terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Blasfemar "contra o Espírito".

Mt 12.31 Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Mt 12.32 Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.

Na situação específica a qual Cristo faz referência, um grupo de fariseus tinha atribuído ao diabo (vers. 24) o poder do Espírito Santo, sabendo plenamente que sua acusação era falsa. Este deliberado rechaço da luz os estava levando passo a passo a blasfemar "contra o Espírito".

É importante notar que a afirmação feita pelos fariseus surgiu no momento culminante de um longo processo de rechaço das evidências cada vez mais claras de que Jesus era divino, processo que tinha começado quando Jesus nasceu, mas que se havia intensificado à medida que progredia seu ministério. quanto mais clara a
evidência, mais decididamente se opunham a Ele.

Com o passar do tempo, cada encontro com Jesus servia só para revelar a hipocrisia deles, e se foram amargurando mais e mais e falaram em forma mais violenta. Nesta ocasião afirmaram abertamente que Jesus estava diabólico e que trabalhava em colaboração com Satanás, como um de seus cúmplices. Em seguida ficaram sob o controle do mesmo poder que haviam dito que dominava a Cristo.

A blasfêmia contra o Espírito Santo, ou seja o pecado imperdoável, consiste na resistência progressiva à verdade, e culmina em uma decisão final e irrevogável contra ela, feita deliberadamente e sabendo muito bem que ao proceder assim se está escolhendo seguir uma conduta própria que se opõe à vontade divina.

A consciência está cauterizada pela resistência contínua a aos apelos do Espírito Santo e quem está nessa situação dificilmente compreende que tem feito a decisão fatal. Pode também ocorrer que simplesmente não se chegue nunca a fazer a decisão de atuar em harmonia com a vontade de Deus.

A pessoa que se sente temerosa de que pudesse ter cometido o pecado imperdoável, nesse mesmo temor tem a evidência concludente de que não o cometeu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário