contraste com o sábado semanal, que foi ordenado à toda humanidade ao fim da semana da criação, os sábados anuais apontavam para a vinda do Messias. E a sua observância findou com Sua morte na cruz...
“Poderíamos encerrar o assunto por aqui, mas como sempre há doutrinadores cavilosos que apelam para a filologia em torno da palavra “sábados” de Colossenses 2:16, mister se faz uma ligeira consideração neste particular.
De início, a palavra grega empregada pode referir-se aos sábados semanais ou aos sábados anuais. Temos que apelar para o contexto a fim de sabermos a quais se refere. Em grego, “Sábados” do texto em lide é sabbata, uma forma plural de sabbaton. Embora sabbata em muitos casos não represente um exato plural, pelo fato de derivar da forma singular aramaica, por outro lado é de freqüente sentido singular. A exploração que pretensos helenistas fazem em torno deste fato em nada altera a posição que sustentamos, porque sabbata, pode representar um plural exato, como por exemplo, em Atos 17:2 e sem dúvida em nosso texto (Colossenses 2:16) ainda reforçado com o peso do contexto indicando tratar-se de sábados anuais.
Há oponentes que exploram também o fato de a palavra “Sábados”, na passagem que estamos considerando, estar no grego sem o artigo, mas esquecem-se de que o sábado semanal é também freqüentemente citado sem o artigo em grego, como, por exemplo, em S. João 5:9; 9:14, etc.”.[24]
Veja o quanto é importante o estudo do contexto do verso e também seu correto significado na língua original.
João 5:17.
“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. (João 5:17).
Não podemos forçar o texto a dizer o que não disse. Analisando o contexto vemos que os judeus reclamaram de Jesus curar no Sábado.
Ao dizer “meu Pai trabalha até agora e eu também”, o Senhor está dizendo que o Pai e ele trabalham até agora em dar vida, curar as pessoas, salva-las.
A palavra grega usada neste verso reforça este ponto de vista, sendo que ao Jesus dizer que o “Pai trabalha até agora”, ele menciona a palavra grega “ergazestai”, palavra que é usada no evangelho de João para tratar da “obra salvívica” de Deus e ‘não da obra criadora’.
Claramente se vê aí a que tipo de trabalho Jesus está se referindo.
Isto confirma o ensinamento de Jesus de que é lícito fazer o bem aos sábados (Mateus 12:12). O texto não se refere ao trabalho cotidiano, mas ao realizado em favor do próximo, que deve ser todos os dias. “Segundo os judeus” ele quebrantava o Sábado, pois não guardava da maneira deles. “Segundo Deus”, Jesus nunca profanou porque guardava da maneira correta estabelecida por Deus.
João 9:4.
“É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. (João 9:4).
Este verso da Bíblia também é tirado de seu contexto por muitos teólogos. Pegam a declaração de Jesus em que ele diz: “trabalhai enquanto é dia, pois vem a noite em que ninguém pode trabalhar” e dizem que ele estava mandando trabalhar no Sábado. Não existe base Bíblica para aprovar esta tese.
O Senhor está pedindo para eles trabalharem em prol do evangelho e em favor das pessoas enquanto à oportunidade. Jesus nem mencionou o Sábado neste verso. Não está dando liberdade para abusarem de seus mandamentos. Lembremos que “Jesus Cristo ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13:8). Seu caráter é perfeito e imutável. Ele não iria criar uma Lei e depois pensar consigo mesmo: “arrependi-me de ter estabelecido o Sábado com dia de guarda, vou mudá-lo”. Ele não erra!
2 Coríntios 3:7-11.
“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente”. (2 Coríntios 3:7-11).
“Permita-me repetir as palavras de Paulo mais uma vez: Lei Santa, Lei justa, Lei boa. É inegável que Paulo faz alusão a leis diferentes, porque jamais poderia afirmar que uma lei boa não presta e seja boa ao mesmo tempo. Que foi anulada, e é santa, justa e boa. Que é maldição e que tenha uma promessa de longa vida ao se observa-la”[25].
Se a lei é boa, é certo concluirmos que ela contribui para que homem torne-se espiritual.
Uma lei Santa e boa não pode ser considerada o “ministério da morte” (2 Co 3:7) como quer o opositor. Na Bíblia jamais poderia haver tal contradição. Quando achamos vemos uma ‘contradição’ nas Escrituras o erro está em nós e não no livro sagrado.
Voltemos à questão de ser a lei ou não o ‘ministério da morte’ mencionado em 2 Co 3:7. O oponente afirma que “o ministério da morte era os Dez Mandamentos”. Estudando porém o contexto do verso e outros textos paralelos do apóstolo Paulo onde lei é exaltada por ele, vê-se a infelicidade desta declaração. O apóstolo disse que a lei é “santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7:12) e “o que é bom de modo nenhum se tornou em morte” (v. 13). Se o mandamento do Senhor “não se tornou em morte”, chega-se à fatal conclusão de que o “ministério da morte” não é a lei moral.
Antes de estudarmos a expressão “ministério da morte”, faremos um breve estudo acerca do que é o “Novo Concerto”.
Há uma grande confusão na cristandade acerca do Novo Concerto. Acham que pelo fato do Velho Concerto ter sido abolido, a lei dos Dez mandamentos também o foi; sendo assim, se estamos no Novo Concerto, não precisamos mais observar a lei de Deus. Mas isto está longe de ser verdade, conforme veremos a seguir em um estudo feito pelo escritor Arnaldo B. Christianini:
“Afirmamos que os Dez Mandamentos eram a base do velho concerto, como igualmente o são do novo. Os oponentes, tomando o conteúdo pelo continente, concluem que se o velho concerto caducou, também caducou a lei de Deus. Mas não é assim.
“De fato, em Deuteronômio 4:13 se afirma que os Dez Mandamentos (dez palavras, no original) eram o concerto, porém essa maneira de expressar é um modismo[26] hebraico. Do mesmo modo Moisés dissera aos israelitas: “... eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei”. Deut. 9:21. Em linguagem exata, o pecado era o volver deles para um falso deus – um ato da vontade rebelde – mas o bezerro era a base daquele pecado, era apenas aquilo em relação ao qual fora o pecado cometido. Assim também, o concerto fora feito pela vontade dos israelitas em resposta a Deus (Êxo. 19:5-8); os dez mandamentos eram a base – o ponto de referência sobre o qual fora o concerto feito. Esta é a legítima relação do decálogo com o concerto. Nada mais claro.
“Por aquele concerto, Israel prometera guardar o decálogo. O concerto dependia do decálogo, mas o decálogo não dependia do concerto. Sem dúvida, o concerto – o trato que Israel fizera – podia ser quebrado um milhão de vezes, porém isto não afetaria a lei de Deus...vamos ilustrar esta verdade. Um estrangeiro pode prometer guardar a lei do nosso país, sob a condição de que seja aceito como um cidadão brasileiro. Há então como que um concerto, uma promessa formal da parte dele, e aceita pelas nossas autoridades máximas. A lei do país (Constituição, códigos etc.,) seria no caso a lei que serviria de base a esse convênio ou promessa. Pois bem, esse indivíduo poderia quebrar sua promessa, ou violar seu convênio; isso, porém, não aboliria e de modo algum afetaria a lei do país. Ela permaneceria em vigor quer ele a observasse ou não. O seu convênio dependia da lei, mas a lei não dependia do convênio.
“A promessa do novo concerto não prediz uma época em que a graça suplantaria a lei de Deus, mas ao contrário, refere-se claramente a um tempo em que a lei de Deus seria escrita no coração dos homens, e isto, sem dúvida, pela graça de Deus atuando nos seus corações. Jer. 31:33; Heb. 8:10; 10:16. Assim é evidente que, longe de ser a lei de Deus abolida, ela é guardada no interior daquele que recebeu um novo coração. Ela é, portanto, reafirmada, e não ab-rogada.
“É oportuno lembrar que o insucesso do velho concerto não estava na lei de Deus, mas no povo. Em Hebreus 8:9 se diz que Deus os repreendeu, porque eram repreensíveis. A tradução inglesa diz: “Porque sendo eles (o povo) achado em falta...”.
“O velho concerto era um pacto de obras, feito sobre promessas humanas, e seu fracasso demonstrou a falibilidade do homem em pretender, por esforço próprio, guardar os mandamentos de Deus, ou pôr-se em harmonia com a lei do Céu. Quão significativas as palavras de Paulo, ao dizer que “a inclinação da carne” – a mente carnal que caracterizou o Israel rebelde – “não está sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”. Rom. 8:7. Isto significa que, quando, pelo evangelho, somos transformados do carnal para o espiritual, então a lei de Deus pode ser escrita em nossos corações, e o novo concerto – ratificado com o precioso sangue de Cristo – é efetivado em nossa vida. Quem não tem um novo coração e não se põe em harmonia com a lei do Céu, nunca nasceu de novo, pois quem vive transgredindo a lei de Deus continua no pecado, porque “pecado é a transgressão da lei”, segundo a melhor da tradução de I João 3:4 e o mais autorizado conceito teológico.
“As leis civis e cerimoniais eram derivação de lei de Deus, para os judeus. Primeiro, porque eram, na época, depositários dos oráculos divinos, e assim entendemos que, enquanto não surgisse o Messias – o cordeiro de Deus que Se imolou pelos pecadores – as leis cerimoniais com suas prefigurações consistentes em símbolos, holocaustos, ofertas, sacerdócio, ritos e festividades que apontavam para Ele, tinham que vigorar. Em segundo lugar, porque Israel, como nacionalidade teocrática[27], tinha o seu código civil de certo modo relacionado ao decálogo.
“Se o velho concerto ligava o Israel literal a Deus, é obvio que, embora a base daquele concerto fosse o decálogo, logicamente abrangia as leis acessórias. É elementar que os estatutos civis e cerimoniais eram, para Israel, acessórios ao decálogo; eles deviam sua existência e significado ao decálogo, mas este não era dependente deles.
“Sabido é que o novo concerto a rigor, remonta à queda do homem – com a promessa de redenção que seria efetuada pela Semente da mulher; e que o concerto fora reafirmado a Abraão, Isaque, etc., e teve sua vigência suspensa quando os israelitas apresentaram o concerto do Sinai, denominado velho concerto. Porém o novo concerto foi restabelecido depois da falácia do velho, sendo eficazmente ratificado com o sangue de Cristo, e extensivo aos gentios, aos filhos de Deus, ao Israel. Gál.3:29. A base desse pacto da graça continua sendo a lei de Deus escrita nos corações. Como é evidente, permaneceu a base, o decálogo. As leis acessórias são peremptas (extintas), pois o código civil judaico deixou de vigorar desde o ano 70 A.D., e o cerimonialismo com suas festividades caducou, quando o “véu do santuário rasgou-se de alto a baixo”.
“É fatal a conclusão de que não há o mais leve indício, na doutrina dos concertos, de que a lei de Deus tenha sido abolida.
“Que o novo concerto abrange a todos os homens, e que todos os crentes se unem sob o mesmo está claramente demonstrado em Efésios 2:11-13. Diz o apóstolo aos crentes de Éfeso (não eram só judeus) que eles em outros tempos estavam sem Cristo, “estranhos aos concertos da promessa”, mas “agora em Cristo Jesus...pelo sangue de Cristo chegastes perto”. É disparatada a conclusão de que o novo concerto se aplica somente ao Israel literal, principalmente pelo fato de que este povo, como povo de Deus, fora formalmente rejeitado nos tempos apostólicos, e jamais tornará a ser povo de Deus.
“Não se deve passar por alto o fato de o chamado novo concerto ter sido feito antes do velho. Era, como foi dito, a promessa da graça redentora, que provia o perdão dos pecados. Fora feito a Adão, renovado a Noé, Abraão e a Israel. Ora, se era um concerto que, no entender do autor do livro[28] desobriga a guarda da lei de Deus, então os patriarcas também não precisavam guardar os dez mandamentos, por aí se vê como é palpável o absurdo da tese antinomista construída sobre os concertos.
“A lei ‘dada 430 anos depois’, significa que ela foi dada em forma escrita ou solenemente promulgada nessa época, como lembrete a um povo que, pelo convívio com o paganismo, estava perdendo a noção da vontade divina, porém a lei moral existia desde o princípio. Ela revela o pecado, portanto, desde que existe o pecado, ela existe também.
“A lei de Deus consubstancia-se nos dez mandamentos; resume-se no decálogo, e sua observância subordina-se à aceitação dos homens. Por isso é chamada a “lei de liberdade” em S. Tia. 2:12. Também Cristo dissera ao mancebo: “se quereres... guarda dos mandamentos”. Certamente as ordenanças ritualísticas da lei cerimonial e os preceitos civis não seriam escritos nos corações, porque tais leis não dependiam do arbítrio dos homens, mas eram-lhes impostas. Não eram de caráter moral. E note-se que a lei escrita no coração é a mesma lei que Jeremias conhecia seiscentos anos antes de Cristo. E isto vem em abono da permanecibilidade da santa lei de Deus. Como admitir-se a sua ob-rogação?
“Note-se cuidadosamente o que Deus disse através de Jer. 31:33: ‘Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração’. Donde se conclui que o novo concerto é uma providência para pôr o homem novamente em harmonia com a vontade divina, ou seja, pô-lo em situação em que possa guardar a lei de Deus. Não há dúvida que ‘as melhores promessas’ conferem perdão aos pecados, dão graça e poder para obedecer à lei de Deus, coisas que o velho concerto não tinha.
“Está é a verdadeira doutrina bíblica dos concertos, na qual a lei de Deus é exaltada. Porém a tese de que o novo concerto nos desobriga de viver em harmonia com a vontade divina revelada no decálogo, não passa de mais um subterfúgio dos inimigos da lei de Deus”[29].
Entendendo a expressão ‘ministério da morte’ em 2 Coríntios 3:7.
“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente”. (2 Coríntios 3:7).
Lendo atentamente todo o capítulo de 2 Co 3, pode-se perceber que Paulo fala de “ministério” e não de “lei”. O termo ‘lei’ não é empregado, o que será fundamental para nossa análise do texto, pois se o mesmo não mencionando a lei de Deus, então não podemos dizer, que a mesma tenha sido abolida.
“O apóstolo estabelece vários contrastes entre os concertos, que, em resumo, são os seguintes:
VELHO CONCERTO
NOVO CONCERTO
1. “ministério da morte”
1. “ministério do espírito”
2. “ministério da condenação”
2. “ministério da justiça”
3. “letra que mata”
3. “espírito que vivifica”
4. “foi abolido”
4. “permanece”
5. “em glória”
5. “em excelente glória”[30]
6. Está fora do homem (II Co 3:6)
6. Está dentro do homem. Concerto do espírito (II Co3:6)[31].
“Vamos analisar estes contrastes, para melhor esclarecimento.
“1 e 2. Que vinha a ser este “ministério da morte” ou “ministério da condenação?” Certissimamente não significa ‘lei’, porque ministério ou ministração jamais foi sinônimo de lei. Uma coisa é a ministração de uma lei, outra coisa é a lei em si mesma. A ministração, ou ministério, nada mais é do que os meios pelos quais a lei é aplicada, ensinada e vivida e só muita má vontade poderia confundi-la com a própria lei. Portanto, é fora de dúvida que o “ministério da morte” ou “ministério da condenação” refere-se inequivocamente ao antigo ministério ou ministração da lei que fora “gravadas com letras em pedra” – ou seja o concerto com base no decálogo, concerto este que, pela incapacidade dos israelitas, precisou ser abolido. Ao novo concerto, em contraste, Paulo chama de “ministério do espírito” ou “ministério da justiça”. Salta à evidência que, em linguagem vívida e comparativa, o apóstolo procura demonstrar que Cristo e o Seu ministério são a glória refulgente, ao lado da qual a glória do ministério dos tempos anteriores empalidecia e desaparecia. O livro de Hebreus está cheio desses contrastes, livro que fora escrito para os crentes judeus, os quais até aceitarem Cristo criam naturalmente que a glória do Sinai – a ministração (ministério) da lei divina pelos sacerdotes, levitas e governadores – era a última palavra no plano celestial. No entanto, viam depois que a glória de Cristo a superava em muito.
“É evidente também que a metáfora comparativa “tábuas de pedra” e “tábuas de carne do coração” é indicativo do contraste entre os dois concertos. Compare-se cuidadosamente com Jer. 31: 31-34 e Ezeq. 11:19 e 20. Mas não se pode encontrar aí a mais leve alusão à ab-rogação da lei de Deus. Convém lembrar também que há expressões na Bíblia que devem ser entendidas pelo que de fato significam e não tanto pela forma das palavras. Por simples figura literária, o ministério da lei no velho concerto é denominado de “morte” ou “condenação”, isto porque a transgressão da lei (pecado) tinha o seu salário de morte ou condenação. Também nos dias de Eliseu, certa vez, os filhos dos profetas ajuntaram-se em torno da “panela grande” em que se cozeu colocíntide. Evidentemente eram ervas venenosas porque os que as comiam clamaram: “Homem de Deus, há morte na panela”. II Reis 4:38-40. Em linguagem exata, queriam dizer que havia algo no interior da panela que iria causar a morte, mas, trocando a causa pelo efeito, gritaram, expressando-se daquela forma. Mas fácil é encontrar-se o sentido. Basta ser sincero,e querer descobri-lo. Assim a relação de Paulo com as “tábuas de pedra”.
3. Consideremos a “letra que mata”, em contraste com o “espírito que vivifica”. Um ministério de lei, baseado em sua letra, resulta somente em morte para os seus transgressores; mas um ministério de lei, baseado na justiça de Cristo através da ação do Espírito no coração do pecador, resulta em vida. O primeiro ministério foi letra morta, por inadimplemento por parte do povo; o último, espírito que vivifica, por ser Cristo que habilita o homem a obedecer. Sempre em foco os dois concertos. Nada sugere a abolição do decálogo.
4. Quanto ao que “foi abolido”, o versículo 14 diz, no original, que foi o velho concerto (diatheke) e não a lei de Deus. O novo permanece. Se a Bíblia diz que permanece, é porque permanece mesmo, queiram ou não os inimigos da verdade. Não se desmente a Palavra de Deus com malabarismos exegéticos. Nada é aqui afirmado com relação ao decálogo.
5. Finalmente, com relação à “glória” mencionada por Paulo, diz respeito à glória proporcional aos dois ninistérios. A justiça divina refulgiu de modo terrível no monte Sinai, quando foi solenemente proclamada a lei. Deus era um fogo consumidor. Porém, quão incomparavelmente maior, infinitamente maior, a glória de Deus jorrando sobre a terra seus raios vivificantes, quando Cristo desceu para “salvar o povo dos seus pecados”. S. Mateus 1:21. A última “glória” empalideceu a primeira. Aquela primeira – que produziu reflexos no rosto de Moisés – foi abolida, superada que foi pelo resplendor inigualável da segunda. Claramente diz a Bíblia que o véu foi posto no rosto de Moisés, e não nas tábuas da lei. Era a sua face que brilhava, não as tábuas; e foi o brilho do seu rosto que feneceu, não o decálogo.
“Comentando este capítulo, escreveram os eruditos e fundamentalistas Jamieson, Fausset, na Brown: ‘A lei moral do dez mandamentos, sendo escritas pelo dedo de Deus, é tão obrigatória agora como sempre o foi; mas ainda sob o evangelho com espírito de amor, do que sob a letra de uma obediência servil; agora com espiritualidade muito mais intensa e mais profunda (S. Mateus 5:17-48;Rom. 13:9)’.
“Portanto, II Coríntios 3 reafirma a vigência da lei!”[32].
Veja que o Novo Concerto não abole o decálogo. O fato de estarmos na Nova Aliança não termina com o mandamento de Deus. Veja:
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (Jeremias 31:33).
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (Hebreus 8:10).
Percebeu? No Novo Concerto não guardamos a lei “na letra”, mas no espírito, ou seja, de coração, interiormente. Na Nova Aliança a lei será escrita por Deus em nossa mente e coração para obedecermos automaticamente, através da comunhão com o Criador.
Onde nestes textos vê –se a abolição da lei só porque estamos na Nova Aliança? Ora, se no Novo Concerto a lei será escrita no ‘coração e na mente’, como pode ser anulada? O Novo Concerto reafirma a lei de Deus; põe a lei de Deus em uma nova perspectiva, que não é a de salvar mas sim direcionar a vida do crente para que se afaste do pecado e torne para Deus. Na Nova Aliança a lei brota do coração porque foi o Espírito Santo quem a colocou ali; não é como na Velha Aliança cuja obediência era pela “letra da lei” (e não interiormente), apenas exteriormente.
“Um estudo cuidadoso de ambos os concertos revela que a diferença entre eles não estava na lei, mas sim em como a humanidade se relacionava com a lei... A lei foi escrita em tábuas de pedra durante o antigo concerto. Sob os termos do novo concerto, está escrita no coração. Em Hebreus 8:10, Paulo usa as palavras de Jeremias para o novo concerto, explicando que agora a lei está escrita, não em pedras, mas “porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração”. Ele não aboliu a lei, nem a modificou. Ele a escreveu nas mentes daqueles que O seguem”[33].
Nada mais claro...
João 13:34.
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”. (João 13:34).
Relata que Jesus nos deu um “Novo mandamento”, que seria: “amais uns aos outros assim com eu vos amei”. Em Levíticos 19:18, mais de dois mil anos antes, Deus já tinha ensinado os folhos de Israel a “ amarem uns aos outros como a si mesmo”. Como que este ensinamento de Jesus vai ser novo se existia bem antes?
Analisemos o texto. Note que Jesus disse “novo mandamento” e não “mandamento novo”.
Se ele tivesse dito mandamento novo, seria realmente um outro, que não existia. Já que Jesus disse novo mandamento, isso significa que é um mandamento novo porque é “aperfeiçoado”.
- Antigamente esta ordem de Deus era assim: “amarás o teu próximo com a ti mesmo”;
- Hoje é assim: “ameis uns aos outro como eu vos amei”.
Notou a diferença? Jesus acrescentou a expressão “como eu vos amei”. É por isso que Cristo disse que era um novo mandamento: porque foi aperfeiçoado.
Lucas 16:16.
“A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele”. (Lucas 16:16).
O ponto de partida para a boa compreensão deste verso é sabermos que as palavras duraram, vigoraram ou existiram, que aparecem em algumas versões não se encontram no original.
Na tradução de "Almeida Revista e Corrigida" está duraram em grifo, indicando que ela não se encontra no original. Foi um acréscimo do tradutor para a complementação do sentido.
Para uma adequada compreensão do sentido, esta passagem deve ser colocada ao lado do texto paralelo de SÃO MATEUS 11:13, que diz a mesma coisa, com mais clareza:
"Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João".
Assim, Lucas nunca pretendeu afirmar que a lei de Deus foi abolida depois de João. Entram, porém em contradições:
a) Afirmam que a Lei parou com João Batista, precursor de Cristo.
b) Afirmam que a Lei vigorou até a 1ª vinda de Cristo.
c) Afirmam taxativamente que a Lei findou na cruz.
Vemos aí a incoerência de TRÊS ABOLIÇÕES da Lei!
Nós, porém podemos provar que a Lei e os profetas continuaram depois de João:
a) A LEI
"Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos" Mat. 19:17.
b) OS PROFETAS
O texto bíblico nos informa que houve muitos profetas nos tempos apostólicos. Ler:
Atos 2:17 e 18 - " ... e profetizarão".
Atos 19:6 - "... e ... profetizavam."
Atos 21:7-9 - " (Filipe) tinha ... quatro filhas donzelas, que profetizavam."
I Cor. 14:29 - "Tratando-se de profetas ..."
Logo, o real significado de LUCAS 16:16 é: "A LEI E OS PROFETAS FORAM PREGADOS ATÉ JOÃO”, era uma indicação do tempo em que o reino de Deus seria anunciado. A vinda de João foi um cumprimento desse tempo.
O estudo do contexto é muito útil para melhor compreensão do assunto, pois este nos indica que nem Mateus nem Lucas estão discutindo os Dez Mandamentos. O contexto nos elucida que muitos dos judeus eram descrentes da missão e do caráter de Cristo e do seu precursor. Afirmavam sua crença em Moisés e em todos os profetas. Cristo procurou insistentemente provar-lhes que Ele era aquele de que os profetas falavam e que o reino de Deus estava sendo pregado através de João Batista.
João Batista iniciou seu ministério declarando: "É chegado o reino dos céus." Mat. 3:3.
O próprio Cristo iniciou Seu ministério público declarando: "O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo ...". Marc. 1:15.
As profecias ensinadas pelos profetas com referência a Cristo quando Ele veio, deixaram de ser profecias e passaram a ser fatos históricos consumados.
Sobre Lucas 16:16, a palavra até (no grego "méchri") jamais autoriza a idéia de que os escritos da lei e dos profetas tenham perdido o seu valor quando João começou a pregar. O evangelho veio, não para ser colocado em lugar do Velho Testamento, mas em acréscimo a ele. Este é o sentido claro no qual méchri é usado aqui e também em Mat. 28:15 e Rom 5:14:.
Os que ensinam que os escritos do Velho Testamento não têm mais valor para os cristãos contrariam o que Cristo ensinou. Ele declarou enfaticamente que não veio tirar das Escrituras nem um til nem um jota. (Mt. 5:18).
Interpretação perigosa é concluir que este verso ensina que Moisés e os profetas estavam abolidos, ou que os Dez Mandamentos não precisam mais ser guardados.
São oportunas e claras as palavras de Moody: "A Lei dada no Sinai nada perdeu de sua solenidade ..." "O povo precisa ser levado a compreender que os Dez Mandamentos estão ainda em vigor, e que há uma penalidade a cada violação ... O sermão do monte não cancelou os Dez Mandamentos".[34]
Tenhamos cuidado ao afirmar que algo criado por Deus (sua santa lei – veja Êxodo 31:18) e que é santo (Romanos 7:12) seja uma maldição ou que tenha sido abolido; isto é perigoso. É
falta de respeito para com o Criador afirmar que os Dez Mandamentos, um transcrito de seu caráter, tenha sido abolido.
“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos”(1 João 5:3)
“Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom”. (Romanos 7:12).
“Quanto às tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre”. (Salmos 119:152).
Que sejam nossas as palavras do salmista:
“Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei”. (Salmos 40:8).
A lei, colocada em seu devido lugar (não como ponto de salvação, mas como um espelho para nos mostrar o pecado, reger nossa conduta e glorificar a Deus através de nossos bons frutos) é uma bênção e não uma maldição.
“Deus estabeleceu o sábado para que este fosse um “memorial da do Criador” e um “memorial da Criação”. É também um ‘memorial da redenção’.
“Quando guardamos o sábado, estamos lembrando de que há um Deus Criador, e que não estamos no mundo por acaso; estamos dizendo que cremos no Eterno e que admiramos os seus feitos na criação e na redenção do homem.
“O sábado é um momento em que podemos ter “um lindo encontro com o Senhor Jesus Cristo”. A cada final de semana podemos desfrutar deste maravilhoso companheirismo com o Senhor Jesus, Deus o Pai e com o Espírito Santo. É um dia que podemos também estar na companhia da família. Durante a semana pouco falamos com nosso cônjuge ou filhos e o sábado é um a oportunidade para restabelecermos os laços familiares, na companhia dos familiares e do Senhor Jesus”[35].
Guardar o sábado é uma questão de Adoração a Deus a aceitar Seu Senhorio. Toda criatura que foi criada por Deus (refiro-me mais especificamente a este planeta) deve adora-lo; automaticamente, deve guardar o sábado. Deve também aceitar a autoridade divina sobre qualquer forma de doutrina antes que crer em algo ensinado pelos homens (cf. At 5:29).
A lei não salva[36]; seremos salvos unicamente pela graça do Senhor Jesus (Ef 2:8); mas devo ressaltar que o fato de não sermos salvos pela lei não nos dá a liberdade de transgredirmos os mandamentos de Deus. Nossas obras, apesar de não nos salvarem são importantes, pois são evidências de nossa fé e devem vir como uma conseqüência da mesma (Efésios 2:10). “... a fé sem obras é morta” (Tg 2:26).
Deus lhe guarde,
Leandro Soares de Quadros.
Setor de Respostas Teológicas.
“Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”. (Salmos 119:18 RA).
[1] Extraído do Cd – Rom – Comentário Bíblico Adventista do 7o Dia (Casa Publicadora da Argentina).
[2] Comentário Bíblico Adventista do 7o Dia Volume I, pág. 888.
[3] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1a Edição, 1965) p.101.
[4] Idem, p. 101 e 102.
[5] Idem, p. 102.
[6] Idem, p. 105.
[7] Consulta Doutrinária (Casa Publicadora Brasileira, 1a Edição, 1979) p. 152 e 153.
[8] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1a Edição, 1965) p. 162- 164.
[9] Comentário de Romanos, volume II, São Paulo: Faculdade Adventista de Teologia, 1969, traduzido de The Seventh – day Adventist Bible Commentary” páginas 298-301.
[10] Subtilezas do Erro, págs. 191 e 192 – A.B. Cristianini.
[11] Comentário de Romanos, volume II, São Paulo: Faculdade Adventista de Teologia, 1969, traduzido de “The Seventh – day Adventist Bible Commentary”, p. 313.
[12] Citado em “Sutilezas do Erro”, pág. 125.
[13] Citado em “Sutilezas do Erro”, pág. 125.
[14] The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pp. 205 3 206, citado por Alberto Ronald Timm em “O Sábado nas Escrituras” São Paulo: Instituto Adventista de Ensino; 1990, p. 70.
[15] Clarke, vol. 6, p. 524 – Idem, p. 70.
[16] Alberto Ronald Timm, “O Sábado nas Escrituras”, p. 70-71.
[17] Todo este estudo foi extraído do livro de Alberto Ronald Timm, O Sábado Nas Escrituras (São Paulo - Instituto Adventista de Ensino, 1990), p. 71.
[18] The Pulpit Commentary, vol. 20, (Galatians), p. 90 - Citado por Alberto Ronald Timm.
[19] The Seventh – day Adventist Bible Commentary, vol. 6, p. 967.
[20] Ibidem.
[21] Escreveu importantes obras publicadas pelos Batistas.
[22] Jamieson, Fausset and Brown, A Commentary Critical, pratical, and Explanatory on the Old and New Testament, Dayton, Ohio: W. J. Shuey, 1988), vol. 4, p. 29. – Citado por Alberto R. Timm.
[23] Estudo extraído do livro de Henry Feyerabend, Um Evangelista Responde as 101 Perguntas Mais Freqüentes (Artur Nogueira – SP: União Central Brasileira da Igreja Adventista do 7º Dia, 1a Edição, Ano 2000) p. 79 e 80.
[24] A.B. Christianini, “Sutilezas do Erro”, pág.127.
[25] Lourenço Gonzáles, Assim Diz o Senhor, (7a Edição), p. 77.
[26] Segundo o Dicionário Universal, modismo é “modo de falar próprio de uma língua e admitido pelo uso, mas contrário às regras gramaticais”... É peculiar ao idioma hebraico este modo de expressar-se.
[27] Teocracia: governo em que os chefes da nação pertencem à classe sacerdotal. (Fonte: Dicionário Universal On-line).
[28] Adaptando à nossa ocasião presente, ao “pastor oponente à lei de Deus...”.
[29] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (1a Edição) p. 57-60.
[30] Idem, p. 120. Adaptado.
[31] Pedro Apolinário, Leia e Compreenda Melhor A Bíblia (2a Edição Ampliada, Agosto de 1985), p. 139.
[32] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (1a Edição) p. 120 – 122.
[33] Henry Feyerabend, Um Evangelista Responde as 101 Perguntas Mais Freqüentes, (Artur Nogueira – SP: União Central Brasileira da Igreja Adventista do 7º Dia, ano 2000), p. 73.
[34] A explicação deste texto de Lucas 16:16 foi extraída dos Arquivos da Escola Bíblica.
[35] Extraído da carta 6051: Porque os Adventistas Guardam o Sábado, de Leandro Soares.
[36] Faz parte do plano de Deus em seu processo de salvação, ao restaurar em nós a Sua imagem santa.
Fonte: Textos Difíceis
Êxodo 35:3 e Números 15:32-36. 2
Isaías 1:13. 3
Mateus 5:17 e 18. 3
Marcos 2:23-28 e Mateus 12:3-8. 5
Marcos 2:27. 7
Mateus 12:8. 9
Romanos 14. 10
Romanos 10:4. 13
Colossenses 2:16 e 17 e Gálatas 4:10. 14
Gálatas 4:10. 16
Quais eram os 7 Sábados Cerimoniais. 17
João 5:17. 18
João 9:4. 19
2 Coríntios 3:7-11. 19
Entendendo a expressão ‘ministério da morte’ em 2 Coríntios 3:7. 23
João 13:34. 25
Lucas 16:16. 26
Textos Bíblicos.
Introdução
Nós Adventistas temos um grande destaque no mundo religioso. Apesar de sermos criticados por muitas organizações religiosas, somos elogiados pelo conhecimento que temos das escrituras.
Apesar deste conhecimento, achamos necessário expor algo mais aos irmãos sobre “Textos de Difícil Interpretação”. Com o grande crescimento de erros doutrinários e distorções de textos da Bíblia, sempre é necessário estudarmos mais para não ter nossa fé abalada.
Esta é a primeira de outras apostilas que queremos estudar com vocês; e meu desejo, do fundo do coração, é que através destes estudos, você possa compreender melhor a Palavra de Deus, para que sua fé em Deus e na mensagem Adventista seja aumentada a cada dia.
Analisemos algumas das passagens bíblicas mal entendidas na atualidade:
Êxodo 35:3 e Números 15:32-36.
“Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”. (Êxodo 35:3 RA).
“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés”. (Números 15:32-36 RA).
Estas Leis existentes acerca do Sábado, aparentemente excessivas, eram dadas deste modo sabe porque? “As Leis são dadas de acordo com a consciência moral das pessoas”. Naquela época, eles tinham uma mentalidade diferente. Acender fogo no Sábado, maldizer os pais era punido com a morte. Em Êxodo 21:17 era ordenado: “quem maldizer seu pai ou sua mãe será morto”. Será que o fato de ser ordenado matar quem maldissesse seus pais seria uma desculpa para não guardarmos o mandamento que diz Honra teu pai e tua mãe? Claro que não, pois eles merecem todo nosso amor e respeito.
Vemos então que não é porque a profanação do Sábado era punida com a morte que iremos abolir o mandamento de Deus, que é eterno (Salmo 119:152), assim como não podemos tirar do decálogo o mandamento “honra teu pai e tua mãe”(Êxodo 20:12) pelo fato deste também ser punido na época com a morte. Estas punições estabelecidas por Moisés eram para “mostrar a importância” da Lei.
Ascender fogo no dia de sábado.
“Antanho ascender um fogo exigia considerável esforço. O clima relativamente cálido da região do Sinai não se fazia necessário o aquecimento, e o fogo só houvera servido para cozinhar. Posto que não era indispensável para a saúde comer alimentos quentes em tal clima, não se devia preparar comida quente no sábado ... Este mandato é observado estritamente todavia, nos lugares de clima frio, para os judeus caraítas, que não permitem ascender nem luz nem fogo nas suas casas durante o dia de sábado. Sem dúvida, muitos judeus consideram que esta ordem era de caráter transitório, e ascendem luzes e fogo, inclusive em Israel. Porém os judeus ortodoxos estritos não cozinham (hoje) nenhum alimento no dia sábado”[1].
Porque o homem que apanhou lenha no sábado foi morto?
“O pecado deste homem era claramente insolente, e o mesmo era uma ilustração da classe de pecado de que se fala em Números 15: 30...”.
33.
“Foi sua atitude desafiadora que provocou o severo castigo. Deliberadamente quebrantou o sábado”.[2]
Isaías 1:13.
“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. (Isaías 1:13 RA).
Existe uma ciência responsável pela interpretação do versículo Bíblico chamada de “Hermenêutica”, que estabeleceu alguns princípios para a interpretação dos textos, e um deles é examinar o “Contexto Externo” e o “Contexto Interno”.
Analisar o “contexto externo” seria analisar o que o autor queria dizer, quando escreveu a quem escreveu e o porque escreveu. “Contexto interno” seria ler os versos que vem antes e depois do texto que queremos estudar.
Portanto, não devemos tirar conclusões precipitadas sem analisar o contexto do verso, pois estaríamos forçando a Bíblia a dizer o que “não disse”.
Em Isaías diz: “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso para mim é abominação, e também as ofertas de lua nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar a iniqüidade “associada” ao ajuntamento solene”. Aqui, Deus não está dizendo que iria abolir este mandamento ou que o povo de Israel não tinha mais espírito religioso por observar o Sábado. O Senhor está dizendo apenas que não suportava mais ver eles “MISTURAREM” a guarda do Sábado (neste texto mais especificamente os dias sagrados) com a iniqüidade, assim como ele não toleraria a guarda de qualquer outro mandamento, se estivesse associado ao pecado. Para Deus, não basta obedecer apenas “exteriormente”, mas sim de “coração” como é ordenado no Novo Concerto. (Jeremias 31:33; Hebreus 8:10). Nossa vida deve ser repleta de boas obras demonstrando, assim, uma verdadeira conversão. A reclamação de Deus não era jamais por eles guardarem o Sábado, pois o próprio criador lhes deu esta ordem! (Êxodo 31:13), mas sim por misturarem os mandamentos de Deus com a iniqüidade que praticavam! (examinando o contexto, você poderá ver que a iniqüidade pelo povo praticada era a idolatria, bebedices e muita maldade- Ver capítulo 2, 5, 8, etc.)
Mateus 5:17 e 18.
Em Mat. 5:18 diz que, “nem um i ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra”.
a) Esse tudo se cumpra, de acordo com o texto, não é a lei? Até que se cumprisse nada seria tirado dela?... E Cristo já não cumpriu?
b) Aqui não está falando de toda a lei e não somente dos Dez Mandamentos?
Os versos, 17, 19 e 20 nos ajudam e entender o significado da expressão “cumprir” em Mt 5:18 (e inclusive no próprio v. 17):
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. (Mateus 5:17).
“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. (Mateus 5:19-20 RA).
Estes textos nos ensinam 2 coisas:
1) Que Jesus não veio revogar a lei;
2) Que aquele que violar um dos mandamentos, mesmo que seja dos menores, é desaprovado pelo céu,ou seja: ninguém está autorizado a mudar a Palavra de Deus, incluindo os 10 Mandamentos.
Isto nos leva a conclusão de que, se Jesus não veio revogar a lei e os profetas e nenhum ser humano está autorizado a violar qualquer mandamento que esteja nos mesmos (lei e profetas), a expressão “cumpriu” não pode insinuar que Jesus cumpriu a lei no sentido de anula-la. Isto seria uma contradição no próprio texto no qual Jesus diz: “não vim revogar a lei e os profetas”.
“Que quer dizer ‘ab-rogar’ ? (ou revogar) De acordo com a clássica definição jurídica significa revogação total de uma lei. ‘Abrogatur cum prorsus tollitur”. É nada menos que extinguir uma lei. E Jesus disse que não viera AB-ROGAR (revogar) nada do que continham a lei ou os profetas.”[3]
Este tudo se cumpra não é a lei, mas a Palavra de Deus. Isto é claro no contexto do verso. A Palavra de Deus será cumprida em todos os sentidos: as profecias referentes a Cristo, Sua segunda vida a esta terra , o estabelecimento da Nova Terra e tudo o mais.
O Contexto diz claramente que, “até que o céu e a terra passem...” não era para ser tirado o mínimo acento da lei (Neste caso todo o Antigo Testamento, onde está incluso o Decálogo). Se a lei tivesse sido abolida, o céu e a terra também já teriam passado e nós não estaríamos aqui hoje.
Este texto (Mateus 5:17-19) é um dos mais claros em dizer que Jesus não veio mudar a lei; mesmo assim, é usado o argumento: “Se Jesus Cumpriu a Lei, eu não preciso mais guardar. Está cumprido”!
Como interpretar corretamente este verso? O modo mais seguro é “ permitir que a Bíblia seja sua própria intérprete.” Vejamos Mateus 3:13-16. o qual nos ajudará no esclarecimento:
“Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça...” (Verso 15-Grifo nosso)
Analisemos: O texto diz que Jesus cumpriu o Batismo e a justiça. Será que pelo fato de Cristo ter cumprido o Batismo, ninguém, mais precisa se batizar para se salvar? Nenhum evangélico concordaria com isso.
E a justiça? Não precisaria mais cumprir os justos reclamos de Deus por que Jesus os cumpriu? De maneira nenhuma, pois temos de obedecer a Deus e sermos justos por toda a vida!
“Diz o grande lexicógrafo Webster: ‘cumprir é obedecer’. É um atendimento exigência legal, uma satisfação ao preceito. Um cidadão cumpre o dever de votar, por exemplo. Extingue-se a instituição do voto, por ele te-lo cumprido? Não! A exigência é permanente; o cumprimento é transigente . O cumprimento afeta a pessoa, não a exigência; liga a pessoa à exigência, mas não remove a exigência.Esta só é removível por força da lei superior que expressamente o declare...”[4]
Digamos que você seja multado. Depois do susto, começas a cumprir corretamente as leis de trânsito. Por ter cumprido a lei, quer dizer que agora você pode andar na velocidade que quiser, bater em quem quiser, ou seja, não precisa mais obedecer? É muito ilógico supor uma coisa destas.
Assim como o CUMPRIR o batismo não significa que nenhuma pessoa mais precisa ser batizada para provar que crê em Jesus, o CUMPRIR a lei não significa que não precisamos obedecer. De acordo com qualquer dicionário, cumprir significa “obedecer”.
Em Gálatas 6:2 diz: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo”. (Gálatas 6:2 RA).
“J. Broadus, credenciado comentador batista, também faz empenho em alinhar-se na opinião de que “cumprir” significa obedecer. Ele escreve sobre Mateus 5:17: “Cumprir é a tradução de uma palavra grega significando “tornar cheio”, “encher”...Significa “executar plenamente”, “realizar”, aplicado a qualquer obra e dever. Em vão se tem procurado colocar este dito de Jesus em conflito com o que Paulo ensinou em referência á lei... A idéia que ainda ás vezes surge, de que Jesus foi um reformador radical que pôs de lado a lei de Moisés por imperfeita e gasta, é contrária a todo os espírito desta passagem”[5].
“Cumprindo a lei, Cristo simplesmente “preencheu-a” no seu completo sentido, dando ao homem um exemplo de perfeita obediência à vontade de Deus, a fim de que a mesma lei ‘possa ser cumprida (pleros) em nós’. Rom. 8:4”.[6]
Marcos 2:23-28 e Mateus 12:3-8.
“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Marcos 2:23-28).
“Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mateus 12:3-8).
O sábado Bíblico remonta da criação do mundo. Ao Deus terminar sua obra criadora, Ele estabeleceu o sábado, o qual abençoou e santificou (Gênesis 2:1-3). Isto mostra-nos o quando Deus tornou o sábado um dia santo, ou seja, “separado” para uso santo.
O Eterno Deus estabeleceu o sábado como memorial da criação, como o objetivo de conservar na mente de seus filhos o verdadeiro motivo pelo qual Ele deve ser adorado – Porque Ele é o Criador, e nós as suas criaturas. O estabelecimento do sábado foi para manter na mente humana a lembrança de que há um Deus Criador e que não estamos no mundo por acaso. É uma proteção contra o ateísmo e idolatria.
O sábado (hebraico Shabbath) foi criado por Deus para que pudéssemos desfrutar um dia inteiro de comunhão com o Ele e nossa família; Deus viu que iríamos precisar santificar um dia, pois durante a semana não temos tempo integral (só poucas horas) para adorar a Deus e estar com a família. O sábado é meio divino de nos colocar em maior comunhão com Deus e com a família e um remédio contra o estresse, devido á possibilidade de descanso total das obras rotineiras.
Sendo que a guarda do sábado é tão importante, como harmonizar isto com alguns textos Bíblicos que falam que Jesus curou no sábado e permitiu que os discípulos colhessem espigas neste dia?
Vejamos:
Porque Jesus curou nos sábados e permitiu que os discípulos colhessem espigas?
Os fariseus tinham fanatizado a guarda do Sábado. Nas leis deles, era proibido caminhar mais que um quilômetro aos sábados; se uma pessoa deixasse cair um lenço, não poderia juntá-lo por que era Sábado; tinha-se aproximadamente trezentas regras em relação ao dia de guarda.
Ao permitir que os discípulos colhessem espigas no Sábado, ao curar as pessoas neste dia, Cristo não estava abolindo o mandamento. Ele estava ensinando-os a guardarem o sábado do modo correto. O próprio Jesus disse que “é lícito fazer o bem aos sábados” (Mateus 12:12). O Sábado é um dia próprio para fazermos obras de caridade, auxiliar os enfermos, visitar orfanatos e asilos, dar estudos Bíblicos.
Notemos que o Senhor disse “é lícito fazer o bem”, e não trabalhar, pois desviaria nossa atenção de Deus. Deus nos deu seis dias da semana para fazermos o que quisermos; Ele exige apenas um dos dias integrais da semana para dedicarmos em comunhão contínua com Ele.
Jesus guardou a lei: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço”. (João 15:10).
Durante a semana trabalhava na carpintaria, mas no sábado ia á igreja, “segundo seu costume”: “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler”. (Lucas 4:16).
“Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. (1 João 2:6 ). Eu quero seguir o exemplo de Jesus e andar como ele andou.
Portanto, o simples ato de colher espigas no sábado não foi um pecado, pois eles não estavam fazendo uma “colheita” (o que as escrituras não aprovam – ver Êxodo 34:21), mas apenas colhendo para “comer”, assim como se faz ao comer uma “fruta”. Não é pecado apanhar uma fruta para comer no Sábado. Jesus com esta lição queria ensinar isto ao povo da época.
[7]“Os sacerdotes...violam o sábado”. – O raciocínio do Senhor neste passo é muito claro: se seus discípulos estavam profanando o sábado por colherem espigas para come-las a seguir (o que era perfeitamente legal), então os atos dos sacerdotes ao cumprirem sua função religiosa no templo (e faziam sacrifícios em dobro nesse dia, cf. Números 28:9) seriam também transgressão.
Caso, por suas palavras, Cristo estivesse afirmando que os sacerdotes desrespeitavam o mandamento, então realmente se poderá concluir que Deus deu ao povo uma lei santa ordenando a santificação do sábado, para depois transmitir a Moisés outra lei eclesiástica que resultaria em violação semanal do sábado da primeira...
É evidente, que o isso da palavra “violam” deve aqui ser compreendido no contexto daquela controvérsia, e a referência de Cristo aos sacerdotes foi simplesmente como ilustração da declaração que pouco depois faria: “Logo, é lícito fazer bem, aos sábados”. (v.12).
Marcos 2:27.
“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27).
Um verso que nos ajudará a entender esta declaração de Jesus é o seguinte:
“Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem”. (1 Coríntios 11:9).
Se a afirmação de Jesus que “o sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do sábado” abole o mandamento, temos de supor que a afirmação de Paulo de que “o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem” quer dizer que Deus “aboliu a mulher e sua importância”, o que seria absurdo.
Um dos ensinos de Paulo neste verso é que a mulher foi criada para beneficiar o homem (pois este estava só); o mesmo se dá com o sábado.
Ao dizer que “o Sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do Sábado”, Jesus está afirmando que o dia de guarda foi santificado para “beneficiar” o homem, e não o homem beneficiar o Sábado. O Sábado foi estabelecido para que o homem pudesse descansar de suas obras diárias e dedicar este tempo somente ao criador, para refletir em seu amor e no seu poder criativo. Os judeus achavam o contrário.
Raciocinemos: Se o sábado foi feito para o benefício do homem, quando que o ser humano se beneficiará dele? Guardando-o! Não podemos nos beneficiar com suas bênçãos sem observá-lo.
Vejamos um estudo extraído do livro “Sutilezas do Erro” acera deste assunto:
“Vejamos o que o Mestre quis dizer com estas palavras. Há aí duas proposições: uma do sábado servir ao homem; outra, do homem sujeitar-se ao sábado. Consideremos a primeira. É de clareza meridiana. O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação do homem”. O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma bênção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem...
“A segunda proposição contida no texto diz: ‘e não o homem por causa do sábado’. Simples demais para ser entendida. Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado necessitando ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro homem , e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma bênção e não uma carga. O farisaísmo dos dias de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências esdrúxulas que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado foi a de escoima-lo desses acréscimos, devolvendo-o à prístina pureza. A atitude de Cristo para com Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.
“E de passagem cabe aqui uma observação: o sábado foi feito por causa do homem, e isto não pode ser verdade em relação ao domingo, porque no primeiro dia da semana o homem ainda não fora criado!
“...sendo o sábado um mandamento da lei de Deus, se Cristo o transgredisse de qualquer maneira Se tornaria um pecador, e nessa condição não poderia ser nosso Salvador!
“...Jesus declarou-Se Senhor do sábado! Solene e importantíssima declaração! Frise-se bem que Ele é o Senhor do sábado e não do domingo, embora a cristandade... averbe este dia este dia como o “dia do Senhor”. Cristo, porém, reafirmou Sua soberania sobre o sábado. É o autor do sétimo dia, consagrado ao repouso e, nessa qualidade, sabe o que é lícito ou não fazer nele. Os fariseus que censuraram os discípulos por apanharem espigas, foram além dos reclamos divinos, “além do que está escrito”. Punham restrições descabidas à guarda do sábado. E Jesus, para mostrar-lhes Sua autoridade, apresenta-Se como Autor do sábado. Nada há de derrogatório na declaração do Mestre. Ao contrário, reafirma o valor e a vigência do sábado, escoimado, no entanto, das exigências talmúdicas
“Broadus, renomado comentarista Batista, tratando desse texto, assim conclui:
“Mas o sábado permanece ainda, pois que existia antes de Israel, e era desde a criação um dia designado por Deus para ser santificado” (Gên. 2:3)...” (John A. Broadus, Comentário de Mateus, Vol. 1, pág. 345).
“Cristo jamais combateu o sábado, mas apenas a maneira de guarda-lo, a estreiteza dos fariseus.
“Diz Strong, grande teólogo batista:
‘Nem nosso Senhor ou os apóstolos ab-rogaram o sábado do decálogo. A nova dispensação abole as prescrições mosaicas quanto à forma de guardar o sábado mas ao mesmo tempo declara sua observância de origem divina e como sendo uma necessidade da natureza humana... Cristo não cravou na cruz qualquer mandamento do decálogo...Jesus não Se defende da acusação de quebrar o sábado, declarando que este fora abolido, mas estabelece o verdadeiro caráter do sábado em atender uma necessidade humana fundamental’ (A.H. Strong, Systhematic Theology, p. 409).
“Ryle, erudito comentarista evangélico, tratando do texto diz:
‘Não devemos deixar-nos arrastar pela opinião comum de que o sábado é mera instituição judaica, que foi abolido ou anulado por Cristo. Não há uma só passagem das Escrituras que isso prove. Todos os casos em que nosso Senhor Ser refere ao sábado, fala contra as opiniões errôneas que os fariseus propagaram a respeito de sua observância. Cristo depurou do quarto mandamento da superfluidade profana dos judeus... O Salvador que despojou o sábado das tradições judaicas e que tantas vezes esclareceu o seu sentido, não pode ser inimigo do 4o mandamento. Pelo contrário, Ele o engrandeceu e o exaltou’ (J. C. Ryle, Comentário Expositivo do Evangelho Segundo Lucas, pág. 79)[8].
Mateus 12:8.
“Porque o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mateus 12:8).
Neste verso Jesus diz que é o “Senhor do Sábado”, referindo-se ao fato de que ele é o dono. Ele faz o que quiser, ou seja, ele diz como se deve guardá-lo ou não.
Como visto anteriormente, Jesus guardou o sábado e em sua vida testemunhou acerca da maneira correta de faze-lo, como um memorial do Criador e da criação e sem o fanatismo ensinado pelos fariseus.
Romanos 14.
“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente”. (Romanos 14:4-5).
“Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes”. (Romanos 14:2).
“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus”. (Romanos 14:5-6).
“Débil na fé – Isto é, aquele que não tem senão uma limitada compreensão dos princípios da justiça. Nele está o desejo de ser salvo e ansioso para cumprir o que quer que dele seja exigido.
“Porém, na imaturidade da sua experiência cristã (ver Hebreus 5:11 a 6:2), e provavelmente também como resultado da primitiva educação e crença tenta obter a sua salvação mais seguramente pela observância de certas regras e regulamentos que na realidade não são obrigatórios. Para ele, estes regulamentos revestem-se de grande importância. Ele os considera como absolutamente obrigatórios para a sua salvação, e torna-se agoniado e confundido quando vê outros cristãos ao seu redor, especialmente os que parecem mais experientes, não participarem de seus escrúpulos.
“A declaração de Paulo em Romanos 14 tem sido interpretada de várias formas, e tem sido usada por alguns: (1) para depreciar uma dieta vegetariana, (2) abolir a distinção entre alimentos puros e impuros, e (3) remover toda distinção entre dias, abolindo dessa forma, o sábado do 7o dia. Que Paulo não está fazendo nenhuma destas coisas torna-se evidente quanto este capítulo é estudado á luz de certo problemas religiosos referidos que perturbaram alguns cristãos do primeiro século.
“Paulo menciona vários problemas que são uma ocasião de mal entendido entre os irmãos: (1) problemas relativos á dieta (verso 2), e (2) problemas concernentes á observância de certos dias (versos 5, 6). Em I Coríntios 8 o problema do irmão forte versus irmão débil, considerando a dieta, também é tratado. A carta aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes da enviada aos Romanos. Parece razoável concluir que em I Coríntios 8 e Romanos 14 Paulo está tratando em essência do mesmo problema. Em Coríntios o problema é identificado quanto a ser próprio o comer de alimentos sacrificados aos ídolos. Segundo a antiga prática pagã, os sacerdotes praticavam um intenso mercado de animais oferecidos aos ídolos. Paulo dissera aos crentes de Corinto conversos do judaísmo e do paganismo que desde que era um ídolo, nada havia de errado em si, no comer alimentos dedicados a ele. Contundo, explica, por causa da herança em instrução primitiva e diversidade no discernimento espiritual, nem todos possuíam este “conhecimento” e não podiam com a consciência livre, comer de tais alimentos... Daí, Paulo insta com aqueles sem escrúpulos quanto á consideração desses alimentos, a não colocarem pedra de tropeço no caminho dos irmãos pelo consumo destes alimentos (Romanos 14:3). Sua admoestação encontra-se dessa forma em harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e sem dúvida lança luz, sobre pelo menos uma razão por que o concílio tomou posição sobre este assunto...Provavelmente por temor de ofender neste assunto, alguns cristãos abstiam-se inteiramente de alimentos cárneos, o que significa que o seu alimento era restrito a “ervas”, isto é, vegetais (Romanos 14:2).
“Paulo não está falando de alimentos higienicamente prejudiciais. Não está sugerindo que os cristãos de fé vigorosa possam comer qualquer coisa, desconsiderando os seus efeitos sobre o bem estar físico. Paulo já tem deixado claro no capítulo 12:1 que o verdadeiro crente compreenderá que o seu corpo dever ser preservado santo e aceitável a Deus como sacrifico vivo. O Homem de fé robusta considerará como ato de adoração espiritual, manter boa saúde (Romanos 12:1 e I Coríntios 10:31).
“Um fato adicional lança luz sobre os problemas que Paulo está discutindo. Apenas muito palidamente, a princípio, os judeus cristãos compreenderam que a lei cerimonial encontra os seus cumprimentos em Cristo... e que esta daí por diante não mais era válida. Em verdade, os primeiros Cris~tabus não forma chamados abruptamente a cessar o serviço das festas anuais judaicas ou repudiar os ritos cerimoniais de uma vez por todas. Sob a lei cerimonial os judeus deviam guardar 7 sábados anuais. Paulo mesmo observou várias festas após a sua conversão (Atos 18:21, etc). Embora pensasse que a circuncisão nada era (I Coríntios 7:19), tinha consigo o circuncidado Timóteo (Atos 16:3) e concordara em cumprir um voto segundo as estipulações do código antigo (Atos 21:20-27). Sob tais circunstâncias parecia melhor permitir que os vários elementos da lei cerimonial da lei judaica gradualmente viessem a desaparecer a medida que a mente e a consciência se iam iluminando. Dessa maneira, era inevitável que entre os judeus cristãos surgisse a questão quanto á conveniência de observar certos “dias” – dias santos judaicos, em conexão com as suas festas anuais (Ver Levíticos 23:1-44).
“Em vista destes fatos, torna-se evidente que Paulo, em Romanos 14, não está: (1) depreciando a dieta de “ervas” (vegetais), ou (2) indo de encontro á antiga distinção bíblica entre – alimentos puros e impuros, ou (3) abolindo o sétimo dia, o sábado da lei moral... O que pretenda afirmar que assim foi, deve estar vendo no argumento de Paulo algo o que aí não existe.
“Que Paulo não ensina ou mesmo de a entender a abolição do sábado do sétimo dia tem sido reconhecido por comentaristas tais como: Janieson, Fausset e Brown em seus comentários sobre o cap. 14:5 e 6: "Dessa passagem sobre a observância de dias, Alford infelizmente infere que tal linguagem não podia ter sido usada se a sábado-lei não estivesse forçando o evangelho de qualquer maneira. Certamente não podia, se o sábado fosse meramente um dos dias de festas judaicas; porém, tal não acontecerá pois não foi outorgado meramente porque fora observado sob, a economia judaica. E certamente se o sábado era mais antigo que o judaísmo; se mesmo sobre o judaísmo foi guardado como relíquia entre a terna santidade do decálogo, proferido, com nenhumas outras porções do judaísmo o foram, em meio, aos terrores do Sinai; e se o próprio Legislador disse quando na terra “O Filho do homem ´se Senhor até do sábado” (Marcos 2:28). Será difícil mostrar que o apóstolo significasse que o mesmo devia ser colocado pelos seus leitores entre aqueles desaparecidos dias de festa judaicas, e que só um “débil” poderia imaginar estarem ainda em vigor, uma debilidade que os que tinham mais luz deviam, apenas por amor, suportar.
“Em Romanos 14: a 15:14 Paulo insta com os cristãos mais fortes para dar simpática consideração aos problemas de seus irmãos mais fracos. Como nos capítulos 12 e 13, ele mostra que a fonte da unidade e paz na igreja é o amor cristão genuíno. Este mesmo amor e respeito mútuo assegurará harmonia contínua entre o corpo de crentes, a despeito das opiniões e escrúpulos diferentes em assuntos de religião”[9].
“Paulo não diz que todos os dias são iguais. A palavra iguais está em itálico (Versão Almeida Revista e Corrigida), porque não se encontra no original grego e foi acrescentada por Almeida.
O dia aí mencionado não é o dia de repouso semanal, porque o mesmo apóstolo, em sua epístola aos Colossenses (2:16), tratando do mesmo assunto (pois o mesmo problema surgira naquela igreja) nos esclarece que são “dias de festa”. E em Gál. 3:10, abordando o mesmo problema, Paulo menciona “dias, e meses, e tempos e anos” (grifo nosso). Quer dizer que eram dias de festa, os feriados anuais e mensais, como:
Páscoa – Pentecostes – Dia da Expiação – Luas Novas – Tabernáculos – Jubileu regulados pela lei cerimonial. Por quê? Porque embora abolidos na cruz, esses dias, os judeus neófitos na fé, recém-convertidos (judaizantes) não se desvencilharam deles de pronto; queriam observa-los e ainda julgavam os cristãos vindos do gentilismo por não os observarem. Diz o comentarista Adão Clark: “A referência aí feita [à palavra dia] se prende a instituições judaicas, e especialmente a seus festivais, tais como a páscoa, pentecostes, festa dos tabernáculos, lua nova, jubileu, etc... Os gentios convertidos... consideravam... que todos esses festivais não obrigam o cristão. Nós os tradutores acrescentamos a palavra iguais, e fazemos texto dizer o que, estou certo, jamais foi pretendido, isto é, que não há distinção de dias, nem mesmo do sábado.” (Clark’s Commentary, Rom. 14:5)
Também os fundamentalistas Jamieson, Fausset e Brown comentam: “… será difícil mostrar que o apóstolo tenha rebaixado o sábado de maneira a ser classificado por seus leitores entre as transitórias festas judaicas...”.
Em parte algumas dos ensinos de Paulo, o sétimo dia do decálogo é assunto de controvérsia.”[10]
“Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo. É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer”. (Romanos 14:20-21).
Após as considerações anteriores, podemos tr mais luz para entender este verso. Paulo está dizendo para os Corintos não destruírem a obra de Deus por causa do comer ou não carnes sacrificadas aos ídolos. O ídolo nada é.
Ao dizer que “todas as coisas são limpas”, Paulo está se referindo ás “carnes sacrificadas a ídolos”; não está usando o termo genericamente, pois se o fizesse, teríamos de supor que até cobras, lagartos, cachorro, são limpos para alimentação.
Paulo falou que “é bom não comer carne e nem beber vinho” porque estes eram evidentemente os objetos principais dos escrúpulos religiosos do irmão mais fraco, provavelmente porque eram costumeiramente usados nos sacrifícios aos ídolos pagãos[11].
Conclusão:
Romanos 14 trata em essência do mesmo assunto de I Coríntios 8: Carnes sacrificadas a ídolos. Podemos facilmente perceber isto através da comparação dos dois livros:
“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. (Romanos 14:17).
“Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos”. (1 Coríntios 8:8).
Podemos ver que em Romanos 14 está sendo tratado sobre o mesmo assunto, que diz respeito ás carnes sacrificadas a ídolos. O versos 17 não está dando autorização para usarmos alimentos imundos, pois neste é este o objetivo do livro.
Outro fator que leva-nos a concluir que o assunto é o mesmo nos dois livros, é o fato da epístola aos Coríntios ter sido escrita menos de um ano antes da de Romanos. Chega-se á inevitável conclusão de que falam do mesmo assunto.
Lembremos de que o próprio Paulo disse: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (I Coríntios 10:31).
Os versos 4 e 5 referem-se aos dias de festividades judaicos, que eram chamados de ‘sábados cerimoniais’, sábados estes que eram diferentes do sábado do Senhor, abençoado e santificado na criação do mundo. (Leia Levíticos 23:38; Levíticos 23:3 e 24-25).
Romanos 10:4.
“Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. (Romanos 10:4).
Devido á falta de estudo da Bíblia, muitos acham que este verso refere-se á abolição da Lei.
A palavra “fim” neste texto vem do grego “Telos” e significa “alvo, objetivo”. Esta é a mesma que aparece em I Pedro 1:9:
“Obtendo o fim (Telos) da vossa fé: a salvação da vossa alma”.
Será que a Bíblia está dizendo aqui que a fé teve um fim; ou que não precisamos mais ter fé para sermos salvos? Claro que não! Seria absurdo supormos isso! De acordo com o original grego, a tradução correta deste texto é:
“Obtendo o alvo (ou objetivo) da vossa fé: a salvação da vossa alma”.
Portanto, a tradução correta de Romanos 10:4 é : “Porque o alvo (objetivo) da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. O objetivo da Lei não é nos salvar, mas nos aproximar de Cristo, através da obediência por amor (João 14:15)
Colossenses 2:16 e 17 e Gálatas 4:10.
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. (Colossenses 2:16).
“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos...”. (Gálatas 4:10)
Muitos sinceros cristãos têm lido este texto e ‘entendido’ que esta é uma forte evidência a favor da abolição do 4o mandamento – o descanso no sétimo dia. Ao analisarmos seu contexto e entendermos ‘a que tipo’ de sábado se refere, vermos que tal conclusão (abolição do sábado) não é apoiada pelas Escrituras.
Comentaristas Batistas, Metodistas, Presbiterianos e de outras denominações reconhecem que o Sábado mencionado nestas passagens não se refere ao descanso do Sétimo Dia, mas aos sábados “cerimoniais”. Veja o que diz Adam Clarke, erudito Metodista, em seu autorizado comentário:
“Não há aqui indicação de que o sábado fosse abolido, ou que sua obrigação moral fosse superada pelo estabelecimento do cristianismo. Demonstrei em outra parte que ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar’ – é um mandamento de obrigação perpétua, e nunca pode ser superado senão pela finalização do tempo”.[12]
Albert Barnes, profundo comentador presbiteriano, em sua obra Notes on the Testament, comenta Colossenses 2:16, textualmente:
“Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório á humanidade. Se ele tivesse escrito a palavra ‘O sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais deveria ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei cerimonial e típica, e não a lei moral, ou os Dez Mandamentos. Nenhuma parte da lei moral – nenhum dos Dez Mandamentos – poderia ser referido como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da lei moral, de obrigação perpétua e universal”.[13]
Podemos ver, portanto, palavra “Sábado” está no plural, indicando que se refere aos sábados cerimoniais.
O Sábado mencionado nesta passagem não se refere ao descanso do Sétimo Dia, mas aos sábados “cerimoniais”. A palavra “Sábado” está no plural, indicando que se refere aos sábados cerimoniais. Estes sábados eram guardados uma vez ao ano, quando o sacerdote fazia expiação pelos pecados do povo (ver Levíticos 16:29 a 31). Em Levíticos 23:38 Deus orienta ao povo para guardarem as festas fixas do Senhor “além dos sábados do Senhor”. Isto mostra que além dos sábados do Senhor tinham outras cerimônias, e entre elas este Sábado anual.
Existem muitas provas de que na Bíblia são mencionados dois tipos de Sábados; mas creio que esta passagem da Bíblia será suficiente: Levíticos 23: 3 e 24,25.
“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas”. (verso 3).
“Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso (esta é a tradução da Palavra “Sábado” – quer dizer “descanso”) solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação. Nenhuma obra servil fareis, mas trareis oferta queimada ao SENHOR”. (verso 24 e 25).
Analise:
No verso 3 – Deus está falando do sábado “Semanal”, pois ele disse para trabalhar seis dias e descansar no sétimo.
Nos versos 24 e 25 – Deus fala para eles guardarem um sábado “anual”, que era dia primeiro de todo o sétimo mês.
Este sábado anual sim foi abolido; não precisamos nos reunir uma vez por ano para celebrar esta festa que antecedia ao dia da expiação, pois Jesus já fez a expiação (cumpriu a pena) pelos nossos pecados na cruz.
O Sábado do 7o Dia, semanal, foi feito pelo criador para comemorarmos o ato Divino da Criação; não faz parte da lei cerimonial.
Em Atos 17:2 vemos que era “costume” de Paulo ir todos aos sábados á igreja, ou seja, ele era um cristão que seguia o exemplo de Jesus. No cap.16 verso 13 vemos que os cristãos, juntamente com Paulo “foram para perto de um rio no Sábado, pois conselho um lugar de oração”.
Atos 18:3 e 4 nos mostram que Paulo trabalhava em Corinto construindo tendas durante a semana, juntamente com Áquila e Priscila e todos os sábados ia à igreja. No verso 11 diz que ele permaneceu um ano e seis meses. Isto equivale à 72 Sábados guardados por Paulo só na cidade de Corinto!
Vejamos este outro comentário sobre o texto, feito pelo Doutor e Professor de Teologia Alberto R. Timm:
“A expressão ‘ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados (grego sabbáton), encontrada neste texto, tem sido usada para provar que a observância do sábado foi invalidade por Cristo na cruz. Se, porém, analisarmos mis atentamente o seu conteúdo, veremos que também este não pode ser aplicado em relação com o descanso semanal.
O tipo de sábado que está sendo considerado é indicado pela frase “que são uma sombra das cousas vindouras (Col. 2:17). O sábado semanal é um memorial de um evento do início da história da terra (Gênesis 2:2 e 3; Êxodo 20:8-11; Patriarcas e Profetas, p. 31 e 32). Portanto, os “sábados”, que Paulo declara serem sombras que apontam para Cristo, não podem referir-se ao sábado semanal designado pelo quarto mandamento, mas devem indicar os dias de repouso cerimonial, que encontram seu cumprimento em Cristo e no seu reino (ver Levíticos 23:5-8, 15, 16, 21, 24, 26, 27, 28, 37 e 38).[14]
Adam Clarke, conhecido comentarista Metodista, é claro em afirmar:
“...O sábado semanal se apóia numa base mais permanente, tendo sido instituído no Éden,para comemorar o término da criação em seis dias. Levítico 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’ dos outros sábados. Um preceito positivo é bom porque é ordenado e deixa de ser obrigatório quando ab-rogado; um preceito moral é mandato eterno, por ser eternamente justo”.[15]
“O que foi dito anteriormente é suficiente para esclarecer que Paulo jamais pretendeu abolir, em Colossenses 2:16 e 17, a obrigatoriedade moral do quarto mandamento, que por ter sido instituído na criação (Gênesis 2:1-3) e fazer parte da lei moral (Êxodo 20:8-11), também é um mandamento ‘santo justo e bom’(Romanos 7:12)”.[16]
O Sábado semanal o qual Jesus guardou (Lc 4:16) é uma bênção; neste dia podemos repousar de nossas atividades, adorar a Deus com maior intensidade e estar mais tempo com a família. Este sábado semanal não foi abolido, pois é um presente de Deus para nós.
A cada sábado na nova terra iremos adorar a Deus:
“E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR”. (Isaías 66:23).
Gálatas 4:10.
“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco”. (Gálatas 4:10-11).[17]
O livro de Gálatas jamais poderá ser usado como a favor da abolição da lei. Paulo, escrevendo o livro de gálatas, não está sendo contra a lei, mas sim contra um sistema religioso que colocava a lei como ponto de salvação. O livro trata da justificação pela fé em Jesus Cristo, em contraste com o conceito dos judaizantes de que a justificação vem por meio do cumprimento das obras prescritas no sistema judaico.
Apesar do objetivo da epístola de gálatas não ser o de ocupar-se na discussão das leis (morais e cerimoniais), pois trata do tema da justificação pela fé (Paulo está sendo contra uma forma de religião que crê na lei como um meio de salvação), o livro comenta algo acerca da circuncisão. Se você contar, verá que nos seis capítulos de gálatas a palavra “circuncisão” aparece mais de dez vezes.
E. Huxtable vê uma similaridade entre os “dias, e meses, e tempos, e anos” de Gálatas 4:10 e “dia de festa, ou lua nova, ou sábados” de Colossenses 2:16. Segundo ele, “as mesmas idéias são aparentemente apresentadas, mas em ordem inversa”[18]
...Paulo está aqui se referindo “aos sete sábados cerimoniais e às luas novas do sistema cerimonial”[19], e as mesmas considerações feitas sobre Colossenses 2:16 e 17 também se aplicam a este texto.
O Comentário Bíblico Adventista acrescenta ainda:
Não há base escriturística para assumir, como alguns o fazem, que os “dias” dos quais Paulo fala aqui se refiram ao sábado do sétimo dia. Em nenhum lugar da Bíblia é feito referência ao sétimo dia na linguagem aqui usada. Além disso, o sábado do sétimo dia foi instituído na criação (Gên. 2:1-3; cf. Êxo. 20:8-11), antes da entrada do pecado, e cerca de 2500 anos antes da inauguração do sistema cerimonial, no monte Sinai. Se a observância do sábado do sétimo dia subjuga o homem à escravidão, então o próprio Criador deve ter entrado em escravidão, ao observar o primeiro sábado do mundo! E essa conclusão é inconcebível.[20]
Portanto segundo A.R. Fausset[21], este texto não apresenta “nada que seja incompatível com a observância do sábado”[22]
Quais eram os 7 Sábados Cerimoniais[23].
...Existem dois tipos específicos de sábados no Antigo Testamento, os sábados anuais e os sábados semanais. Paulo não deixa dúvidas sobre os quais está falando.
Os dias de descanso cerimoniais anuais, em conjunto com o festival de ciclo anual, não estavam relacionados aos sábados do sétimo dia ou ao ciclo semanal. Cada um desses outros sábados, ou dias de descanso, caíam numa data fixa do ano, e assim em dias diferentes da semana a cada ano. Assim, eram propriamente chamados sábados anuais, em contraste com os sábados semanais. Esses dias em que o trabalho era proibido “além dos sábados do Senhor” (Levíticos 23:38) eram:
1. O Primeiro Dia dos Pães Asmos – 15o dia do 1o mês (Lev. 23:6);
2. O Sétimo Dia dos Pães Asmos – 21o dia do 1o mês (Lev. 23:8,11);
3. Dia de Pentecostes – 6o dia do 3o mês (Lev. 23:24;25);
4. Festa das Trombetas – 10o dia do 7o mês (Lev. 23:16,21);
5. Dia da Expiação – 10o dia do 7o mês (Lev. 23:29-31);
6. Primeiro Dia da Festa do Tabernáculos – 15o dia do 7o mês (Lev. 23:34;35);
7. Sétimo Dia da Festa dos Tabernáculos – 22o dia do 7o mês (Lev. 23:36).
Os sábados anuais eram parte do sistema cerimonial que representava a vida e a morte de Cristo, e cessou quando Ele expirou na cruz. Eram “sombras de coisas futuras”.
Em contraste com o sábado semanal, que foi ordenado à toda humanidade ao fim da semana da criação, os sábados anuais apontavam para a vinda do Messias. E a sua observância findou com Sua morte na cruz...
“Poderíamos encerrar o assunto por aqui, mas como sempre há doutrinadores cavilosos que apelam para a filologia em torno da palavra “sábados” de Colossenses 2:16, mister se faz uma ligeira consideração neste particular.
De início, a palavra grega empregada pode referir-se aos sábados semanais ou aos sábados anuais. Temos que apelar para o contexto a fim de sabermos a quais se refere. Em grego, “Sábados” do texto em lide é sabbata, uma forma plural de sabbaton. Embora sabbata em muitos casos não represente um exato plural, pelo fato de derivar da forma singular aramaica, por outro lado é de freqüente sentido singular. A exploração que pretensos helenistas fazem em torno deste fato em nada altera a posição que sustentamos, porque sabbata, pode representar um plural exato, como por exemplo, em Atos 17:2 e sem dúvida em nosso texto (Colossenses 2:16) ainda reforçado com o peso do contexto indicando tratar-se de sábados anuais.
Há oponentes que exploram também o fato de a palavra “Sábados”, na passagem que estamos considerando, estar no grego sem o artigo, mas esquecem-se de que o sábado semanal é também freqüentemente citado sem o artigo em grego, como, por exemplo, em S. João 5:9; 9:14, etc.”.[24]
Veja o quanto é importante o estudo do contexto do verso e também seu correto significado na língua original.
João 5:17.
“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. (João 5:17).
Não podemos forçar o texto a dizer o que não disse. Analisando o contexto vemos que os judeus reclamaram de Jesus curar no Sábado.
Ao dizer “meu Pai trabalha até agora e eu também”, o Senhor está dizendo que o Pai e ele trabalham até agora em dar vida, curar as pessoas, salva-las.
A palavra grega usada neste verso reforça este ponto de vista, sendo que ao Jesus dizer que o “Pai trabalha até agora”, ele menciona a palavra grega “ergazestai”, palavra que é usada no evangelho de João para tratar da “obra salvívica” de Deus e ‘não da obra criadora’.
Claramente se vê aí a que tipo de trabalho Jesus está se referindo.
Isto confirma o ensinamento de Jesus de que é lícito fazer o bem aos sábados (Mateus 12:12). O texto não se refere ao trabalho cotidiano, mas ao realizado em favor do próximo, que deve ser todos os dias. “Segundo os judeus” ele quebrantava o Sábado, pois não guardava da maneira deles. “Segundo Deus”, Jesus nunca profanou porque guardava da maneira correta estabelecida por Deus.
João 9:4.
“É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. (João 9:4).
Este verso da Bíblia também é tirado de seu contexto por muitos teólogos. Pegam a declaração de Jesus em que ele diz: “trabalhai enquanto é dia, pois vem a noite em que ninguém pode trabalhar” e dizem que ele estava mandando trabalhar no Sábado. Não existe base Bíblica para aprovar esta tese.
O Senhor está pedindo para eles trabalharem em prol do evangelho e em favor das pessoas enquanto à oportunidade. Jesus nem mencionou o Sábado neste verso. Não está dando liberdade para abusarem de seus mandamentos. Lembremos que “Jesus Cristo ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13:8). Seu caráter é perfeito e imutável. Ele não iria criar uma Lei e depois pensar consigo mesmo: “arrependi-me de ter estabelecido o Sábado com dia de guarda, vou mudá-lo”. Ele não erra!
2 Coríntios 3:7-11.
“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente”. (2 Coríntios 3:7-11).
“Permita-me repetir as palavras de Paulo mais uma vez: Lei Santa, Lei justa, Lei boa. É inegável que Paulo faz alusão a leis diferentes, porque jamais poderia afirmar que uma lei boa não presta e seja boa ao mesmo tempo. Que foi anulada, e é santa, justa e boa. Que é maldição e que tenha uma promessa de longa vida ao se observa-la”[25].
Se a lei é boa, é certo concluirmos que ela contribui para que homem torne-se espiritual.
Uma lei Santa e boa não pode ser considerada o “ministério da morte” (2 Co 3:7) como quer o opositor. Na Bíblia jamais poderia haver tal contradição. Quando achamos vemos uma ‘contradição’ nas Escrituras o erro está em nós e não no livro sagrado.
Voltemos à questão de ser a lei ou não o ‘ministério da morte’ mencionado em 2 Co 3:7. O oponente afirma que “o ministério da morte era os Dez Mandamentos”. Estudando porém o contexto do verso e outros textos paralelos do apóstolo Paulo onde lei é exaltada por ele, vê-se a infelicidade desta declaração. O apóstolo disse que a lei é “santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7:12) e “o que é bom de modo nenhum se tornou em morte” (v. 13). Se o mandamento do Senhor “não se tornou em morte”, chega-se à fatal conclusão de que o “ministério da morte” não é a lei moral.
Antes de estudarmos a expressão “ministério da morte”, faremos um breve estudo acerca do que é o “Novo Concerto”.
Há uma grande confusão na cristandade acerca do Novo Concerto. Acham que pelo fato do Velho Concerto ter sido abolido, a lei dos Dez mandamentos também o foi; sendo assim, se estamos no Novo Concerto, não precisamos mais observar a lei de Deus. Mas isto está longe de ser verdade, conforme veremos a seguir em um estudo feito pelo escritor Arnaldo B. Christianini:
“Afirmamos que os Dez Mandamentos eram a base do velho concerto, como igualmente o são do novo. Os oponentes, tomando o conteúdo pelo continente, concluem que se o velho concerto caducou, também caducou a lei de Deus. Mas não é assim.
“De fato, em Deuteronômio 4:13 se afirma que os Dez Mandamentos (dez palavras, no original) eram o concerto, porém essa maneira de expressar é um modismo[26] hebraico. Do mesmo modo Moisés dissera aos israelitas: “... eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei”. Deut. 9:21. Em linguagem exata, o pecado era o volver deles para um falso deus – um ato da vontade rebelde – mas o bezerro era a base daquele pecado, era apenas aquilo em relação ao qual fora o pecado cometido. Assim também, o concerto fora feito pela vontade dos israelitas em resposta a Deus (Êxo. 19:5-8); os dez mandamentos eram a base – o ponto de referência sobre o qual fora o concerto feito. Esta é a legítima relação do decálogo com o concerto. Nada mais claro.
“Por aquele concerto, Israel prometera guardar o decálogo. O concerto dependia do decálogo, mas o decálogo não dependia do concerto. Sem dúvida, o concerto – o trato que Israel fizera – podia ser quebrado um milhão de vezes, porém isto não afetaria a lei de Deus...vamos ilustrar esta verdade. Um estrangeiro pode prometer guardar a lei do nosso país, sob a condição de que seja aceito como um cidadão brasileiro. Há então como que um concerto, uma promessa formal da parte dele, e aceita pelas nossas autoridades máximas. A lei do país (Constituição, códigos etc.,) seria no caso a lei que serviria de base a esse convênio ou promessa. Pois bem, esse indivíduo poderia quebrar sua promessa, ou violar seu convênio; isso, porém, não aboliria e de modo algum afetaria a lei do país. Ela permaneceria em vigor quer ele a observasse ou não. O seu convênio dependia da lei, mas a lei não dependia do convênio.
“A promessa do novo concerto não prediz uma época em que a graça suplantaria a lei de Deus, mas ao contrário, refere-se claramente a um tempo em que a lei de Deus seria escrita no coração dos homens, e isto, sem dúvida, pela graça de Deus atuando nos seus corações. Jer. 31:33; Heb. 8:10; 10:16. Assim é evidente que, longe de ser a lei de Deus abolida, ela é guardada no interior daquele que recebeu um novo coração. Ela é, portanto, reafirmada, e não ab-rogada.
“É oportuno lembrar que o insucesso do velho concerto não estava na lei de Deus, mas no povo. Em Hebreus 8:9 se diz que Deus os repreendeu, porque eram repreensíveis. A tradução inglesa diz: “Porque sendo eles (o povo) achado em falta...”.
“O velho concerto era um pacto de obras, feito sobre promessas humanas, e seu fracasso demonstrou a falibilidade do homem em pretender, por esforço próprio, guardar os mandamentos de Deus, ou pôr-se em harmonia com a lei do Céu. Quão significativas as palavras de Paulo, ao dizer que “a inclinação da carne” – a mente carnal que caracterizou o Israel rebelde – “não está sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser”. Rom. 8:7. Isto significa que, quando, pelo evangelho, somos transformados do carnal para o espiritual, então a lei de Deus pode ser escrita em nossos corações, e o novo concerto – ratificado com o precioso sangue de Cristo – é efetivado em nossa vida. Quem não tem um novo coração e não se põe em harmonia com a lei do Céu, nunca nasceu de novo, pois quem vive transgredindo a lei de Deus continua no pecado, porque “pecado é a transgressão da lei”, segundo a melhor da tradução de I João 3:4 e o mais autorizado conceito teológico.
“As leis civis e cerimoniais eram derivação de lei de Deus, para os judeus. Primeiro, porque eram, na época, depositários dos oráculos divinos, e assim entendemos que, enquanto não surgisse o Messias – o cordeiro de Deus que Se imolou pelos pecadores – as leis cerimoniais com suas prefigurações consistentes em símbolos, holocaustos, ofertas, sacerdócio, ritos e festividades que apontavam para Ele, tinham que vigorar. Em segundo lugar, porque Israel, como nacionalidade teocrática[27], tinha o seu código civil de certo modo relacionado ao decálogo.
“Se o velho concerto ligava o Israel literal a Deus, é obvio que, embora a base daquele concerto fosse o decálogo, logicamente abrangia as leis acessórias. É elementar que os estatutos civis e cerimoniais eram, para Israel, acessórios ao decálogo; eles deviam sua existência e significado ao decálogo, mas este não era dependente deles.
“Sabido é que o novo concerto a rigor, remonta à queda do homem – com a promessa de redenção que seria efetuada pela Semente da mulher; e que o concerto fora reafirmado a Abraão, Isaque, etc., e teve sua vigência suspensa quando os israelitas apresentaram o concerto do Sinai, denominado velho concerto. Porém o novo concerto foi restabelecido depois da falácia do velho, sendo eficazmente ratificado com o sangue de Cristo, e extensivo aos gentios, aos filhos de Deus, ao Israel. Gál.3:29. A base desse pacto da graça continua sendo a lei de Deus escrita nos corações. Como é evidente, permaneceu a base, o decálogo. As leis acessórias são peremptas (extintas), pois o código civil judaico deixou de vigorar desde o ano 70 A.D., e o cerimonialismo com suas festividades caducou, quando o “véu do santuário rasgou-se de alto a baixo”.
“É fatal a conclusão de que não há o mais leve indício, na doutrina dos concertos, de que a lei de Deus tenha sido abolida.
“Que o novo concerto abrange a todos os homens, e que todos os crentes se unem sob o mesmo está claramente demonstrado em Efésios 2:11-13. Diz o apóstolo aos crentes de Éfeso (não eram só judeus) que eles em outros tempos estavam sem Cristo, “estranhos aos concertos da promessa”, mas “agora em Cristo Jesus...pelo sangue de Cristo chegastes perto”. É disparatada a conclusão de que o novo concerto se aplica somente ao Israel literal, principalmente pelo fato de que este povo, como povo de Deus, fora formalmente rejeitado nos tempos apostólicos, e jamais tornará a ser povo de Deus.
“Não se deve passar por alto o fato de o chamado novo concerto ter sido feito antes do velho. Era, como foi dito, a promessa da graça redentora, que provia o perdão dos pecados. Fora feito a Adão, renovado a Noé, Abraão e a Israel. Ora, se era um concerto que, no entender do autor do livro[28] desobriga a guarda da lei de Deus, então os patriarcas também não precisavam guardar os dez mandamentos, por aí se vê como é palpável o absurdo da tese antinomista construída sobre os concertos.
“A lei ‘dada 430 anos depois’, significa que ela foi dada em forma escrita ou solenemente promulgada nessa época, como lembrete a um povo que, pelo convívio com o paganismo, estava perdendo a noção da vontade divina, porém a lei moral existia desde o princípio. Ela revela o pecado, portanto, desde que existe o pecado, ela existe também.
“A lei de Deus consubstancia-se nos dez mandamentos; resume-se no decálogo, e sua observância subordina-se à aceitação dos homens. Por isso é chamada a “lei de liberdade” em S. Tia. 2:12. Também Cristo dissera ao mancebo: “se quereres... guarda dos mandamentos”. Certamente as ordenanças ritualísticas da lei cerimonial e os preceitos civis não seriam escritos nos corações, porque tais leis não dependiam do arbítrio dos homens, mas eram-lhes impostas. Não eram de caráter moral. E note-se que a lei escrita no coração é a mesma lei que Jeremias conhecia seiscentos anos antes de Cristo. E isto vem em abono da permanecibilidade da santa lei de Deus. Como admitir-se a sua ob-rogação?
“Note-se cuidadosamente o que Deus disse através de Jer. 31:33: ‘Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração’. Donde se conclui que o novo concerto é uma providência para pôr o homem novamente em harmonia com a vontade divina, ou seja, pô-lo em situação em que possa guardar a lei de Deus. Não há dúvida que ‘as melhores promessas’ conferem perdão aos pecados, dão graça e poder para obedecer à lei de Deus, coisas que o velho concerto não tinha.
“Está é a verdadeira doutrina bíblica dos concertos, na qual a lei de Deus é exaltada. Porém a tese de que o novo concerto nos desobriga de viver em harmonia com a vontade divina revelada no decálogo, não passa de mais um subterfúgio dos inimigos da lei de Deus”[29].
Entendendo a expressão ‘ministério da morte’ em 2 Coríntios 3:7.
“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente”. (2 Coríntios 3:7).
Lendo atentamente todo o capítulo de 2 Co 3, pode-se perceber que Paulo fala de “ministério” e não de “lei”. O termo ‘lei’ não é empregado, o que será fundamental para nossa análise do texto, pois se o mesmo não mencionando a lei de Deus, então não podemos dizer, que a mesma tenha sido abolida.
“O apóstolo estabelece vários contrastes entre os concertos, que, em resumo, são os seguintes:
VELHO CONCERTO
NOVO CONCERTO
1. “ministério da morte”
1. “ministério do espírito”
2. “ministério da condenação”
2. “ministério da justiça”
3. “letra que mata”
3. “espírito que vivifica”
4. “foi abolido”
4. “permanece”
5. “em glória”
5. “em excelente glória”[30]
6. Está fora do homem (II Co 3:6)
6. Está dentro do homem. Concerto do espírito (II Co3:6)[31].
“Vamos analisar estes contrastes, para melhor esclarecimento.
“1 e 2. Que vinha a ser este “ministério da morte” ou “ministério da condenação?” Certissimamente não significa ‘lei’, porque ministério ou ministração jamais foi sinônimo de lei. Uma coisa é a ministração de uma lei, outra coisa é a lei em si mesma. A ministração, ou ministério, nada mais é do que os meios pelos quais a lei é aplicada, ensinada e vivida e só muita má vontade poderia confundi-la com a própria lei. Portanto, é fora de dúvida que o “ministério da morte” ou “ministério da condenação” refere-se inequivocamente ao antigo ministério ou ministração da lei que fora “gravadas com letras em pedra” – ou seja o concerto com base no decálogo, concerto este que, pela incapacidade dos israelitas, precisou ser abolido. Ao novo concerto, em contraste, Paulo chama de “ministério do espírito” ou “ministério da justiça”. Salta à evidência que, em linguagem vívida e comparativa, o apóstolo procura demonstrar que Cristo e o Seu ministério são a glória refulgente, ao lado da qual a glória do ministério dos tempos anteriores empalidecia e desaparecia. O livro de Hebreus está cheio desses contrastes, livro que fora escrito para os crentes judeus, os quais até aceitarem Cristo criam naturalmente que a glória do Sinai – a ministração (ministério) da lei divina pelos sacerdotes, levitas e governadores – era a última palavra no plano celestial. No entanto, viam depois que a glória de Cristo a superava em muito.
“É evidente também que a metáfora comparativa “tábuas de pedra” e “tábuas de carne do coração” é indicativo do contraste entre os dois concertos. Compare-se cuidadosamente com Jer. 31: 31-34 e Ezeq. 11:19 e 20. Mas não se pode encontrar aí a mais leve alusão à ab-rogação da lei de Deus. Convém lembrar também que há expressões na Bíblia que devem ser entendidas pelo que de fato significam e não tanto pela forma das palavras. Por simples figura literária, o ministério da lei no velho concerto é denominado de “morte” ou “condenação”, isto porque a transgressão da lei (pecado) tinha o seu salário de morte ou condenação. Também nos dias de Eliseu, certa vez, os filhos dos profetas ajuntaram-se em torno da “panela grande” em que se cozeu colocíntide. Evidentemente eram ervas venenosas porque os que as comiam clamaram: “Homem de Deus, há morte na panela”. II Reis 4:38-40. Em linguagem exata, queriam dizer que havia algo no interior da panela que iria causar a morte, mas, trocando a causa pelo efeito, gritaram, expressando-se daquela forma. Mas fácil é encontrar-se o sentido. Basta ser sincero,e querer descobri-lo. Assim a relação de Paulo com as “tábuas de pedra”.
3. Consideremos a “letra que mata”, em contraste com o “espírito que vivifica”. Um ministério de lei, baseado em sua letra, resulta somente em morte para os seus transgressores; mas um ministério de lei, baseado na justiça de Cristo através da ação do Espírito no coração do pecador, resulta em vida. O primeiro ministério foi letra morta, por inadimplemento por parte do povo; o último, espírito que vivifica, por ser Cristo que habilita o homem a obedecer. Sempre em foco os dois concertos. Nada sugere a abolição do decálogo.
4. Quanto ao que “foi abolido”, o versículo 14 diz, no original, que foi o velho concerto (diatheke) e não a lei de Deus. O novo permanece. Se a Bíblia diz que permanece, é porque permanece mesmo, queiram ou não os inimigos da verdade. Não se desmente a Palavra de Deus com malabarismos exegéticos. Nada é aqui afirmado com relação ao decálogo.
5. Finalmente, com relação à “glória” mencionada por Paulo, diz respeito à glória proporcional aos dois ninistérios. A justiça divina refulgiu de modo terrível no monte Sinai, quando foi solenemente proclamada a lei. Deus era um fogo consumidor. Porém, quão incomparavelmente maior, infinitamente maior, a glória de Deus jorrando sobre a terra seus raios vivificantes, quando Cristo desceu para “salvar o povo dos seus pecados”. S. Mateus 1:21. A última “glória” empalideceu a primeira. Aquela primeira – que produziu reflexos no rosto de Moisés – foi abolida, superada que foi pelo resplendor inigualável da segunda. Claramente diz a Bíblia que o véu foi posto no rosto de Moisés, e não nas tábuas da lei. Era a sua face que brilhava, não as tábuas; e foi o brilho do seu rosto que feneceu, não o decálogo.
“Comentando este capítulo, escreveram os eruditos e fundamentalistas Jamieson, Fausset, na Brown: ‘A lei moral do dez mandamentos, sendo escritas pelo dedo de Deus, é tão obrigatória agora como sempre o foi; mas ainda sob o evangelho com espírito de amor, do que sob a letra de uma obediência servil; agora com espiritualidade muito mais intensa e mais profunda (S. Mateus 5:17-48;Rom. 13:9)’.
“Portanto, II Coríntios 3 reafirma a vigência da lei!”[32].
Veja que o Novo Concerto não abole o decálogo. O fato de estarmos na Nova Aliança não termina com o mandamento de Deus. Veja:
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (Jeremias 31:33).
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (Hebreus 8:10).
Percebeu? No Novo Concerto não guardamos a lei “na letra”, mas no espírito, ou seja, de coração, interiormente. Na Nova Aliança a lei será escrita por Deus em nossa mente e coração para obedecermos automaticamente, através da comunhão com o Criador.
Onde nestes textos vê –se a abolição da lei só porque estamos na Nova Aliança? Ora, se no Novo Concerto a lei será escrita no ‘coração e na mente’, como pode ser anulada? O Novo Concerto reafirma a lei de Deus; põe a lei de Deus em uma nova perspectiva, que não é a de salvar mas sim direcionar a vida do crente para que se afaste do pecado e torne para Deus. Na Nova Aliança a lei brota do coração porque foi o Espírito Santo quem a colocou ali; não é como na Velha Aliança cuja obediência era pela “letra da lei” (e não interiormente), apenas exteriormente.
“Um estudo cuidadoso de ambos os concertos revela que a diferença entre eles não estava na lei, mas sim em como a humanidade se relacionava com a lei... A lei foi escrita em tábuas de pedra durante o antigo concerto. Sob os termos do novo concerto, está escrita no coração. Em Hebreus 8:10, Paulo usa as palavras de Jeremias para o novo concerto, explicando que agora a lei está escrita, não em pedras, mas “porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração”. Ele não aboliu a lei, nem a modificou. Ele a escreveu nas mentes daqueles que O seguem”[33].
Nada mais claro...
João 13:34.
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”. (João 13:34).
Relata que Jesus nos deu um “Novo mandamento”, que seria: “amais uns aos outros assim com eu vos amei”. Em Levíticos 19:18, mais de dois mil anos antes, Deus já tinha ensinado os folhos de Israel a “ amarem uns aos outros como a si mesmo”. Como que este ensinamento de Jesus vai ser novo se existia bem antes?
Analisemos o texto. Note que Jesus disse “novo mandamento” e não “mandamento novo”.
Se ele tivesse dito mandamento novo, seria realmente um outro, que não existia. Já que Jesus disse novo mandamento, isso significa que é um mandamento novo porque é “aperfeiçoado”.
- Antigamente esta ordem de Deus era assim: “amarás o teu próximo com a ti mesmo”;
- Hoje é assim: “ameis uns aos outro como eu vos amei”.
Notou a diferença? Jesus acrescentou a expressão “como eu vos amei”. É por isso que Cristo disse que era um novo mandamento: porque foi aperfeiçoado.
Lucas 16:16.
“A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele”. (Lucas 16:16).
O ponto de partida para a boa compreensão deste verso é sabermos que as palavras duraram, vigoraram ou existiram, que aparecem em algumas versões não se encontram no original.
Na tradução de "Almeida Revista e Corrigida" está duraram em grifo, indicando que ela não se encontra no original. Foi um acréscimo do tradutor para a complementação do sentido.
Para uma adequada compreensão do sentido, esta passagem deve ser colocada ao lado do texto paralelo de SÃO MATEUS 11:13, que diz a mesma coisa, com mais clareza:
"Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João".
Assim, Lucas nunca pretendeu afirmar que a lei de Deus foi abolida depois de João. Entram, porém em contradições:
a) Afirmam que a Lei parou com João Batista, precursor de Cristo.
b) Afirmam que a Lei vigorou até a 1ª vinda de Cristo.
c) Afirmam taxativamente que a Lei findou na cruz.
Vemos aí a incoerência de TRÊS ABOLIÇÕES da Lei!
Nós, porém podemos provar que a Lei e os profetas continuaram depois de João:
a) A LEI
"Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos" Mat. 19:17.
b) OS PROFETAS
O texto bíblico nos informa que houve muitos profetas nos tempos apostólicos. Ler:
Atos 2:17 e 18 - " ... e profetizarão".
Atos 19:6 - "... e ... profetizavam."
Atos 21:7-9 - " (Filipe) tinha ... quatro filhas donzelas, que profetizavam."
I Cor. 14:29 - "Tratando-se de profetas ..."
Logo, o real significado de LUCAS 16:16 é: "A LEI E OS PROFETAS FORAM PREGADOS ATÉ JOÃO”, era uma indicação do tempo em que o reino de Deus seria anunciado. A vinda de João foi um cumprimento desse tempo.
O estudo do contexto é muito útil para melhor compreensão do assunto, pois este nos indica que nem Mateus nem Lucas estão discutindo os Dez Mandamentos. O contexto nos elucida que muitos dos judeus eram descrentes da missão e do caráter de Cristo e do seu precursor. Afirmavam sua crença em Moisés e em todos os profetas. Cristo procurou insistentemente provar-lhes que Ele era aquele de que os profetas falavam e que o reino de Deus estava sendo pregado através de João Batista.
João Batista iniciou seu ministério declarando: "É chegado o reino dos céus." Mat. 3:3.
O próprio Cristo iniciou Seu ministério público declarando: "O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo ...". Marc. 1:15.
As profecias ensinadas pelos profetas com referência a Cristo quando Ele veio, deixaram de ser profecias e passaram a ser fatos históricos consumados.
Sobre Lucas 16:16, a palavra até (no grego "méchri") jamais autoriza a idéia de que os escritos da lei e dos profetas tenham perdido o seu valor quando João começou a pregar. O evangelho veio, não para ser colocado em lugar do Velho Testamento, mas em acréscimo a ele. Este é o sentido claro no qual méchri é usado aqui e também em Mat. 28:15 e Rom 5:14:.
Os que ensinam que os escritos do Velho Testamento não têm mais valor para os cristãos contrariam o que Cristo ensinou. Ele declarou enfaticamente que não veio tirar das Escrituras nem um til nem um jota. (Mt. 5:18).
Interpretação perigosa é concluir que este verso ensina que Moisés e os profetas estavam abolidos, ou que os Dez Mandamentos não precisam mais ser guardados.
São oportunas e claras as palavras de Moody: "A Lei dada no Sinai nada perdeu de sua solenidade ..." "O povo precisa ser levado a compreender que os Dez Mandamentos estão ainda em vigor, e que há uma penalidade a cada violação ... O sermão do monte não cancelou os Dez Mandamentos".[34]
Tenhamos cuidado ao afirmar que algo criado por Deus (sua santa lei – veja Êxodo 31:18) e que é santo (Romanos 7:12) seja uma maldição ou que tenha sido abolido; isto é perigoso. É
falta de respeito para com o Criador afirmar que os Dez Mandamentos, um transcrito de seu caráter, tenha sido abolido.
“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos”(1 João 5:3)
“Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom”. (Romanos 7:12).
“Quanto às tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre”. (Salmos 119:152).
Que sejam nossas as palavras do salmista:
“Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei”. (Salmos 40:8).
A lei, colocada em seu devido lugar (não como ponto de salvação, mas como um espelho para nos mostrar o pecado, reger nossa conduta e glorificar a Deus através de nossos bons frutos) é uma bênção e não uma maldição.
“Deus estabeleceu o sábado para que este fosse um “memorial da do Criador” e um “memorial da Criação”. É também um ‘memorial da redenção’.
“Quando guardamos o sábado, estamos lembrando de que há um Deus Criador, e que não estamos no mundo por acaso; estamos dizendo que cremos no Eterno e que admiramos os seus feitos na criação e na redenção do homem.
“O sábado é um momento em que podemos ter “um lindo encontro com o Senhor Jesus Cristo”. A cada final de semana podemos desfrutar deste maravilhoso companheirismo com o Senhor Jesus, Deus o Pai e com o Espírito Santo. É um dia que podemos também estar na companhia da família. Durante a semana pouco falamos com nosso cônjuge ou filhos e o sábado é um a oportunidade para restabelecermos os laços familiares, na companhia dos familiares e do Senhor Jesus”[35].
Guardar o sábado é uma questão de Adoração a Deus a aceitar Seu Senhorio. Toda criatura que foi criada por Deus (refiro-me mais especificamente a este planeta) deve adora-lo; automaticamente, deve guardar o sábado. Deve também aceitar a autoridade divina sobre qualquer forma de doutrina antes que crer em algo ensinado pelos homens (cf. At 5:29).
A lei não salva[36]; seremos salvos unicamente pela graça do Senhor Jesus (Ef 2:8); mas devo ressaltar que o fato de não sermos salvos pela lei não nos dá a liberdade de transgredirmos os mandamentos de Deus. Nossas obras, apesar de não nos salvarem são importantes, pois são evidências de nossa fé e devem vir como uma conseqüência da mesma (Efésios 2:10). “... a fé sem obras é morta” (Tg 2:26).
Deus lhe guarde,
Leandro Soares de Quadros.
Setor de Respostas Teológicas.
“Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”. (Salmos 119:18 RA).
[1] Extraído do Cd – Rom – Comentário Bíblico Adventista do 7o Dia (Casa Publicadora da Argentina).
[2] Comentário Bíblico Adventista do 7o Dia Volume I, pág. 888.
[3] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1a Edição, 1965) p.101.
[4] Idem, p. 101 e 102.
[5] Idem, p. 102.
[6] Idem, p. 105.
[7] Consulta Doutrinária (Casa Publicadora Brasileira, 1a Edição, 1979) p. 152 e 153.
[8] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1a Edição, 1965) p. 162- 164.
[9] Comentário de Romanos, volume II, São Paulo: Faculdade Adventista de Teologia, 1969, traduzido de The Seventh – day Adventist Bible Commentary” páginas 298-301.
[10] Subtilezas do Erro, págs. 191 e 192 – A.B. Cristianini.
[11] Comentário de Romanos, volume II, São Paulo: Faculdade Adventista de Teologia, 1969, traduzido de “The Seventh – day Adventist Bible Commentary”, p. 313.
[12] Citado em “Sutilezas do Erro”, pág. 125.
[13] Citado em “Sutilezas do Erro”, pág. 125.
[14] The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pp. 205 3 206, citado por Alberto Ronald Timm em “O Sábado nas Escrituras” São Paulo: Instituto Adventista de Ensino; 1990, p. 70.
[15] Clarke, vol. 6, p. 524 – Idem, p. 70.
[16] Alberto Ronald Timm, “O Sábado nas Escrituras”, p. 70-71.
[17] Todo este estudo foi extraído do livro de Alberto Ronald Timm, O Sábado Nas Escrituras (São Paulo - Instituto Adventista de Ensino, 1990), p. 71.
[18] The Pulpit Commentary, vol. 20, (Galatians), p. 90 - Citado por Alberto Ronald Timm.
[19] The Seventh – day Adventist Bible Commentary, vol. 6, p. 967.
[20] Ibidem.
[21] Escreveu importantes obras publicadas pelos Batistas.
[22] Jamieson, Fausset and Brown, A Commentary Critical, pratical, and Explanatory on the Old and New Testament, Dayton, Ohio: W. J. Shuey, 1988), vol. 4, p. 29. – Citado por Alberto R. Timm.
[23] Estudo extraído do livro de Henry Feyerabend, Um Evangelista Responde as 101 Perguntas Mais Freqüentes (Artur Nogueira – SP: União Central Brasileira da Igreja Adventista do 7º Dia, 1a Edição, Ano 2000) p. 79 e 80.
[24] A.B. Christianini, “Sutilezas do Erro”, pág.127.
[25] Lourenço Gonzáles, Assim Diz o Senhor, (7a Edição), p. 77.
[26] Segundo o Dicionário Universal, modismo é “modo de falar próprio de uma língua e admitido pelo uso, mas contrário às regras gramaticais”... É peculiar ao idioma hebraico este modo de expressar-se.
[27] Teocracia: governo em que os chefes da nação pertencem à classe sacerdotal. (Fonte: Dicionário Universal On-line).
[28] Adaptando à nossa ocasião presente, ao “pastor oponente à lei de Deus...”.
[29] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (1a Edição) p. 57-60.
[30] Idem, p. 120. Adaptado.
[31] Pedro Apolinário, Leia e Compreenda Melhor A Bíblia (2a Edição Ampliada, Agosto de 1985), p. 139.
[32] Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, (1a Edição) p. 120 – 122.
[33] Henry Feyerabend, Um Evangelista Responde as 101 Perguntas Mais Freqüentes, (Artur Nogueira – SP: União Central Brasileira da Igreja Adventista do 7º Dia, ano 2000), p. 73.
[34] A explicação deste texto de Lucas 16:16 foi extraída dos Arquivos da Escola Bíblica.
[35] Extraído da carta 6051: Porque os Adventistas Guardam o Sábado, de Leandro Soares.
[36] Faz parte do plano de Deus em seu processo de salvação, ao restaurar em nós a Sua imagem santa.
Fonte: Textos Difíceis
Assinar:
Postagens (Atom)